A história da eletricidade - A faísca / Duração: 00:58:58
No início do século XIX, o cientista mais famoso da época, Humphry Davy, construiu um equipamento elétrico de oito metros, com pilhas de aço e metal, para bombear eletricidade em uma quantidade que nunca havia sido alcançada. A invenção foi a maior pilha já criada. Este episódio conta como que, assim como Davy, pioneiros quebraram os mistérios da eletricidade. Eles estudaram um elo curioso entre a vida e a eletricidade, e abriram caminho para o mundo moderno em uma época em que os fenômenos da natureza eram compreendidos como atos de Deus.
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A história da eletricidade - A era da invenção / Duração: 00:58:59
Há mais de 200 anos, cientistas perceberam que a eletricidade era mais do que uma carga estática e poderia correr em corrente contínua. Mais tarde, encontraram também a conexão das correntes elétricas ao magnetismo. Esta descoberta transformou o mundo e permitiu gerar quantidades aparentemente ilimitadas de energia elétrica. Este episódio mostra como aconteceu esta transformação, e fala ainda sobre como a criação do telégrafo modificou a comunicação pelo mundo, e como avanços nas pesquisas sobre a eletricidade tornaram nossas cidades iluminadas e o cotidiano da sociedade mais dinâmico.
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A história da eletricidade - Revelações e revoluções / Duração: 00:58:57
Após séculos de experimentos, como finalmente foi possível entender o eletro magnetismo. E com a continuidade dos estudos na área foi possível avançar ainda mais. Este episódio apresenta a descoberta do campo de força invisível por meio da matemática, e fala sobre as transformações da sociedade a partir da energia elétrica, mostrando os feitos e descobertas dos cientistas que desvendaram o comportamento dos átomos e elétrons, e explicando como a eletricidade conectou o mundo através da radiodifusão e da rede de computadores.
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Especiais diversos - Tesla, mestre dos raios / Duração: 00:51:29
Documentário que expõe a vida e o trabalho do criador dos sistemas de geração e transmissão de corrente alternada, o físico austríaco Nikola Tesla. Um grande inventor que estudou a ciência da eletricidade entre o final do século XIX e o início do Século XX. Por causa de suas divergências de opinião sobre a corrente contínua e corrente alternada, os físicos Thomas Edison e Nikola Tesla começaram um conflito que ficou conhecido como a guerra das correntes.
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2. A VISÃO CIENTÍFICA DO MUNDO
"Quase todos os grandes erros sistemáticos que iludiram os homens por milhares de anos se basearam na experiência prática. Horóscopos, encantamentos, oráculos, magia, feitiçaria, curandeirismo e médicos empíricos antes da medicina moderna, todos foram fortemente estabelecidos aos olhos do público através dos séculos devido a seus supostos êxitos práticos. O método científico foi concebido precisamente com o fim de elucidar a natureza das coisas sob condições cuidadosamente controladas e por critérios mais rigorosos do que aqueles presentes nas situações criadas por problemas práticos." [26] - Michael Polanyi -
De um modo geral, a evolução do conhecimento humano pode ser vista como um movimento a partir de observações superficiais, processadas pelos nossos limitados cinco sentidos físicos, "intuitivamente" filtradas pelo enquadramento educativo e valores daquele tempo - para um método de medição objetiva e métodos de análise auto-promotores que trabalham para chegar a (ou calcular) conclusões através de teste e reteste das provas, buscando validação por meio do valor de referência da causalidade científica - uma causalidade que aparece para compor as características físicas da chamada "Natureza" em si.
As "Leis Naturais" do nosso mundo existem quer nós escolhamos reconhecê-las ou não. Estas regras inerentes ao nosso universo estavam presentes antes que os seres humanos desenvolvessem uma compreensão para reconhecê-las, e por mais que possamos debater a respeito da exata precisão da nossa interpretação dessas leis, no atual estágio de nossa evolução intelectual, há evidência suficientemente consolidada para mostrar que estamos, de fato, conectados por forças estáticas que têm uma lógica inerente, mensurável e determinante.
Os vastos desenvolvimentos e a integridade preditiva encontrados na matemática, física, biologia e outras disciplinas científicas provam que nós, como espécie, estamos lentamente compreendendo os processos da natureza e o aumento da nossa capacidade inventiva em simular, acentuar ou reprimir tais processos naturais, confirmam o nosso progresso na compreensão da natureza. O mundo ao nosso redor hoje, abundante em material tecnológico e invenções que alteram a vida, é um testemunho da integridade do Processo Científico e do que este é capaz.
Ao contrário de tradições históricas, onde existe uma certa estagnação em relação ao que as pessoas acreditam, como ainda é comum em dogmas religiosos, esse reconhecimento da "Lei Natural" inclui características que desafiam profundamente a assumida estabilidade de crenças que muitos consideram sagradas. Como será expandido mais tarde neste ensaio no contexto de "Emergência", o fato é que, simplesmente, não pode existir uma conclusão intelectual única ou estática sobre a nossa percepção e conhecimento, exceto, paradoxalmente, quanto ao padrão subjacente de incerteza dessas mudanças e adaptações em si mesmas.
Isso é parte do que poderia ser chamado de uma visão científica do mundo. Uma coisa é isolar técnicas de avaliação científica para interesses específicos, como a lógica que usamos para avaliar e testar a integridade estrutural de um projeto de construção de uma casa, e outra, é quando a integridade universal desse tipo de raciocínio está enraizada permitindo que relações de causa e efeito e métodos de validação sejam aplicados a todos os aspectos de nossas vidas.
Albert Einstein disse uma vez: "Quanto mais a evolução espiritual da humanidade avança, mais certo me parece que o caminho para a religiosidade genuína não passa pelo medo da vida, pelo medo da morte e por uma fé cega, mas sim por uma luta em busca de conhecimento racional". [27]
Enquanto cínicos da Ciência muitas vezes trabalham para reduzir a sua integridade para outra forma de "fé religiosa", rebaixando sua precisão como "fria" ou "sem espiritualidade", ou mesmo destacando as consequências da tecnologia aplicada ao mal, como a criação da Bomba Atômica (que, na realidade, é uma indicação da distorção dos valores humanos, ao invés dos da engenharia), não se pode ignorar o poder incrível que essa abordagem (científica) proporcionou à raça humana com a compreensão e aproveitamento da realidade. Nenhuma outra "ideologia" chega perto de combinar os benefícios preditivos e utilitários que este método de raciocínio tem proporcionado.
No entanto, isso não quer dizer que a negação cultural ativa desta relevância não está ainda difundida no mundo de hoje. Por exemplo, quando se trata de Crença Teísta, muitas vezes há uma tendência de divisão que deseja elevar o ser humano acima de tais "meras mecânicas" da realidade física. A suposição implícita aqui é que, geralmente, os seres humanos são mais "especiais" por alguma razão e, talvez, existam forças, como uma intervenção de "Deus", que podem substituir as Leis Naturais à vontade, tornando-as menos importantes do que, por exemplo, a obediência contínua à vontade de Deus, etc.
Infelizmente, ainda existe uma grande vaidade humana na cultura que assume, sem evidência comprovada, que os seres humanos estão separados de todos os outros fenômenos e que nos considerarmos conectados ou até mesmo um produto de forças naturais e científicas seria o mesmo que rebaixar a vida humana.
Ao mesmo tempo, há também uma tendência para o que alguns chamam de pensamento "Metamágico" [28], que poderia ser considerado um tipo de transtorno de personalidade esquizofrênica, onde a fantasia e a ilusão leve ajudam a reforçar falsas suposições de causalidade no mundo, nunca aproveitando o rigor do Método Científico [29]. A Ciência requer testes e repetidas replicações de um resultado para que este seja validado, e muitas crenças de pessoas aparentemente "normais" atualmente situam-se fora deste requisito. Além das religiões tradicionais, o conceito de "Nova Era" [30] também é comumente associado a este tipo de pensamento supersticioso. Embora seja extremamente importante que nós, como sociedade, estejamos conscientes da incerteza de nossas conclusões em geral, e que, portanto, devemos manter uma mente aberta, criativa, para todas as postulações, a validação dessas postulações só pode vir através de uma consistência mensurável, não de pensamento positivo ou fascinação esotérica.
Tais ideias e pressupostos invalidados representam um quadro de referência que muitas vezes é assegurado por "Fé" [31], não Razão, e é difícil discutir o mérito da Fé com qualquer um, uma vez que as regras de Fé, por sua natureza, recusam argumentos. Isto é parte do dilema em que a sociedade humana vive hoje: Nós simplesmente acreditamos que estamos sendo tradicionalmente ensinados pela nossa cultura ou nós questionamos e testamos essas crenças frente a realidade física ao nosso redor para ver se elas são verdadeiras?
A Ciência está claramente preocupada com o amanhã e não possui nada de sagrado, sempre pronta para corrigir falsas conclusões já estabelecidas quando uma nova informação surge. Aceitar uma incerteza tão inerentemente - ainda que seja uma abordagem extremamente viável e produtiva para a visão de mundo do dia-a-dia - requer uma sensibilidade muito diferente - uma que incorpora a vulnerabilidade, não a certeza.
Nas palavras do professor Frank L. H. Wolfs (Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Rochester, NY), cuja "Introdução ao Método Científico" é reproduzida no Apêndice B deste texto para a referência: "Costuma-se dizer que na ciência as teorias nunca podem ser provadas, apenas refutadas. Há sempre a possibilidade de que uma nova observação ou uma nova experiência entre em conflito com uma teoria de longa data". [32]
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