ENC: Relato de um doutorando vivendo em Roraima. (((( por favor LEIAM)))

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Sandro Cristiano Vieira Da Silva

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Oct 21, 2011, 4:48:08 PM10/21/11
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INTERESSANTE

 

De: Felipe Ferreira Pinheiro
Enviada em: sexta-feira, 21 de outubro de 2011 18:16
Para: Fabiola Fernandes Dos Santos; Ivani Vieira Gama; Milene Guilherme De Toledo; Tatiane Dias De Matos; Maike Karine Reboucas; Andreia Vieira Da Rocha; Bruna Vieira Olimpia Oliveira; Liliana Chibly De Robert; Bruno Ferreira Da Silva; Jeferson Araujo Di Cesare; Mario Da Silva Aydar Nascimento; Eliane Nunes Coelho; Diogo Da Silva Santos; Sandro Cristiano Vieira Da Silva
Assunto: ENC: Relato de um doutorando vivendo em Roraima. (((( por favor LEIAM)))

 

De: Romana Silva Sampaio [mailto:romana....@agu.gov.br]
Enviada em: quinta-feira, 20 de outubro de 2011 12:45
Para: Araújo - Plansul; Andrea Gomes jesus; Alex Freitas De Sousa; Alessandra Mesquita De Freitas; Ailto Junckes; Amanda Nunes Ronha; Ana Sena Vilanova; Ademir Braz da Silva; alysso...@lideranca.com.br; Ramos Contabilidade; Roberto Sebastião Gonçalves da Silva; Cibele Márcia Kiyomi Ogawa Oda; Carla de Moraes Prado; Cristiane Blanes; Denise de Moraes Petroni; Domingos Vince Neto; eledia....@caixa.gov.br; eqmat....@fazenda.gov.br; Egle Maria Andrade de Souza Fukagawa; Felipe Ferreira Pinheiro; Fernando Cesar Rosa; Gustavo Henrique Pinheiro de Amorim; Gylson Barbosa Figueiredo Júnior; Isabel Aparecida Tamelini Patini; Ivone Satiyo Fuzimoto da Silva; José de Nazaré Matheus; Luiz Ferreira de Souza Netto; Maria Martha Regiani do Canto Pesce; Marcelo SP; Marcelo Dalpicolo; marialuc...@yahoo.com.br; Marina Eiko Yamaoka; Mara Tieko Uchida; osori...@gmail.com; oade...@yahoo.com.br
Assunto: ENC: Relato de um doutorando vivendo em Roraima. (((( por favor LEIAM)))

 

 

Vamos repassar

 

 

 

 

Segue abaixo o relato de uma pessoa que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata- se de um Brasil que a gente não conhece..


 

As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.

 Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.

 

Para começar, o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense. Pra falar a verdade, acho que a proporção de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto, falta uma identidade com a terra.

Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, (e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro) ou a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo.

Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando- se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades.

 

Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km ) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena (Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados.

 

 

Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.

 

Outro detalhe: americanos entram à hora que quiserem. Se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem- se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerd com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas, pasme, se você quiser montar uma empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí, camu-camu etc., medicinais ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties' para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia...

 

Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: Os americanos vão acabar tomando a Amazônia. E em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:

'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'.

 

A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivo de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático). Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.

Pergunto inocentemente às pessoas:  porque os americanos querem tanto proteger os índios ?  A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras indígenas além das riquezas animal e vegetal, da abundância de água, são extremamente ricas em ouro - encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO.

 

Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a  alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa.

É, pessoal... saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho.

Será que podemos fazer alguma coisa???

Acho que sim.

Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos.

Mara Silvia Alexandre Costa

Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag.Patog. FMRP - USP

 

Opinião pessoal:

Gostaria que você que recebeu este e-mail, o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais antes que isso venha a acontecer.

Afinal foi num momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo a fim de antecipar a próxima guerra.

Conto com sua participação, no envio deste e-mail.

Celso Luiz Borges de Oliveira

Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP

 

 




--
Eduardo Fermino

 

 


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Rodrigo Mineichi Kurogi

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Oct 21, 2011, 5:14:15 PM10/21/11
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Date: Fri, 21 Oct 2011 18:48:08 -0200
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