FW: Alerta: áreas residenciais e Praia da Daniela ameaçadas, Plano Diretor

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Alzira Tenfen Silva

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Feb 4, 2010, 9:12:13 AM2/4/10
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 Presados sócios ! Estou enviando a visão da presidente do Jardim Germânia sobre as oficinas que participamos sobre o PLANO DIRETOR DE FLORIANÓPOLIS ,que está se realizando no hotel Castelmar no horario de 17 ás 22:00hs até hoje.Atenciosamente,Alzira Tenfen Silva presidente do Confia

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Subject: FW: Alerta: áreas residenciais e Praia da Daniela ameaçadas, Plano Diretor
Date: Thu, 4 Feb 2010 11:55:49 -0200


 

Date: Thu, 4 Feb 2010 11:10:31 -0200
Subject: Alerta: áreas residenciais e Praia da Daniela ameaçadas, Plano Diretor
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Caros associados
 
Estive nesta terça dia 02/02 na oficina do distrito Sede- Centro e Continente (etapa conclusiva!!!!) do Plano Diretor "Participativo" a convite do IPUF/CEPA, de 17 as 22h no Castelmar (e mesmo com ar-condicionado tava bem quente).
 
Bom de 17 as 18:30 teve a exposição do Prof. Rubens da CEPA sobre o macrozoneamento de toda a ilha, e vários conceitos urbanísticos, exemplos de outras cidades, etc. A idéia é criar novas centralidades auto-suficientes na ilha: 1) Norte: Jurerê, Canasvieiras, Ingleses, etc 2) Bacia do Itacorubi 3) Campeche e Tapera - adensando mais estas áreas, de forma a preservar as áreas de preservação APP, APL e AVL - evitando assim deslocamentos pendulares destes locais para o centro da cidade. São contra a pulverização de casinhas, inclusive nos morros - citou exemplo de Sambaqui, com foto aérea, que antes se concentrava na orla e agora está se espraiando para o morro todo. E outros contra-exemplos nos EUA, França e até Portofino na Itália - zonas mais concentradas de construções mas deizando áreas verdes grandes ao redor. A idéia é construir ruas ou estradas nas encostas dos morros para demarcar as áreas de preservação (acho que serão chamadas de P).
 
O macrozoneamento ficou então dividido em apenas 4 tipos de área: P - preservação ; M - de amortecimento (antigas APL e AVL ) transição entre as áreas P e as demais; A - de alta densidade habitacional e F - de baixa a média densidade habitacional. A nossa região da bacia do Itacorubi seria quase toda F (sem distinção entre comercial e residencial, nem casas e prédios), sendo apenas uma faixa do Itacorubi A - alta densidade. O Centro da Cidade ficaria A (como já é de fato). A nossa Bacia foi escolhida assim para propiciar o crescimento da cidade, por ser um local central e já mostrar este potencial de crescimento; e também a faixa adjacente à SC 401 (corredor Norte-Sul). A Região Norte foi discutida ontem, eu não estive presente, mas soube que neste corredor o gabarito previsto é de 12 pavimentos. Hoje estãrão discutindo a região Sul.
 
Quanto ao transporte a idéia é ter metrô (de superfície ou enterrado) ao longo do corredor Norte-Sul e no anel em torno do centro, Beira Mar Norte - UFSC - Beira Mar sul e tunel, ligado a duas linhas (tipo formando um H) passando pela João Pio Duarte e SC-404 que vai para lagoa. Transporte marítimo com 3 ou 4 linhas, uma do estreito para o centro, perto da Ponte, uma até a Beira-Mar próximo ao Shopping, um ligando Biguaçu à Praia da Daniela!!!! e talvez outra para Tapera, esta não lembro bem. A Madre Benvenuta ficaria livre de transporte de massa, mas ao final desta, na Lauro Linhares, sugerem um túnel sob o Morro do maciço (transversalmente) ligando diretamente à Av Rio Branco, próximo à Praça do Corpo de Bombeiros.
 
Nesta primeira etapa da exposição algumas pessoas se manifestaram e eu perguntei: Por que estão chamando esta etapa de conclusiva, se é apenas de macro-zoneamento, e o Estatuto da Cidade prevê que também seja discutido o microzoneamento, a elaboração e a implementação do Projeto de Lei com a comunidade???? Bom, o Prof. Rubens disse que isto é com o IPUF, mas que havia conversado com Atila, seu presidente (presente na platéia) e que haveria a possibilidade de discussões locais...Mas o Sr Atila não disse nem que sim nem que não....Perguntaram sobre a viabilidade técnica e econômica do metrô, mas responderam que isto era com os engenheiros de tráfego, civis e a prefeitura. O presidente da ACIF que estava presente disse que dinheiro tem, o que não pode é ficar travando todos os projetos e construções como está sendo feito agora (que piada!!!)
 
Após esta etapa e coffe-break passou-se para oficinas e dividiram em 2 salas, nós da Ilha, zona Central, no auditório com prof. Rubens e os do Continente em outra sala com a Lorena da CEPA. . Estavam presentes cerca de 10 membros comunitários da Bacia, alguns professores da UFSC, vários funcionários do IPUF, 2 arquitetos do IAB, etc no auditório, mas não tinha muita gente. 
 
Bom, eu apresentei nosso Parque Linear nas margens do Córrego Grande (projeto elaborado pela arq. paisagista Thereza sardinha, do CONFIA) para o prof. Rubens e o outro urbanista da CEPA - eles gostaram muito, inclusive disseram que haviam pensado antes em traçar uma rua pelas margens mas respeitaram a nossa diretriz do Parque e de fato estava lá marcado de verde no mapa deles (área P). Houve diversas discussões, primeiro sobre o transporte e mobilidade. Uma moça se manifestou contrária a ter estação de barca na Daniela e eu também reforcei este ponto: primeiro por ser a nossa conhecida Praia das Crianças e depois por não ser uma praia turística - muito melhor seria fazer uma estação no Jurerê e outra em Canasvieiras. A Praia da Daniela também é pequena, mais fácil de sujar, e está com problemas de erosão. O Prof. e arquiteto,urbanista da UFSC, Cesar Floriano (presidente da AMOSC, associação do sertão do córrego) sugeriu que ao invés de fazer uma estação perto do Shopping Beira-Mar, deveria ser feita na Ponta do Coral, pois tem inclusive espaço para estacionamento, e poderia ser feito uma revitalização desta área (mesmo que fosse consorciada e pudesse haver bares, restaurantes), integraria com o CIC - e também impediria a construção do hotel gigante que pretendem fazer lá....Eu perguntei sobre o túnel sob o morro da Eletrosul e alargamento da Edu Vieira no Pantanal, semi-enterrado na UFSC, projeto previsto no Plano diretor vigente, se seria feito ou não e perguntei por que não fazer o outro túnel no sentido longitudinal no morro do Maciço (projeto do colega Hélio Carvalho, presidente do Conjardim, associação da Carvoeira), pois poderia assim continuar o Corredor  que vem do Norte diretamente para o centro da cidade. Bom, ele respondeu que o metrô deve ser subterrâneo no Pantanal, logo abandonaram o projeto do plano vigente e que saíria muito caro o túnel no sentido longitudinal....
Outros perguntaram sobre a João Pio, se seria alargada, mas também disseram que não, o metrô seria subterrâneo.... (mas não disseram daonde viria o dinheiro para construir este metrô). O Hélio Carvalho também se manifestou sobre a sua proposta do túnel no sentido longitudinal.
 
Bom, passou-se ao macro-zoneamento e aí que nos demos conta que nossa Bacia virou área F (de ferrados....) - e qual o gabarito, perguntamos? Vcs é que tem que dizer respondeu o Prof. Rubens. Então eu e Cesar Floriano sugerimos 4 - eu falei que tem que acabar com esta transf. de índice, senão não adinata, acaba com qualquer planejamento, citei exemplo que no Córrego era gabarito de 6 e fizeram alguns prédios com 14 andares! Falei que se não haverá distinção de comercial e residencial só se aprovarem o Estudo de Impacto de Vizinhança. O Cesar sugeriu tb que restringissem a taxa de ocupação de área. Prof. Furlan falou longamente do problema das enchentes e da falta de infra-estrutura, de água e esgoto, energia, sistema viário também - que certamente não iriam ter dinheiro para construir tal metrô e o tráfego já está um caos, se enchessem tudo de prédios ia ficar insustentável....Depois o Luiz Cezare, do CONFIA, lembrou muito bem que este macrozoneamento estava contrário às nossas diretrizes aprovadas em audiência pública de preservar as áreas residenciais dos jardins (Anchieta, Flor da Ilha, Germânia, Santa MÔnica e Pq São Jorge)...
 
Ah os Jardins são privilegiados disse o Prof. Rubens, conhecia o local, tinha amigos lá, mas o urbanismo moderno vai contra esta idéia de cada casa em lotezinho separado, sua piscina, isto até para infra-estrutura de água e esgoto não é econômico (lembrou os exemplos que mostrou antes de várias casas agrupadas e uma infra-estruturas de lazer e equipamentos comum a todas era muito melhor) - e que era impossível impedir o crescimento da cidade, deu exemplo que era um sonho parecido com o que temos com nossos filhos que queremos que eles fiquem sempre conosco, mas eles tem que segui a vida deles...Uma professora da UFSC disse que ela era uma dessas privilegiadas que morava numa casa no Córrego, mas tinha consciência de que ou se fecha a ponte ou, se deixamos a cidade crescer, esta terá que se adensar, mesmo para que nossos filhos que casam tenham aonde morar com sua família, mas alertou sobre a falta de infra-estrutura também. O Prof. Rubens disse que a Bacia deve passar por um re-desenho urbano....
 
Um dos presentes perguntou tb aonde estavam os vereadores??? Que nem adiantava a gente ficar propondo qualquer Plano ali pois depois na Câmara eles iam fazer o que bem entendessem, como sempre. O pessoal do IPUF disse que foram convidados por ofício, e-mail e por telefone, mas não compareceram.
 
Bom, ao final, depois de toda nossa choradeira e protestos o prof Rubens disse que haverá uma audiência pública dia 18/03 para aprovar este Plano Diretor, e que se temos propostas de alteração podemos levar e sugeriu que fossemos organizados e unidos, pois se cada um na hora falar uma coisa diferente não teremos força....O Cesar Floriano ainda desenhou nossa proposta de ocupação da área da fazendinha, (aprovada tb em aud. pub.) no verso de um dos mapas do Parque Linear, com base no rascunho que eu tinha desenhado e uns mapas do zoneamento que levei e entregamos lá. (eu e Cesar fazíamos parte da Comissão de uso do Solo da Bacia, mas os poucos desenhos que temos são com o google map e só tínhamos digital)....Mas já sabemos que a negociação do sub-prefeito com os donos da fazendinha não deu certo, a área foi vendida e já estão prevendo uma montoeira de prédios ali, enfim, vamos tentar, a área tem que ser em grande parte pública, com uma praça e uma nova escola, biblioteca, e quadras de esporte para a comunidade.
 
O ideal seria que discutíssemos o micro-zoneamento, pois se deixar  solto assim - tudo área F- vai ficar um caos. Até se dividíssemos em sub-áreas o microzoneamento, como é atualmente,, concentrando em algumas áreas, com gabarito maior, 6 a 8 pavimentos, tipo ao longo das vias principais, como já está acontecendo, poderíamos manter as casas nos Jardins, pois na média fica uma densidade média de habitação.....
 
Bom, tenho que descer pro lab. aqui na UFSC, Deus nos ajude!!!! Se não nos mobilizarmos a ilha vai afundar!!!!
 
henriette
 
 


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