Já vi reportagens na TV e em jornais sobre consumidores lesados por empresas telefônicas. Mas nunca imaginei que seria vítima deste incômodo.
A TIM mudou meu plano Pré-pago para Pós-pago, no dia 10 de janeiro de 2011, sem me consultar. Nunca fui à loja alguma, de nenhuma operadora, para pedir tal mudança. E muito menos recebi faturas, pois estamos em abril, ou seja: deveria ter recebido faturas de fevereiro, março e abril. Não tem nada disto em meu nome e nem em meu endereço. Nunca recebi isto e nenhuma outra correspondência da TIM.
Mas o relato acima não é o pior. Sem eu saber foi autorizado a portabilidade do meu número TIM para a Claro na última quinta-feira. Sim caro leitor. O meu telefone celular que era de uma operadora passou a ser de outra sem que eu quisesse isto. E quando ligam para meu número, outra pessoa que atende. E esta pessoa diz que o número dele começa com 88 e não 99, que é o meu. O que me leva a crer que o número deixou de existir. Até parece novela mexicana, mas é real.
Alguns amigos e clientes me ligaram neste período, sem falar na minha família que mora no interior do Paraná. Não conseguiram falar comigo, com isto perdi trabalho e diversão. E ainda espero a resposta de um possível patrocinador, do Rio de Janeiro, para o trabalho que desenvolvo junto a um site sobre futebol. Será que me ligaram neste período? E se ligaram e desistiram por outra pessoa atender? Como fico?
Eu pensava que o problema fosse o chip ou o aparelho. No domingo troquei de aparelho e mesmo assim nada de sinal. Fui à loja da TIM num shopping próximo de casa e foi quando descobri a palhaçada relatada acima. O atendente disse para que eu ligasse no 144, porém este número foi transferido para a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) ainda em 2006. Mas saquei que ele queria dizer ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações).
E ai começou o empurra-empurra. Voltei da loja para casa e liguei na Anatel, porém só atendem em dias úteis. Liguei no SAC da TIM. Falei com dois atendentes e cada um me deu um número de protocolo. Mas nada resolveram. Esperei chegar a segunda-feira para ligar na Anatel.
Depois de cinco tentativas consegui falar com uma moça da Anatel que me orientou para ligar na Claro, mas recusou-se a me dizer seu nome completo e algum número de protocolo. (Mas espera aí! A Anatel exige que as operadoras de telecomunicações dêem um protocolo aos consumidores, mas ela mesma se recusa a oferecer? Tem algo errado ai.)
Liguei na Claro, que me disse ser problema da TIM. Ligo na operadora dos homens azuis e, pasmem, os protocolos que me passaram no domingo estavam em branco. Isto mesmo. E a atendente ainda me disse que não preencheram o formulário por “preguiça”.
Cansado de falar ao telefone resolvi ir novamente à loja. O rapaz que me atendeu disse que quem aceitou a portabilidade foi a Claro, que eles (TIM) não podem fazer nada. Mas eles alteraram meu plano e ele nada me disse a respeito disto. Com a paciência que aprendi a ter com meus pais, desci até a loja da Claro, também no shopping.
Na loja que o Ronaldo Fenômeno resolveu atrelar seu nome, me disseram que com qualquer número pré-pago pode ser feito a portabilidade sem exigência de documentos. E que a culpa é de uma resolução da Anatel. Até onde isto é verdade não sei, mas vou descobrir se é isto mesmo. Por fim, a menina abriu mais um protocolo para cancelamento da portabilidade e terei que esperar cinco dias úteis para que isto aconteça.
Como conseqüência, tive que comprar outro chip para poder trabalhar. Apesar de ser barato, é um gasto a mais. Sem falar no transtorno em ter que ligar para clientes, amigos, familiares e enviar e-mails para avisar o novo número. Mas eu quero o número perdido de volta.
Se fosse um filme o gênero seria drama e a sinopse ficaria assim: “Na capital do Paraná, operadora de telefonia celular deixa cliente no escuro, que sem motivos para brindar procura ajuda do governo e nem protocolo de atendimento recebe”.
Mas o resumo mesmo é este: ”A TIM joga o problema para a Anatel, que pede para ligar na Claro, que devolve para a TIM, que empurra para a Claro que culpa a Anatel”.
Só sei que quero meu número de celular de volta.
Joaquim Eduardo Madruga "Joka" - Repórter Fotográfico Freelancer - www.jokamadruga.com
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