Os Três “Bobos” Profissionais
Existem três tipos de profissionais em todas as organizações, sejam
públicas ou privadas, pequenas, médias ou grandes. São os “Bobos
ingênuos”, “Bobos espertos” e os “Bobos sábios”. Não importa o cargo,
a posição hierárquica, ou o nível de escolaridade, ainda assim, é
possível classificar estes profissionais em uma destas três
categorias. Sempre haverá os “Ingênuos”, os “Espertos” e os “Sábios”.
Por isto, é fundamental entender o que caracteriza cada um destes
tipos, e saber como evoluir dentro destas fases profissionais.
Pra começar, existem os Bobos ingênuos, ou seja, aquelas pessoas sem
experiência que nem sempre têm consciência de suas limitações. O
segundo tipo são os chamados Bobos espertos, que são aqueles que
pensam que sabem tudo. O ultimo tipo, podemos chamar de Bobos sábios,
que são as pessoas que conseguiram superar a fase da “esperteza” e
descobriram através da inteligência e humildade que o processo de
aprendizagem nunca se esgota, ou seja, dura a vida toda. Vamos
conhecer um pouco mais o perfil da cada um destes tipos.
O Bobo Ingênuo
Esta é necessariamente a primeira fase de todo profissional. Em geral
é formada pelos recém contratados de uma empresa, que podem ser os
estagiários, os recém-formados ou os empregados contratados com pouca
experiência. Normalmente quando se é um Bobo ingênuo, vive-se uma fase
de muito aprendizado, pois nesta fase existe a possibilidade de
aprender sem cobranças ou preconceitos.
Os profissionais inexperientes, neste sentido, são bobos sim, porem
sua pouca experiência é temporária, pois eles viverão um rico
aprendizado e poderão evoluir rapidamente na carreira sem a cobrança
por resultado, muito comum em profissionais experientes. Assim, ficam
livres para aprender e para crescer profissional e pessoalmente.
O Bobo Esperto
Após a fase de aprendizagem, típica dos iniciantes, o Bobo ingênuo
começa a se transformar em um profissional experiente. No entanto esta
experiência acaba por lhe turvar a mente em relação ao relacionamento
com os outros profissionais e consigo mesmo. Perdem a humildade e, em
geral, a soberba acaba por transformá-los no Bobo esperto. Nesta
condição, normalmente ele para de buscar a aprendizagem, pois se acha
o máximo, profissionalmente. Para o Bobo esperto, o seu atual nível de
conhecimento e experiência é suficiente. Assim, este profissional
deixa de prestar atenção ao que ocorre à sua volta, para de fazer
cursos, de fazer treinamentos e de buscar o conhecimento
continuamente.
Esta é uma fase muito perigosa profissionalmente. É um momento critico
na carreira em que o profissional corre o risco de ficar estagnado e
acaba perdendo grandes oportunidades. Muitos profissionais caem na
armadilha desta fase do Bobo esperto, e passam anos na “areia
movediça” da estagnação profissional.
O Bobo Sábio
Felizmente alguns profissionais crescem e conquistam a sabedoria,
própria dos espíritos mais evoluídos. Nesta fase o profissional toma
consciência de suas limitações e aprende a conviver com elas. Descobre
que o processo de aprendizado é para o resto da vida, por isto cria o
hábito de buscar o conhecimento como uma cultura pessoal.
Dessa forma, o Bobo esperto evolui e torna-se o Bobo sábio. Passa a
ser um profissional experiente, mas humilde o bastante para se manter
atento à realidade em que vive, às inovações, às novas tendências e à
necessidade de aperfeiçoamento contínuo.
Todos os Profissionais Vivem as Três Fases
Imaginemos um profissional comum, um vendedor, por exemplo. Quando ele
inicia seu trabalho na equipe de vendas de uma empresa, em geral chega
com muita curiosidade procurando entender como funcionam as coisas na
empresa, conhecendo o produto, procurando aprender com os outros
vendedores, participando de treinamentos. Em poucos meses começam a
aparecer os primeiros resultados deste esforço. Neste sentido, seu
trabalho, seu esforço e sua curiosidade começam a surtir efeito. Ele é
um Bobo ingênuo que começa a evoluir para se tornar um Bobo esperto.
Pouco tempo depois desta fase, é provável encontramos este vendedor
estagnado na sua profissão. Para de aprender, de evoluir, de
participar de treinamentos e de buscar o conhecimento. Torna-se auto-
suficiente, perde a humildade e a possibilidade de crescer. A maioria
dos profissionais cai na armadilha da esperteza profissional e, assim,
é comum se tornarem um Bobo esperto. As estatísticas confirmam a “lei
de Pareto” que afirma: apenas 20% dos vendedores são responsáveis por
80% das vendas. Estes 20% de vendedores são justamente os que vão
evoluir para se tornarem os Bobos sábios, pois os outros 80% dos
vendedores, são provavelmente ou Bobos ingênuos ou Bobos espertos.
A natureza é especialmente generosa com os Bobos sábios, pois estes
são aqueles profissionais que criam um estilo de vida que lhes permite
produzir mais, com menos esforços. São mais felizes, são mais
produtivos e, por isto, são mais úteis às suas organizações.
Estes conceitos apresentados são válidos para todos os tipos de
profissionais. É preciso, portanto, ter inteligência para se tornar um
Bobo sábio na medida em que esta evolução profissional é, não apenas
fundamental para a organização em que se trabalha, mas principalmente
para a qualidade de vida e qualidade do trabalho do profissional.
Ari Lima
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