Resumo: Nova publicidade contra o cigarro é indução disfarçada das crianças brasileiras ao fumo.
Imagine uma propaganda ao contrário.
Como assim?
Já ouviu dizer que a frase "não beba" ou "não fume" tenha provocado algum resultado congruente?
E quem é mais irreverente que a juventude?
Diga a um jovem faça isso ou não faça aquilo, ele fará o inverso.
Isto se chama resposta polarizada, algo muito, muito comum.
Claro, nem todos reagem assim, mas será que estes chegam a ser maioria? Ou a maioria hoje, no afã de afirmarem o eu, o próprio, se diferenciarem, não farão o orientado? Inda mais se mandado, imposto!
Queira se impor algum posicionamento a um jovem e ele fará o justo contrário.
Uma prova é o próprio consumo de drogas, apesar de taxativa proibição legal e, principalmente, penal, porque mesmo correndo o risco de pagar com prisão, com a perda da tão amada liberdade de ir e vir, só se as usa cada vez mais.
Parece estranho? Incoerente? Assim é a resposta polarizada.
Diga "vá com calma aí heim", que ele encherá a cara até vomitar. Ele precisa descobrir, experimentar por si mesmo. Este é o perfil do jovem de hoje que cresceu entre disputas de quem é mesmo que detém o poder e a autoridade no mundo.
Ocorre que já há mais de quarenta dias (de 7/6/2008) estão no ar dois vídeos aparentemente "contra" o cigarro.
Mas me diga você se a seguinte letra de música é mesmo coerente com alguma posição contrária a qualquer coisa:
O homem prega um refrão em rap: "Venha para a minha rede!" (Come in to my net!)
A mulher "mandando no homem" intercanta: "Vou quebrar sua rede! A rede de sonhos falsos! E ainda parte da minha vida! Vou quebrar sua rede!", enquanto pega alguns dos muitos cigarros que "rolam" nas cenas, jogam no chão e pisam.
Este é o contexto do que chamamos vídeo 2. Aliás a letra dessa música dançante é cantada EM INGLÊS, e é traduzida com rápidas legendas que vão aparecendo e confundindo ainda mais o telespectador desprevinido, infantil e adulto.
No caso do vídeo 1, a sutileza foi mais explorada, porque começa mostrando imagens de lindos jovens que são trocadas rapidamente, cenas de skate, camisetas coloridas em campos abertos e muito verdes e arejados, e me lembro que diz assim que a pessoa começa a fumar de oito a doze anos, então mais umas tomadas com moços e moças, e entre uma e outra diz:
"Sabe porque a indústria do cigarro faz propagandas bonitas e investe em propaganda? Porque a indústria do cigarro quer transformar você em fumante." Na hora que fala "fumante" aparece um rapaz deitado, close no perfil deitado com um "matinho" na boca sorrindo.
Parece uma propaganda do Ministério da Educação. Todos jovens, bonitos, sorrindo e dançando como num campus universitário perfeito.
No final, depois de todo o prazer e entretenimento proporcionado, é a hora do humor:
Um doente sobre a cama de hospital, com aparência de estar nas últimas, e a locução: "Porque quando morre um cliente eles precisam de outro, nada pessoal, só negócios."
Como mefistofelicamente soprando: "e quando acaba um cigarro, precisa de outro."
Quem entende de cinema, mesmo que por experiência, identifica ali uma cena de humor.
E por fim, "Não caia nessa rede!"
Televisão atinge a todos os tipos de pessoa. Muitos reagem polarizadamente, outros não, mas nesse vídeo 1, há o que se chama de "mix de técnicas de comunicação", porque umas são usadas para efetivamente sugestionar ou comandar, outras para disfarçar isto mesmo.
Então eu pergunto:
Será que a cabeça de alguns milhões de pessoas conseguirá, depois de expostos aos vídeos, dissociar do cigarro à sensação de prazer, explicitamente produzida pelas imagens, sons e sensações maravilhosas proporcionadas pelos vídeos?
Quantos outros milhões obedecerão sem pestanejar à ordem "Não caia nessa rede", em português, de um dos vídeos, conquanto o outro diz em inglês, "venha para a minha rede!, venha para a minha rede!"?
E para aqueles que já estão ou estarão na faixa etária dos oito aos doze anos? Com esses eu me preocupo mais. Para estes qual será o efeito da sugestão "a pessoa começa a fumar de oito a doze anos de idade"?
Qual a porcentagem dentre eles que pensará firme assim, "Eu não!"?
Não é mais fácil que fiquem com o som na cabeça, "Come in to my net!, Come in to my net!"?
Agora, e quanto ao "quando morre um, precisa de outro"?
O que isso pode significar metaforicamente? Quando "morre" um cigarro, precisa de outro? E isto não faz sentido neste contexto?
Que bom publicitário desconhece o grande poder da sugestão hipnótica? (de Erickson e seus discípulos então...nem se fala!)
Por falar nisto, Amaury Jr. perguntou ao mega empresário Roberto Justus, sábado 5 de julho de 2008, no programa da Rede TV: (o que foi uma bênção para a NOSSA CAUSA, por que agora ele quem NOS corrobora)
"Qual a campanha que você não faria?"
E Justus responde:
"Não tem, essa de cigarro, não tenho a falsidade de falar que não faria, posso ser um anti-tabagista convicto, mas não posso desprezar o cliente por causa do produto que ele vende. Mesmo porque – frisando com os olhos mais abertos, típico de sua característica imposição autoritária – não existe mais propaganda de cigarro no Brasil, o que eles fazem é o – dizendo rápido – Dark Marketing, e é isso que eles podem fazer."
Existe alguma diferença? Propaganda de cigarros acabou, só tem agora o Dark Marketing de cigarros! Aliás, pior ainda, não é?
O empresário Roberto Justus não poderia ter dito isto em hora melhor, porque estou montando ESTA CAMPANHA pela vida, com vê de verdade.
Pode fazer Dark Marketing mesmo é Roberto Justus?
Se o senhor quem diz, é porque deve conhecer do assunto, não é mesmo?
Mas sinto muito em dizer, engano seu! Você saberia o porquê na lei...
Dark marketing... Para facilitar, o senhor não poderia ter dito propaganda subliminar, porque realmente não se trata disto.
O que se passa com esses dois vídeos não é o subliminar, porque são explícitos.
É o dark marketing! É o podre e obscuro marketing, pelos vídeos e por quem os mantém, criados para o fim específico de matar.
E isto, caro Justus, isto não é ao menos o crime de induzimento ao suicídio? Por dizer o Código Penal que o comete quem "presta auxílio para que o faça (se matar)"?
Mas isto é lei pequena, não, não...
Vamos a Constituição Federal!
Mas o empresário com infeliz sinceridade ainda argumentou: "Se eu não fizer, outra pessoa vai fazer. Então tem que parar com essa falsidade".
Obrigado senhor Justus! O senhor deu nome ao fenômeno publicitário denunciado por NOSSA CAMPANHA: é então o Dark marketing do cigarro!
E justamente quem o denominou? O presidente do maior grupo de publicidade do Brasil.
Nem queremos perguntar quem fez os vídeos sem perguntar quem os autoriza, e quem os mantém no ar, porque todos têm responsabilidade. Inclusive nós, o povo, por isso este manifesto. Para exercermos o nosso poder (Art. 1º da Constituição) diante de toda omissão até hoje.
Só porque põe a palavra "não" na frente, aquilo não deixa de fazer o efeito de uma propaganda, chamando a atenção ao objeto em questão?
Exemplo clássico? "Não pense numa zebra colorida!"
Mas nesse caso nem isso fizeram.
A letra da balada convida assim: "venha para a minha rede", está no afirmativo, está no imperativo! Enquanto a mulher, intercantando, explica (tudo em inglês, com a legenda "suavizada" em português, como vocês mesmos têm visto): "A rede dos sonhos falsos, e ainda parte da minha vida..."
Ora, e o mal glamurizado também não possui sua alta dose de atração, hoje em dia? Quem nunca se apaixonou pelo vilão?
E "rede dos sonhos falsos que ainda faz parte da minha vida", não pode parecer uma coisa, assim, "legal pra mim também, quero conhecer isso"?
É sabendo disso tudo aqui exposto que, em plena consciência, eles desenvolveram essas novas propagandas, contando com a colaboração de todos (ou aceitação de quem não percebe a técnica e é induzido pela balada, ou o silêncio).
Mas num eufemismo, na legenda em português, a letra ficou:
"A rede de más intensões"
"etc"
E o pior é que a música fica na cabeça tal como qualquer outro refrão pode ficar, mas até disto eles devem ter estatística, porque faz o efeito se estender pelos dias, fazendo vontade de fumar nas pessoas.
"Come in to my net!"! "Come in to my net!", em rap.
Não entraremos nos méritos da indústria ser uma só: cigarros, bebidas, drogas e sexo. Nem que "come" em inglês possui duplo sentido com "ejacule", nem nada disso do Dark Marketing tão presente nessa nova geração de filmes de humor americanos com toda entrega de adolescentes ao vício, mas tudo livre, tudo agora é válido e acima de tudo muito divertido, muito engraçado. E universidade é igual a isto.
Eles sabem que correm o risco!
Eles sabem que continuam até que alguém levante a bandeira.
Eles sabem que é assim, então agora chega!
Pela mesma lei das estatísticas e probalidades, diante da NOSSA enorme rede de contatos.
Este tremendo manifesto há de chegar em poucas horas às mãos das pessoas certas que se mobilizarão assim e as propagandas mal disfarçadas do cigarro serão imediatamente cortadas.
Mesmo que seja pela repercussão destas palavras.
Passe adiante para todas as pessoas de sua lista, nos dêem as mãos neste passe, para tirar do ar o que abominamos no mais profundo.
Mesmo que seja porque estamos deixando claro que senão, os acionaremos todos nós na justiça, por Ação Popular prevista em nossa nova Constituição Federal, pela qual no artigo 5º, inciso LXXIII:
"Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência."
E invocaremos também, eles insistindo na má fé, a Lei Nº 7347, que desde o libertário ano de 1985, disciplina a Ação Civil Pública, e os obrigaremos judicialmente à indenizar a todo o povo, quem sabe, instituindo uma associação ativa com um fundo financeiro, contendo o equivalente quantificado por décadas e décadas de atentados biológicos contra a saúde coletiva, Direito Difuso, em Reais, e retroativamente.
Conseguirá toda fortuna industrial do cigarro prevalecer contra a firme, resoluta e simplesmente posta em ação, exigência de cumprimento da Constituição Popular?
Aqui não! Contra os pulmõezinhos de nossos filhos não!
O bolso cheio de quem pode compensar os danos irreversíveis à cultura, ao meio-ambiente da humanidade deste planeta, por gerações convertidas pela indústria do vício?
Globo e Record e Estado e Poderes, pelo perigo de dano ou pelo dano real causado por uma única inserção desses pelo menos dois vídeos por NÓS vistos, tirem-os do ar!
Pela destruição em potencial de uma única vida que fosse, pela exposição à deliberada programação de 15 ou 30 segundos, já seria o suficiente para tão mínimo gesto!
Mas são milhões de adultos, homens e mulheres, idosos e crianças, expostos de corpo e alma a esse vírus ideológico, dia-a-dia, que dia-a-dia se fortalece em nós, porque, parece, fomos acostumados a nos acostumar, então eles vão e dão a piorar num passo mais.
Só que não! Não é porque sabemos escolher rir do que chorar, diante do que tem sido essa corrupção, que significa estarmos mortos. E talvez eles já tenham até se convencido disto.
Ao contrário, temos observado indignados, e se mesmo ora rindo ou ora chorando, sabe o que eles jamais nos conseguirão fazer acontecer? Perder a fé! Curar nossa revolta!
É pensar "está tudo errado", mas eu posso fazer alguma coisa.
Vamos lá, então repasse este e-mail para todos de sua lista.
E todos devem fazer isso, porque no dia que percebermos que as propagandas saíram do ar, teremos algo a comemorar, numa profunda sensação que o mundo pode mudar e não estamos sozinhos nunca, em essa sede de um mundo muito melhor. Colabore também!
Fuma quem
quiser. Aqui se planta, aqui se colhe. Fumo nos outros é
sacanagem.