
Dança e Afrodescendência
De 25 a 27 de agosto, a professora Inaicyra Falcão, da Universidade de Campinas (Unicamp), fala sobre Ritual e Linguagens: a elaboração estética. O curso irá abordar o processo criativo e interpretativo tendo como referência a questão mítica, a ancestralidade africana e experiências contemporâneas. O enfoque principal é a tradição nagô africano-brasileira, cujo ritual nas comunidades- terreiro valoriza o corpo e o movimento na construção de cenários míticos.
As artes corporais surgem como expressões intrínsecas do rito, tanto como relação e manifestação das forças ancestrais, quanto como forma de dar continuidade às histórias e contos míticos de um acervo cultural. Trata-se do trabalho do criador-intérprete que parte do seu envolvimento com uma comunidade específica e pontua matrizes tradicionais, em um processo que transcende a expressão da narrativa corporal do aspecto mítico-litúrgico para o estético-identitário ao significado da obra.
Inaicyra Falcão dos
Santos é graduada em
Dança pela UFBA, mestre em Artes Teatrais pela Universidade de Ibadan na
Nigéria, com bolsa do Conselho Nacional de Pesquisa-CNPq, doutora em Educação
pela USP e livre-docente em Práticas Interpretativas Departamento de Artes
Corporais da Unicamp.
Freqüentou cursos em escolas europeias e americanas, ressaltando o Studio Alvin
Ailey em Nova Iorque, a Schola Cantorum em Paris com bolsa do Governo Francês.
Foi pesquisadora visitante na Universidade de Ifé- Nigéria e no Laban Center
for Movement and Dance- Inglaterra, com bolsa do Conselho Britânico. Foi
intérprete em companhias de dança e teatro: Grupo
de Dança Contemporânea da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Ballet Brasil Tropical (com várias
turnês pela Europa e Oriente Médio), Theatre
D’Ennah Paris-França, e Companhia
Intercultural Peter Badejo em Londres (com turnê pela Inglaterra). Atriz e
coreógrafa nos eventos da Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil
(SECNEB). Gravou o cd Okan Awá, no
qual recria poemas e cânticos das tradições Yorubá e Afro-Brasileira, e
publicou o livro Corpo e Ancestralidade:
uma proposta pluricultural de Dança-Arte-Educação (Ed. UFBA e Ed. Terceira
Margem/SP). Foi chefe do departamento de Artes Corporais e coordenadora do
Programa de Artes do curso de pós-graduação do Instituto de Artes-Unicamp. Atualmente
é professora colaboradora da Unicamp.
Encerrando este bloco, a bailarina Kanzelumuka apresenta a performance “Minha Cabeça me Salva ou me Perde”. Em diversos mitos da cosmogonia iorubana e banto, Iemanjá e Kayaia são as “donas das cabeças”. A intervenção parte desta imagem e da busca por uma linguagem que se instaura pela ideia do corpo como encruzilhada, lugar de encontros, atravessamentos, desvios e transformações, para criar uma performance em que elementos mitológicos confluem com memórias e experiências. A Nave Gris Cia. Cênica é a propositora da ação cênica.
Kanzelumuka é bailarina (criadora-interprete), pesquisadora e professora de dança, bacharelada pela Unicamp. Pesquisa representações performáticas de origem banto. Em MG, fez parte do elenco da Sera Q Cia de Dança, pela qual atuou nos espetáculos Es quiz e Q’eu Isse Ta . Trabalhou também com Gil Amâncio (Oficina Entre Alfazemas) e Ricardo Aleixo (performance Metaformose).
De volta a São Paulo, esteve no elenco do espetáculo Escafandros do Núcleo Experimental de Dança do Teatro de Tábuas e na Cia Teatro Dança Evaldo Bertarzzo, com Corpo Vivo – Carrossel das Espécies. Além de integrar a Nave Gris Cia. Cênica, faz parte do Grupo de Estudo Terreiro de Investigações Cênicas: Teatro, Brincadeiras, Rituais e Vadiagens (UNESP) e é educadora de dança na Fábrica de Cultura do Jd. São Luiz (São Paulo/SP).
Este email foi enviado pela representação da Fundação Nacional de Artes - Funarte em Minas Gerais.
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