A acusação de Marcos Valério contra o PT, afirmando que o partido teria sido financiado pelo crime organizado, mais especificamente o PCC, não é a primeira do gênero. Ao longo dos últimos anos, surgiram diversas acusações nesses sentido, e o furo é bem mais embaixo.
A ligação da própria esquerda com o criminalidade é algo histórico. Na verdade, um dos traços marcantes do pensamento de extrema-esquerda é a crítica à própria estrutura social, mantida de pé pelo ordenamento jurídico vigente. Logo, derrubá-lo seria necessário.
Em outras palavras, as leis vigentes fariam parte da estrutura opressiva montada pela elite para manter os oprimidos “sob controle”. Ela seria ilegítima e precisa ser revogada, em nome de uma nova ordem, mais justa e inclusiva.
Dessa forma, a esquerda não tem o menor apreço pela Lei e pela Ordem, derivados da “moral burguesa”, que deveria ser substituída pela “moral” revolucionário. Tudo que é a favor da revolução é correto e permitido, mesmo os crimes mais abjetos. Tudo que é contra, seria condenável.
A partir disso, temos uma longa tradição da esquerda de utilizar o crime como instrumento para financiar a atividade revolucionária, além do próprio desrespeito à lei ser tratado como um ato de revolta contra o sistema, buscando a sua destruição.
TODOS os movimentos ligados à esquerda apresentaram uma ligação estreita com o crime, que vai desde o tratamento de criminosos como “vítimas da sociedade”, até a participação efetiva em organizações criminosas. Stalin, por exemplo, era um ladrão de trens. Quando ocorreu a revolução na Rússia, bandidos foram liberados das cadeias, para dar espaço a presos políticos.
Mais tarde, o regime comunista soviético desenvolveu a estratégia de treinar terroristas para travar guerras assimétricas contra os “imperialistas”, e fomentar o tráfico de drogas, tanto para financiar suas operações e prejudicar o inimigo, quanto para fins de inteligência.
Quem quiser aprender mais sobre isso, pode ler os livros de agentes comunistas que fugiram para o Ocidente e detalharam as operações desenvolvidas pela KGB. Entre eles, o “Desinformação”, do General Pacepa, e o “We Will Burn You”, do General Jan Sejna.
Revolução Comunista Cubana: o câncer em metástase na AL
Um dos focos revolucionários foi criado na América Latina, através da Revolução Cubana. O regime cubano infiltrou e operou quase todos grupos armados revolucionários que surgiram no continente, que tem o tráfico de drogas como principal fonte de receita, entre outros crimes.
A ligação entre a ditadura cubana e o PT é umbilical. Na década de 90, Fidel e Lula criaram o Foro de São Paulo, cujo objetivo declarado era “recuperar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu. O grupo reunia partidos de esquerda e grupos guerrilheiros/traficantes.
Recentemente, Lula mencionou que ajudou a conseguir a liberdade dos sequestradores de Abílio Diniz. O que ele não disse é que o grupo era formado por integrantes de guerrilhas esquerdistas, com os quais o PT mantinha estreita ligação desde sempre.
Por exemplo, o único brasileiro que participou do sequestro, Raimundo Rosélio, é filiado ao PT até hoje. Além disso, ele relatou em entrevista que Marco Aurélio Garcia, ex-dirigente petista, era ex-integrante da cúpula do MIR, grupo guerrilheiro chileno que organizou o sequestro.