A representante do Escritório da ONU Mulheres no Brasil, Nadine
Gasman, alertou em maio deste ano para a ausência de mulheres nos
ministérios do Governo Temer, o ilegítimo. É difícil esquecer (e
conviver) com o corte de 32 para 22 gabinetes de ministérios, onde
tomaram posse os novos ministros, todo homens, indicados por
Temer, para compor a nova base do governo*.
Desde a ditadura militar, quando a primeira ministra foi nomeada,
no início da década de 1980, foi a primeira vez que um presidente
não indicou uma mulher para os gabinetes*.
Mas se os temerários dão péssimo exemplo, nós marajoaras não
estamos tão longe assim quando se tratar de confiar nas mulheres
como tomadoras de decisão.
Nas últimas eleições municipais, a sociedade do Marajó decidiu que
apenas 15,5% das vagas de vereadores seriam ocupadas por mulheres,
percentual menor do que em 2012.
Melgaço é bi-campeão em zero vagas para as mulheres na câmara de
vereadores. São Sebastião da Boa Vista também não elegeu
vereadoras.
Ponta de Pedras e Cachoeira do Arari foram os municípios que mais
se aproximaram da paridade.
O machismo e o conservadorismo sombreiam o Marajó.
Mas passa.
Elas hão de acordar...