A ascensão de Trump e suas eminências pardas acirra o debate sobre a questão da liberdade de expressão, suas formas e seus limites, mas lança luz também sobre um outro aspecto desse debate: autocensura.
Um artigo de Rob Spillman, do OpEd Project, chama atenção para esse aspecto da questão da livre expressão do pensamento:
"A functioning democracy needs dissent and debate. Trump won the 2024 election with 49.8 percent of the vote (with 77,302,580 total votes) over Kamala Harris’s 48.3 percent (with 75,017,613 total votes), yet many of these 75 million citizens are either being shut out or are too fearful to publicly dissent for fear of retaliation.
(...) Do not obey in advance.
(...) Most of the power of authoritarianism is freely given. In times like these, individuals think ahead about what a more repressive government will want, and then offer themselves without being asked. A citizen who adapts in this way is teaching power what it can do.
(...) Anticipatory obedience is a political tragedy. "
O artigo completo está no Literary Hub, refere-se aos USA, mas penso que retrata também bastante bem realidades históricas como a ascensão do Nazismo na Alemanha, bem como nossa situação política e as manifestações (ou falta delas?) de dissenso :