Policiais Atiram Contra Universidade Federal

1 view
Skip to first unread message

Ricardo Aiolfi

unread,
Jun 2, 2011, 8:24:54 PM6/2/11
to cobrec...@googlegroups.com, Enecom Parahyba, eneco...@googlegroups.com
http://www.eshoje.com.br/portal/leitura-noticia,inoticia,12717,protesto_de_estudantes_passa_pela_terceira_ponte_e_vias_mais_movimentadas_na_hora_do__rush_.aspx

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Ricardo Aiolfi <ricard...@gmail.com>
Data: 2 de junho de 2011 21:23
Assunto: ::Aos Que Virão:: Policiais Atiram Contra Universidade Federal
Para: aosqu...@googlegroups.com, cacos...@yahoogrupos.com.br, soci...@yahoogrupos.com.br, ceb_...@yahoogrupos.com.br


Protesto de estudantes passa pela Terceira Ponte e vias mais movimentadas na hora do "rush"

Policiais do BME usaram spray de pimenta e bombas de efeito moral contra estudantes e atiraram para dentro da Ufes, que é área de atuação restrita da Polícia Federal

Por Redação Multimídia ESHoje (red...@eshoje.com.br) - com informações de Dóris Fernandes e Andréia Foeger.
Depois de um dia inteiro de manifestações, estudantes ocuparam a Avenida César Hilal, em Vitória, na noite desta quinta-feira (02). Eles reivindicam passagem livre no transporte público. O trânsito na Reta da  Penha e Fernando Ferrari seguem normalmente nos dois sentidos. Na Ponte da Passagem, próximo a Jardim da Penha, em Vitória, um caminhão da cavalaria da  PM foi posicionado.              

Em torno de 18h30 os estudantes chegaram na Terceira Ponte e o trânsito ficou completamente parado no sentido Vila Velha - Vitória.  A população que tentava voltar para casa, ficou presa no local. "Os ônibus  andam  quatro metros e depois para. Ainda não subimos na ponte,  está tudo parado", contou indigando o administrador Diego De Marchi.

Aos poucos o trânsito começou a  fluir e para garantir que  os alunos  não fechassem a entrada da Terceira Ponte, trabalhadores nos informaram que  Policiais Militares estavam de escolta no local.  No pedágio quatro viaturas da PM garantiram a liberação dos carros. "Aproximadamente 30 estudantes se encontram parados na entrada do pedágio, mas não  há interdição da pista",  disse um dos motoristas que não quis se identificar.

 Ao contrário do que alegam os estudantes, o governo do Estado, por meio do secretário de Transportes e Obras Públicas, Fábio Damasceno, afirma que as negociações não ocorreram por decisão dos estudantes. "Nós estamos abertos ao diálogo. Nós dispusemos a negociar, mas fomos ignorados. O BME só se manifestou porque os estudantes não se dirigiram até a Fonte Grande e o governo precisa manter a ordem. Tivemos nossas calçadas danificadas e muitos vidros quebrados no Palácio Anchieta".

Embora, Damasceno garanta a disponibilidade do governo em negociar com os manifestantes, nenhuma reunião chegou a ser agendada entre as partes.

De acordo com o secretário, o governo não pretende adotar medidas preventivas para evitar novos protestos. Contudo, a polícia estará a postos caso seja necessário algum tipo de intervenção. "Caso voltem a manifestar aí a polícia estará na rua para fazer o monitoramento e adotar as medias cabíveis. Mas, esperamos que as pessoas ponham a mão na consciência e não façam isso novamente", afirmou Damasceno.

Policiais do BME atiram para dentro de Universidade Federal


Estudantes ocuparam, novamente, por volta das 17h30 desta quinta-feira (02) uma faixa da Avenida Fernando Ferrari, no sentido Serra - Vitória. Os manifestantes caminharam rumo à Tercira Ponte. O trânsito ficou congestionado no local. Parte da pista da Ponte da Passagem foi bloqueada pelos estudantes.

Após um dia marcado pelos protestos dos estudantes, em Vitória, a tensão foi grande em frente à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Policiais do Batalhão de Missões Especiais (BME) se posicionaram em frente à entrada principal da Universidade, na Avenida Fernando Ferrari e os estudantes, em frente à grade que separa a Ufes da Avenida. Embora seja uma ação proibida, algumas bombas foram lançadas dentro do campus, para dispersar os estudantes.

Por volta das 16h, o Batalhão de Choque chegou na Avenida Fernando Ferrari. Todas as entradas do bairro Jardim da Penha chegaram a ser bloqueadas pela Polícia. Muitos universitários que estavam sentados no asfalto ou, em pé, manifestando. O que se formou foi o cenário de uma verdadeira guerra com o Batalhão de Choque. Os policiais lançaram bombas de gás lacrimogênio e, com isso, os manifestantes recuaram para dentro da Universidade.

Por volta de 16h45,  alguns ônibus que seguiam pela Avenida tiveram querecuar. Os manifestantes arrancaram um dos portões da Universidade. "Sou a favor de toda manifestação pacífica, mas não é o que está ocorrendo aqui. Arrancaram o portão da Universidade e quem paga somos nós. A Filosofia e a Sociologia foram retiradas das grades curriculares das escolas e voltaram muito tarde. Estas disciplinas não levam o aluno à reflexão. Se querem manifestar, devem mostrar o rosto. Por que estão se escondendo?", disse um estudante.

Estudantes relatam violência

"Estávamos eu e duas meninas. Fomos com uma flor na mão e ficamos entre o Batalhão de Choque  e os manifestantes. Duas pessoas, que não eram policiais, chegaram ali e falaram que a gente não podia ficar ali. Eles falaram que não importa se fosse mulher, criança, que eles iam contra. Eles jogaram bomba contra a Universidade Federal. Eles atiraram contra o teatro, que não tinha nada a ver.  Gente que não tinha nada a ver com a situação está revoltada e vai pra Terceira Ponte também protestar. Um senhor de idade levou uma bala de borracha no braço, estava todo sujo de sangue", relatou a estudante Luanna Esteves, 19.

"A gente chegou e já estavam todos posicionados. Tinha tropa na Lama e no sentido Serra x Vila Velha. Cercaram a gente de todos os lados. O pessoal tirou o portão para que a gente pudesse entrar. Quando eles chegaram, foram muito violentos, era muita bomba, muita bala. Fiquei sem conseguir respirar, sem enxergar. A gente correu pra dentro da Universidade. Eles continuaram atirando. Eles atiraram contra o Teatro e algumas pessoas começaram a gritar que tinha criança lá dentro. As pessoas atiraram pedras revoltadas. O pessoal do DCE pediu para parar. Mesmo quando todo mundo já tinha desocupado a pista, eles continuaram atirando. Agora vai todo mundo fazer roletaço e ir pra a Terceira Ponte abrir as cancelas" disse a estudante de Comunicação Social, Rafaela Belo.

Por meio das redes sociais os capixabas também se manifestaram. O assunto #protestoemvitoria ficou entre os mais comentados do Brasil, na tarde desta quinta, no microblog Twitter. O estudante Yuri Barichivich relatou sua indignação: "@barichy Doi os olhos, a garganta e a perna, doi o orgulho. Tomei bala e bomba dentro de uma universidade FEDERAL, COMOFAS? #protestoemvitoria"

Dia de manifestação

Na tarde desta quinta-feira (02), cerca de 100 estudantes fecharam parte da pista da Avenida Fernando Ferrari. O bloqueio é no sentido Serra - Vitória, em frente à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Uma reunião está sendo feito pelos estudantes, no meio da pista, para decidir os rumos do movimento. Há congestionamento no local. Motoristas que seguiram de Serra para Vitória usaram a Rodovia Norte Sul, como opção.

--
Ricardo Aiolfi
@rickroviscky // (27) 8149-8427
Diretor de Comunicação - Cacos-Ufes 2011
"O Cacos Não Para!" @cacosufes
http://www.cacosufes.blogspot.com/

ENECOS / Comissão Gestora Sudeste III (ES/MG)



--
Ricardo Aiolfi
@rickroviscky // (27) 8149-8427
Diretor de Comunicação - Cacos-Ufes 2011
"O Cacos Não Para!" @cacosufes
http://www.cacosufes.blogspot.com/

ENECOS / Comissão Gestora Sudeste III (ES/MG)
Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages