fundações de torres de transmissão

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Valtenor Silva

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Jan 13, 2011, 1:05:47 PM1/13/11
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Ola pessoal!

O problema e o seguinte;  estou iniciando alguns estudos sobre fundações de torres de transmissão .

Gostaria de saber se os senhores tem alguma bibliografia a respeito algum material que possam me indicar coisas assim.

Pelo que eu estou percebendo este tipo de fundação tem algumas particularidades então se alguém tiver alguma dica ficaria bastante grato

Obrigado


 
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Roberto Massaru Watanabe

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Jan 14, 2011, 3:31:59 PM1/14/11
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Prezado colega Valtenor
 
 
Não há nada de diferente pelo fato de ser fundação de torres (seja de telecomunicações ou de transmissão de energia elétrica) e são dimensionadas de acordo com os critérios de projetos.
 
A diferença está no seguinte:
 
Em vez de calcular fundação por fundação, isto é, torre por torre, faz-se uma simplificação agrupando as fundações em torno de alguns poucos TIPOS.
 
Assim, resultam: Fundação Típica em Grelha, Fundação Típica em Tubulão, Fundação Típica em Sapata, Fundação Típica em Estaca, etc.
 
Na obra, geralmente no meio do mato e com dificuldade de comunicação, escolhe-se uma das fundações típicas em função das características locais (lençol freático, tipo de solo e tipo de torre).
 
Fui Coordenador do Projeto de uma linha de transmissão entre Imperatriz no Maranhão até Belém, numa extensão de mais de 1.300 km e com 1827 torres.
 
A maior dificuldade foi passar as torres por dentro de reserva indígena, onde tivemos ocorrências curiosas de índios atacarem à noite o cabo recém lançado danificando o cabo de 600 mcm à golpes de facão.
 
Outra dificuldade foi atravessar um trecho de 40 km em Abaetetuba que fica permanentemente alagada, com uma lâmina d'água de 80 centímetros. Tivemos que construir uma "estrada" que era como uma ponte de madeira onde colocamos trilhos e um jeep adaptado com rodas de trem levava os materiais das torres.
 
Segue foto dessa ponte branca:
 
O maior desafio foi fazer as fundações de uma torre que tivemos que colocar dentro do Rio Guamá. Veja detalhes desse desafio em http://www.ebanataw.com.br/roberto/fundacoes/travessia.htm
 
 
 
Abraços,
 
Roberto Massaru Watanabe
 

 
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Valtenor Silva

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Jan 18, 2011, 12:00:37 PM1/18/11
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Muito obrigado pelas informações!

Estou em duvida em relação aos critérios de projeto por exemplo:

Quanto do momento e transferido para as fundações (vento, peso de cabo rompido etc..) a estrutura absorve parte desse momento ? imagino que posso considerar a torre como uma estrutura articulada certo? Então ela absorveria uma parte dessa força que não seria transmitida totalmente as fundações estou certo?

Outra coisa que eu imaginei (me perdoe se eu tiver falando bobagem) a fundação da torre tem como ponto critico a tração então posso dimensionar a “principio “ para esta força?

Olha se o senhor tivesse algum exemplo de projeto com memória de calculo que pudesse me mandar só para servir de subsídios para meus estudos.

Estou pensando em desenvolver algum programinha para auxiliar nos cálculos e escrevendo um pequeno artigo a respeito, quando terminar gostaria de submetê-los para sua avaliação (se não for pedir muito)

Fico muito grato pela ajuda gostei bastante do seu site.

Muito obrigado

PS: por enquanto logo volta a incomodar pedindo ajuda


 
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2011/1/14 Roberto Massaru Watanabe <robertomass...@gmail.com>

Roberto Massaru Watanabe

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Jan 19, 2011, 7:57:45 AM1/19/11
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Prezado colega Valtenor.
 
 
Ação do vento sim, pois é carga "permanente", isto é, o vento faz parte do dia a dia da torre.
 
Você pode querer que a torre absorva o esforço decorrente de ruptura dos cabos - Vai ser uma baita torre.
 
Se os locais das torres forem locais de fácil acesso e as torres serem de fácil reposição, então é melhor não contar com a absorção. Deixa a torre cair. Neste caso, as torres caem em cascata entre uma torre de ancoragem e outra torre de ancoragem.
 
Para evitar o interrupção do fornecimento, então faz-se duas linhas, cada um levando metade da energia. Havendo rompimento de uma delas, a outra passa a levar toda a energia. Assim, o fornecimento não é interrompido.
 
No caso do complexo de Urubupungá, se fosse construida uma única linha entre Jupiá e São Paulo, o risco de interrupção seria desastroso. Então optou-se em construir 3 linhas e, por questões de segurança, cada uma delas segue um traçado totalmente diferente e longe uma das outras.
 
No caso foi adotada uma torre nova, cujo cálculo foi feito na Itália. VEja uma foto:
Pessoalmente, de todas as torres que conheço, eu acho estas do linhão CESP as mais bonitas.
 
Outra questão que deve ser levada em consideração são os fenômenos elétricos como reatância da linha. Em linhas longas isso é muito importante. Então a forma da torre tende a diminuir tais fenômenos. Daí resultam torres de formato extranho como as da foto:
 
A Torre pode ser uma estrutura articulada como também pode ser uma estrutura rígida.
 
No caso da travessia do Rio Tocantins a torre, de 116 metros de altura, tinha sido calculada como uma estrutura rígida mas devido às fundações que foram 4 pilares de concreto armado, independentes, medindo 4 metros de diâmetros cada por 21 metros de altura acima do terreno, então a torre teve que ser recalculada como articulada. Veja uma foto com as 3 torres circuito duplo da travessia com as fundações tipo pilares que ficavam para fora por causa das enchentes (18 metros de variação de nível):
 
Os pilares da fundação tinham 4 metros de diâmetro cada e ficavam 21 metros para cima do terreno. Com a vazão do rio Tocantins a 10 metros por segundo, os pilares tinham um deslocamento considerável. Veja uma foto minha na base da torre:
Observe que a torre é do tipo articulada.
 
Quanto aos esforços, TODOS devem ser considerados, separadamente e também agindo ao mesmo tempo. Não se admite simplificações na engenharia.
 
Evite "programinhas" e mesmo "programões". Não é possível se ter um padrão de torre. Cada linha deve ser estudada, cuidadosamente estudada pois as condições, o vento, o terreno, os fenômenos elétricos como indutância, reatância, as descargas atmosféricas, a segurança operacional, etc. são determinantes na escolha do tipo de torre. Numa única linha podemos ter trechos com um tipo de torre devido ao mangue e assim por diante.  Precisa haver muita interatividade entre a Civil e a Elétrica. Toda vez que alguém tenta simplificar dá besteira.
 
Nos últimos apagões que ocorreram no Brasil, podemos ver que a causa está justamente na "preguiça" e na tentativa de simplificar.
TorreGiaroliP.jpg
minitorre2.jpg
TucuruiTravessia01.jpg
TucuruiTravessia02.jpg

Nery Knoner

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Jan 20, 2011, 6:16:23 AM1/20/11
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Olá  Calculei uma torre de 100m de altura, na cidade de 3 de Maio RS. obedecendo as normas de vento, na face barlavento pode existir tração nas fundações, na face sotavento terá uma sobre carga nas fundações. Caso a Torre for estaiada vc deverá tomar certos cuidados pois na face sotavento vc terá compreção nos cabos e isso n é verdade, pis os cabos so trabalham na tração, tenho programa que roda com todas essas considerações, se precisas posso lhe fornecer todas as cargas que vc precisar
 
att
 
Nery Knoner
eng Civil e de Seg de trabalho
Crea 14618-D/PR
 

Date: Tue, 18 Jan 2011 15:00:37 -0200
Subject: Re: [Clube dos Engenheiros Civis] fundações de torres de transmissão
From: valt...@gmail.com
To: clubedosenge...@googlegroups.com

Valtenor Silva

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Jan 28, 2011, 1:28:48 PM1/28/11
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Ola pessoal  muito obrigado pelas dicas!!, só uma curiosidade, Nery qual é esse programa ?


 
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2011/1/20 Nery Knoner <neryk...@hotmail.com>
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