O Royal Institute of Chartered Surveyors (Rics) é uma instituição especializada na formação profissional do mercado imobiliário. Fundada em 1868, no Reino Unido, atua certificando profissionais em 17 especialidades, divididas entre terras e terrenos, construção e propriedade. Com mais de 100 mil membros e atuação em mais de 150 países, a entidade iniciou suas atividades no Brasil no final de 2011. A associação ao Rics se dá em três diferentes níveis: AssocRics (Associado), MRics (Member) e FRics (Fellow), sendo este último o nível mais alto.
No País, a empresa atua na qualificação de profissionais de real estate, com foco em treinamentos e eventos nos segmentos de avaliação de imóveis e gerenciamento de projetos, mas identifica oportunidade de atuar em áreas de projetos públicos e gerenciamento de projetos, conta a gerente do Rics para o Brasil, Márcia Ferrari.
Arquiteta e urbanista por formação, Márcia tem 18 anos de experiência em real estate e construção. Trabalhou nas principais multinacionais do setor, e afirma ver no Brasil oportunidades de atuação em treinamentos para empresas privadas de atuação no mercado imobiliário e também com cursos de gerenciamento de projetos para o poder público.
O que é o Rics?
É uma instituição originalmente inglesa, de 1868, que congrega grande
parte dos profissionais do mercado de construção. Aqui no Brasil, esse
mercado tem basicamente arquitetos e engenheiros como profissionais, mas
em mercados de países mais desenvolvidos, como o inglês, por exemplo,
há subdivisões dentro dessas áreas. Todos os profissionais que trabalham
em terra, propriedade ou construção, que são subdividos em 17 áreas,
podem ser membros do Rics. Ele certifica pessoas, e existe para o bem
público.
Após a formação acadêmica, o profissional tem que trabalhar na área durante cinco anos para fazer o requerimento ("application", em inglês) para se tornar um membro certificado. É necessário provar entender tecnicamente das competências, definidas pelo Rics para cada uma das 17 áreas. E todo ano é necessário fazer 20 horas de treinamento, e comprovar isso para o Rics.
Quando se contrata um profissional que tem o MRics, de membro, ou FRics, tem-se a certeza de que ele é qualificado tecnicamente. Isso é muito importante em um mundo globalizado.
Como funcionam essas 17 especialidades divididas em terra, construção e propriedade?
Existem especialidades que no Brasil não têm [correspondentes].
Essas 17 especialidades são as identificadas pelo Rics como profissões
no mundo. Por exemplo, facilities management, ou gerenciamento de
propriedades. Já trabalhei com isso, e aprendi a fazer fazendo. Aqui não
há esse subsídio acadêmico, que é o que suporta uma profissão, porque
hoje [esse segmento] não é visto como profissão.
O Rics iniciou suas atividades no Brasil em novembro de 2011. Quais os motivos para essa vinda?
A entidade entrou no Brasil de uma maneira reativa, pois os
investidores internacionais vinham para o País e buscavam avaliadores de
imóveis que fossem membros do Rics, ou seja, profissionais que poderiam
entregar um relatório de avaliação de acordo com os padrões
internacionais. Havia no Brasil, nesse momento, apenas 12 pessoas que
eram membros da entidade.
Então o Rics veio justamente para, em primeiro lugar, no segmento de avaliação, treinar pessoas para que estas possam fazer relatórios de avaliação que são exigidos por investidores internacionais segundo esse padrão. Pois ele precisa comparar relatórios com benchmarks (referências) de outros lugares do mundo.
O forte do Rics no início foi com avaliação, vendendo treinamentos de acordo com o International Evaluation Standard, para empresas como Cushman and Wakefield, Colliers, CBRE, as grandes do mercado em avaliaçãoE quais os próximos passos para expandir?
Não posso contar todos os detalhes, mas posso dizer que vamos
começar um curso de gerenciamento de projetos para uma grande
construtora. A primeira coisa que faremos é uma due dilligence para
entender quais as lacunas, acadêmicas e profissionais, entre em que
estágio as pessoas estão aqui no Brasil e onde estão as referências
internacionais. Vamos começar a primeira fase de análise, e a partir
dessa identificação vamos desenhar o curso para a empresa.
Temos também na ponta da agulha um curso, que vai ser o primeiro curso público, com a Associação Brasileira de Facilities (Abrafac), de gerenciamento de projetos públicos, e lançaremos em setembro um curso, junto com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), na mesma área.
Existe alguma área no mercado brasileiro ainda não atendida em que você identifica oportunidades de atuar?
De imediato vejo oportunidades junto com as empresas privadas,
principalmente no nível gerencial. Porque o que acontece hoje é que
existe uma demanda imensa por profissionais, e o pessoal está saindo da
faculdade direto para o canteiro, tendo que gerenciar pessoas, prazos,
contratos, coisas que de fato não se aprendeu na faculdade. Outra
vertente seria com o poder público, nessa mesma área. Mas com o poder
público a negociação é muito mais longa, sem dúvida nenhuma.
E há algum produto que o Rics pretende trazer para o Brasil?
O que fazemos lá fora e que traremos para o Brasil este ano, com
certeza, são as normas internacionais, que é o que realmente define as
regras do jogo para todos os países. Isso é uma coisa que vamos
nacionalizar, o que não é simples. Vamos lançar em português, no
primeiro semestre de 2014, o Red Book, que é o livro das normas
internacionais de avaliação. Mas não vai ser apenas uma tradução, mas
uma nacionalização, temos um grupo trabalhando no País e que entende as
normas nacionais e internacionais, e habilita os profissionais
brasileiros a seguirem ambas as regras.
Considerando a atuação global do Rics, qual sua avaliação sobre o perfil do mercado brasileiro?
O que é muito claro sobre o mercado brasileiro é que existe uma
demanda real de mercado. Existem pesquisas que dizem que a grande
maioria dos apartamentos vendidos no Brasil são vendidos para o primeiro
proprietário, comprando seu primeiro imóvel. A demanda que existe no
mercado brasileiro por imóvel é real. Se você pegar o programa Minha
Casa, Minha Vida (programa habitacional do Governo Federal), ele é um
sucesso, entregou um milhão de casas, e este ano deve entregar mais 1,2
milhão, ou seja, existe uma demanda real por construção, tanto no âmbito
comercial e residencial, quanto no nível de infraestrutura, porque o
País ficou muito tempo sem investir nessa área.
Isso é diferente de um mercado como o de Dubai [nos Emirados Árabes Unidos], por exemplo, em que se constroem prédios e depois vê para quem vende ou aluga.
E quais seriam os pontos negativos do mercado brasileiro, em uma comparação com mercados de outros países?
O grande inimigo hoje é a burocracia que se tem para aprovar
qualquer projeto, a demora para realizar alguma coisa. Há desde
insegurança jurídica até o tempo que se leva para resolver as questões
burocráticas.
Que características diferenciam o profissional brasileiro daqueles de outros países em que o Rics atua?
Essa pergunta é difícil, porque a resposta é ampla. Posso falar
bem do profissional da Alemanha, que é supertreinado, tem muitas horas
de exercício, até alguma coisa como a Índia, que tem semelhanças com o
nosso País, pois tem que crescer para dar conta para a população que
está indo para a cidade. O Rics acabou de abrir uma universidade na
Índia justamente para capacitar as pessoas a realizarem essa mudança da
melhor maneira possível.
De maneira geral, os profissionais da Europa são muito capacitados, e em países em desenvolvimento, posso falar melhor de Brasil e Índia, existem ainda algumas lacunas para se chegar a um nível internacional. E também uma das coisas que mudaram hoje é que a disputa de vagas é global. O profissional que disputa uma vaga boa com você não necessariamente está sentado ao seu lado, pode estar na Ásia, Alemanha, Inglaterra, e em outros países.
A vinda do Rics é reflexo da internacionalização das empresas brasileiras e da vinda das empresas estrangeiras ao País?
É um pouco isso, da empresa internacional que requer esse tipo de
profissional certificado, mas se a gente for ver o que foi dito nas ruas
[nas manifestações de junho], pediram hospital "no padrão Fifa",
escolas "no padrão Fifa". Se formos traduzir isso, o que significa
"padrão Fifa"? Significa padrão internacional. O brasileiro já percebeu
que não quer receber uma obra feita de qualquer jeito. Hoje, de uma
maneira talvez inconsciente, o próprio usuário final, que é essa pessoa
que nos interessa, porque trabalha para o bem público, já demanda. Já
existe uma demanda real, local, para que o padrão brasileiro saia dessa
coisa mais "pobre" para algo mais desenvolvido. Essa é minha livre
tradução do que ouço nas ruas.
A partir do momento que você ouve "eu quero um hospital padrão Fifa", estão dizendo que querem que o meu hospital seja construído em um padrão internacional. E o padrão internacional não quer dizer que ele é mais caro, quer dizer que é de outra qualidade. O cidadão quer saber que foi feito um planejamento, que ele custa o que deve custar, e não três vezes mais.
SJDR 9/9/2013
Prezada colega:
É um pouco de esperteza,e procura de novos mercado.
Se esta RICS estivesse tão bem , estaria quieta no próprio país cuidando do próprio
“rabo”. Nós temos aqui a fundação Getúlio Vargas e outras congêneres que nada ficam a
dever a escolas estrangeiras.
Já temos cursos para o mercosul.
O meu filho é autor de 40 livros nos EU., formado em Harward, doutor na BU.
Seus livros são publicados em mais de 20 países.Um deles adotado pela comunidade europeia.
Veio da China agora onde deu um curso de 2 meses.
Se você estudar a fábrica de submarinos em construção em Itaguai onde tudo é mega, você se sentirá orgulhosa
Sob a fábrica tem um túnel de 700m escavado na rocha para passagem de peças...
Foi instalada um prensa hidráulica com capacidade 80 000 kN de força de prensagem ( pensando em
Kilos (sou de 1938) 8.000.000 Kg de força de prensagem, e conformação a frio de chapas de aço de 127mm de espessura ( pense nas fundações, somadas ao peso das peças de 1200t.).
Durante esta face de construção 3 a 4 anos foram ministrados 140 cursos envolvendo as mais diversas áreas do conhecimento
Junto com a fábrica esta sendo construída a NUCLEP...mais mega ainda.
E em minas temos a Iveco, em Sete Lagoas, onde se fabrica o VBTP-MR carro de combate do exercito brasileiro e já com encomenda de vários países
Especialidade aço balístico ,solda e plástico para blindagem ( um curso de solda para engenheiro dura
3 anos a pessoa tem que ser fluente no alemão, inglês e Frances)Motor do veículo 383cv.
Sofia poderíamos continuar com as 2 fábricas de helicópteros em Taubaté.
Uma de avião em Uberlândia
O K390 da Embraer ( transporte de ponta...)
Pense um pouco Não da mandar eles colocarem a carteirinha deles na “nadega”
Quando eu formei em filosofia, fiz um pós em filosofia existencial, e como já era psicanalista e psicopedagogo, “queriam” que eu tirasse uma carteira em psicanálise existencial, e outras , nunca tirei...
Vamos pensar, estudar muito e sobretudo agir.
mariomarcos
fil./engcivil/eletr./....
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Prezados Colegas, o grupo no Facebook está formado, entre e participe:
http://www.facebook.com/groups/clubeface/
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Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "Clube dos Engenheiros Civis" dos Grupos do Google.
Para cancelar a inscrição neste grupo e parar de receber seus e-mails, envie um e-mail para ClubedosEngenheiro...@googlegroups.com.
Para obter mais opções, acesse https://groups.google.com/groups/opt_out.
SJDR - 9/9/2013.
Prezada Sofia Moreira:
Lembrei de algo do Aderson Moreira da
Rocha: - Certificações ,diplomas etc.
Não encurtam a orelha de ninguém.
máriomarcos
De: ClubedosEnge...@googlegroups.com [mailto:ClubedosEnge...@googlegroups.com] Em nome de Sofia Moreira Campos
Enviada em: sábado, 7 de setembro de 2013 20:35
Para: ClubedosEnge...@googlegroups.com
Assunto: [Clube dos Engenheiros Civis] Certificação Rics
Pessoal,
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Concordo que temos engenharia de ponta no Brasil. Mas nao podemos fechar os olhos diante de uma triste realidade: existem uni-esquinas que vendem diploma a prestacao. Ja presenciei estudante de eng civil do 4o. periodo que nao soube fazer regra de tres simples. E no final da faculdade esta pessoa tera um CREA. E agora, Jose?
Por isto acho boa a iniciativa de termos uma certificacao, ja que ter um numero no CREA nada significa.