Pequenas Construcoes & NBR6118

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Rarafá Medeiros Ferreira

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Apr 11, 2011, 2:09:56 PM4/11/11
to clubedosenge...@googlegroups.com
Saudacoes a todos,
Gostaria de trazer a pauta para discutirmos um problema que venho matutando com relações as pequenas construções
residenciais, assim entendidas como casas terreas, sobrados, pequenos comércios, etc. Nesse tipo de construção
se usa, para reduzir os custos de construção, o uso da chamada estrutura embutida (ou abafada) onde as proprias paredes
da construção fazem as vezes de fôrma para as laterais dos pilares e para os fundos de vigas. Acontece que os tijolos comercias
em minha região são 9x19x19 e isso faz com que todas essas construçoes estejam sendo feitas com pilares de 9cm de espessura, o que
contraria a NBR 6118 que deixa claro que os pilares das estruturas de concreto não podem ter espessura inferior a 12cm.
Como ficamos nós engenheiros em relação esse problema? Como engenheiro me sinto muito desconfortável tanto em respeitar a norma e ir na contra-mão do mercado fazendos obras mais caras
que todo o resto da população, como também em fechar os olhos para a dona NBR 6118 (que tem força de lei) e fazer pilares de 9cm.
 
Sei que essas construções contraria em vários outros aspectos a NBR 6118, sendo por ela totalmente inconcebiveis. No entanto a verdade é que
elas são assim feitas e ficam de pé atendendo ao uso que se destinam.
 
Pergunto as colegas do grupo qual a visao de voces sobre o tema como possiveis soluções para equacionar os dois lados: o mercado e as
normas da ABNT.
 
Att.,
Rarafá Medeiros Ferreira

Daniel A Nojosa

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Apr 11, 2011, 10:18:25 PM4/11/11
to clube dos engenheiros
Norma não é lei e se vc tiver um respaldo técnico plausível conseguirá o que pretende, construir com menos custo...
Quem conhece as casas térreas do PMCMV sabe do que falo...
 
 
Daniel Nojosa       

 

Date: Mon, 11 Apr 2011 15:09:56 -0300
Subject: [Clube dos Engenheiros Civis] Pequenas Construcoes & NBR6118
From: rara...@gmail.com
To: clubedosenge...@googlegroups.com
--
Clube dos Engenheiros Civis
Para postar neste grupo, envie um e-mail para
ClubedosEnge...@googlegroups.com
 
1) Colega, não pratique ofensas, pratique o coleguismo, a discussão e o debate.
2) Corrigir o colega no português ou tecnicamente deixando-o humilhado foge à conduta do grupo e isso conduz à exclusão do Clube.
3) Pirataria ou troca de informações de softwares não registrados acarretará a exclusão definitiva do Clube.
4) Assine sempre suas mensagens e de preferência com sua Cidade e Estado.
5) Seja Bem vindo, participe e coloque suas perguntas praticando o debate aberto sem receios.
 
Vamos ser colegas num Clube Organizado e democrático, denuncie atitudes que você achou fora dos padrões.
http://groups.google.com.br/group/ClubedosEngenheirosCivis?hl=pt-BR

Sidney Siqueira

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Apr 11, 2011, 10:37:48 PM4/11/11
to clubedosenge...@googlegroups.com
Caro colega esta questão me atormenda desde os tempos de formatura nos idos de 1984, tinha até um profº de concreto armado que dizia que teria de haver uma "norminha" para as pequenas construções e outra geral.  É preciso colocar mo dedo ferida e discutir realidade dos fatos, somente inova quem transgride, no caso não é nem inovar mas estar atento aos fatos, pois as edificações estão de pé.
Sidney Siqueira - Engº Civil e Seg. Trabalho.

--

Eng. Sylvio Antunes Netto

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Apr 12, 2011, 8:10:58 AM4/12/11
to clubedosenge...@googlegroups.com, periciase...@googlegroups.com
Senhores, copio na íntegra a mensagem do Grupo de Discussões Clube dos Engenheiros e faço das palavras do Eng. Rarafá as minhas.
E-mail do Eng. Rarafá (rara...@gmail.com)
Atenciosamente,
 

Eng. Civil Sylvio Antunes Netto

ANTUNES & GONÇALVES LTDA - CNPJ 09.032.815/0001-27

Conceito Construções, Engenharia e Empreendimentos para a Amazônia

((69) 9988-4760 e (69) 3536-3137                                  

Skype: engsylvio 

 

"CASA NOVA, VIDA NOVA. EM 2011 CONSTRUA COM CONCEITO"


 



From: Rarafá Medeiros Ferreira <rara...@gmail.com>
To: clubedosenge...@googlegroups.com
Sent: Mon, April 11, 2011 3:09:56 PM

Subject: [Clube dos Engenheiros Civis] Pequenas Construcoes & NBR6118

Rarafá Medeiros Ferreira

unread,
Apr 13, 2011, 6:02:53 AM4/13/11
to clubedosenge...@googlegroups.com
Bom dia Daniel,

Me foi repassado que as normas da ABNT têm sim força de lei por imposição do que está escrito no inciso VIII, ART. 39º da Lei 8.078 (Código de defesa do consumidor) que diz que: "colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro)".
Dessa forma se fizermos uma casa para um cliente infrigindo a NBR6118 e o mesmo entrar com uma ação contra o engenheiro por qualquer defeito estrutural que possa surgir estaremos totalmente em mais lençóis.

Se o que me foi repassado estiver errado, por favor me corrija, pois o que quero na verdade é sair dessa prisão.

Att.,
Rarafá Medeiros Ferreira

miguel fernando schettini alhadas

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Apr 13, 2011, 6:29:17 AM4/13/11
to clubedosenge...@googlegroups.com, Eng. Sylvio Antunes Netto, periciase...@googlegroups.com
Senhores, concordo com tudo o que os colegas escreveram, inclusive que Norma não é Lei, mas quero levantar uma questão:
se acontecer algum sinistro em uma destas construções e no decorrer da discussão (provavelmente judicial) o perito detectar que os pialres estão fora de norma. Quem vai assumir civil e criminalmente pelo fato? O ART.
 
Portanto, economia sim, mas com responsabilidade. Temos de pensar que não estamos sozinhos no contexto, existem advogados prontos para atender às demandas dos clientes; e eles só querem pegar o deles.

Um abraço
 
Miguel F. Schettini Alhadas

Roberto Massaru Watanabe

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Apr 13, 2011, 10:54:35 AM4/13/11
to clubedosenge...@googlegroups.com
 
Prezado Sidney
 
 
O simples fato de existir um componente construtivo feito com concreto com ferros dentro não o caracteriza como "pilar estrutural".
 
Nas edificações tipo casas e sobrados nem sempre se vale de pilares para transmitir as cargas atuantes do pavimento superior e da cobertura utilizando-se a própria alvenaria para isso.
 
Insere-se "pilares" e "vigas" no seio da alvenaria para prover a parede de uma certa rigidez tanto no sentido horizontal como no sentido vertical. Tais elementos não são Pilares nem Vigas no sentido analisado pela norma.
 
 
 
Abraços,
 
Roberto Massaru Watanabe

Rarafá Medeiros Ferreira

unread,
Apr 13, 2011, 9:08:52 PM4/13/11
to clubedosenge...@googlegroups.com
Prezado Roberto,

A grande questão é que esse tipo construtivo não está preconizado. Ele seria um meio termo entre a alvenaria estrutural e a estrutura convencional em concreto armado. O problema é que por se utilizar tijolos comuns ele está mais enquadrado na estrutura convencional. 

Mas a saída para o problema poderia ser essa, ou seja trata-se de modo construtivo que que não é normatizado e que usa a resistencia dos tijolos cerâmicos (que existe!) como parte da estrutura?


Att.,
Rarafá Medeiros Ferreira

Daniel A Nojosa

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Apr 14, 2011, 7:16:30 AM4/14/11
to clube dos engenheiros
Concordo, se formos nos atermos em tais interpretações e levarmos ao pé da letra o que diz o inciso..... estaremos pondo um entrave enorme em todas as obras do PMCMV que já foram executados e os que estarão por executar....na teoria realmente nos causa receio o que diz, o que está escrito, no inciso.... e no CDC mas, como eu já disse, se for obra de cunho social, interesse social, algumas normas, não passam de recomendações e retorno, não é lei, nada nos obriga a fazermos se não for na forma de lei, já diz a constituição...
E retorno de novo, se você tiver uma explicação convincente que tal norma não pode ser aplicada, que por incompatibilidade construtiva ou finaceira existe a posssibilidade de ser alterada ou construída uma obra...Temos essa mania de obedecermos normas sem analisarmos na íntergra, cada oobra é uma obra diferente, existem suas restrições e uma norma parte da premissa de que todas as obras são iguais, quando na mais pura realidade não é....como podemos aplicar esta determinada norma que você sitou uma uma casa (estou bem específico obra de cunho social/popular térrea - paredes abafadas) de espessura de 9cm e pormos um pilar/viga de seção mínima de 12cm, como ficam os revestimentos, estética??? É como dizem na area do direito "é inconstitucional", até pode ser feito mais aí os custos inviabiliza a obra, você pode realizar obedecendo a norma mais seu lucro você terá que tirar de outro lugar.
        
 

Date: Wed, 13 Apr 2011 07:02:53 -0300
Subject: Re: [Clube dos Engenheiros Civis] Pequenas Construcoes & NBR6118

valkisfran brito

unread,
Apr 17, 2011, 6:20:29 PM4/17/11
to clubedosenge...@googlegroups.com
Caros colegas,

Me incomoda profundamente ver edificações de dois e até de três
pavimentos feitos com este sistema que chamo de "alvenaria amarrada".
Muito executado em algumas regiões do país, desrespeita normas e
coloca em rísco (em certas situações) a população consumidora.
Acredito que deveria ser limitada apenas a edificações térreas. Cabe
registrar que a "vista grossa" dos órgãos fiscalizadores contribui de
para a ampla utilização.
Até hoje não entrei em uma só edificação, com um ou mais pavimentos,
que não tenha identificado algum tipo de patologia oriunda da execução
ou de acomodações da estrutura. Cabe lembrar que estas patologias além
de gerarem inseurança a pessoas leigas, podem comprometer a
durabilidade e até a segurança dos indivíduos que nelas habitam.
Contudo, acredito que seja possível um aperfeiçoamento deste sistema,
com a utilização de blocos de 12cm por exemplo, porém deverão ser
feitos estudos para criação de normas que uniformizem os procedimentos
a serem adotados.

Att.
Brito

Sidney Siqueira

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Apr 18, 2011, 8:42:32 AM4/18/11
to clubedosenge...@googlegroups.com
Caro Roberto, muito obrigado por sua consideração, realmente nunca tinhamos analisado por este aspecto de não considerar pilares com dimensões de 10x25 cm como não estrutural e sim elementos de amarração,  sua experiencia seria de grane valia a fim de normatizar uma pratica já consagrada, e dar mais segurança aos profissioanais.
Abraços, Sidney Siqueira. 
 

Em 13 de abril de 2011 11:54, Roberto Massaru Watanabe <robertomass...@gmail.com> escreveu:

dalton

unread,
Apr 18, 2011, 11:02:00 AM4/18/11
to clubedosenge...@googlegroups.com
Caros colegas
Acho que esta discuss�o da adequa��o ou n�o �s normas t�cnicas deveria tomar
um rumo mais objetivo,mais pr�tico .
� preciso cuidado ao analisar este sistema construtivo de acordo com as
normas do concreto armado e tamb�m de conden�-lo,simplesmente.
Conhe�o muitas constru��es no BR feitas neste sistema,com mais de cinquenta
anos e perfeitas(l�gico que com as devidas manuten��es,comuns a todos os
sistemas construtivos).
Residi em Portugal durante 5 anos,num sobrado com 150 anos ,sem patologia
alguma e com todas as condi��es de conforto,algo muito comum por l�.
A maneira do executar destas edifica��es,cria um sistema do qual, apenas a
norma de concreto armado n�o pode dar conta,at� pelo contexto em que se
insere.
Um exemplo:neste sistema,ao se concretar um pilar ou uma viga ,as faces
laterais(do pilar) e de fundo(vigas/cintas) tem como formas a alvenaria j�
executada.
Tal fato,simplificando,produz um elemento que est� entre os sistemas
construtivos da alvenaria estrutural e do concreto armado,mas n�o �
nehum,nem outro.
Estes sistemas s�o fruto, na sua maioria, do processo da autoconstru��o onde
o propriet�rio e seu pedreiro levam a obra .A efici�ncia da m�o de obra
,vital neste m�todo construtivo sem orienta��o, vem diminuindo pelo desvio
de foco causado pelo aumento de oportunidades em outras �reas,pela procura
de outras atividades "n�o t�o pesadas",etc.Velhos pedreiros,mestres
art�fices ,s� em foto no museu.
Esta dupla vem fazendo as "simplifica��es" de processos e detalhes
construtivos ,em obras neste sistema, e que s�o repassadas como "economias"
,reduzindo custos.
Isto acabou com boa parte dos detalhes construtivos preventivos (caimento
das soleiras de janelas,etc),parte do conhecimento herdado,utilizado e
aprovado ao longo, at� de s�culos.
Cabe,aqui, aos profissionais que atuam com as patologias uma contribui��o
mais aprofundada a este respeito.
Acho que estamos diante do sistema construtivo mais antigo,mais desconhecido
e com os conhecimentos existentes,muito dispersos.
Precisamos contribuir com uma compila��o dos conhecimentos inerentes,a
sistematiza��o e normaliza��o pr�prias e aplica��es pr�ticas, para o
aperfei�oamento e adequa��o aos dias atuais.
N�o � o descarte simples e nem uma defesa romantica deste sistema.
Ele � o mais utilizado nas constru��es brasileiras por ser o �nico ao qual a
maioria do povo brasileiro pode ter acesso pelo seu custo e simplicidade.
Como as mudan�as na realidade demoram muito,cabem a n�s estudar,organizar e
agilizar as pr�ticas para minimizar os problemas habitacionais,com
conhecimento.
Dalton de Lara Stella
Eng. Civil CREA 10.026-D/PR
Macei�-AL


Caros colegas,

Me incomoda profundamente ver edifica��es de dois e at� de tr�s


pavimentos feitos com este sistema que chamo de "alvenaria amarrada".

Muito executado em algumas regi�es do pa�s, desrespeita normas e
coloca em r�sco (em certas situa��es) a popula��o consumidora.
Acredito que deveria ser limitada apenas a edifica��es t�rreas. Cabe
registrar que a "vista grossa" dos �rg�os fiscalizadores contribui de
para a ampla utiliza��o.
At� hoje n�o entrei em uma s� edifica��o, com um ou mais pavimentos,
que n�o tenha identificado algum tipo de patologia oriunda da execu��o
ou de acomoda��es da estrutura. Cabe lembrar que estas patologias al�m
de gerarem inseuran�a a pessoas leigas, podem comprometer a
durabilidade e at� a seguran�a dos indiv�duos que nelas habitam.
Contudo, acredito que seja poss�vel um aperfei�oamento deste sistema,
com a utiliza��o de blocos de 12cm por exemplo, por�m dever�o ser
feitos estudos para cria��o de normas que uniformizem os procedimentos
a serem adotados.

Att.
Brito

Em 14 de abril de 2011 08:16, Daniel A Nojosa <dani...@hotmail.com>
escreveu:

> Concordo, se formos nos atermos em tais interpreta��es e levarmos ao p� da


> letra o que diz o inciso..... estaremos pondo um entrave enorme em todas
> as

> obras do PMCMV que j� foram executados e os que estar�o por executar....na
> teoria realmente nos causa receio o que diz, o que est� escrito, no
> inciso.... e no CDC mas, como eu j� disse, se for obra de cunho social,
> interesse social, algumas normas, n�o passam de recomenda��es e retorno,
> n�o
> � lei, nada nos obriga a fazermos se n�o for na forma de lei, j� diz a
> constitui��o...
> E retorno de novo, se voc� tiver uma explica��o convincente que tal norma
> n�o pode ser aplicada, que por incompatibilidade construtiva ou finaceira
> existe a posssibilidade de ser alterada ou constru�da uma obra...Temos
> essa
> mania de obedecermos normas sem analisarmos na �ntergra, cada oobra � uma
> obra diferente, existem suas restri��es e uma norma parte da premissa de
> que
> todas as obras s�o iguais, quando na mais pura realidade n�o �....como
> podemos aplicar esta determinada norma que voc� sitou uma uma casa (estou
> bem espec�fico obra de cunho social/popular t�rrea - paredes abafadas) de
> espessura de 9cm e pormos um pilar/viga de se��o m�nima de 12cm, como
> ficam
> os revestimentos, est�tica??? � como dizem na area do direito "�
> inconstitucional", at� pode ser feito mais a� os custos inviabiliza a
> obra, voc� pode realizar obedecendo a norma mais seu lucro voc� ter� que


> tirar de outro lugar.
>
>
> ________________________________
> Date: Wed, 13 Apr 2011 07:02:53 -0300
> Subject: Re: [Clube dos Engenheiros Civis] Pequenas Construcoes & NBR6118
> From: rara...@gmail.com
> To: clubedosenge...@googlegroups.com
>
> Bom dia Daniel,

> Me foi repassado que as normas da ABNT t�m sim for�a de lei por imposi��o
> do
> que est� escrito no inciso VIII, ART. 39� da Lei 8.078 (C�digo de defesa

> do
> consumidor) que diz que: "colocar, no mercado de consumo, qualquer produto

> ou servi�o em desacordo com as normas expedidas pelos �rg�os oficiais
> competentes ou, se normas espec�ficas n�o existirem, pela Associa��o
> Brasileira de Normas T�cnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho
> Nacional de Metrologia, Normaliza��o e Qualidade Industrial (Conmetro)".


> Dessa forma se fizermos uma casa para um cliente infrigindo a NBR6118 e o

> mesmo entrar com uma a��o contra o engenheiro por qualquer defeito
> estrutural que possa surgir estaremos totalmente em mais len��is.


> Se o que me foi repassado estiver errado, por favor me corrija, pois o que

> quero na verdade � sair dessa pris�o.
> Att.,
> Raraf� Medeiros Ferreira


>
>
> Em 11 de abril de 2011 23:18, Daniel A Nojosa <dani...@hotmail.com>
> escreveu:
>

> Norma n�o � lei e se vc tiver um respaldo t�cnico plaus�vel conseguir� o


> que pretende, construir com menos custo...

> Quem conhece as casas t�rreas do PMCMV sabe do que falo...


>
>
> Daniel Nojosa
>
>
> ________________________________
> Date: Mon, 11 Apr 2011 15:09:56 -0300
> Subject: [Clube dos Engenheiros Civis] Pequenas Construcoes & NBR6118
> From: rara...@gmail.com
> To: clubedosenge...@googlegroups.com
>
> Saudacoes a todos,
> Gostaria de trazer a pauta para discutirmos um problema que venho
> matutando

> com rela��es as pequenas constru��es


> residenciais, assim entendidas como casas terreas, sobrados, pequenos

> com�rcios, etc. Nesse tipo de constru��o
> se usa, para reduzir os custos de constru��o, o uso da chamada estrutura


> embutida (ou abafada) onde as proprias paredes

> da constru��o fazem as vezes de f�rma para as laterais dos pilares e para

> os
> fundos de vigas. Acontece que os tijolos comercias

> em minha regi�o s�o 9x19x19 e isso faz com que todas essas constru�oes


> estejam sendo feitas com pilares de 9cm de espessura, o que
> contraria a NBR 6118 que deixa claro que os pilares das estruturas de

> concreto n�o podem ter espessura inferior a 12cm.
> Como ficamos n�s engenheiros em rela��o esse problema? Como engenheiro me
> sinto muito desconfort�vel tanto em respeitar a norma e ir na contra-m�o

> do
> mercado fazendos obras mais caras

> que todo o resto da popula��o, como tamb�m em fechar os olhos para a dona
> NBR 6118 (que tem for�a de lei) e fazer pilares de 9cm.
>
> Sei que essas constru��es contraria em v�rios outros aspectos a NBR 6118,
> sendo por ela totalmente inconcebiveis. No entanto a verdade � que
> elas s�o assim feitas e ficam de p� atendendo ao uso que se destinam.


>
> Pergunto as colegas do grupo qual a visao de voces sobre o tema como

> possiveis solu��es para equacionar os dois lados: o mercado e as
> normas da ABNT.
>
> Att.,
> Raraf� Medeiros Ferreira


>
> --
> Clube dos Engenheiros Civis
> Para postar neste grupo, envie um e-mail para
> ClubedosEnge...@googlegroups.com
>

> 1) Colega, n�o pratique ofensas, pratique o coleguismo, a discuss�o e o
> debate.
> 2) Corrigir o colega no portugu�s ou tecnicamente deixando-o humilhado
> foge
> � conduta do grupo e isso conduz � exclus�o do Clube.
> 3) Pirataria ou troca de informa��es de softwares n�o registrados
> acarretar�
> a exclus�o definitiva do Clube.
> 4) Assine sempre suas mensagens e de prefer�ncia com sua Cidade e Estado.


> 5) Seja Bem vindo, participe e coloque suas perguntas praticando o debate
> aberto sem receios.
>

> Vamos ser colegas num Clube Organizado e democr�tico, denuncie atitudes
> que
> voc� achou fora dos padr�es.


> http://groups.google.com.br/group/ClubedosEngenheirosCivis?hl=pt-BR
>
> --
> Clube dos Engenheiros Civis
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Nery Knoner

unread,
Apr 21, 2011, 9:42:09 PM4/21/11
to clubedosenge...@googlegroups.com
As Normas técnincas não são um trilho, podemos dizer uma trilha...
 
nery

 
> From: dalton...@terra.com.br
> To: clubedosenge...@googlegroups.com
> Subject: Re: [Clube dos Engenheiros Civis] Pequenas Construcoes & NBR6118
> Date: Mon, 18 Apr 2011 12:02:00 -0300
>
> Caros colegas
> Acho que esta discussão da adequação ou não às normas técnicas deveria tomar
> um rumo mais objetivo,mais prático .
> É preciso cuidado ao analisar este sistema construtivo de acordo com as
> normas do concreto armado e também de condená-lo,simplesmente.
> Conheço muitas construções no BR feitas neste sistema,com mais de cinquenta
> anos e perfeitas(lógico que com as devidas manutenções,comuns a todos os
> sistemas construtivos).
> Residi em Portugal durante 5 anos,num sobrado com 150 anos ,sem patologia
> alguma e com todas as condições de conforto,algo muito comum por lá.
> A maneira do executar destas edificações,cria um sistema do qual, apenas a
> norma de concreto armado não pode dar conta,até pelo contexto em que se
> insere.
> Um exemplo:neste sistema,ao se concretar um pilar ou uma viga ,as faces
> laterais(do pilar) e de fundo(vigas/cintas) tem como formas a alvenaria já
> executada.
> Tal fato,simplificando,produz um elemento que está entre os sistemas
> construtivos da alvenaria estrutural e do concreto armado,mas não é
> nehum,nem outro.
> Estes sistemas são fruto, na sua maioria, do processo da autoconstrução onde
> o proprietário e seu pedreiro levam a obra .A eficiência da mão de obra
> ,vital neste método construtivo sem orientação, vem diminuindo pelo desvio
> de foco causado pelo aumento de oportunidades em outras áreas,pela procura
> de outras atividades "não tão pesadas",etc.Velhos pedreiros,mestres
> artífices ,só em foto no museu.
> Esta dupla vem fazendo as "simplificações" de processos e detalhes
> construtivos ,em obras neste sistema, e que sào repassadas como "economias"
> ,reduzindo custos.
> Isto acabou com boa parte dos detalhes construtivos preventivos (caimento
> das soleiras de janelas,etc),parte do conhecimento herdado,utilizado e
> aprovado ao longo, até de séculos.
> Cabe,aqui, aos profissionais que atuam com as patologias uma contribuição
> mais aprofundada a este respeito.
> Acho que estamos diante do sistema construtivo mais antigo,mais desconhecido
> e com os conhecimentos existentes,muito dispersos.
> Precisamos contribuir com uma compilação dos conhecimentos inerentes,a
> sistematização e normalização próprias e aplicações práticas, para o
> aperfeiçoamento e adequação aos dias atuais.
> Não é o descarte simples e nem uma defesa romantica deste sistema.
> Ele é o mais utilizado nas construções brasileiras por ser o único ao qual a
> maioria do povo brasileiro pode ter acesso pelo seu custo e simplicidade.
> Como as mudanças na realidade demoram muito,cabem a nós estudar,organizar e
> agilizar as práticas para minimizar os problemas habitacionais,com
> conhecimento.
> Dalton de Lara Stella
> Eng. Civil CREA 10.026-D/PR
> Maceió-AL
>
>
>
>
>
>
> Caros colegas,
>
> Me incomoda profundamente ver edificações de dois e até de três
> pavimentos feitos com este sistema que chamo de "alvenaria amarrada".
> Muito executado em algumas regiões do país, desrespeita normas e
> coloca em rísco (em certas situações) a população consumidora.
> Acredito que deveria ser limitada apenas a edificações térreas. Cabe
> registrar que a "vista grossa" dos órgãos fiscalizadores contribui de
> para a ampla utilização.
> Até hoje não entrei em uma só edificação, com um ou mais pavimentos,
> que não tenha identificado algum tipo de patologia oriunda da execução
> ou de acomodações da estrutura. Cabe lembrar que estas patologias além
> de gerarem inseurança a pessoas leigas, podem comprometer a
> durabilidade e até a segurança dos indivíduos que nelas habitam.
> Contudo, acredito que seja possível um aperfeiçoamento deste sistema,
> com a utilização de blocos de 12cm por exemplo, porém deverão ser
> feitos estudos para criação de normas que uniformizem os procedimentos

> a serem adotados.
>
> Att.
> Brito
>
>
>
> Em 14 de abril de 2011 08:16, Daniel A Nojosa <dani...@hotmail.com>
> escreveu:
> > Concordo, se formos nos atermos em tais interpretações e levarmos ao pé da

> > letra o que diz o inciso..... estaremos pondo um entrave enorme em todas
> > as
> > obras do PMCMV que já foram executados e os que estarão por executar....na
> > teoria realmente nos causa receio o que diz, o que está escrito, no
> > inciso.... e no CDC mas, como eu já disse, se for obra de cunho social,
> > interesse social, algumas normas, não passam de recomendações e retorno,
> > não
> > é lei, nada nos obriga a fazermos se não for na forma de lei, já diz a
> > constituição...
> > E retorno de novo, se você tiver uma explicação convincente que tal norma
> > não pode ser aplicada, que por incompatibilidade construtiva ou finaceira
> > existe a posssibilidade de ser alterada ou construída uma obra...Temos
> > essa
> > mania de obedecermos normas sem analisarmos na íntergra, cada oobra é uma
> > obra diferente, existem suas restrições e uma norma parte da premissa de
> > que
> > todas as obras são iguais, quando na mais pura realidade não é....como
> > podemos aplicar esta determinada norma que você sitou uma uma casa (estou
> > bem específico obra de cunho social/popular térrea - paredes abafadas) de
> > espessura de 9cm e pormos um pilar/viga de seção mínima de 12cm, como
> > ficam
> > os revestimentos, estética??? É como dizem na area do direito "é
> > inconstitucional", até pode ser feito mais aí os custos inviabiliza a
> > obra, você pode realizar obedecendo a norma mais seu lucro você terá que

> > tirar de outro lugar.
> >
> >
> > ________________________________
> > Date: Wed, 13 Apr 2011 07:02:53 -0300
> > Subject: Re: [Clube dos Engenheiros Civis] Pequenas Construcoes & NBR6118
> > From: rara...@gmail.com
> > To: clubedosenge...@googlegroups.com
> >
> > Bom dia Daniel,
> > Me foi repassado que as normas da ABNT têm sim força de lei por imposição
> > do
> > que está escrito no inciso VIII, ART. 39º da Lei 8.078 (Código de defesa
> > do
> > consumidor) que diz que: "colocar, no mercado de consumo, qualquer produto
> > ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais
> > competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação
> > Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho
> > Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro)".

> > Dessa forma se fizermos uma casa para um cliente infrigindo a NBR6118 e o
> > mesmo entrar com uma ação contra o engenheiro por qualquer defeito
> > estrutural que possa surgir estaremos totalmente em mais lençóis.

> > Se o que me foi repassado estiver errado, por favor me corrija, pois o que
> > quero na verdade é sair dessa prisão.
> > Att.,
> > Rarafá Medeiros Ferreira

> >
> >
> > Em 11 de abril de 2011 23:18, Daniel A Nojosa <dani...@hotmail.com>
> > escreveu:
> >
> > Norma não é lei e se vc tiver um respaldo técnico plausível conseguirá o

> > que pretende, construir com menos custo...
> > Quem conhece as casas térreas do PMCMV sabe do que falo...

> >
> >
> > Daniel Nojosa
> >
> >
> > ________________________________
> > Date: Mon, 11 Apr 2011 15:09:56 -0300
> > Subject: [Clube dos Engenheiros Civis] Pequenas Construcoes & NBR6118
> > From: rara...@gmail.com
> > To: clubedosenge...@googlegroups.com
> >
> > Saudacoes a todos,
> > Gostaria de trazer a pauta para discutirmos um problema que venho
> > matutando
> > com relações as pequenas construções

> > residenciais, assim entendidas como casas terreas, sobrados, pequenos
> > comércios, etc. Nesse tipo de construção
> > se usa, para reduzir os custos de construção, o uso da chamada estrutura

> > embutida (ou abafada) onde as proprias paredes
> > da construção fazem as vezes de fôrma para as laterais dos pilares e para
> > os
> > fundos de vigas. Acontece que os tijolos comercias
> > em minha região são 9x19x19 e isso faz com que todas essas construçoes

> > estejam sendo feitas com pilares de 9cm de espessura, o que
> > contraria a NBR 6118 que deixa claro que os pilares das estruturas de
> > concreto não podem ter espessura inferior a 12cm.
> > Como ficamos nós engenheiros em relação esse problema? Como engenheiro me
> > sinto muito desconfortável tanto em respeitar a norma e ir na contra-mão
> > do
> > mercado fazendos obras mais caras
> > que todo o resto da população, como também em fechar os olhos para a dona
> > NBR 6118 (que tem força de lei) e fazer pilares de 9cm.
> >
> > Sei que essas construções contraria em vários outros aspectos a NBR 6118,
> > sendo por ela totalmente inconcebiveis. No entanto a verdade é que
> > elas são assim feitas e ficam de pé atendendo ao uso que se destinam.

> >
> > Pergunto as colegas do grupo qual a visao de voces sobre o tema como
> > possiveis soluções para equacionar os dois lados: o mercado e as
> > normas da ABNT.
> >
> > Att.,
> > Rarafá Medeiros Ferreira

> >
> > --
> > Clube dos Engenheiros Civis
> > Para postar neste grupo, envie um e-mail para
> > ClubedosEnge...@googlegroups.com
> >
> > 1) Colega, não pratique ofensas, pratique o coleguismo, a discussão e o
> > debate.
> > 2) Corrigir o colega no português ou tecnicamente deixando-o humilhado
> > foge

> > à conduta do grupo e isso conduz à exclusão do Clube.
> > 3) Pirataria ou troca de informações de softwares não registrados
> > acarretará
> > a exclusão definitiva do Clube.
> > 4) Assine sempre suas mensagens e de preferência com sua Cidade e Estado.

> > 5) Seja Bem vindo, participe e coloque suas perguntas praticando o debate
> > aberto sem receios.
> >
> > Vamos ser colegas num Clube Organizado e democrático, denuncie atitudes
> > que
> > você achou fora dos padrões.
> > http://groups.google.com.br/group/ClubedosEngenheirosCivis?hl=pt-BR
> >
> > --
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> 5) Seja Bem vindo, participe e coloque suas perguntas praticando o debate aberto sem receios.
>

dalton

unread,
Apr 22, 2011, 3:43:21 PM4/22/11
to clubedosenge...@googlegroups.com
Meus caros.
Ao escrever estas notas  ,o fiz com o objetivo único de dizer que o que falta é conhecimento nestes métodos construtivos para pequenas construções.
Os antigos e eficientes métodos construtivos foram simplificados por um trio que pratica a autoconstrução :o proprietário (louco para gastar pouco),o pedreiro (louco para terminar) e certos engenheiros conhecidos como calígrafos (só assinam) ou da caminhonete(param na frente da obra, dão uma olhada e se vão) também loucos por obras,ganhos e comodidade.
O que proponho é que se reunam todos os conhecimentos das boas práticas ,comprovadas ,a respeito destas pequenas construções .
Que estes conhecimentos sejam sistematizados e racionalizados de modo a que os aperfeiçoamentos dos mesmos, no futuro, tenham um ponto de partida embasado em conhecimentos teórico-práticos, comprovados e aprovados .
Que as pequenas construções brasileiras sejam capazes de proporcionar conforto e ambiente saudável nas suas ocupações e a custos razoáveis ou seja de uma maneira sustentável.
Dalton de Lara Stella
Eng. Civil CREA 10.026-D/Pr
Maceió-Al
 
 
 
 
 
 
Sent: Thursday, April 21, 2011 10:42 PM
Subject: RE: [Clube dos Engenheiros Civis] Pequenas Construcoes & NBR6118

Roberto Massaru Watanabe

unread,
Apr 25, 2011, 10:13:39 AM4/25/11
to clubedosenge...@googlegroups.com
Prezado colega Dalton
 
 
Disseminar as boas práticas construtivas é a razão principal da existência das Escolas de Construção.
 
Tenho verificado que as Escolas de Construção estão muito mal equipadas, não possuem laboratório de materiais, os professores estão mal preparados.
 
A experiência humana se consolida na forma de Livros e esse quase sagrado instrumento do conhecimento humano está muito mal amparado, não há estímulos para a produção acadêmica, livros são livremente pirateados. Até mesmo aqui no Clube dos Engenheiros Civis é praticada a livre pirataria sem nenhum escrúpulo por parte dos praticantes.
 
Eu mesmo, cheguei a pesquisar mais de 40 métodos e materiais construtivos considerando aspectos importantes como resistência, funcionalidade e conforto (isso quando eu fui pesquisador no IPT) mas não há como fazer a disseminação das experiências que lá realizei.
 
Escrever um livro custa caro, montar um site na internet custa caro, colaborar com a ABNT para fazer normas custa caro, testar determinado método construtivo custa caro e não há financiamento nem patrocínio para essas iniciativas.
 
O resultado é que na prática, é mais vantajoso contratar um engenheiro importado do que contratar um engenheiro com um diplominha de uma faculdade qualquer.
 
 
 
Abraços,
 
Roberto Massaru Watanabe
Engenheiro Civil
CREA 0600.36232-1

Roberto Massaru Watanabe

unread,
Apr 25, 2011, 2:39:23 PM4/25/11
to clubedosenge...@googlegroups.com
Prezado Sidney
 
 

Paulo

unread,
Apr 26, 2011, 3:30:44 AM4/26/11
to clubedosenge...@googlegroups.com

Bom dia

Endosso as palavras  do Eng Watanabe.

Estamos  condenados  a eterna  burrice e ao imediatismo.

Não tem como mudar..Essa  filosofia  adveio  daquela ideia  errônea   de se querer tirar vantagem em tudo  ..Nao se admite  jamais perdas.so lucros.

Mas a vida  esta entre os dois limites   e tem momentos  que se ganha perdendo ,e os que se perde ganhando.

Eu sou antiquado  vim duma época  que havia honra, e ate hoje  se alguém reclamar eu devolvo  o dinheiro.Quem faz isso?

Depois essa  sociedade    não privilegia  o engenheiro .Nossas normas  da ABNT  algumas não passam de  Associacao Brasileira de Normas Traduzidas , e ainda por cima caríssimas,quando deviam custar  barato.Uma norma de concreto americana custa 18 dollars(na moeda deles e acham caríssimo) e alem de mais detalhada e’ bastante mais   facilitadora  de entendimento do assunto.Aqui parece   que se orgulham de complicar o entendimento e a leitura.

Deste modo a perspectiva para o engenheiro  recém formado   não sei se existe.

A menos  que ele entre num negocio de família,  esta  condenado a  sofrer muita decepção  alem do nada de ordem material .salario nem menciono....ganhara menos que um sujeito caixa de supermercado.Ainda quer ser engenheiro?Bem, se tiver  fundos e so estudar por diletantismo,ai sim .

 

Paulo R.Rogerio

Eng Geotécnico.

dalton

unread,
Apr 26, 2011, 3:03:03 PM4/26/11
to clubedosenge...@googlegroups.com
Prezado Roberto.
Embora amargas ,as suas colocações são o espelho do que vivemos não apenas como engenheiros mas como cidadãos.
A dificuldade de construir não apenas edifícios,mas o conhecimento,em como manter o sangue frio ao ouvir determinados profissionais dizendo que apostila é muito melhor que um livro do mesmo assunto,escrevendo "dimencionamento" e dizendo que é engenheiro e não professor de portugues,achando que o CREA tem o dever de cuidar e privilegiar sua carreira,que decorando todos os manuais de fabricantes já é um excelente engenheiro(um vendedor não remunerado na verdade).
De ver o sucateamento,o empreguismo  e a busca por títulos nas escolas de engenharia( inclusive muitas ,públicas),do fim dos corpos técnicos(dos quais vc fez parte) dos órgãos estatais e privados que realmente produziam.
 
Lembrando, nesta instituição,CREA,quando me formei(final da década de setenta ) ninguém queria ocupar os poucos cargos que ela tinha.Depois do "boom" de profissionais no sistema e o aumento da arrecadação, quantos políticos se elegeram ,via cargos ocupados no Conselho?
Quantos cargos se criaram?E quanta guerra nas eleições dos membros.
E o que dizer destes membros quando ocorre uma tragédia?A ilegalidade e a imoralidade expostas e não contestadas por nós que exercemos a profissão,pois da função de fiscalizadores viram consultores ...
 
Mas continuo lutando,ajudando,acreditando ,sendo chamado de xarope ,e respondendo,que se for para ajudar a curar a engenharia brasileira dos males profissionais e dos maus profissionais que assim seja.
Caso não consiga ,quem sabe, vou importar um engenheiro...
 
Um grande abraço
 
Dalton de Lara Stella
Eng. Civil CREA 10.026-D/PR
Maceió-Alagoas
 
 
 
 
 
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