Re: [calculistas] RETORNO DE ESPUMA NO SEGUNDO ANDAR

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kezia grace

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May 25, 2009, 12:00:14 PM5/25/09
to VALTER VITALINO SILVA, Clube Engenheiros_Civis


Prezado Valter
 
Tomo a liberdade de encaminhar sua dúvida para o grupo clube dos engenheiros civis.
 
Prezados para conhecimento, comentários e possíveis soluções.
 
Kézia Cruz
Engª Civil
Pernambuco

--- Em seg, 25/5/09, VALTER VITALINO SILVA <valterv...@yahoo.com.br> escreveu:

De: VALTER VITALINO SILVA <valterv...@yahoo.com.br>
Assunto: Re: [calculistas] RETORNO DE ESPUMA NO SEGUNDO ANDAR
Para: "kezia grace" <kezi...@yahoo.com.br>
Data: Segunda-feira, 25 de Maio de 2009, 11:55

Kézia, bom dia!
Já colocamos o antiespuma nos ralos e resolvemos o problema com os ralos, porém ainda continua o retorno no tanque e na pia da cozinha, quanto ao desvio da coluna, não é possível fazer, pois o prédio já está sendo habitado e as ligações estão todas em uma única prumada, mesmo assim obrigado por responder.
 
Valter Vitalino
26/05/2009

--- Em seg, 25/5/09, kezia grace <kezi...@yahoo.com.br> escreveu:

De: kezia grace <kezi...@yahoo.com.br>
Assunto: Re: [calculistas] RETORNO DE ESPUMA NO SEGUNDO ANDAR
Para: "VALTER VITALINO" <valterv...@yahoo.com.br>
Cc: "Grupo_calculistas" <calculi...@yahoogrupos.com.br>
Data: Segunda-feira, 25 de Maio de 2009, 9:53



Prezado Valter
 
Geralmente estes casos ocorrem quando a ligação do ramal destas áreas é realizada próxima ao pé da coluna, isto é, na área de maior pressão de impacto, causando um possível retorno.
Se por acaso o tubo de queda for desviado no andar de garagem pra depois descer para o térreo, os ramais deverão seguir o mesmo percurso e só se juntarem a tubulação de queda quando a sua descida iniciar ao térreo. Desta maneira você aumenta consideravelmente o caminho a ser percorrido pelo fluído, num possível retorno.
Há também um dispositivo entre os fabricantes nacionais chamado "anti espuma", que geralmente são especificados para os ralos projetados nas áreas de serviço.
 
Espero ter ajudado.
 
Kézia Cruz
Engª. Civil
Pernambuco.
 
 

--- Em seg, 25/5/09, VALTER VITALINO <valterv...@yahoo.com.br> escreveu:

De: VALTER VITALINO <valterv...@yahoo.com.br>
Assunto: [calculistas] RETORNO DE ESPUMA NO SEGUNDO ANDAR
Para: calculi...@yahoogrupos.com.br
Data: Segunda-feira, 25 de Maio de 2009, 8:51



Venho pedir orientação aos amigos do grupo de um assunto que não está relacionado com estruturas de concreto, porém se algum membro do grupo já passou por esta sitação e se puderem me orientar como sanar este problema fico grato.
Estamos com problema em um predio com 15 andares, em alguns apartamentos está retornando espuma pelo ralo da área de serviço, tanque, saída da máquina de lavar roupa e também pela pia da cozinha, isto ocorre nos apartamentos do primeiro e segundo andar, geralmente quando estão utilizando a máquina de lavar roupas em andares superiores, o prédio é composto por : subsolo, andar térreo, um andar com garagem, primeiro tipo, segundo tipo, e assim por diante.
Existe aguma maneira de resolver este problema??
Obs.: A prumada que está dando os retornos, tem ligado na mesma a pia de cozinha, o tanque, a máquina e o ralo da área de serviço, é estranho que a espuma passa pelo sifão.
Desde já antecipo meus agradecimentos

Valter Vitalino
Engenheiro Civil
Praia Grande - litoral de São Paulo.

Obrigado

__._,_.___
-Mensagem para o grupo, enderece:
calculi...@yahoogrupos.com.br
-Resposta a esta msg será enviada apenas ao autor da mesma.
-Para sair do grupo, envie msg em branco para:
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Sylvio Nogueira

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May 25, 2009, 3:40:50 PM5/25/09
to Clube dos Engenheiros Civis

Prezados colegas :

Transcrevo extrato de relatório elaborado pelo Engº Civil Sérgio
Frederico Gnipper, meu habitual parceiro em laudos técnicos sobre
patologias :

NBR 8160:1982 da ABNT: "Nas instalações em prédios de dois ou mais
andares que recebem descargas de aparelhos tais como pias, tanques,
máquinas de lavar e outros similares onde são usados detergentes que
provoquem a formação de espuma, é necessário evitar a ligação de
aparelhos nos andares inferiores, em trechos considerados zonas de
pressão de espuma."

O mesmo normativo contem, no item 4.6.28.1: "São considerados zonas
de pressão de espuma:
a) o trecho de tubo de queda de comprimento igual a 40 diâmetros
imediatamente a montante de desvio para a horizontal, o trecho
horizontal de comprimento igual a 10 diâmetros imediatamente a jusante
do mesmo desvio, e o trecho horizontal de comprimento igual a 40
diâmetros imediatamente a montante do próximo desvio;
b) o trecho de tubo de queda de comprimento igual a 40 diâmetros
imediatamente a montante da base do tubo de queda e o trecho do
coletor ou subcoletor de comprimento igual a 10 diâmetros
imediatamente a jusante da mesma base;
c) os trechos a montante e a jusante da primeira curva do coletor ou
subcoletor, respectivamente com 40 a 10 diâmetros de comprimento; ...
".

Portanto, a norma exige que não sejam ligados ramais de esgotamento
de aparelhos sanitários na extensão correspondente a 40 vezes o
diâmetro da base do tubo de queda, imediatamente a montante de seu
desvio para a horizontal.

Nos ambientes situados dentro das chamadas zonas de pressão de
espuma, há risco de ocorrência de sobrepressão no ar do interior dos
tubos de queda, ou seja de pressão superior à pressão do ar
atmosférico, com possibilidade de haver refluxo de espuma e
borbulhamento de gases mal cheirosos a partir dos seus desconectores.
O risco de retorno de espuma existe devido à ausência de tubos
ventiladores ligados às bases desses tubos de queda, que justamente
exerceriam a função de aliviar a pressão positiva de ar (sobrepressão)
aí acumulada em razão do escoamento líquido, fato agravado pela
existência de conexões, com raio curto, que promovem mudanças bruscas
de direção

Esse quadro pode ser acentuado quando há adoção indiscriminada de
peças de transição brusca, de raios curtos, nas bases dos tubos de
queda e/ou bases de seus desvios (joelhos de 90° e curvas de 90° graus
com raio curto). Além disso, a NBR 8160:1982 da ABNT fixa, também,
como zona de pressão de espuma a extensão correspondente a 10 vezes o
diâmetro do trecho horizontal imediatamente a jusante da base do tubo
de queda, ou da base de seu desvio para a horizontal.


O ar arrastado pelo fluxo vertical do esgoto no interior do tubo de
queda - e aí acumulado e comprimido por efeito de bloqueio temporário
de seu livre escoamento através do sistema de esgoto, geralmente
causado pelo fenômeno do transiente conhecido por “ressalto
hidráulico” -, acaba por remontar para o interior dos ramais
horizontais dos apartamentos mais próximos. Este fenômeno resulta em
borbulhamentos de gases mal cheirosos, acompanhados de ruídos
desagradáveis e no eventual refluxo líquido para o piso do interior de
áreas molhadas, com retorno de espuma quando o tubo de queda recebe
contribuição de lavanderias e cozinhas. Neste caso, medidas
sugeridas deverão ser implementadas uma a uma, até que se atinja um
grau satisfatório de desempenho do sistema de esgotamento sanitário do
edifício:
1) Correção das distâncias de trechos horizontais, a partir das bases
de desvios de tubos de queda no teto do pavimento térreo, de modo a
resguardar as zonas de pressão de espuma.. Apesar da extensão sugerida
na NBR 8160:1982 ser de 100 cm, a partir da conexão de mudança de
direção, recomenda-se 150 cm como medida de segurança, de modo a se
considerar também a necessária extensão de ressalto hidráulico que aí
se forma.

2) Extensão das colunas de ventilação existentes até o piso do térreo,
acompanhando os desvios dos respectivos tubos de queda, e ventilando-
os corretamente, tanto nas bases deles quanto nas bases de seus
desvios. Também devem ser igualmente ventilados os trechos horizontais
dos desvios e os inícios dos subcoletores, respeitadas sempre as
distâncias aí indicadas.

3) Nos casos onde tal sugestão obviamente não se aplica, em razão das
dificuldades de execução e grau de intervenção implícito, sugere-se a
adoção de “jump” ou tubulação paralela e alternativa para o alívio da
sobrepressão do ar acumulado na base dessas prumadas. O jump deverá
ser constituído de tubo de diâmetro DN 75mm ligado na base do tubo de
queda, com extremidade posterior ligada de topo tanto no trecho
horizontal do seu desvio quanto no respectivo subcoletor, num ponto
após cerca de 1,50 m da última conexão de mudança de direção.


Saudações

Sylvio Nogueira
Arquiteto
www.snogueira.com


On 25 maio, 13:00, kezia grace <keziac...@yahoo.com.br> wrote:
> Prezado Valter
>  
> Tomo a liberdade de encaminhar sua dúvida para o grupo clube dos engenheiros civis.
>  
> Prezados para conhecimento, comentários e possíveis soluções.
>  
> Kézia Cruz
> Engª Civil
> Pernambuco
>
> --- Em seg, 25/5/09, VALTER VITALINO SILVA <valtervital...@yahoo.com.br> escreveu:
>
> De: VALTER VITALINO SILVA <valtervital...@yahoo.com.br>
> Assunto: Re: [calculistas] RETORNO DE ESPUMA NO SEGUNDO ANDAR
> Para: "kezia grace" <keziac...@yahoo.com.br>
> Data: Segunda-feira, 25 de Maio de 2009, 11:55
>
> Kézia, bom dia!
> Já colocamos o antiespuma nos ralos e resolvemos o problema com os ralos, porém ainda continua o retorno no tanque e na pia da cozinha, quanto ao desvio da coluna, não é possível fazer, pois o prédio já está sendo habitado e as ligações estão todas em uma única prumada, mesmo assim obrigado por responder.
>  
> Valter Vitalino
> 26/05/2009
>
> --- Em seg, 25/5/09, kezia grace <keziac...@yahoo.com.br> escreveu:
>
> De: kezia grace <keziac...@yahoo.com.br>
> Assunto: Re: [calculistas] RETORNO DE ESPUMA NO SEGUNDO ANDAR
> Para: "VALTER VITALINO" <valtervital...@yahoo.com.br>
> Cc: "Grupo_calculistas" <calculistas...@yahoogrupos.com.br>
> Data: Segunda-feira, 25 de Maio de 2009, 9:53
>
> Prezado Valter
>  
> Geralmente estes casos ocorrem quando a ligação do ramal destas áreas é realizada próxima ao pé da coluna, isto é, na área de maior pressão de impacto, causando um possível retorno.
> Se por acaso o tubo de queda for desviado no andar de garagem pra depois descer para o térreo, os ramais deverão seguir o mesmo percurso e só se juntarem a tubulação de queda quando a sua descida iniciar ao térreo. Desta maneira você aumenta consideravelmente o caminho a ser percorrido pelo fluído, num possível retorno.
> Há também um dispositivo entre os fabricantes nacionais chamado "anti espuma", que geralmente são especificados para os ralos projetados nas áreas de serviço.
>  
> Espero ter ajudado.
>  
> Kézia Cruz
> Engª. Civil
> Pernambuco.
>  
>  
>
> --- Em seg, 25/5/09, VALTER VITALINO <valtervital...@yahoo.com.br> escreveu:
>
> De: VALTER VITALINO <valtervital...@yahoo.com.br>
> Assunto: [calculistas] RETORNO DE ESPUMA NO SEGUNDO ANDAR
> Para: calculistas...@yahoogrupos.com.br
> Data: Segunda-feira, 25 de Maio de 2009, 8:51
>
> Venho pedir orientação aos amigos do grupo de um assunto que não está relacionado com estruturas de concreto, porém se algum membro do grupo já passou por esta sitação e se puderem me orientar como sanar este problema fico grato.
> Estamos com problema em um predio com 15 andares, em alguns apartamentos está retornando espuma pelo ralo da área de serviço, tanque, saída da máquina de lavar roupa e também pela pia da cozinha, isto ocorre nos apartamentos do primeiro e segundo andar, geralmente quando estão utilizando a máquina de lavar roupas em andares superiores, o prédio é composto por : subsolo, andar térreo, um andar com garagem, primeiro tipo, segundo tipo, e assim por diante.
> Existe aguma maneira de resolver este problema??
> Obs.: A prumada que está dando os retornos, tem ligado na mesma a pia de cozinha, o tanque, a máquina e o ralo da área de serviço, é estranho que a espuma passa pelo sifão.
> Desde já antecipo meus agradecimentos
>
> Valter Vitalino
> Engenheiro Civil
> Praia Grande - litoral de São Paulo.
>
> Obrigado
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Sylvio

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May 25, 2009, 3:20:04 PM5/25/09
to valterv...@yahoo.com.br, ClubedosEnge...@googlegroups.com, ClubedosEnge...@googlegroups.com

                Prezados colegas :

 

                 Transcrevo extrato de relatório elaborado pelo Engº Civil  Sérgio Frederico Gnipper, meu habitual parceiro em laudos técnicos sobre patologias :

 

                 NBR 8160:1982 da ABNT: "Nas instalações em prédios de dois ou mais andares que recebem descargas de aparelhos tais como pias, tanques, máquinas de lavar e outros similares onde são usados detergentes que provoquem a formação de espuma, é necessário evitar a ligação de aparelhos nos andares inferiores, em trechos considerados zonas de pressão de espuma."

 

                  O mesmo normativo contem, no item 4.6.28.1: "São considerados zonas de pressão de espuma:

a) o trecho de tubo de queda de comprimento igual a 40 diâmetros imediatamente a montante de desvio para a horizontal, o trecho horizontal de comprimento igual a 10 diâmetros imediatamente a jusante do mesmo desvio, e o trecho horizontal de comprimento igual a 40 diâmetros imediatamente a montante do próximo desvio;

b) o trecho de tubo de queda de comprimento igual a 40 diâmetros imediatamente a montante da base do tubo de queda e o trecho do coletor ou subcoletor de comprimento igual a 10 diâmetros imediatamente a jusante da mesma base;

c) os trechos a montante e a jusante da primeira curva do coletor ou subcoletor, respectivamente com 40 a 10 diâmetros de comprimento; ... ".

 

                 Portanto, a norma exige que não sejam ligados ramais de esgotamento de aparelhos sanitários na extensão correspondente a 40 vezes o diâmetro da base do tubo de queda, imediatamente a montante de seu desvio para a horizontal.

 

                 Nos ambientes situados dentro das chamadas zonas de pressão de espuma, há risco de ocorrência de sobrepressão no ar do interior dos tubos de queda, ou seja de pressão superior à pressão do ar atmosférico, com possibilidade de haver refluxo de espuma e borbulhamento de gases mal cheirosos a partir dos seus desconectores. O risco de retorno de espuma existe devido à ausência de tubos ventiladores ligados às bases desses tubos de queda, que justamente exerceriam a função de aliviar a pressão positiva de ar (sobrepressão) aí acumulada em razão do escoamento líquido, fato agravado pela existência de conexões, com raio curto, que promovem mudanças bruscas de direção

 

Esse quadro pode ser acentuado quando há adoção indiscriminada de peças de transição brusca, de raios curtos, nas bases dos tubos de queda e/ou bases de seus desvios (joelhos de 90° e curvas de 90° graus com raio curto). Além disso, a NBR 8160:1982 da ABNT fixa, também, como zona de pressão de espuma a extensão correspondente a 10 vezes o diâmetro do trecho horizontal imediatamente a jusante da base do tubo de queda, ou da base de seu desvio para a horizontal.

 

                 O ar arrastado pelo fluxo vertical do esgoto no interior do tubo de queda - e aí acumulado e comprimido por efeito de bloqueio temporário de seu livre escoamento através do sistema de esgoto, geralmente causado pelo fenômeno do transiente conhecido por “ressalto hidráulico” -, acaba por remontar para o interior dos ramais horizontais dos apartamentos mais próximos.       Este fenômeno resulta em borbulhamentos de gases mal cheirosos, acompanhados de ruídos desagradáveis e no eventual refluxo líquido para o piso do interior de áreas molhadas, com retorno de espuma quando o tubo de queda recebe contribuição de lavanderias e cozinhas.

 

                Neste caso, medidas sugeridas deverão ser implementadas uma a uma, até que se atinja um grau satisfatório de desempenho do sistema de esgotamento sanitário do edifício:

 

1) Correção das distâncias de trechos horizontais, a partir das bases de desvios de tubos de queda no teto do pavimento térreo, de modo a resguardar as zonas de pressão de espuma.. Apesar da extensão sugerida na NBR 8160:1982 ser de 100 cm, a partir da conexão de mudança de direção, recomenda-se 150 cm como medida de segurança, de modo a se considerar também a necessária extensão de ressalto hidráulico que aí se forma.

 

2) Extensão das colunas de ventilação existentes até o piso do térreo, acompanhando os desvios dos respectivos tubos de queda, e ventilando-os corretamente, tanto nas bases deles quanto nas bases de seus desvios. Também devem ser igualmente ventilados os trechos horizontais dos desvios e os inícios dos subcoletores, respeitadas sempre as distâncias aí indicadas.

 

3) Nos casos onde tal sugestão obviamente não se aplica, em razão das dificuldades de execução e grau de intervenção implícito, sugere-se a adoção de jump  ou tubulação paralela e alternativa para o alívio da sobrepressão do ar acumulado na base dessas prumadas. O jump deverá ser constituído de tubo de diâmetro DN 75mm ligado na base do tubo de queda, com extremidade posterior ligada de topo tanto no trecho horizontal do seu desvio quanto no respectivo subcoletor, num ponto após cerca de 1,50 m da última conexão de mudança de direção.

 

Saudações

 

Sylvio Nogueira

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