Tratamento de Fissuras

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Ana Paula

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Jun 23, 2009, 9:47:32 AM6/23/09
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Bom Dia ,
 
Queridos(as) companheiros, estou precisando de um produto para tratamento de fissura, estava utilizando o Sicaflex, mas infelizmente as fissuras estão retornando, eu gostaria de saber se alguem de vocês trabalha com produto de fissuras, ou se poderiam me indicar um produto para que eu possa utilizar
 
 
Obrigada
 
 
Ana Paula

Roberto Massaru Watanabe (Portonline)

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Jun 23, 2009, 2:02:57 PM6/23/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Prezada Ana Paula
 
 
Trincas são apenas os efeitos de que algo está errado com a estrutura. É como a febre nas pessoas. Então não adianta tratar o efeito sem tratar a causa.
 
Algumas trincas decorrem de falhas de projeto ou execução, como os recalques diferenciais nas fundações, enquanto que outras decorrem de fenômenos períódicos como a dilatação de origem térmica. (que também não deixam de ser falhas de projeto).
 
Deve-se sempre examinar a evolução da causa e verificar se não há risco de vir a ocorrer a ruptura de componentes estruturais.
 
Veja no site www.ebanataw.com.br/trincas algumas das inúmeras causas de trincas.
 

Abraços,
Roberto Massaru Watanabe
rob...@ebanataw.com.br
www.ebanataw.com.br/roberto
 

 
 
 



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Gabriel Aliberti Machado

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Jun 23, 2009, 2:39:55 PM6/23/09
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Muito bom o site! valeu a dica!

2009/6/23 Roberto Massaru Watanabe (Portonline) <wata...@portonline.com.br>



--
_____________________
Gabriel Aliberti Machado
61-8594.4863

HENRIQUE DAMASCENO DE SOUZA

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Jun 23, 2009, 4:41:43 PM6/23/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Boa tarde Ana Paula.
 
Qual o tipo de fissura?
 
Depedendo da fissura, pode-se utilizar a espuma de Poliuretano.
 
Att,
 
Henrique

 
Em 23/06/09, Ana Paula <prel...@gmail.com> escreveu:

Vicente Menta Filho

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Jun 23, 2009, 6:42:49 PM6/23/09
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Prezada Ana Paula,
 
Estou anexando o procedimento aplicativo de um sistema eficaz para tratamento de fissuras.
Desde que não sejam estruturais (quando estariam "denunciando" algum problema mais grave, embora isso seja mais característica das trincas do que das fissuras), o sistema apresentado resolve, porque parte do principio que a fissura deva ficar livre, para que as movimentações continuem se dissipando nela, mas por outro lado, não se propague para o acabamento.
O sistema, dentre outras obras, foi utilizado no tratamento de fissuras e até de trincas num elegante hotel situado no Parque Anhembi, em São Paulo.
A comercialização é feita diretamente pela HEMISFERIO, ou através de seus revendedores técnicos nas regiões de Sorocaba- SP e Petrópolis - RJ.
Qualquer dúvida, fale comigo.
Conforme a sua região, podemos agendar uma visita técnica de orientação em sua obra, gratuitamente.
 
Vicente Menta Filho
São Paulo - SP
11-2991-6536 / 9970-6345
----- Original Message -----
From: Ana Paula
Sent: Tuesday, June 23, 2009 10:47 AM
Subject: [Clube dos Engenheiros Civis] Tratamento de Fissuras

1144 passo a passo tratamento trincas e fissuras.pdf

Eng. Joao Paulo

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Jun 24, 2009, 6:06:40 AM6/24/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Ola,
 
para mim sera de grande valia
 
Grato
 
SEAROM CONSTRUTORA LTDA.
João Paulo Pila D'Aloia
Engenheiro Civil
Técnico em Segurança do Trabalho
14 3425 5522
14 9603 7774
Marília - SP

rel...@terra.com.br

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Jun 23, 2009, 8:44:04 PM6/23/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Sugiro ao colega que entre no site da VIAPOLO ou da FOSROC.
 
Abracos
 
Geraldo Magela
SSA/BA
----- Original Message -----
From: Ana Paula
Sent: Tuesday, June 23, 2009 10:47 AM
Subject: [Clube dos Engenheiros Civis] Tratamento de Fissuras


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Atualizado em 23/06/2009

Henrique A Cunha

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Jul 7, 2009, 3:43:41 PM7/7/09
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Colegas,
Sei que minha resposta a este email está um tanto tardia, porém gostaria, sem polemizar, de lembrar que as fissuras no concreto existem desde o cálculo no antigo Estádio III da NB1 de 1960, passando pela NBR-6118/1980 com o nome Estado Limite Último até hoje na NBR-6118/2004 e tais normas aceitam valores de 0,1mm a 0,3mm dependendo do tipo de viga, ambiente, revestimento, etc e não prejudicam em nada. Existem umas reguinhas de plástico chamadas fissurômetros, além dos paquimetros normais para medir fissuras. Basta medi-las e verificar na NBR-6118 que valores são aceitáveis. Em resumo, o concreto é mesmo para fissurar no ELU, e a norma permite, qualquer calculista de concreto armado sabe disso. 
Abraços
Henrique A CUnha
Brasília DF

Vicente Menta Filho

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Jul 7, 2009, 4:00:34 PM7/7/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Caro Henrique,
 
Perfeito, porém fissuras são feias e devem ser tratadas, desde que as mesmas continuem livres para se movimentarem, como já comentei anteriormente.
Tratadas, para que não fiquem visíveis no acabamento, tanto interno quanto externo.
 
Vicente Menta Filho
São Paulo - SP

Jorge Luiz Soares da Silva

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Jul 7, 2009, 4:27:58 PM7/7/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Prezado,
Com certeza qunato a isso não há discordancia, o problema é que determinadas estruturas um minimo de fissuras é o sufieciente para atacar as armaduras e a partir daí ...
Um abraço
Jorge Soares
Eng Civil CREA RJ
Esp Rec / Ref Estrutural




De: Henrique A Cunha <halc...@gmail.com>
Para: ClubedosEnge...@googlegroups.com
Enviadas: Terça-feira, 7 de Julho de 2009 16:43:41
Assunto: [Clube dos Engenheiros Civis] Re: Tratamento de Fissuras

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MCT Books Livraria

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Jul 7, 2009, 4:23:58 PM7/7/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Só para distrair, mas sem acrescentar nada à questão.
Dizem que perguntaram uma vez à professora Maria Noronha, qual a diferença entre fissura, trinca e rachadura.
Ela respondeu: "Uma fissura pode ocorrer em uma obra minha. Uma trinca pode ocorrer na obra de um amigo. Já uma rachadura ocorre nas obras de meus inimigos."
 
Atenciosamente
Carlos Tadeu Lauand
car...@mctbooks.com.br
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-----Mensagem original-----
De: ClubedosEnge...@googlegroups.com [mailto:ClubedosEnge...@googlegroups.com] Em nome de Vicente Menta Filho
Enviada em: terça-feira, 7 de julho de 2009 17:01
Para: ClubedosEnge...@googlegroups.com
Assunto: [Clube dos Engenheiros Civis] Re: Tratamento de Fissuras

luiz carlos rodrigues pinho

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Jul 7, 2009, 4:45:05 PM7/7/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Brilhantes as explicações dadas pelo nobre colega, com as quais concordo inteiramente.
Eng Luiz Carlos Rodrigues Pinho - calculista

Jorge Luiz Soares da Silva

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Jul 8, 2009, 10:36:01 PM7/8/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Essa foi ótima........


De: MCT Books Livraria <ven...@mctbooks.com.br>
Para: ClubedosEnge...@googlegroups.com
Enviadas: Terça-feira, 7 de Julho de 2009 17:23:58
Assunto: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] Re: Tratamento de Fissuras

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

unread,
Jul 10, 2009, 9:08:27 AM7/10/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Fissuras são aceitáveis, mas dizer que a norma permite é uma nova forma de avaliar a NBR.  Concordo com o colega, Roberto Massaru Watanabe, devemos avaliar cada situação. Como meu professor de concreto dizia: O CONCRETO É O MELHOR AMIGO DO ENGENHEIRO.
Se o concreto fissurou, é um aviso,  devemos pelo menos avaliar a situação para ver se podemos aceitar a fissura como normal ou não.
 
eng carlos

Henrique A Cunha

unread,
Jul 10, 2009, 1:50:37 PM7/10/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com

 

Prezado colega:

Transcrevo abaixo o item 13.4.2 da NBR-6118/2003 para lhe provar que não estou "avaliando" a NBR, como disse. Está claramente permitida a fissura, e muito menos isso é uma "nova forma" porque, como havia dito, e repito, desde 1960 as normas de cálculo de concreto aceitam fissuração. Só exigem controle. Em outras palavras, não há como NÃO fissurar porque assim é a teoria (Estádio III e Estado Limite Último). Sou calculista de estruturas desde 1973 e já fui professor Construções de Concreto e Sistemas Estruturais II, e não estou inventando nada, está lá escrito para quem quiser ler, desde 1960. O que acontece é que a maioria delas (fissuras) é imperceptível ou está sob revestimento.

Pelo contrário, colega, estou seguindo a norma, não avaliando. 

Henrique A Cunha

Brasília DF

13.4.2 Limites para fissuração e proteção das armaduras quanto à durabilidade

A abertura máxima característica wk das fissuras, desde que não exceda valores da ordem de 0,2 mm a 0,4 mm, (conforme tabela 13.3) sob ação das combinações freqüentes, não tem importância significativa na corrosão das armaduras passivas.Como para as armaduras ativas existe a possibilidade de corrosão sob tensão, esses limites devem ser mais restritos e função direta da agressividade do ambiente, dada pela classe de agressividade ambiental (ver seção 6). Na tabela 13.3 são dados valores limites da abertura característica wk das fissuras, assim como outras providênciasvisando garantir proteção adequada das armaduras quanto à corrosão. Entretanto, devido ao estágio atual dos conhecimentos e da alta variabilidade das grandezas envolvidas, esses limites devem ser vistos apenas como critérios para um projeto adequado de estruturas. Embora as estimativas de abertura de fissuras feitas em 17.3.3.2 devam respeitar esses limites, não se deve esperar que as aberturas de fissuras reais correspondam estritamente aos valores estimados, isto é, fissuras reais podem eventualmente ultrapassar esses limites.

Colado da NBR-6118/2003 Projeto de Estruturas de Concreto - ABNT

 

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

unread,
Jul 10, 2009, 6:37:11 PM7/10/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
13.4.2 Limites para fissuração e proteção das armaduras quanto à durabilidade
A abertura máxima característica wk das fissuras, desde que não exceda valores da ordem de 0,2 mm a 0,4 mm, (conforme tabela 13.3) sob ação das combinações freqüentes, , não tem importância significativa na corrosão das armaduras passivaso das armaduras passivas
Meu amigo e colega Prof Henrique,
 
Fazendo uma parafrase de um ex-juiz de futebol e comentarista na globo que diz " A regra é clara, digo eu:  " A  Norma é Clara ".  Não disse que o Senhor não sabe a norma, pelo contrário apenas afirmo que a norma não diz: " ...permite fissuras...".  Quanto a transcrição da norma é somente  interpretar:  não tem importância significativa na corrosão das armaduras passiva ....  A frase é clara : não tem importância, ou seja, aceitável... pronto é só isso. Agora  para acabar com essa aula de gramática, sabemos que a norma trabalha em ELU, ou seja estado limite último, se há um limite é porque é lógico que fissuras são aceitáveis até esse limite, lógico. Cabe ressaltar que: fissuras são anomalias, patologias ou até mesmo vicios ocultos na edificação. Quando a norma " limita " seus acontecimentos, com certeza é com a  intenção de minimizar diversas ações judiciais em função de fissuras superficiais. Agora quando dizemos que a norma permite, me parece algo como regra, ou seja: essa obra vai ter uma quantidade de fissuras, em função do meu projeto e cálculo.  Resumindo, quero dizer apenas me chamou a atenção, quando li, que a norma permite fissuras,  o que ao meu ver, esse assunto, necessita de um profissional com a longa experiência que o Senhor tem para avaliar a situação. Mas me parece claro aqui o seguinte, o ponto é a fissura e não a frase, se ela é permite ou aceita é uma questão de opnião. Quanto as suas descrições para correções da fissuras são ótimas e tem vasto conhecimento técnico.
 
eng carlos eugenio
2009/7/10 Henrique A Cunha <halc...@gmail.com>

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

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Jul 10, 2009, 7:03:14 PM7/10/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Meu amigo e colega Prof Henrique,

 
Fazendo uma paráfrase de um ex-juiz de futebol e comentarista na globo que diz " A regra é clara, digo eu:  " A  Norma é Clara ".  Não disse que o Senhor não sabe a norma, pelo contrário apenas afirmo que a norma não diz: " ...permite fissuras...".  Quanto a transcrição da norma é somente  interpretar:  não tem importância significativa na corrosão das armaduras passiva ....  A frase é clara : não tem importância, ou seja, aceitável... pronto é só isso. Agora,  para acabar com essa aula de gramática, sabemos que a norma trabalha em ELU, ou seja estado limite último, se há um limite é porque é lógico que fissuras são aceitáveis até esse limite.... lógico. Cabe ressaltar que: fissuras são anomalias, patologias ou até mesmo vícios ocultos na edificação. Quando a norma " limita " seus acontecimentos, com certeza é com a  intenção de minimizar diversas ações judiciais em função de fissuras superficiais. Agora quando dizemos que a norma permite, me parece algo como regra, ou seja: essa obra vai ter uma quantidade de fissuras, em função do meu projeto e cálculo.  Resumindo, quero dizer apenas que me chamou a atenção, quando li, que a norma permite fissuras,  o que ao meu ver, esse assunto, necessita de um profissional com a longa experiência que o Senhor tem para avaliar a situação. Mas me parece claro aqui o seguinte, o ponto é a fissura e não a frase, se a norma permite ou aceita é uma questão de opinião. Quanto as suas descrições para correções da fissuras são ótimas e tem vasto conhecimento técnico.

 

eng carlos eugenio



2009/7/10 Henrique A Cunha <halc...@gmail.com>

 

Prezado colega:

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

unread,
Jul 10, 2009, 7:14:01 PM7/10/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Agora falanda das fissuras,
 
As fissuras e trincas nas peças de concreto simples, armado ou protendido, já fazem parte da construção civil, sejam em lajes, pilares, vigas e pavimentos. Raramente uma obra fica livre de seu aparecimento, quer seja devido a erro executivo, retração hidráulica, subdimensionamento, carga excessiva, entre outros. Até a norma aceita ou permite ( como achem melhor ) o aparecimento de fissuras, desde que não ultrapassem algumas dimensões preestabelecidas. O problema maior nem sempre é o aparecimento das fissuras e trincas, e sim, como elas são tratadas e que material é utilizado. Primeiramente deve-se procurar determinar quais foram às causas, se elas são ativas ou passivas, se são estruturais ou não e quais as conseqüências que elas acarretam à estrutura. Estas questões são de suma importância para o seu tratamento definitivo. Não adianta preencher uma trinca ativa com um material muito resistente, com uma aderência fantástica, só que rígido, aparecerá uma nova trinca no concreto, paralela a anterior. Da mesma forma que preencher uma trinca estrutural com um simples material elástico, não vai resolver o problema.
Quando uma trinca aparece, superando a abertura máxima determinada pela norma, quer seja por erro de execução, de dimensionamento ou simplesmente ser uma trinca de retração, não importa, ela tem que ser tratada para transformar a estrutura monolítica ou simplesmente colmatá-la para evitar a entrada de contaminantes, que agravará o problema. Como ponto de partida, após verificar quais as causas do aparecimento das trincas, é determinar se ela é passiva ou ativa. Se for ativa, é importante saber qual a amplitude e as direções do seu movimento. Nesta situação tem que ser analisado duas questões importantes: Se a trinca/fissura tem que ser monolitizada ou não.Já a passiva significa que ela não sofre processo de dilatação/contração, ou seja, ela não é dinâmica.
 
 
Ok
 
Eng Carlos
 

Henrique A Cunha

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Jul 10, 2009, 8:40:28 PM7/10/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Caríssimo colega,
O que discordo é da afirmativa genérica de que fissura é patologia do concreto armado. Fissura da zona tracionada não é patologia, exceto se ultrapassar os limites da norma, e ainda assim pode ser erro de cálculo. 
Os calculistas mais antigos sabem como o cálculo do concreto armado se desenvolveu: Estádio I, Estádio II, Estádio III e agora os ELU e ELS.
Somente no Estádio I não era permitida nenhuma fissura, do Estádio II para frente (que apareceu lá pelos anos 40) a regra é: o concreto absorve a compressão e o aço a tração, e a zona tracionada é para fissurar mesmo. No Estádio II, os materiais eram calculados no regime elástico e porisso as fissuras eram menores, no Estádio III e ELU no plástico e na ruptura, então as deformações específicas são maiores e as fissuras também. Não fossem as fissuras permitirem a corrosão da armadura por oxidação, as peças à flexão poderiam ter 5mm de fissura sem cair! Talvez muitos engenheiros achem que o concreto não funcionaria se fosse quebrada a zona tracionada de uma viga, deixando só a armadura, por exemplo. Errado, ela não trabalha, está alí simplesmente segurando a armadura. E está toda fissurada. São dezenas ou centenas de pequenas fissuras. 
Voltando à NBR-6118, se a comissão que a criou, embasada no Eurocode 2, achou por bem aceitar fissuras até 0.4mm em determinadas condições, porque vocês teimam em achar que é preciso fechá-las?
Por outro ângulo, qual seja, o dos calculistas, vocês acham que o bom calculista é aquele cujas estruturas não fissuram? Como disse o Iron Man, I respectfully disagree!
Abraços,
Henrique A Cunha
BSB-DF 
 
 
que uma fissura na zona tracionada de uma seção de um elemento de concreto armado seja uma patologia do mesmo.  
 
 
 
deve ser limitada para não permitir a oxidação da armadura. Se a comissão da NBR-6118 chegou à conclusão que fissuras  

Jorge Luiz Soares da Silva

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Jul 10, 2009, 10:59:45 PM7/10/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Prezado colega,
estou gostando muito do seu argumento, terminei neste mes minha pós graduação em Reforço e Recuperação Estrutural e estou procurando mais trabalho do que já tenho. No caso de fissuras, se aparecer alguma por aí voce poderia me indicar?
Esse é meu ganha pão, colmatar fissuras e recuperar estruturas - vou ficar rico
Att Jorge Soares
Eng Civil CREA RJ
Rec / Ref Estrutural

Enviadas: Sexta-feira, 10 de Julho de 2009 14:50:37
Assunto: Re: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] Re: Tratamento de Fissuras

Jorge Luiz Soares da Silva

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Jul 10, 2009, 11:06:47 PM7/10/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Prezado colega,
quando voce terminar suas obras deixa o endereço comigo.
Sou especialista em recuperação estrutural e vou ficar rico rsrsrsrsrsrsr
Um abraço
Jorge Soares
Eng Civil


De: Carlos Eugenio Lemos de Oliveira <alf...@globo.com>
Para: ClubedosEnge...@googlegroups.com
Enviadas: Sexta-feira, 10 de Julho de 2009 19:37:11
Assunto: Re: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] Re: Tratamento de Fissuras

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

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Jul 10, 2009, 11:51:01 PM7/10/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com

 

 

Nos tempos de hoje, não é raro nos depararmos com residências, edifícios, ou qualquer tipo de construção, no qual não apresente nenhum tipo de fissura. Um dos fatores relevantes no Brasil é o fator climático, pois em cada região a temperatura varia bruscamente durante vários meses do ano. Devido a isso as obras de pequeno, médio ou grande porte apresentam fissurações com o tempo. Em uma estrutura de concreto armado, podem ocorrer danificações no concreto, no qual o agente causador pode ser de vários tipos.

 

O campo das patologias das estruturas é uma área da Engenharia Civil que apresenta grande diversidade e complexidade, devido à abrangência de aspectos em análise, que podem advir de erros de projetos, erro de execução, agressividade do meio ambiente, má escolha de materiais, entre outras. Em uma estrutura de concreto armado, as patologias podem ocorrer no concreto e/ou no aço, destacando-se que os agentes podem advir das mais diversas fontes, sendo de muita importância a correta caracterização de onde estas advêm para que ocorra uma intervenção adequada, a fim de minimizar ou evitar a ação do agente gerador.

 

            A fissuração é um fenômeno inevitável no concreto e um dos fatores que mais influenciam no comportamento das peças estruturais de concreto armado, tendo em vista que pode comprometer a utilização (necessidade funcional da estrutura), a durabilidade e a estética das mesmas. As fissuras ocorrem basicamente nas zona

submetidas a esforços de tração, devido à baixa resistência do concreto a esse tipo de solicitação.

 

Sendo as zonas tracionadas as que mais merecem atenção nas peças de concreto armado submetidos à flexão, por serem susceptíveis à fissuração, muitos estudos tem sido realizados tentando retratar o seu comportamento.

 

Embora o concreto armado tenha surgido nos meados do século passado, foi neste século, na década de 30, que surgiu o primeiro modelo analítico de simulação do comportamento das zonas tracionadas. Porém, esses modelos só tomaram significativa expressão, em relação à teoria da fissuração e aos métodos para previsão de abertura de fissuras, a partir de trabalhos realizados principalmente por Ferry Borges, Beeby, Goto, Nawy, Gergely & Lutz e Broms, entre outros, nas décadas de 50 e 60, na Europa e nos Estados Unidos da América (CÂMARA, 1988). Ainda se mantém validos os princípios fundamentados por alguns desses modelos, embora ultimamente tenha sido enriquecido por alguns pesquisadores, com o intuito de aprimorá-los e melhorar suas aplicabilidades.

 

A fissuração no concreto é inevitável. Portanto, prevendo-se que venha a acontecer, torna-se necessário atender a alguns aspectos importantes para que seja amenizado.

 

Existem basicamente três razões para se controlar a fissuração: a durabilidade (corrosão da armadura), a aparência e a estanqueidade a líquidos e gases. Discutem-se a seguir, separadamente, essas razões.

 

A corrosão da armadura está geralmente associada a três mecanismos que desencadeiam o processo corrosivo: a carbonatação, a presença de cloretos ou a ruptura do concreto por esforços mecânicos, que causam fissuras transversais que podem em principio, colocar em risco a armadura, pois a abertura da fissura tem influência apenas no início do processo de corrosão, sendo este período relativamente curto, não influenciando no desenvolvimento da corrosão. Após o período de 5 a 10 anos, a corrosão é essencialmente independente da abertura da fissura.

 

Por outro lado, a espessura, a porosidade e o cobrimento do concreto são parâmetros importantes no processo da corrosão da armadura. Melhorar a qualidade do concreto e controlar a abertura das fissuras são fatores importantes para o controle da fissuração. Portanto, é necessário especificar o valor limite da abertura da fissura de acordo com a agressividade do meio ambiente.

 

As aberturas da fissuras com valores abaixo de 0,3 mm geralmente não causam inquietação as pessoas. Obviamente, a aparência tolerável da abertura da fissura é muito subjetiva e depende de vários fatores, tais como a distância entre o observador e a fissura, a iluminação e as condições da superfície.

 

A necessidade da estanqueidade depende da natureza do gás ou do líquido que será retido pela estrutura. Teoricamente é possível especificar e contar com uma estrutura sem fissuras visíveis. Isto é mais coerente, no entanto, quando se especifica um limite para a abertura da fissura. Pesquisas e experiências têm mostrado que estruturas para retenção de água podem ter fissuras com aberturas de ate 0,1 a 0,2mm. Assim uma fissura, mesmo quando atravessa totalmente a espessura da parede, pode permitir a penetração de umidade após a ocorrência da primeira fissura; mas o estancamento do vazamento ocorre em poucos dias.

  

De acordo com o CEB-FIP MC 90, as exigências para esse estado limite são:

 

·                  Deve-se garantir, com uma probabilidade adequada, que as fissuras não   prejudiquem a utilização e a durabilidade da estrutura.

·                  Fissuras não podem comprometer a utilização ou a durabilidade; nas estruturas de concreto armado, as fissuras podem ser decorrentes da solicitação por flexão, cisalhamento, torção ou tração (resultante de carregamentos diretos ou deformações restringidas e impostas), sem necessariamente prejudicar a utilização ou a durabilidade.

 No entanto as exigências podem ser respeitadas caso a caso:

·                  O funcionamento da estrutura não pode ser prejudicado pela formação das fissuras.

·                  A durabilidade da estrutura durante o período da vida útil não pode ser prejudicada pela formação da fissura.

·                  A aparência da estrutura não pode ser inaceitável por causa da fissuração.

·                  Incertezas na resistência do concreto a tração, bem como tensões de tração não previstas, devem ser previstas nos projetos e execução.

·                  Exigências complementares para um controle apropriado da fissuração pode resultar da necessidade de limitar ou evitar vibrações ou prejuízos causados por deformações excessivas ou ruptura frágil.

 

Em situações em que o controle da abertura da fissura é exigido, a verificação consiste em satisfazer à seguinte condição:

 

Wk ≤ Wlim

 

Wk - abertura característica da fissura ou calculada conforme as combinações de ações consideradas;

 

Wlim – valor limite da abertura da fissura especificada de acordo com exigências adotadas, garantindo assim a durabilidade e o bom funcionamento da estrutura.

 

A NBR 6118/2003 considera que a fissuração é nociva quando a abertura das fissuras na superfície do concreto ultrapassa os seguintes valores (Tabela 1):

 

 

Tabela 1 – Limite de abertura de fissuras (NBR 6118/2003)

Tipo de concreto estrutural

Classe de agressividade ambiental (CAA)

Exigências relativas à fissuração

Combinação de ações em serviço a utilizar

Concreto armado

CAA I

ELS-W wk ≤ 0,4mm

Combinação freqüente

CAA II a CAA III

ELS-W wk ≤ 0,3mm

CAA IV

ELS-W wk ≤ 0,2mm

ELS-W: Estado Limite de Serviço de abertura de fissuras

 

Tabela 2 – Classe de agressividade (NBR 6118/2003)

Classe de agressividade ambiental

Classe de agressividade ambiental

Agressividade

Classificação geral do tipo de ambiente para efeito de projeto

Risco de deterioração da estrutura

CAA I

Fraca

Rural / Submersa

Insignificante

CAA II

Moderada

Urbana

Pequeno

CAA III

Forte

Marinha / Industrial

Grande

CAA IV

Muito Forte

Industrial / Respingos de maré

Elevado

 

O ACI Commitee 224 adota os valores da tabela 3 para abertura máxima da fissura, de acordo com as condições de exposição da estrutura.

 

Tabela 3 – Limite de abertura de fissuras (ACI Commitee 224/224R(2001))

CONDIÇÕES DE EXPOSIÇÃO

ABERTURA DA FISSURA (mm)

Clima seco ou peça protegida

0,41

Ambiente úmido, peça em contato com o solo

0,30

Agressividade química

0,18

Ambiente marinho, molhado ou seco

0,15

Estruturas para retenção de líquidos

0,10

 

 Existem fatores que afetam na formação de fissuras antes do carregamento e este mecanismo ocorre em duas etapas: uma com o concreto ainda fresco, antes do endurecimento; e outra com o concreto já endurecido. Pode-se dizer também que as fissuras ocorrem antes da estrutura ser colocada em uso, ou seja, antes do carregamento.

 

As fissuras que ocorrem devido ao carregamento externo são basicamente decorrentes de tensões de tração devidos aos esforços de compressão, tração, flexão, cisalhamento ou torção, sendo que estas ocorrem com o concreto endurecido, onde este trabalho foca o esforço de flexão por ser o mais freqüente em concreto armado.

 

Desta forma, apresentam-se alguns fatores como: a água, cimento, agregados, cura, lançamento, adensamento e condições climáticas que afetam na fissuração antes do carregamento que serão analisados abaixo.

 

Água

A água de amassamento tem uma importância fundamental quanto à quantidade utilizada relacionada com a quantidade de cimento. Para a hidratação dos componentes ativos do cimento seria suficiente uma relação água/cimento teórica aproximada de 0,20; todo o excesso repercute na compacidade, portanto, quanto maior a quantidade de água, maior a porosidade, menor as resistências mecânicas, maior retração e maior o risco de ataque ao concreto.

 

A água ocupa um papel importantíssimo na cura do concreto. As águas de curas inadequadas podem ser muito nocivas ao agir sobre um concreto já aplicado e começando a endurecer e sobre o qual podem exercer efeitos expansivos e destrutivos.

 

A água que não se combina quimicamente com o cimento deve sair da massa na pega e ao sair deixa poros e capilares que tornam o concreto tanto mais permeável quanto maior for a quantidade de água a ser eliminada.

 

Caso a água não seja utilizada na dosagem correta, poderá acarretar em fissuras no concreto armado antes mesmo da viga absorver o carregamento que lhe foi aplicada.

 

Cimento

O cimento também é um fator importante quanto à fissuração. Em geral concretos mais ricos em cimentos fissuram mais.

 

Um dos grandes problemas do cimento empregado no concreto é a presença de adições inertes ou não ativas que ele possa conter.

 

Os cimentos com adições inertes, como por exemplo, o carbonato de cálcio, moídos na mesma finura, caracteriza-se por ter um endurecimento mais lento que os cimentos puros, devendo ser considerada essa circunstância na hora de dosar o concreto, pela repercussão que possa ter, tanto na quantidade de cimento a ser empregado, quanto na quantidade de água a ser utilizada.

 

A dosagem de cimento também pode criar problemas no concreto. Para uma determinada resistência, sempre se deve procurar empregar a menor quantidade possível de cimento. Altos consumos trazem como conseqüência forte calor de hidratação com as conseqüentes elevações de temperatura, especialmente em épocas de calor, que se traduzirão em fortes, retrações de origem térmica com perigo de fissuração, e aumenta também o risco de retração hidráulica, conseqüentemente, fissuração no concreto recém lançado.

 

Agregado

A composição mineral, forma, textura superficial e a variação do tamanho dos agregados afetam as proporções previstas, coeficientes térmicos, retração, dureza, deformação lenta e resistência do concreto. As frações de finos de tamanho inferior a 0,15mm, e especialmente as que têm finura comparável com a do cimento, são perniciosas para o concreto, principalmente se entram em proporção excessiva. Isso pode ocorre quando:

 

- As frações finas prejudicam a boa aderência entre a argamassa e os agregados graúdos bem como com as armaduras.

 

- Dada a grande superfície especifica desses finos, eles requerem muita água para molhá-los, conseqüentemente, diminui a água disponível à hidratação do cimento provocando sua hidratação incompleta, e, portanto enfraquecendo o concreto.

 

- Exigem mais água para a mesma consistência; assim, a relação água/cimento tem que ser aumentada, para conseguir a mesma trabalhabilidade, diminuindo, pelo excesso de água, as resistências mecânicas. Certas argilas nos agregados causam alta retração e fissuração, pois a argila contrai mais do que a pasta de cimento.

 

Na composição do concreto os grãos de diferentes tamanhos devem entrar em proporções calculadas e estudadas para que seja máxima a compacidade da mistura.

 

Os agregados afetam se usados de forma inadequada, diretamente na qualidade do concreto, ocasionando fissuras na peça estrutural.

 

Cura e outros cuidados

Enquanto não atingir endurecimento satisfatório, o concreto deverá ser mantido protegido contra agentes prejudiciais, tais como mudanças bruscas de temperaturas, evaporação de água, chuva forte, água torrencial, agente químico, bem como contra choques e vibrações de intensidade tal que possam produzir fissuração na massa do concreto ou prejudicar a sua aderência à armadura.

 

A proteção contra a secagem prematura, pelo menos durante os sete primeiros dias após o lançamento do concreto, aumentando este mínimo quando a natureza do cimento o exigir poderá ser feita mantendo-se umedecida a superfície ou protegendo-se com uma película impermeável. O endurecimento do concreto poderá ser antecipado por meio de tratamento térmico adequado e devidamente controlado, não se dispensando as medidas de proteção contra a secagem.

 

Se não for executado como descrito acima o concreto seca antecipadamente e conseqüentemente causando assim fissuras em toda a estrutura.

 

Lançamento e adensamento

O concreto deve ser lançado logo após o amassamento, não sendo permitido, entre o fim deste e o lançamento, intervalo superior à uma hora; se utilizada agitação mecânica, esse prazo será contado a partir do fim da agitação. Com o uso de retardadores de pega o prazo poderá ser aumentado de acordo com as características do aditivo.

 

Em nenhuma hipótese se fará lançamento do concreto após o inicio da pega, podendo ocorrer o aparecimento de fissuras.

                            

Para os lançamentos que tenham que ser feitos a seco, em recintos sujeitos a penetração de água, deverão ser tomadas as precauções necessárias para que não haja água no local em que se lança o concreto nem possa o concreto fresco vir a ser por ela elevado.

 

O concreto deverá ser lançado o mais próximo possível de sua posição final, evitando-se a incrustação de argamassa nas paredes das formas e nas armaduras.

 

Deverão ser tomadas precauções para manter a homogeneidade do concreto. A altura de queda livre não poderá ultrapassar 2m, para peças estreitas e altas, o concreto deverá ser lançado por janelas abertas na parte lateral, ou por meio de funis ou trombas.

 

Cuidados especiais deverão ser tomados quando o lançamento se der em ambiente com temperatura inferior a dez graus ou superior a quarenta graus.

 

Durante e imediatamente após o lançamento, o concreto deverá ser vibrado ou socado continua e energicamente com equipamentos adequados à trabalhabilidade do concreto. O adensamento deverá ser cuidadoso para que o concreto preencha todos os recantos da forma. Durante o adensamento deverão ser tomadas todas as precauções necessárias para que não se formem ninhos ou haja segregação dos materiais; dever-se-á evitar a vibração da armadura para que não se formem vazios ao seu redor, com prejuízo da aderência.

 

No adensamento manual as camadas de concreto não deverão exceder 20 cm. Quando se utilizarem vibradores de imersão, a espessura da camada deverá ser aproximadamente igual a ¾ do comprimento da agulha; se não puder atender a esta exigência não devera ser empregado vibrador de imersão.

 

O processo de lançamento e adensamento se não executados como descrito acima poderá vim a comprometer a peça estrutural, vindo a ocasionar o fissuramento.

 

Condições Climáticas

As condições climáticas que podem causar problemas no concreto são: o frio, o calor e a baixa umidade.

 

A ação do frio, seja natural ou artificial sobre o concreto em período de pega ou principio de endurecimento, consiste em retardar e inclusive anular seu endurecimento, ao diminuir a velocidade de hidratação dos componentes ativos do cimento ou destruir a resistência do concreto caso o frio seja intenso a ponto de gelar a água de amassamento.

 

A ação do calor sobre o concreto em processo de pega ou principio de endurecimento pode ser vantajosa, pois ajuda a sua cura; mas para que isso aconteça, as temperaturas devem ter um limite de oitenta graus e a umidade relativa do ar ser elevada ou estar em saturação.

 

Para que o calor possa causar problemas ao concreto é preciso que a temperatura seja muito elevada e que o concreto se encontre numa atmosfera com baixa umidade relativa. Geralmente, esse é o caso mais freqüente, pois, ao se produzir uma elevação de temperatura, a umidade relativa do ambiente que envolve o concreto desce a valores muito baixos, fazendo com que o concreto perca água durante a pega ou principio de endurecimento. Produz-se assim uma grande secagem superficial que fará com que essa água de sua massa interna migre para essas superfícies e ocasione deficiências na hidratação dos componentes ativos do cimento que traduzirão em baixas resistências, ao mesmo tempo que se produzirá um estado tensional por retração hidráulica no concreto, que poderá resultar em sua fissuração e, inclusive, ruptura.

 

Como se pode ver, a resistência do concreto é influenciada pela temperatura. No entanto, a influência principal da temperatura na fissuração é estabelecida nas primeiras horas em que o concreto começa a endurecer.

 

Considere-se a viga biapoiada, submetida a duas forças F iguais e eqüidistantes dos apoios, armada com barras longitudinais tracionadas e com estribos, para resistir os esforços de flexão e de cisalhamento, respectivamente.

 

A armadura de cisalhamento poderia também ser constituída por estribos associados a barras longitudinais curvadas (barras dobradas).

 

Para pequenos valores da força F, enquanto a tensão de tração for inferior à resistência do concreto à tração na flexão, a viga não apresenta fissuras, ou seja, as suas seções permanecem no Estádio I. Nessa fase, origina-se um sistema de tensões principais de tração e de compressão.

 

Com o aumento do carregamento, no trecho de momento máximo (entre as forças), a resistência do concreto à tração é ultrapassada e surgem as primeiras fissuras de flexão (verticais). Nas seções fissuradas a viga encontra-se no Estádio II e a resultante de tração é resistida exclusivamente pelas barras longitudinais. No início da fissuração da região central, os trechos junto aos apoios, sem fissuras, ainda se encontram no Estádio I.

 

Continuando o aumento do carregamento, surgem fissuras nos trechos entre as forças e os apoios, as quais são inclinadas, por causa da inclinação das tensões principais de tração σI (fissuras de cisalhamento). A inclinação das fissuras corresponde aproximadamente à inclinação das trajetórias das tensões principais, isto é, aproximadamente perpendicular à direção das tensões principais de tração.

 

Com carregamento elevado, a viga, em quase toda sua extensão, encontra-se no Estádio II. Em geral, apenas as regiões dos apoios permanecem isentas de fissuras, até a ocorrência de ruptura.

 

 

 RECOMENDAÇÕES PARA EVITAR AS FISSURAS

 

Como citado anteriormente não podemos acabar totalmente com as fissuras nas construções, mas podemos amenizá-las, por isso apresentam-se algumas recomendações:

 

 Cobrimento Mínimo

 

O cobrimento de concreto é na realidade uma proteção à armadura. Se assim raciocinarmos, veremos que a qualidade dessa proteção depende da espessura que em princípio quanto maior a espessura do cobrimento, maior a proteção, fixadas as demais variáveis. Isso tem uma limitação na ordem de 60 mm, pois, espessuras maiores que essas têm forte tendência a fissuração por outros mecanismos, tais como a retração por secagem e movimentação térmica. É evidente que aumentar o cobrimento implica aumentar o custo da estrutura.

 

 Armadura de pele

 

As normas recomendam uma armadura de pele longitudinal mínima para reduzir a fissuração das vigas (fissuras na alma).

 

A NBR 6118/2003 adota a seguinte condição:

 

O espaçamento s entre as armaduras é: s ≤ d/3 ou s ≤ 20 cm (considerar o menor dos dois valores).

 

Segundo FUSCO (1996), “nas vigas altas em que toda a armadura está concentrada na face inferior do banzo tracionado (h ≥ 80 cm), existe a tendência à arborização das fissuras, o que pode provocar maiores aberturas superficiais ao longo da altura da alma da viga”.

 

Para o controle da fissuração, a armadura de pele deve ser colocada junto a cada face da peça estrutural a ser protegida, devendo resistir aos esforços de tração liberados pela ruptura da camada periférica do concreto que lhe é adjacente.

 

Segundo o item 17.3.5.2.3 da NBR 6118/2003, a armadura de pele mínima deve ser de 0,10% Ac,alma em cada face da alma da viga e composta por barras de alta aderência (h1 ≥ 2,25) com espaçamento não maior que 20 cm

 

Para vigas com altura igual ou inferior a 60 cm pode ser dispensada a utilização de armadura de pele.

 

Para o cálculo da armadura de pele admite-se que a fissuração do concreto nela provoque a tensão  σs = fyk e que suas barras tenham espaçamentos Sr máximo de 20 cm e não seja maior que d/3 (d é a altura útil da seção).

 

- Armadura Mínima

 

A armadura mínima visa à prevenção de situações em que a seção transversal de concreto é muito superior aquela que seria teoricamente necessária. Vigas, submetidas às cargas de serviço, cuja situação de trabalho pode ainda não ter provocado fissuração, leva em consideração que a tensão máxima na região tracionada não atinge o valor característico da resistência à tração fct (fctk,sup). Para evitar que o concreto seja fissurado, tendo uma ruptura brusca do concreto tracionado, devido a um excesso de carga, torna-se necessária uma armadura de tração As,mim que seja suficientemente capaz de assegurar à viga uma resistência à flexão, com o concreto já fissurado, pelo menos igual aquela que possuía no concreto sem fissuras.

 

A armadura mínima de tração deve ser determinada pelo dimensionamento ao momento mínimo, respeitando uma taxa mínima absoluta de 0,15%, dependendo da resistência à compressão do concreto e da seção transversal da peça.

                                   

 Contudo, apesar das fissuras estarem intrínsecas ao concreto armado, existe algumas maneiras de evitá-las, proporcionando à peça uma durabilidade maior, à estrutura uma estabilidade maior e aos usuários um conforto maior.

 

 

A  fissuração é um fenômeno inevitável no concreto e um dos fatores que mais influenciam no comportamento das peças estruturais de concreto armado, tendo em vista que pode comprometer a utilização, a durabilidade e a estética das mesmas.

 

Existem basicamente três razões para se controlar a fissuração: a durabilidade, a aparência e a estanqueidade a líquidos e gases.

 

Antes do carregamento, alguns fatores como: a água, o cimento, os agregados, a cura, o lançamento, o adensamento e as condições climáticas afetam na fissuração das peças e as fissuras que ocorrem devido ao carregamento externo são basicamente decorrentes de tensões de tração devidos aos esforços de compressão, tração, flexão, cisalhamento ou torção, sendo que estas ocorrem com o concreto endurecido por ser o mais freqüente em concreto armado.

 

Em uma estrutura de concreto armado, as patologias podem ocorrer no concreto e/ou no aço, destacando-se que os agentes podem advir das mais diversas fontes, sendo de muita importância a correta caracterização de onde estas advêm para que ocorra uma intervenção adequada, a fim de minimizar ou evitar a ação do agente gerador.

 

Como visto ao longo do artigo, seria praticamente impossível acabarmos totalmente com as fissuras nas construções, mas podemos amenizá-las através do controle do cobrimento mínimo, da utilização da armadura de pele para algumas seções de concreto e garantir a utilização da armadura mínima, proporcionando à peça uma durabilidade maior, à estrutura uma estabilidade maior e aos usuários um conforto maior.

 

 

Desculpem a falta de tempo, mas podemos exemplificar tudo com modelos matemáticos, caso isso sirva para resolver o simples problema de fissura da nossa colega Ana.

 

Eng Carlos Eugenio Ok....

 

Sylvio

unread,
Jul 11, 2009, 8:51:21 AM7/11/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Caro Carlos:
 
Solicito sua autorização para inserir
este artigo na minha home-page
 
 
Saudações
 
Sylvio Nogueira
Arquiteto
UFRJ/1966
 
 
-------Mensagem original-------
 
Data: 07/11/09 09:21:07
Assunto: Re: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] Re: Tratamento de Fissuras
 

 

 

Nos tempos de hoje, não é raro nos depararmos com residências, edifícios, ou qualquer tipo de construção, no qual não apresente nenhum tipo de fissura. Um dos fatores relevantes no Brasil é o fator climático, pois em cada região a temperatura varia bruscamente durante vários meses do ano. Devido a isso as obras de pequeno, médio ou grande porte apresentam fissurações com o tempo. Em uma estrutura de concreto armado, podem ocorrer danificações no concreto, no qual o agente causador pode ser de vários tipos.

 

O campo das patologias das estruturas é uma área da Engenharia Civil que apresenta grande diversidade e complexidade, devido à abrangência de aspectos em análise, que podem advir de erros de projetos, erro de execução, agressividade do meio ambiente, má escolha de materiais, entre outras. Em uma estrutura de concreto armado, as patologias podem ocorrer no concreto e/ou no aço, destacando-se que os agentes podem advir das mais diversas fontes, sendo de muita importância a correta caracterização de onde estas advêm para que ocorra uma intervenção adequada, a fim de minimizar ou evitar a ação do agente gerador.

 

            A fissuração é um fenômeno inevitável no concreto e um dos fatores que mais influenciam no comportamento das peças estruturais de concreto armado, tendo em vista que pode comprometer a utilização (necessidade funcional da estrutura), a durabilidade e a estética das mesmas. As fissuras ocorrem basicamente nas zona

submetidas a esforços de tração, devido à baixa resistência do concreto a esse tipo de solicitação.

 

Sendo as zonas tracionadas as que mais merecem atenção nas peças de concreto armado submetidos à flexão, por serem susceptíveis à fissuração, muitos estudos tem sido realizados tentando retratar o seu comportamento.

 

Embora o concreto armado tenha surgido nos meados do século passado, foi neste século, na década de 30, que surgiu o primeiro modelo analítico de simulação do comportamento das zonas tracionadas. Porém, esses modelos só tomaram significativa expressão, em relação à teoria da fissuração e aos métodos para previsão de abertura de fissuras, a partir de trabalhos realizados principalmente por Ferry Borges, Beeby, Goto, Nawy, Gergely & Lutz e Broms, entre outros, nas décadas de 50 e 60, na Europa e nos Estados Unidos da América (CÂMARA, 1988). Ainda se mantém validos os princípios fundamentados por alguns desses modelos, embora ultimamente tenha sido enriquecido por alguns pesquisadores, com o intuito de aprimorá-los e melhorar suas aplicabilidades.

 

A fissuração no concreto é inevitável. Portanto, prevendo-se que venha a acontecer, torna-se necessário atender a alguns aspectos importantes para que seja amenizado.

 

Existem basicamente três razões para se controlar a fissuração: a durabilidade (corrosão da armadura), a aparência e a estanqueidade a líquidos e gases. Discutem-se a seguir, separadamente, essas razões.

 

A corrosão da armadura está geralmente associada a três mecanismos que desencadeiam o processo corrosivo: a carbonatação, a presença de cloretos ou a ruptura do concreto por esforços mecânicos, que causam fissuras transversais que podem em principio, colocar em risco a armadura, pois a abertura da fissura tem influência apenas no início do processo de corrosão, sendo este período relativamente curto, não influenciando no desenvolvimento da corrosão. Após o período de 5 a 10 anos, a corrosão é essencialmente independente da abertura da fissura.

 

Por outro lado, a espessura, a porosidade e o cobrimento do concreto são parâmetros importantes no processo da corrosão da armadura. Melhorar a qualidade do concreto e controlar a abertura das fissuras são fatores importantes para o controle da fissuração. Portanto, é necessário especificar o valor limite da abertura da fissura de acordo com a agressividade do meio ambiente.

 

As aberturas da fissuras com valores abaixo de 0,3 mm geralmente não causam inquietação as pessoas. Obviamente, a aparência tolerável da abertura da fissura é muito subjetiva e depende de vários fatores, tais como a distância entre o observador e a fissura, a iluminação e as condições da superfície.

 

A necessidade da estanqueidade depende da natureza do gás ou do líquido que será retido pela estrutura. Teoricamente é possível especificar e contar com uma estrutura sem fissuras visíveis. Isto é mais coerente, no entanto, quando se especifica um limite para a abertura da fissura. Pesquisas e experiências têm mostrado que estruturas para retenção de água podem ter fissuras com aberturas de ate 0,1 a 0,2mm. Assim uma fissura, mesmo quando atravessa totalmente a espessura da parede, pode permitir a penetração de umidade após a ocorrência da primeira fissura; mas o estancamento do vazamento ocorre em poucos dias.

  

De acordo com o CEB-FIP MC 90, as exigências para esse estado limite são:

 

·                  Deve-se garantir, com uma probabilidade adequada, que as fissuras não   prejudiquem a utilização e a durabilidade da estrutura.

·                  Fissuras não podem comprometer a utilização ou a durabilidade; nas estruturas de concreto armado, as fissuras podem ser decorrentes da solicitação por flexão, cisalhamento, torção ou tração (resultante de carregamentos diretos ou deformações restringidas e impostas), sem necessariamente prejudicar a utilização ou a durabilidade.

 No entanto as exigências podem ser respeitadas caso a caso:

·                  O funcionamento da estrutura não pode ser prejudicado pela formação das fissuras.

·                  A durabilidade da estrutura durante o período da vida útil não pode ser prejudicada pela formação da fissura.

·                  A aparência da estrutura não pode ser inaceitável por causa da fissuração.

·                  Incertezas na resistência do concreto a tração, bem como tensões de tração não previstas, devem ser previstas nos projetos e execução.

·                  Exigências complementares para um controle apropriado da fissuração pode resultar da necessidade de limitar ou evitar vibrações ou prejuízos causados por deformações excessivas ou ruptura frágil.

 

Em situações em que o controle da abertura da fissura é exigido, a verificação consiste em satisfazer à seguinte condição:

 

Wk ≤ Wlim

 

Wk - abertura característica da fissura ou calculada conforme as combinações de ações consideradas;

 

Wlim – valor limite da abertura da fissura especificada de acordo com exigências adotadas, garantindo assim a durabilidade e o bom funcionamento da estrutura.

 

A NBR 6118/2003 considera que a fissuração é nociva quando a abertura das fissuras na superfície do concreto ultrapassa os seguintes valores (Tabela 1):

 

 

Tabela 1 – Limite de abertura de fissuras (NBR 6118/2003)

Tipo de concreto estrutural

Classe de agressividade ambiental (CAA)

Exigências relativas à fissuração

Combinação de ações em serviço a utilizar

Concreto armado

CAA I

ELS-W wk ≤ 0,4mm

Combinação freqüente

CAA II a CAA III

ELS-W wk ≤ 0,3mm

CAA IV

ELS-W wk ≤ 0,2mm

ELS-W: Estado Limite de Serviço de abertura de fissuras

 

Tabela 2 – Classe de agressividade (NBR 6118/2003)

Classe de agressividade ambiental

Classe de agressividade ambiental

Agressividade

Classificação geral do tipo de ambiente para efeito de projeto

Risco de deterioração da estrutura

CAA I

Fraca

Rural / Submersa

Insignificante

CAA II

Moderada

Urbana

Pequeno

CAA III

Forte

Marinha / Industrial

Grande

CAA IV

Muito Forte

Industrial / Respingos de maré

Elevado

 

O ACI Commitee 224 adota os valores da tabela 3 para abertura máxima da fissura, de acordo com as condições de exposição da estrutura.

 

Tabela 3 – Limite de abertura de fissuras (ACI Commitee 224/224R(2001))

CONDIÇÕES DE EXPOSIÇÃO

ABERTURA DA FISSURA (mm)

Clima seco ou peça protegida

0,41

Ambiente úmido, peça em contato com o solo

0,30

Agressividade química

0,18

Ambiente marinho, molhado ou seco

0,15

Estruturas para retenção de líquidos

0,10

 

 Existem fatores que afetam na formação de fissuras antes do carregamento e este mecanismo ocorre em duas etapas: uma com o concreto ainda fresco, antes do endurecimento; e outra com o concreto já endurecido. Pode-se dizer também que as fissuras ocorrem antes da estrutura ser colocada em uso, ou seja, antes do carregamento.

 

As fissuras que ocorrem devido ao carregamento externo são basicamente decorrentes de tensões de tração devidos aos esforços de compressão, tração, flexão, cisalhamento ou torção, sendo que estas ocorrem com o concreto endurecido, onde este trabalho foca o esforço de flexão por ser o mais freqüente em concreto armado.

 

Desta forma, apresentam-se alguns fatores como: a água, cimento, agregados, cura, lançamento, adensamento e condições climáticas que afetam na fissuração antes do carregamento que serão analisados abaixo.

 

à gua

A água de amassamento tem uma importância fundamental quanto à quantidade utilizada relacionada com a quantidade de cimento. Para a hidratação dos componentes ativos do cimento seria suficiente uma relação água/cimento teórica aproximada de 0,20; todo o excesso repercute na compacidade, portanto, quanto maior a quantidade de água, maior a porosidade, menor as resistências mecânicas, maior retração e maior o risco de ataque ao concreto.

 

A água ocupa um papel importantíssimo na cura do concreto. As águas de curas inadequadas podem ser muito nocivas ao agir sobre um concreto já aplicado e começando a endurecer e sobre o qual podem exercer efeitos expansivos e destrutivos.

 

A água que não se combina quimicamente com o cimento deve sair da massa na pega e ao sair deixa poros e capilares que tornam o concreto tanto mais permeável quanto maior for a quantidade de água a ser eliminada.

 

Caso a água não seja utilizada na dosagem correta, poderá acarretar em fissuras no concreto armado antes mesmo da viga absorver o carregamento que lhe foi aplicada.

 

Cimento

O cimento também é um fator importante quanto à fissuração. Em geral concretos mais ricos em cimentos fissuram mais.

 

Um dos grandes problemas do cimento empregado no concreto é a presença de adições inertes ou não ativas que ele possa conter.

 

Os cimentos com adições inertes, como por exemplo, o carbonato de cálcio, moídos na mesma finura, caracteriza-se por ter um endurecimento mais lento que os cimentos puros, devendo ser considerada essa circunstância na hora de dosar o concreto, pela repercussão que possa ter, tanto na quantidade de cimento a ser empregado, quanto na quantidade de água a ser utilizada.

 

A dosagem de cimento também pode criar problemas no concreto. Para uma determinada resistência, sempre se deve procurar empregar a menor quantidade possível de cimento. Altos consumos trazem como conseqüência forte calor de hidratação com as conseqüentes elevações de temperatura, especialmente em épocas de calor, que se traduzirão em fortes, retrações de origem térmica com perigo de fissuração, e aumenta também o risco de retração hidráulica, conseqüentemente, fissuração no concreto recém lançado.

 

Agregado

A composição mineral, forma, textura superficial e a variação do tamanho dos agregados afetam as proporções previstas, coeficientes térmicos, retração, dureza, deformação lenta e resistência do concreto. As frações de finos de tamanho inferior a 0,15mm, e especialmente as que têm finura comparável com a do cimento, são perniciosas para o concreto, principalmente se entram em proporção excessiva. Isso pode ocorre quando:

 

- As frações finas prejudicam a boa aderência entre a argamassa e os agregados graúdos bem como com as armaduras.

 

- Dada a grande superfície especifica desses finos, eles requerem muita água para molhá-los, conseqüentemente, diminui a água disponível à hidratação do cimento provocando sua hidratação incompleta, e, portanto enfraquecendo o concreto.

 

- Exigem mais água para a mesma consistência; assim, a relação água/cimento tem que ser aumentada, para conseguir a mesma trabalhabilidade, diminuindo, pelo excesso de água, as resistências mecânicas. Certas argilas nos agregados causam alta retração e fissuração, pois a argila contrai mais do que a pasta de cimento.

 

Na composição do concreto os grãos de diferentes tamanhos devem entrar em proporções calculadas e estudadas para que seja máxima a compacidade da mistura.

 

Os agregados afetam se usados de forma inadequada, diretamente na qualidade do concreto, ocasionando fissuras na peça estrutural.

 

Cura e outros cuidados

Enquanto não atingir endurecimento satisfatório, o concreto deverá ser mantido protegido contra agentes prejudiciais, tais como mudanças bruscas de temperaturas, evaporação de água, chuva forte, água torrencial, agente químico, bem como contra choques e vibrações de intensidade tal que possam produzir fissuração na massa do concreto ou prejudicar a sua aderência à armadura.

 

A proteção contra a secagem prematura, pelo menos durante os sete primeiros dias após o lançamento do concreto, aumentando este mínimo quando a natureza do cimento o exigir poderá ser feita mantendo-se umedecida a superfície ou protegendo-se com uma película impermeável. O endurecimento do concreto poderá ser antecipado por meio de tratamento térmico adequado e devidamente controlado, não se dispensando as medidas de proteção contra a secagem.

 

Se não for executado como descrito acima o concreto seca antecipadamente e conseqüentemente causando assim fissuras em toda a estrutura.

 

Lançamento e adensamento

O concreto deve ser lançado logo após o amassamento, não sendo permitido, entre o fim deste e o lançamento, intervalo superior à uma hora; se utilizada agitação mecânica, esse prazo será contado a partir do fim da agitação. Com o uso de retardadores de pega o prazo poderá ser aumentado de acordo com as características do aditivo.

 

Em nenhuma hipótese se fará lançamento do concreto após o inicio da pega, podendo ocorrer o aparecimento de fissuras.

                            

Para os lançamentos que tenham que ser feitos a seco, em recintos sujeitos a penetração de água, deverão ser tomadas as precauções necessárias para que não haja água no local em que se lança o concreto nem possa o concreto fresco vir a ser por ela elevado.

 

O concreto deverá ser lançado o mais próximo possível de sua posição final, evitando-se a incrustação de argamassa nas paredes das formas e nas armaduras.

 

Deverão ser tomadas precauções para manter a homogeneidade do concreto. A altura de queda livre não poderá ultrapassar 2m, para peças estreitas e altas, o concreto deverá ser lançado por janelas abertas na parte lateral, ou por meio de funis ou trombas.

 

Cuidados especiais deverão ser tomados quando o lançamento se der em ambiente com temperatura inferior a dez graus ou superior a quarenta graus.

 

Durante e imediatamente após o lançamento, o concreto deverá ser vibrado ou socado continua e energicamente com equipamentos adequados à trabalhabilidade do concreto. O adensamento deverá ser cuidadoso para que o concreto preencha todos os recantos da forma. Durante o adensamento deverão ser tomadas todas as precauções necessárias para que não se formem ninhos ou haja segregação dos materiais; dever-se-á evitar a vibração da armadura para que não se formem vazios ao seu redor, com prejuízo da aderência.

 

No adensamento manual as camadas de concreto não deverão exceder 20 cm. Quando se utilizarem vibradores de imersão, a espessura da camada deverá ser aproximadamente igual a ¾ do comprimento da agulha; se não puder atender a esta exigência não devera ser empregado vibrador de imersão.

 

O processo de lançamento e adensamento se não executados como descrito acima poderá vim a comprometer a peça estrutural, vindo a ocasionar o fissuramento.

 

Condições Climáticas

As condições climáticas que podem causar problemas no concreto são: o frio, o calor e a baixa umidade.

 

A ação do frio, seja natural ou artificial sobre o concreto em período de pega ou principio de endurecimento, consiste em retardar e inclusive anular seu endurecimento, ao diminuir a velocidade de hidratação dos componentes ativos do cimento ou destruir a resistência do concreto caso o frio seja intenso a ponto de gelar a água de amassamento.

 

A ação do calor sobre o concreto em processo de pega ou principio de endurecimento pode ser vantajosa, pois ajuda a sua cura; mas para que isso aconteça, as temperaturas devem ter um limite de oitenta graus e a umidade relativa do ar ser elevada ou estar em saturação.

 

Para que o calor possa causar problemas ao concreto é preciso que a temperatura seja muito elevada e que o concreto se encontre numa atmosfera com baixa umidade relativa. Geralmente, esse é o caso mais freqüente, pois, ao se produzir uma elevação de temperatura, a umidade relativa do ambiente que envolve o concreto desce a valores muito baixos, fazendo com que o concreto perca água durante a pega ou principio de endurecimento. Produz-se assim uma grande secagem superficial que fará com que essa água de sua massa interna migre para essas superfícies e ocasione deficiências na hidratação dos componentes ativos do cimento que traduzirão em baixas resistências, ao mesmo tempo que se produzirá um estado tensional por retração hidráulica no concreto, que poderá resultar em sua fissuração e, inclusive, ruptura.

 

Como se pode ver, a resistência do concreto é influenciada pela temperatura. No entanto, a influência principal da temperatura na fissuração é estabelecida nas primeiras horas em que o concreto começa a endurecer.

 

Considere-se a viga biapoiada, submetida a duas forças F iguais e eqüidistantes dos apoios, armada com barras longitudinais tracionadas e com estribos, para resistir os esforços de flexão e de cisalhamento, respectivamente.

 

A armadura de cisalhamento poderia também ser constituída por estribos associados a barras longitudinais curvadas (barras dobradas).

 

Para pequenos valores da força F, enquanto a tensão de tração for inferior à resistência do concreto à tração na flexão, a viga não apresenta fissuras, ou seja, as suas seções permanecem no Estádio I. Nessa fase, origina-se um sistema de tensões principais de tração e de compressão.

 

Com o aumento do carregamento, no trecho de momento máximo (entre as forças), a resistência do concreto à tração é ultrapassada e surgem as primeiras fissuras de flexão (verticais). Nas seções fissuradas a viga encontra-se no Estádio II e a resultante de tração é resistida exclusivamente pelas barras longitudinais. No início da fissuração da região central, os trechos junto aos apoios, sem fissuras, ainda se encontram no Estádio I.

 

Continuando o aumento do carregamento, surgem fissuras nos trechos entre as forças e os apoios, as quais são inclinadas, por causa da inclinação das tensões principais de tração σI (fissuras de cisalhamento). A inclinação das fissuras corresponde aproximadamente à inclinação das trajetórias das tensões principais, isto é, aproximadamente perpendicular à direção das tensões principais de tração.

 

Com carregamento elevado, a viga, em quase toda sua extensão, encontra-se no Estádio II. Em geral, apenas as regiões dos apoios permanecem isentas de fissuras, até a ocorrência de ruptura.

 

 

 RECOMENDAÇÕES PARA EVITAR AS FISSURAS

 

Como citado anteriormente não podemos acabar totalmente com as fissuras nas construções, mas podemos amenizá-las, por isso apresentam-se algumas recomendações:

 

 Cobrimento Mínimo

 

O cobrimento de concreto é na realidade uma proteção à armadura. Se assim raciocinarmos, veremos que a qualidade dessa proteção depende da espessura que em princípio quanto maior a espessura do cobrimento, maior a proteção, fixadas as demais variáveis. Isso tem uma limitação na ordem de 60 mm, pois, espessuras maiores que essas têm forte tendência a fissuração por outros mecanismos, tais como a retração por secagem e movimentação térmica. É evidente que aumentar o cobrimento implica aumentar o custo da estrutura.

 

 Armadura de pele

 

As normas recomendam uma armadura de pele longitudinal mínima para reduzir a fissuração das vigas (fissuras na alma).

 

A NBR 6118/2003 adota a seguinte condição:

 

O espaçamento s entre as armaduras é: s ≤ d/3 ou s ≤ 20 cm (considerar o menor dos dois valores).

 

Segundo FUSCO (1996), “nas vigas altas em que toda a armadura está concentrada na face inferior do banzo tracionado (h ≥ 80 cm), existe a tendência à arborização das fissuras, o que pode provocar maiores aberturas superficiais ao longo da altura da alma da viga†.

 

Para o controle da fissuração, a armadura de pele deve ser colocada junto a cada face da peça estrutural a ser protegida, devendo resistir aos esforços de tração liberados pela ruptura da camada periférica do concreto que lhe é adjacente.

 

Segundo o item 17.3.5.2.3 da NBR 6118/2003, a armadura de pele mínima deve ser de 0,10% Ac,alma em cada face da alma da viga e composta por barras de alta aderência (h1 ≥ 2,25) com espaçamento não maior que 20 cm

 

Para vigas com altura igual ou inferior a 60 cm pode ser dispensada a utilização de armadura de pele.

 

Para o cálculo da armadura de pele admite-se que a fissuração do concreto nela provoque a tensão  σs = fyk e que suas barras tenham espaçamentos Sr máximo de 20 cm e não seja maior que d/3 (d é a altura útil da seção).

 

- Armadura Mínima

 

A armadura mínima visa à prevenção de situações em que a seção transversal de concreto é muito superior aquela que seria teoricamente necessária. Vigas, submetidas às cargas de serviço, cuja situação de trabalho pode ainda não ter provocado fissuração, leva em consideração que a tensão máxima na região tracionada não atinge o valor característico da resistência à tração fct (fctk,sup). Para evitar que o concreto seja fissurado, tendo uma ruptura brusca do concreto tracionado, devido a um excesso de carga, torna-se necessária uma armadura de tração As,mim que seja suficientemente capaz de assegurar à viga uma resistência à flexão, com o concreto já fissurado, pelo menos igual aquela que possuía no concreto sem fissuras.

 

A armadura mínima de tração deve ser determinada pelo dimensionamento ao momento mínimo, respeitando uma taxa mínima absoluta de 0,15%, dependendo da resistência à compressão do concreto e da seção transversal da peça.

                                   

 Contudo, apesar das fissuras estarem intrínsecas ao concreto armado, existe algumas maneiras de evitá-las, proporcionando à peça uma durabilidade maior, à estrutura uma estabilidade maior e aos usuários um conforto maior.

 

 

A  fissuração é um fenômeno inevitável no concreto e um dos fatores que mais influenciam no comportamento das peças estruturais de concreto armado, tendo em vista que pode comprometer a utilização, a durabilidade e a estética das mesmas.

 

Existem basicamente três razões para se controlar a fissuração: a durabilidade, a aparência e a estanqueidade a líquidos e gases.

 

Antes do carregamento, alguns fatores como: a água, o cimento, os agregados, a cura, o lançamento, o adensamento e as condições climáticas afetam na fissuração das peças e as fissuras que ocorrem devido ao carregamento externo são basicamente decorrentes de tensões de tração devidos aos esforços de compressão, tração, flexão, cisalhamento ou torção, sendo que estas ocorrem com o concreto endurecido por ser o mais freqüente em concreto armado.

 

Em uma estrutura de concreto armado, as patologias podem ocorrer no concreto e/ou no aço, destacando-se que os agentes podem advir das mais diversas fontes, sendo de muita importância a correta caracterização de onde estas advêm para que ocorra uma intervenção adequada, a fim de minimizar ou evitar a ação do agente gerador.

 

Como visto ao longo do artigo, seria praticamente impossível acabarmos totalmente com as fissuras nas construções, mas podemos amenizá-las através do controle do cobrimento mínimo, da utilização da armadura de pele para algumas seções de concreto e garantir a utilização da armadura mínima, proporcionando à peça uma durabilidade maior, à estrutura uma estabilidade maior e aos usuários um conforto maior.

 

 

Desculpem a falta de tempo, mas podemos exemplificar tudo com modelos matemáticos, caso isso sirva para resolver o simples problema de fissura da nossa colega Ana.

 

Eng Carlos Eugenio Ok....

 


 

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hemisfer

unread,
Jul 11, 2009, 10:27:19 AM7/11/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com

Caro Carlos Eugênio,

Parabéns pelo artigo.
Todavia, vai uma pequena obesrvação.
Voce diz que pesquisas e experiências mostram que estruturas para retenção de água, podem ter fissuras com aberturas de 0,1 a 0,2 mm. de abertura.
Isso não corresponde à realidade, posto que aberturas menores, são as mais susceptíveis a capilaridade e assim, ajudam o fluido a penetrar com mais facilidade. Fissuras, principalmente as de menores aberturas, devem ser tratadas quanto a estanqueidade, embora possam não representar riscos em outras áreas.
Coincidentemente, na última 4ª feira, na reunião da ABNT que cuida da reformulação da NBR 9575 e da elaboração de nova norma de impermeabilizantes acrílicos, esse tema foi objeto de um acalorado debate.
Opiniões como a que eu acabo de informar, é compartilhada por outros colegas especialistas em impermeabilização e pelo Prof. Dr. FH Sabattini, autoridade em concreto e argamassas.



Vicente Menta Filho
São Paulo - SP


Para que o calor possa causar problemas ao concreto é preciso que a temperatura seja muito elevada e que o concreto se encontre numa atmosfera com baixa umidade relativa. Geralmente, esse é o caso mais freqüente, pois, ao se produzir uma elevação de temperatura, a umidade relativa do ambiente que envolve o concreto desce a valores muito baixos, fazendo com que o concreto perca água durante a pega ou principio de endurecimento. Produz-se assim uma grande secagem superficial que fará com que essa água de sua massa interna migre para essas superfícies e ocasione deficiências na hidratação dos componentes ativos do cimento que traduzirão em baixas resistências, ao mesmo tempo que se produzirá um estado tensional por retração hidráulica no concreto, que poderá resultar em sua fissuração e, inclu sive, ruptura.

Marcelo Lima Consultor para Crédito Imobiliário

unread,
Jul 11, 2009, 11:34:50 AM7/11/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Caros Engenheiros, Arquitetos e todos mais desta lista.
 
Bom dia.
 
Sou Marcelo Lima, consutor, faço todo tipo de financiamento, financiamentos para reforma, para construir, para compra de terrenos, compra de imóveis, consórcios de imóveis e até o Refinanciamento, com taxa de 1% a.m. para pessoa física, o que é muito baixo para capital de giro e para reformar.
 
Tenho um relacionamento muito bom com a CEF para conseguir financiamentos e o GERIC. Também faço financiamentos com outros bancos.
 
NÃO COBRO NADA para conseguir financiamentos ou refinanciamentos, para o GERIC, devido sua complexidade e tempo, eu combro.
 
Estou a disposição para maiores informações.
 
Obrigado.
 

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

unread,
Jul 11, 2009, 3:39:01 PM7/11/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Vicente,
 
Está havendo alguma confusão, o que disse no artigo é: "...com aberturas de até 0,1 a 0,2mm."
Não quiz dizer dentro desse intervalo e sim estabelecer limites, sendo que a maioria acontecem até 0,1 mm.
Não sei pq o artigo saiu todo truncado.
 
Obrigado pela observação.
 
Eng Carlos
 

 

 


2009/7/11 hemisfer <hemi...@uol.com.br>

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

unread,
Jul 11, 2009, 3:52:48 PM7/11/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Se vc ficar rico não deixe de nos avisar.
 
Fissuras sempre é um tema interessante e polemico. No que eu puder te ajudar eu ajudo !!!.
 
eng carlos

2009/7/10 Jorge Luiz Soares da Silva <eng....@yahoo.com.br>

Jorge Luiz Soares da Silva

unread,
Jul 11, 2009, 8:18:09 PM7/11/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Prezado colega,
Foi apenas uma brincadeira, mas o tema é realmente polemico e preocupante. Ainda não encontrei matera que indique a possibilidade em conviver com fissuras, trincas ou rachaduras e que tais anomalias não tragam incidententes ou danos estruturais... Continuo na minha busca
Um abraço...


De: Carlos Eugenio Lemos de Oliveira <alf...@globo.com>
Para: ClubedosEnge...@googlegroups.com
Enviadas: Sábado, 11 de Julho de 2009 16:52:48

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

unread,
Jul 12, 2009, 10:16:08 PM7/12/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Sua procura vai ser muito longa,
 
Mas fissuras controladas, não são preocupantes agora trincas e rachaduras podem ser outras anomalias, não do concreto somente. Diversos são os fatores. Mas isso é que nem a gripe. Não tem cura e traz muito resultado na indústria farmaceutica. Se não fossem tais anomalias o que seria de nós peritos !!!..
Porém, cada caso é um caso,  soluções existem, lógico que financeiramente, nem sempre, se adaptam ao orçamento da obra.
 
Eng Carlos.

2009/7/11 Jorge Luiz Soares da Silva <eng....@yahoo.com.br>

Jorge Luiz Soares da Silva

unread,
Jul 13, 2009, 10:03:39 PM7/13/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Prezado Carlos,
Algumas dessas anomalias são causadas pela má conservação e até pela falta de manutenção do imóvel. O problema é explicar para o cliente que a manutenção tem de ser constante e periódica. Continua na minha busca. Se voce desejar dê uma visitada no site www.rogertec.com.br
Um abraço
 
Jorge Soares
Eng Civl CREA RJ
Esp Rec / Ref Estrutural




De: Carlos Eugenio Lemos de Oliveira <alf...@globo.com>
Para: ClubedosEnge...@googlegroups.com
Enviadas: Domingo, 12 de Julho de 2009 23:16:08

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

unread,
Jul 13, 2009, 10:43:18 PM7/13/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Amigo Henrique,
 
Recentemente o IBAPE – Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia, através de seu Departamento no Estado de São Paulo, patrocinou dois eventos de grande interesse ao mercado imobiliário, o lançamento de um livro e a realização do primeiro seminário sobre a temática da inspeção predial.

Trata-se de um mecanismo largamente utilizado em países do primeiro mundo, como os Estados Unidos, onde, segundo dados da American Society of Home Inspectors, 80% dos imóveis objeto de locação ou venda são previamente inspecionados por profissionais habilitados.

Além disso, nestes países a profissão de inspetor predial é regulamentada, existindo uma vasta literatura sobre o tema, cujos trabalhos e procedimentos são padronizados por normas, o que leva a um reconhecimento da importância e necessidade de sua realização.

Em nosso país o tema é ainda incipiente, e a produção literária é relativamente recente, fruto de palestras técnicas em eventos do setor da construção, condomínios ou perícias, além de monografias em cursos de pós-graduação, o que tem levado a uma demanda deste tipo de serviço por proprietários, compradores, locatários, condomínios e administradoras de imóveis.

De acordo com a Norma de Inspeção Predial do IBAPE/SP, a inspeção predial é definida como “a vistoria da edificação para determinar suas condições técnicas, funcionais e de conservação, visando direcionar o plano de manutenção”, consistindo portanto em uma minuciosa análise do imóvel e de suas partes constitutivas, objetivando apurar as condições de conservação, manutenção, segurança, higiene e adequação ao uso, podendo indicar eventuais ações corretivas ou preventivas.

Neste sentido, o trabalho deve ser realizado por profissionais especializados, que realizam uma inspeção visual dos diversos itens que compõem a edificação, buscando a detecção de eventuais defeitos estruturais, nas redes elétricas e hidráulicas, telhado ou fundações, dentre outros, cuja finalidade principal não é a resolução dos problemas, mas a sua identificação e indicação.

Para realizar seu trabalho o profissional deve adotar um roteiro básico de inspeção, o que possibilita a racionalização das atividades e o planejamento da vistoria, tendo sempre em mente que não se trata de um modelo definitivo e acabado, mas ao contrário, deve ser encarado como uma ferramenta dinâmica, em constante processo de atualização e aperfeiçoamento, fruto da experiência e das inovações tecnológicas do mercado.

A materialização do trabalho realizado é apresentada através de um Parecer Técnico de Inspeção Predial, documento onde encontra-se fundamentada a vistoria realizada sob as normas vigentes, atestando as condições gerais da edificação, com o intuito de revelar aos interessados a real situação do imóvel, constituindo-se um importante direcionador das ações de manutenção e contribuindo para a preservação e valorização do patrimônio.

Diante do exposto, verifica-se que a preservação patrimonial garante uma melhor orientação na condução dos negócios imobiliários, dentro da orientação que uma das idéias que mais benefícios à sociedade é o da prevenção, tornando a inspeção predial um instrumento fundamental na antecipação de ações contra a deterioração precoce dos imóveis.


Grato
 
Eng Carlos Eugenio

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

unread,
Jul 13, 2009, 11:10:13 PM7/13/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Amigo Jorge Soares
 
Quanto ao seu site eu entrei e gostei muito. Tem um artigo sobre fissuras muito interessante, porém eu fui questionado nesse forum quando denominei fissuras como patologia e seu artigo fala sobre esse tema. É bom que outros colegas possam ter acesso ao seu artigo e refletam melhor, antes de questionar  por impulso.
 
Parabéns pelo seu trabalho,
 
Eng Carlos Eugenio

Orley Saraiva Mariano

unread,
Jul 14, 2009, 6:30:19 AM7/14/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Prezados Colegas,
 
As fotos em anexo são de um prédio na capital baiana.A administração atual do condomíniol está em busca de especialista em fachada /alvenaria para que possa emitir um laudo técnico para recuperação.
O prédio foi construido em 1990.O tipo de bloco utilizado foi o  de cimento(Sical).
Estamos em busca de sugestões técnica para embasamento na discussão. 
Agradeço antecipadamente as opiniões enviadas.
 
Engº Mariano

2009/7/14 Carlos Eugenio Lemos de Oliveira <alf...@globo.com>
PICT0167.JPG
PICT0166.JPG
PICT0165.JPG

Henrique A Cunha

unread,
Jul 14, 2009, 7:38:50 AM7/14/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Amigo Carlos,
Bom dia.
Obrigado pela mensagem, acredito que o IBAPE contribui sim, entretanto, se me permite, gostaria de colocar que A ABNT é o único foro nacional de normalização reconhecido pelo CONFEA e o CONMETRO e exigido pela Lei 8.666 de 1993 na elaboração dos Projetos Executivos, então, quero dizer que, no meu entendimento, para o sistema jurídico brasileiro, o que está nas normas da ABNT tem prioridade em relação ao que está nas normas de outras instituições nacionais ou internacionais, técnicamente falando. Voltando às fissuras, por exemplo, se você projetou uma estrutura de concreto cujas vigas apresentaram fissuras de 0.2mm e o proprietário lhe processou criminalmente, o juiz não tem como lhe penalizar, se você lhe apresenta como defesa o item da NBR-6118 atual, que aceita tal fissura, exceto se existe outra norma da ABNT que diga o contrário, ou, salvo melhor juízo, quando o meretíssimo terá que contratar um consultor para desempatar (en passant, este é o melhor serviço para um engenheiro - o Poder Judiciário chega a pagar caríssimo por um laudo, dependendo do caso).
Abraços
Henrique
BSB-DF   
----- Original Message -----
Sent: Monday, July 13, 2009 11:43 PM
Subject: Re: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] Re: Tratamento de Fissuras

ajmo...@iol.pt

unread,
Jul 14, 2009, 9:18:52 AM7/14/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com

poderia enviar-me qual é esse site?

obrigado

 




----- Email de alf...@globo.com ---------
Data: Tue, 14 Jul 2009 00:10:13 -0300


De: Carlos Eugenio Lemos de Oliveira <alf...@globo.com>

Responder Para: ClubedosEnge...@googlegroups.com


Assunto: Re: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] Re: Tratamento de Fissuras

Para: ClubedosEnge...@googlegroups.com

----- Fim do email de alf...@globo.com -----


________________________________________________________________________________
Com o Cetelem realize todos os seus projectos!

Sylvio

unread,
Jul 14, 2009, 3:57:00 PM7/14/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Mariano:
 
Aqui em Curitiba também andaram assentando blocos de  "Sical",
há vários anos, como se tijolos de barro cozido fossem; todos, de
"olho gordo" na redução de peso próprio, que renderia alguns
trocadinhos, economizados no estaqueamento, blocos e pilares...
 
Depois, quando as consequências da falta de "amarração" entre
os blocos (fartas nos tijolos furados) e  as faltas de percintas sob
aberturas começaram a gerar trincas  +  absorções de chuva  +
fungos + musgos (como os da suas fotos), os "sabidões da hora"
puseram a culpa no produto; e nunca mais o usaram.
 
Alem disto, o abundante umedecimento das fachadas mandou o
esperado isolamento térmico, do "sical", pros quintos dos infernos,
fato que, no inverno curitibano, gerou impublicáveis palavrões ...
 
( faltou óleo de peroba, à época, para tantos caras-de-pau...)
 
Não quero ser pessimista, mas temo que ao prédio mostrado
(que não suportaria o retorno à  mais pesada alvenaria  de
tijolos ) restará a seguinte e escassa opção :
 
a) Reduzir as amplitudes de deformação plástica, na cobertura,
através de aeradores eólicos (se houver áticos, sob telhamentos)
e/ou de isolantes térmicos ( não aplicar pinturas refletivas ou
películas de alumínio sobre telhas de barro ou de fibro-cimento ! ).
 
b) Remover o acabamento externo ( parece textura acrílica ) e
pintar com tinta à base de cimento ("Cimentol" ou similar), para
que a umidade absorvida possa evaporar, de volta, rumo ao exterior.
( como acontece, ainda, nas paredes antigas, do seu Pelourinho,
que tenham escapado a equivocados "reftrofits-da-hora" ... )
 
Boa sorte
 
Sylvio Nogueira
Arquiteto
 
-------Mensagem original-------
 
Data: 07/14/09 13:43:55
Assunto: Re: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] Re: Tratamento de Fissuras
 

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

unread,
Jul 14, 2009, 5:51:14 PM7/14/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Aparecem em outros pontos do prédio essa mesma patologia ?? As fotos 166 e 167 são iguais e parece a região dos banheiros é isso mesmo ??
 
Eng Carlos.

Vicente Menta Filho

unread,
Jul 14, 2009, 5:55:59 PM7/14/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Caro Mariano,
 
Não estou presente, para poder analisar mais profundamente a patologia, mas pelas fotos, há evidências muito fortes de :
- São fissuras de massa (reboco). Provavelmente não deve haver fissuras nos blocos.
- Já houve bastante infiltração por essas fissuras (talvez seja uma fachada mais submetida a chuvas de vento), com agravamento do aspecto estético
- A coloração preta deve ser de formação de mofo, o que reforça as 2 hipóteses anteriores.
O que poderia ser feito, no sentido de confirmar essas hipóteses :
- Descascar um pano, para verificação do estado dos blocos. Eventualmente fazer mais amostragens
- Verificar nas paredes internas contíguas dos apartamentos, se existe umidade, bolhas, bolor, fissuras
Se quiser mandar mais informações, podemos ajudar numa análise mais detalhada.
 
Abraços
 
Vicente Menta Filho
São Paulo - SP
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, July 14, 2009 7:30 AM
Subject: Re: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] Re: Tratamento de Fissuras

Orley Saraiva Mariano

unread,
Jul 14, 2009, 6:27:40 PM7/14/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Carlos,
 
As fotos realmente são da regiões dos banheiros,mas esta situação refrete em todas as fachadas do prédio,inclusive com descolamento de cerâmica10 x10cm presente na parede externa das varandas.
 
Orley Mariano 
 
 
 
 

2009/7/14 Carlos Eugenio Lemos de Oliveira <alf...@globo.com>
Aparecem em outros pontos do prédio essa mesma patologia ?? As fotos 166 e 167 são iguais e parece a região dos banheiros é isso mesmo ??
 
Eng Carlos.



Roberto Massaru Watanabe (Portonline)

unread,
Jul 14, 2009, 7:01:35 PM7/14/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
 
Prezado Mariano e demais interessados do grupo.
 
 
 
Os problemas e as patogenias apresentados nas fotos, decorrem de 3 falhas cometidas na construção do prédio:
 
1 - Falha da impermeabilização do peitoril da janela;
2 - Falha (discutível) de instalação da janela;
3 - Erro na fabricação da janela.
 
Efeitos da Falha-1:
A falha ou falta de impermeabilização do peitoril da janela propicia a infiltração de água na parede sob a janela. Essa parte da parede, umedecida, sofre uma expansão. Depois, quando o tempo seca a parede, na parte afetada, sofre uma contração. Então surgem trincas exatamente na fronteira entre a parte úmida e seca da parede num traçado mais ou menos a 45 graus que se inicia nos cantos inferiores do quadro da janela.
 
Esse fato é agravado pela pequena declividade do peitoril o que favorece o empoçamento de água no peitoril.
 
A extensão das trincas dá o tempo em que o fenômeno acorre e pelas fotos parece que faz mais de 10 anos.
Efeitos da Falha-2:
Janelas de fachada devem ser instaladas o mais próximo possível da borda externa do quadro.
 
Isso para evitar 2 fenômenos indesejáveis:
 
1 - Empossamento de água, permanencendo um tempo longo e favorecendo a infiltração.
 
2 - A ação do vento ascendente que atua sobre a parede lateral forma uma barreira que não deixa a água empossada no peitoril sair para fora. Pode chegar a empossar 5 ou até mais centímetros caso o prédio receba um vento a barlavento. A quantidade de água que corre aí é muito grande pois não há, pela foto, elemento para desviar o fluxo descendente da água que desce pela parede. Jardineiras na parte de baixo ou toldinho na parte de cima ajudam a jogar para fora a água descendente.
Efeitos da Falha-3:
Janelas do tipo Maxim-air são bolações "bem boladas" porque permite o máximo de arejamento dos ambientes. Entretanto, muitos fabricantes não sabem fabricar janelas autenticamente Maxim-Air. No caso, vê-se que a parte superior da janela que deveria ter uma boa abertura para a exaustão dos vapores do banho não existe.
 
 
Desse modo, os vapores do banho, carregados de pele humana, saem pelas laterais da janela onde formam as primeiras manchas de mofo.
 
Parte do vapor de água do banho, ao bater contra o vidro mais gelado, condensa e pinga sobre o peitoril. Essa água condensada, rica em pele (alimento dos ácaros) percola através das trincas inclinadas daí a linha preferencial das manchas escuras que começam nos cantos inferiores das janelas.
O conserto é complicado e deve-se elaborar planilhas de atuação por zonas da parede. Em cada parte deve ser feita uma análise do grau de deterioração do revestimento pela ação dos patógenos. A sequencia de infestação é a seguinte: pele->ácaro->mofo->bolor->alga. Tudo isso forma uma simbióse meio complexa e sua profilaxia não é tão simples como um leigo posssa pensar. Você pode ver mais detalhes do que acontece nesse micro-mundo em http://www.ebanataw.com.br/roberto/patologias/umidade.php
 
Posso me oferecer para ir até Salvador para fazer o levantamento, caracterização e recomendações.
 

Abraços,
Roberto Massaru Watanabe
Engenheiro Civil
 

 
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, July 14, 2009 7:30 AM
Subject: Re: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] Re: Tratamento de Fissuras



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Jorge Luiz Soares da Silva

unread,
Jul 14, 2009, 8:20:17 PM7/14/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Prezado carlos,
Se fissura não é patologia, o que é então?
Será um mal necessário?
Será que o padrão qualidade permite que falhas na concepção, execução e calculo tenham como resposta - fissura?
Ou podemos dizer que a trinca de hoje foi uma fissura de ontem?
É válida uma discussão sobre o assunto e o que nossos colegas tem encontrado por aí...
Um abraço...
 
Jorge Soares
Eng Civil CREA RJ
Esp Rec / Ref Estrutural



De: Carlos Eugenio Lemos de Oliveira <alf...@globo.com>
Para: ClubedosEnge...@googlegroups.com
Enviadas: Terça-feira, 14 de Julho de 2009 0:10:13

Assunto: Re: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] Re: Tratamento de Fissuras

Jorge Luiz Soares da Silva

unread,
Jul 14, 2009, 8:30:51 PM7/14/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Prezado Mariano,
Saldações rubro negras - as fotos enviadas são poucas para se dar alguma opnião, mas voce pode observar se as manchas estão próximas a área molhada do prédio, ou seja, onde estão localixadas as colunas de abastecimento de agua ou tubos de queda do esgoto. Feito isso observe toda estrutra desde a base até a laje superior, observe os minimos detalhes tanto dentro como fora dos apartamentos. Procure saber como foi a construçaõ do mesmo - pergunte aos vizinhos ou observe as contruções ao redor. Observe o tipo de solo e a geografia local... E por aí vai o resto é com voce. Se estivesse a qui no RJ seria bem mais facil.
Um abraço
 
Jorge Soares
Eng Civil CREA RJ
Esp Rec /  Ref Estrutural


 


De: Orley Saraiva Mariano <otimaen...@ig.com.br>
Para: ClubedosEnge...@googlegroups.com
Enviadas: Terça-feira, 14 de Julho de 2009 7:30:19

Assunto: Re: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] Re: Tratamento de Fissuras

Jorge Luiz Soares da Silva

unread,
Jul 14, 2009, 8:36:05 PM7/14/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Prezado,
Vale ressaltar que algumas "fissuras" causam apenas um mal estar visual e não são estruturais. Podem ser retração causada pelo emboço e/ou acabamento mal feito...
Um abraço
 
Jorge Soares
Eng Civil CREA RJ
Esp Rec / Ref Estrutural


Enviadas: Terça-feira, 14 de Julho de 2009 8:38:50
Assunto: Re: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] Re: Tratamento de Fissuras

Roberto Massaru Watanabe (Portonline)

unread,
Jul 15, 2009, 11:11:18 AM7/15/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
 
Prezado Jorge Soares e demais colegas do grupo.
 
 
Vou tentar esclarecer.
 
Entendemos como PATOLOGIA, a ciência, o estudo das PATOGENIAS, isto é, doenças que têm um PATÓGENO, isto é, um agente causador que causa determinadas manifestações indesejáveis seja no corpo humano, nos animais e até nas edificações.
 
Uma simples trinca não pode ser considerada uma patogenia pois não se configura como doença e nem tem um agente causando o estado. É mais ou menos como quebrar a perna - não chega a ser uma doença.
 
As trincas, fissuras e rachaduras são resultados de falhas, negligências e erros cometidos nas diversas fases de uma construção (projeto, cálculo, especificação, compra, estocagem, aplicação, etc.). A falha é a causa e o efeito dessa falha é a trinca. Então não adianta tratar apenas a trinca sendo necessário o tratamento da causa.
 
Uma PERÍCIA (vistoria investigativa para encontrar a causa) vai determinar a causa da trinca e estudar uma forma de saná-la, neutralizá-la ou diminuir seus efeitos. Depois que a causa foi tratada, então podemos pensar em tratar a trinca.
 
Com o grande conhecimento que temos na atualidade sobre as argamassas e seus componentes e também com toda a variedade de aditivos é perfeitamente possível construir um prédio sem nenhuma fissura, trinca ou rachadura.
 
Já na patogenia, existe um agente que causa a doença. Geralmente são microorganismos como fungo, bolor, mofo e algas se instalam nas peças, infiltram e penetram corroendo e danificando. Alguns componentes de argamassa e de blocos cerâmicos como carbonatos são elementos importante nas reações onde esses microorganismos produzem proteínas para facilitar a absorção de nutrientes.
 
O processo de instalação de uma patogenia é longo e desenvolve-se em diversas etapas, começando com coisas simples como a instalação de uma colônia de ácaros em locais que têm pele humana em abundância. Os excrementos dos ácaros são muito apreciados pelo MOFO que é um tipo de fungo que só dá em local que tem ácaro. Uma curiosidade: Em uma casa abandonada não há mofo. Tem muito bolor, mas mofo não.
 
Na evolução da patogenia, surge o BOLOR. Tem bolor que prefere o mofo (bolor branco) e tem bolor que prefere diretamente alimentos em decomposição como pão (bolor preto), a laranja (bolor verde), o queijo, etc.
 
Antes do surgimento do bolor, a gente não vê nada pois tudo é microscópico. O bolor é um fungo filamentoso, isto é, cresce na forma de longos filamentos. A poluição do local vai enroscar nos filamentos do bolor e aí vai formar uma mancha visível. A cor da mancha é a cor dos poluentes do local. Na cidade é preta e vem do pó de pneu, fuligem dos veículos. No campo tem a cor da terra.
 
Sobre esse tapete fértil, que mais parece uma horta cultivada, irão instalar as algas e depois as samambaias. Com o passar do tempo, os patógenos vão se alastrando e penetrando. No começa é só a pintura, depois o revestimento e depois o tijolo.
 
Para a eliminação da patogenia são empregadas técnicas profiláticas que combate diretamente um dos componetes desse micro-mundo simbiótico onde "uns tentam comer os outros". O emprego de acaricida, de fungicida, de anti-mofo ou algicida deve ser feita com critérios para evitar que ao aplicar estejamos fortalecendo os demais.
 
O profissional que entende do assunto é um PATOLOGISTA de Edificações e é um misto de Biólogo com Técnico de materiais e componentes construtivos.
 
É um profissional caro e na maior parte das patogenias é mais fácil, mais barato e mais rápido demolir a parede e fazer uma nova. Nos casos em que isso não for possível (como em uma obra tombada pelo patrimônio histórico) então não resta outra alternativa que contratar o patologista. Este vai colher uma amostra e promover uma cultura laboratorial e assim compreender a simbióse existente naquele componente da edificação.
 
Não adianta tentar eliminar os patógenos com a simples aplicação de produtos químicos. É necessário eliminar as causas de dão condições para a instalação de microorganismos. Tais causas podem ser baixa insolação, baixo arejamento, alta umidade e outras.
 

Abraços,
Roberto Massaru Watanabe
Engenheiro Civil
 

 
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Cleverson

unread,
Jul 15, 2009, 3:56:51 PM7/15/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Caros colegas,
 
Necessito da NBR 15000/05 - Blindagens para impactos balísticos - Classificação e critérios de avaliação
 
Desde já agradeço se alguém puder disponibiliza-la.
 
Abraços,
 
Cleverson de Freitas
Eng Civil - Brasília/DF

Jorge Luiz Soares da Silva

unread,
Jul 15, 2009, 7:14:08 PM7/15/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Caramba além de engenheiro, é médico...
Gostei da sua explanação, pena que nossas escolas não se preocupam em dar base ou orientar os academicos a como procurar ou até mesmo pesquisar.
Um abraço...


De: Roberto Massaru Watanabe (Portonline) <wata...@portonline.com.br>
Para: ClubedosEnge...@googlegroups.com
Enviadas: Quarta-feira, 15 de Julho de 2009 12:11:18
Assunto: [Clube dos Engenheiros Civis] Fissuras são patologias?

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

unread,
Jul 16, 2009, 3:33:29 PM7/16/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Amigo Roberto , o que falei ao ser questionado foi essa frase:
 
Cabe ressaltar que: fissuras são anomalias, patologias ou até mesmo vícios ocultos na edificação.
Segundo o deptartamento de Engenharia e construção civil da USP, na disciplina de tecnologia da construção de edificios II, Patologia na edificação é a ciência que estuda as origens, causas, mecanismos de ocorrência, manifestações e consequências das situações em que os edificios ou suas partes deixam de apresentar o desempenho minimo pré-estabelecido.
 
link da do artigo da USP:
 

A patologia das construções é uma ciência que se propõe ao estudo dos problemas que prejudicam o desempenho das edificações e de obras em geral. As edificações possuem características, relacionadas ao seu uso, que devem se manter ao longo do tempo para que possam continuar em serviço. Os problemas patológicos geralmente estão relacionados a uma perda de desempenho apresentada por um determinado componente da edificação ou pela edificação como um todo. Tais problemas são devidos não só a erros ou falhas cometidas em uma das etapas do processo da construção, mas também durante o seu uso. Os sintomas geralmente são percebidos quando a construção passa a ser utilizada. Além disso, toda construção tem um tempo de utilização ou “vida útil” limitado. Dessa forma, o envelhecimento deve ser acompanhado de forma a possibilitar que sejam realizadas as atividades para conservação da construção dentro dos requisitos de desempenho requeridos.  Como toda ciência, a Patologia está amparada por um Método. O técnico irá realizar uma investigação que tem como principal estratégia a inspeção da edificação, com o intuito de identificar os sintomas e suas prováveis causas. Além disso, será realizada uma anamnese para obter informações sobre a construção e realizados ensaios laboratoriais para que se tenham subsídios suficientes para diagnosticar o problema e assim prescrever a terapêutica.

 
Nessa matéria, eu entendo muito bem e não cabe aqui colocar se eu sou Dr, PHD, ESPECIALISTA, etc. O que falta no nosso meio é leitura ! Por isso os advogados ganham muitas causas de processos envolvendo engenheiros. O que eu falei é que fissuras também podem ser denominado como patologias:

As patogenias são problemas que se instalam nas edificações e que a tornam doentia. Na sua evolução, pode ocorrer uma deterioração das partes afetadas e até mesmo a ruptura, comprometendo a estabilidade da edificação. Em outras palavras, às vezes, uma simples mancha ou uma pequena trinca pode ser o sinal de que algo grave está acontecendo com o prédio.

( artigo do eng Roberto Massaru Watanabe )
 
Pequenas trincas, são fissuras !!!!  Doenças na edificação, não são necessáriamente de causas orgânicas, um mal dimensionamento causa danos nos elementos estruturais e isso é Patologia, por fazer parte do estudo e não por ser uma doença. Uma fissura é uma manifestação, e faz da Patologia, e não é propriamente um PATÓGENO, ou seja o elemento causador da doença. Uma febre faz parte da gripe, mas uma pessoa com qualquer tipo de inflamação ou até mesmo em estado emocional alterado pode ter febre. Uma reação patológica pode sim causar suas manifestações como: fissuras e trincas. Porém, simplesmente essas fissuras e trincas podem ser absolutamente normais, por dilatação, compressão ou outras ações fisicas nos elementos estruturais. O estudo que define o assunto é Patologia !!!!   Além do mais o 45o congresso brasileiro do concreto, produziu um artigo, que esta na biblioteza do Sebrae, que relata bem o assunto, e define fissuras dentro do campo da Patologia, tb vou incluir nesse forum. Muito interessante ao ler citações do Eng Paulo Helene, autor de livros de recuperação estrutural,  frases como: ...fissuras patológicas. O que não define a fissura como um Patógeno mas como elemento da Patologia. Segue link : http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/2CB517887AF7BAAF03256FAC004A4A1A/$File/NT000A453E.pdf
Anexo também um artigo do Eng Marcelo Iliescu que fala muito sobre o assunto e abrangendo fissuras no campo da Patologia:   ( http://www.iliescu.com.br/palestras/diagnosticodaspatologiasnasedificacoes.pdf ).
 
Concluindo, ainda não me deram argumento sólidos que possam mudar meus conceitos sobre o assunto e posso com segurança continuar definindo em meus laúdos técnicos, que por sinal sempre foram aceitos judicialmente, fissuras como Patologia.
 
eng Carlos Eugenio .
 
 
 
 
 

Roberto Massaru Watanabe (Portonline)

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Jul 16, 2009, 7:58:26 PM7/16/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
 
Prezado colega Carlos Eugenio
 
 
Não fique fissurado (no sentido de aflito). Longe de mim tentar mudar ou convencer o colega.
 
A minha colocação é uma manifestação pessoal sobre a pergunta que foi formulada (fissura é patologia?)  pois existe uma tendência quase que generalizada de chamar de patologia tudo quanto é fato não desejado que ocorre nas obras.
 
Temos no grupo muitos profissionais em início de carreira que não tiveram ainda a oportunidade de contato com muitos problemas da construção.
 
Li o artigo da USP mas não conheço nenhum dos autores. Quando eu fiz a Poli não havia ainda essa disciplina PCC-2436 Tecnologia da Construção de Edifícios II e nem se falava ainda em "patologia" naquela época.

E, olha que não sou tão velho assim, pois o Paulo Helene foi companheiro de turna na Poli.

De qualquer forma, creio que as colocações bem fundamentadas servem de base para que todos os membros desse grupo saiam pesquisando e possam ter suas próprias conclusões pois o tema é vasto e bastante cativante. Eu sou fissurado (no sentido de apaixonado) pelas Patologias das Edificações.

Afinal de contas, é intenção do grupo buscar uma interatividade mais sólida com o intuito de nos conhecermos e dividir, além de experiências, qualificações e serviços.

Como diz a chamada: Nós somos a Engenharia desse País.


Abraços,
Roberto Massaru Watanabe
rob...@ebanataw.com.br
www.ebanataw.com.br


 
 
 



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Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

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Jul 16, 2009, 10:43:53 PM7/16/09
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VISTORIAS CAUTELARES: NECESSIDADE PREVENTIVA NAS CONSTRUÇÕES

Qual a empresa de construção civil que ao construir um prédio, em regiões onde predominam residências, não teve problemas com a vizinhança, principalmente por ocasião da execução da terraplenagem e das fundações? Além dos diversos problemas causados para essa vizinhança, a construtora é muitas vezes acusada de todo tipo de fissuras, trincas e rachaduras de prédios próximos, chegando até mesmo à esfera judicial que é demorada, dispendiosa e pode levar ao embargo da obra e atrasos no cronograma físico. As vistorias cautelares, quando determinadas por processos judiciais, têm como objetivo apurar as situações existentes num determinado imóvel. Casos essas vistorias caracterizem algum vício de construção, ou dano causado, o requerente poderá no prazo legal (Art. 806 do Código de Processo Civil) entrar com uma ação principal de indenização contra a construtora. Esses processos demandam tempo e são onerosos. As partes litigantes têm que constituir um advogado, pagar o Perito Oficial do Juízo e o Assistente Técnico, os quais deverão ser profissionais legalmente habilitados e registrados no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CREA (Lei 7.270/84) e Resolução nº 345 do CONFEA. Outro inconveniente é o clima que se estabelece entre as partes. Visando exatamente evitar tais atritos e promover um relacionamento de boa vizinhança, pois ao demonstrar essa preocupação a construtora estará agindo com responsabilidade e respeito aos direitos dos seus vizinhos,é que muitas delas, tanto grandes como pequenas e médias, têm contratado profissionais habilitados para tal. Engenheiros experientes e habituados co as perícias judiciais procedem, antes do início da construção do prédio, as vistorias cautelares nos diversos imóveis que circundam o terreno onde será edificada a construção. Essas vistorias extra-judiciais trazem vantagem de estabelecer uma relação de confiança mútua entre a construtora e a vizinhança que, por algum tempo, terá de conviver com os incômodos de uma obra. A vistoria cautelar deverá ser efetuada antes do início efetivo da obra e o Perito irá verificar as características do imóvel do ponto de vista de conservação e estado geral. Relatará e definirá tecnicamente, para comparações futuras, caso seja necessário, todas as patologias observadas na vistoria, como fissuras, trincas e rachaduras, vazamentos, eflorescências, infiltrações, abatimento de pisos, etc., além de caracterizar eventuais riscos de desabamento por ocasião dos serviços de terraplenagem ou fundações. Deverá, ainda, mapear em croquis ou plantas todas as patologias observadas, bem como registrar fotograficamente os defeitos expressivos, resguardando direitos futuros da construtora e dando segurança ao dono do imóvel (reparação dos danos acarretados), sem necessidade de demandas judiciais. Esses laudos deverão ser expedidos em duas vias e preferencialmente rubricas pelas duas partes, a construtora e o vizinho, ou documentada sua entrega por meio de correspondência que comprove a aceitação dos fatos relatados, sendo necessário um laudo para cada imóvel limítrofe. Esses laudos deverão estar acompanhados da respectiva ART - Anotação de Responsabilidade Técnica que caracteriza a feitura do mesmo por profissional habilitado no CREA e atendendo ao dispositivo da Lei 6496/77. É muito importante que o profissional procure apresentar um laudo pericial isento, independente da parte que o contratou, na maioria das vezes a construtora, seguindo o preconizado no Código de Ética Profissional, regulamentado pela Resolução 205 do CONFEA - Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, bem como as especificações contidas na NBR-13.752 - Norma Brasileira para Perícias de Engenharia na Construção Civil da ABNT. Isto feito espera-se que a obra desenvolva-se normalmente e caso algum dano seja causado ao imóvel, a construtora venha a corrigi-lo naturalmente, na hora certa e da melhor maneira possível, evitando-se assim uma demanda judicial. Finalmente, sobre a confecção do Laudo de Vistoria, este deverá conter as informações previstas pela NBR-13.753. Interessado: indicação da pessoa física ou jurídica que tenha contratado o trabalho e o proprietário do bem objeto da perícia. Objetivos: definição dos objetivos do laudo de vistoria, com finalidade de resguardar direitos futuros. Requisitos: atendidos na perícia conforme item 4.3 da referida norma. Relato e data da vistoria: deverá conter as informações relacionadas no item 5.2 da norma, caracterização da região, caracterização física, melhoramentos públicos, equipamentos e serviços comunitários, potencial de aproveitamento, caracterização do imóvel e seus elementos, descrição sucinta, número de pavimentos, cômodos, estado geral, idade aparente. Do terreno e das benfeitorias constatação dos danos, dados observados, localização ou inexistência de defeitos, condições de estabilidade do prédio. Plantas ou croquis com mapeamento das danificações. Subsídios esclarecedores. Data e local da realização da vistoria. Assinatura, nome do profissional que realizou a vistoria, título acadêmico e número de registro no CREA e número de registro no instituto do qual é associado. Anexos: fotografias, croquis, via da ART devidamente registrada. Nota do Autor: Com a Lei 9.307 de 23.09.96 que dispõe sobre Arbitragem, a Vistoria Cautelar, poderá constituir-se numa peça fundamental da Sentença Arbitral. O perito autor do Laudo de Vistoria Cautelar poderá inclusive ser designado Árbitro pelas partes, pois ele como autor da vistoria cautelar, conhece bem o estado inicial do imóvel e poderá com muita eficiência mensurar de maneira justa e objetiva as modificações ocorridas no imóvel, nas duas épocas comparadas.

 
eng carlos eugenio

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

unread,
Jul 16, 2009, 10:46:56 PM7/16/09
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o relato acima foi escrito por:
 
Guilherme Brandão Federman
Eng. Civil - CREA-MG 6.834/D -IBAPE-MG 163/E
Advogado OAB/MG - 58.906
Professor Titular da PUC-MG
Presidente do IMAPE (84/88)
Presidente da ABRAP (87/90)
Membro do Conselho Consultivo do IBAPE
Coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Civil do CREA-MG (92/93/95)
Perito Oficial do Juízo e Assistente Técnico da partes em diversos processos na
Justiça Federal e Justiça Estadual
Fone/Fax (31) 3261-5322 Celular 9951-2289
>fede...@inet.com.br
Acho que ele entende muito bem sobre Patologia.

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

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Jul 16, 2009, 10:52:07 PM7/16/09
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Considerações sobre patologias e restauração de edifícios



 

Este artigo trata dos principais conceitos utilizados em patologia das edificações. Estabelece diferenças de enfoque quanto aos tratamentos e procedimentos empregados quando se trata de prédios convencionais ou de edifícios de valor histórico, cultural e/ou arquitetônico.

Em relação aos últimos, tratando-se de um projeto de intervenção, o artigo apresenta alguns princípios básicos que devem ser seguidos na recuperação, conservação e restauro.

Finalmente, relata um exemplo que mostra desde a identificação de uma manifestação patológica, sua origem, causa, até o diagnóstico.
Espera-se que o artigo possa servir de guia para um aprofundamento maior das questões que envolvam os problemas de envelhecimento natural e degradação prematura dos edifícios. 

As manifestações patológicas e os possíveis níveis de intervenção
Os edifícios convencionais - e também os de valor arquitetônico ou histórico - costumam apresentar alguma manifestação patológica. Considera-se patologia, diferentemente de envelhecimento natural, qualquer fenômeno que, ocorrendo fora de um período previsível, afete o desempenho do prédio, seja ele físico, econômico ou estético.

A perda parcial ou total desse desempenho pode ter origem no projeto, na execução, nos materiais empregados ou no uso (tanto em termos de operação do edifício como de manutenção).

Em prédios não convencionais, normalmente, a origem das manifestações patológicas deve-se à operação e/ou manutenção (uso). É necessário, nesse caso, considerar a ação de agentes de degradação, sejam eles físicos, químicos ou biológicos (que atuam normalmente no edifício no decorrer do tempo) e aqueles que, de modo anormal, resultem em alterações patogênicas.

As manifestações patológicas mais significativas podem ser classificadas, para fins de identificação, em três grandes grupos: 1) umidade; 2) fissuras, trincas e rachaduras; 3) descolamento de revestimentos.

Particularmente no caso de manifestações patológicas de umidade, a identificação deve especificar os fenômenos causados pela presença da água, de acordo com o material onde ela ocorre, com a orientação solar, com as condições de ventilação e procedência da água. Por exemplo:
n Umidade em madeira: apodrecimento;
n Umidade em metais: alteração química do material (corrosão);
n Umidade em tintas: descoloração, empolamento, descolamento, entre outros;
n Umidade em alvenarias: eflorescências, geração de fungos (bolor), algas, musgos etc.

Nos casos de fissuras, trincas e rachaduras, é fundamental caracterizar sua natureza, ou seja, determinar se elas são ativas (vivas), ou inativas (mortas), mais precisamente, se a abertura delas varia ou permanece constante ao longo do tempo.

No descolamento de revestimento, por sua vez, é importante identificar o tipo de revestimento (tintas, azulejos, revestimento de argamassas, papel de parede etc.), as camadas atingidas (chapisco, emboço, reboco e, se for o caso, argamassa de assentamento) e as condições do material de aderência, se esse permanece aderido ao tardoz do componente descolado ou no substrato do elemento construtivo onde o componente foi aplicado como revestimento.

Figura 1 - Planta baixa do Centro Acadêmico da Faculdade de Arquitetura de Pelotas

Os tipos de patologia, apresentados anteriormente de forma isolada, podem, no entanto, se manifestar concomitantemente e, muitas vezes, uma facilitando o surgimento da outra. Esse fato faz lembrar o caráter evolutivo das patologias.

A patologia, na verdade, é um sintoma ou a parte perceptível dos fenômenos que se manifestam nos componentes construtivos ou nos materiais que os constituem.

Os fenômenos, evidentemente, não ocorrem ao acaso, alguma causa ou causas são responsáveis por sua ocorrência. O reconhecimento dessas causas, por uma investigação cuidadosa, é a base para o tratamento (terapia) futuro, tendo como princípio universal que somente eliminando a causa resolve-se o problema. Entretanto, os efeitos permanecem e devem, só então, ser corrigidos.

Conhecidos os sintomas e reconhecida a causa, antes de ser definida a terapia, deve-se estabelecer um diagnóstico, que nada mais é que o perfeito entendimento de como, a partir da causa, ocorreram os sintomas. O diagnóstico procura explicar todos os fenômenos e mecanismos que concorreram para a manifestação patológica.

Fica, portanto, evidente que o primeiro passo para solucionar uma patologia é identificar a(s) sua(s) causa(s) para se estabelecer, então, procedimentos a fim de eliminá-la(s).

A identificação da causa pode ser pelos seguintes procedimentos:
n Vistoria;
n Anamnese;
n Análise de campo e/ou de laboratório.

Na vistoria do prédio pode-se valer dos sentidos que o ser humano dispõe, tais como o cheiro de bolor (olfato), a mancha de umidade (visão) etc. Outros recursos utilizados são: levantamento fotográfico, croquis e observação dos elementos construtivos por diversos ângulos.

Se, após cumprida essa etapa, a causa ainda não for identificada, passa-se, então, para o segundo procedimento.

Na anamnese são feitas entrevistas com os usuários, construtores, a fim de se obter um relato de como iniciou o problema, seu comportamento evolutivo, ocorrências naturais ou não no entorno do prédio, enfim, informações que possam contribuir para o entendimento do problema, assim como todo e qualquer tipo de documento existente sobre a obra ou alguma intervenção efetuada durante o uso do prédio.

Exemplo: notas fiscais de aquisição dos materiais, plantas baixas, cortes, resultados de ensaios de laboratório etc. Caso ainda não tenha sido definida a causa, recorre-se à análise de campo e/ou laboratório.

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

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Jul 16, 2009, 10:52:48 PM7/16/09
to ClubedosEnge...@googlegroups.com

Na análise de campo, os ensaios podem ser destrutivos ou não destrutivos. Em se tratando de prédios históricos ou de valor arquitetônico, deve-se, preferencialmente, optar pelos não destrutivos, por razões óbvias. No caso de ensaios de laboratório são necessárias coletas de amostras que devem ser as mais discretas possíveis.

Concluída a análise dos resultados dos ensaios e se, eventualmente, a causa continua desconhecida, os procedimentos acima descritos devem ser retomados de modo mais detalhado.

Finalmente, identificada a causa, essa, em caso de umidade, por exemplo, poderá ser:
n Água de infiltração (água da chuva);
n Água proveniente do solo (água que sobe por capilaridade);
n Água de condensação (vapor de água do ar);
n Água acidental (vazamentos);
n Água da obra (água usada na execução). 

Observa-se que, nos prédios históricos, problemas de umidade por água da obra são improváveis, a não ser no caso de reformas.

No caso de fissuras, trincas e rachaduras as causas possíveis envolvem algum tipo de movimentação, seja do edifício em geral, entre elementos e/ou componentes construtivos que geram nos materiais tensões, geralmente de tração e, em alguns casos, cisalhamento.

Assim, são citadas as causas mais frequentes:
n Movimentação das fundações;
n Movimentação higrotérmica;
n Movimentação por sobrecarga;
n Movimentação por deformação excessiva da estrutura;
n Movimentação por retração de produtos à base de cimento;
n Movimentação por reação química dos materiais;
n Outras (vibrações naturais ou artificiais, impactos acidentais etc.).

Os descolamentos de revestimento envolvem uma diversidade bastante grande de causas. Entretanto, pode-se destacar que, geralmente, elas estão localizadas na interface do revestimento com o substrato.

Figura 2 - Localização das patologias na planta baixa

Fica, portanto, evidente que o estudo dos sintomas relacionados com as suas possíveis causas (sintomatologia), é essencial na formação de um patologista. O ideal seria que o profissional, ao observar um sintoma (manifestação patológica), pudesse, quase que naturalmente, estabelecer o número mais reduzido possível de causas (as consideradas principais). Por isso, a experiência em patologia é fundamental.

Identificada a causa e definido o diagnóstico, deve-se, então, estabelecer o tratamento (terapia) a fim de se solucionar o problema. Particularmente, em caso de restauro, as terapias devem, como regra geral, ser minimamente invasivas (princípio da intervenção mínima).

Tomando-se como exemplo o caso de um prédio com problema de eflorescências na base das paredes térreas, causada por água proveniente do solo, a terapia mais recomendada seria drenar o terreno em torno do edifício, visando rebaixar o nível do lençol freático sem atingir diretamente o prédio. É válido lembrar que a profundidade dos drenos não deve ser maior que a profundidade de assentamento das fundações com a finalidade de evitar recalques diferenciais das fundações e o surgimento de possíveis trincas.     

Existem, entretanto, outras opções, tais como impermeabilização da base das paredes afetadas e injeção de produtos químicos cristalizantes. Porém, ambas as soluções atingem o prédio, embora em diferentes níveis, não sendo, portanto, as mais adequadas. Contudo, em última instância, quando a drenagem torna-se inviável, a opção recai sobre aquela menos agressiva (produtos químicos cristalizantes).

As terapias adotadas nos prédios convencionais são amplamente conhecidas e discutidas na literatura, entretanto, em relação aos prédios históricos ou de valor arquitetônico existem diferentes intervenções a serem consideradas (conservação, consolidação, recuperação, reabilitação etc.) que exigem uma maior atenção e conhecimento especializado.

No presente artigo não serão aprofundados os diferentes aspectos técnicos de cada procedimento adotado nas possíveis intervenções, tanto pela extensão do tema como devido à especificidade de cada caso a ser tratado pelo restaurador.

A seguir serão apresentados os princípios norteadores que devem ser seguidos em um projeto de restauro, considerando os conceitos mais atuais no campo na preservação e conservação.

Fotos: acervo pessoal
Figura 3 - Descolamento e empolamento do revestimento

Princípios fundamentais em  uma intervenção de conservação  e restauro
Intervenção mínima - conforme já foi mencionado, deve-se limitar a intervenção de restauro ao mínimo indispensável. Os motivos são diversos, porém, a principal razão é que qualquer intervenção de restauro expõe a obra a um notável estresse físico. Esse princípio é um dos mais importantes no campo do restauro e, com certeza, um dos mais ignorados no passado.

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

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Jul 16, 2009, 10:53:29 PM7/16/09
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Compatibilidade - todo material utilizado no restauro não deve produzir danos físicos, químicos, mecânicos e/ou estéticos nos materiais originais. Como salienta Giorgio Torraca, nenhum material, em princípio, é bom ou mau em termos absolutos, isso dependerá do modo como será aplicado.

Reversibilidade - qualquer intervenção, seja por razões estéticas ou de conservação, deve permitir que o material empregado seja removido sem danificar a matéria original. Isso porque no futuro podem surgir materiais melhores do que os utilizados no momento e, mesmo durante a aplicação, ao se notar qualquer alteração indesejável, deve ser possível a reversão.

Distinguibilidade - este princípio trata do respeito com o material original, tornando de suma importância deixar reconhecida qualquer parte introduzida durante a intervenção, respeitando, porém, o conjunto da obra em sua continuidade estética.

Tomando como base os princípios acima e considerando-se a intervenção de modo sistêmico, onde a sequência relativa dos procedimentos aplicados é importante, a cobertura, por se tratar do principal elemento da envoltória de um edifício, e, portanto, o maior responsável por sua proteção, mesmo contra as intempéries, deve ser objeto de primeira preocupação. Possivelmente, ao fazer isso, eliminam-se várias causas de manifestações patológicas existentes no interior do edifício e, ao mesmo tempo, evidenciam-se outras camufladas pelas infiltrações oriundas da cobertura inexistente ou com defeitos localizados.

Concluídas essas considerações, embora referidas a obras de restauro, a seguir é apresentado um exemplo das informações que devem constar num levantamento das manifestações patológicas existentes em um prédio convencional, aplicável a ambos os casos, evidenciando a diferença entre origem e causa dessas e estabelecendo-se o diagnóstico do quadro.

A manifestação patológica estudada localiza-se no Centro Acadêmico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pelotas, no pavimento térreo, conforme assinalado na planta baixa (figura 1).

A planta baixa do Centro Acadêmico, com maiores detalhes e com a patologia assinalada, conforme legenda, é apresentada na figura 2.

Os sintomas observados foram identificados como descolamento e empolamento do revestimento (argamassa) atingindo somente a camada de reboco (ver figuras 3 e 4).

A causa foi definida como água de infiltração, gerando, consequentemente, alteração química dos materiais.

A partir do estabelecimento da causa da manifestação patológica em questão, foi estabelecido o diagnóstico: a infiltração de água, através das trincas da face externa da parede, sujeita a intempéries, acentuada por ausência de beiral (platibanda), causou a hidratação dos óxidos presentes na cal, a qual não foi devidamente extinta (hidratada). Portanto, a origem dessa patologia foi falha na etapa de execução.

De posse desse diagnóstico, foi possível determinar o tratamento mais adequado para o caso. De modo geral, todo tratamento envolve a eliminação da causa e restituição dos elementos danificados, restabelecendo-se as condições de desempenho originais.

O exemplo corrente, não se tratando de um prédio histórico ou de valor arquitetônico, permite, portanto, maior liberdade na escolha dos procedimentos em termos de maior ou menor intervenção.

Fotos: acervo pessoal
Figura 4 - Detalhe da camada de revestimento atingida
Conclusão
O presente artigo buscou estabelecer os principais conceitos utilizados em patologia das edificações, tais como origem, causa, sintoma, diagnóstico e terapia, muito embora alguns conceitos, como origem e causa, ainda têm sido empregados na literatura de maneira pouco precisa.

Mediante a avaliação das manifestações patológicas levantadas por profissionais especializados, torna-se possível estabelecer o grau de degradação de um prédio, definir as causas intervenientes, conhecer os mecanismos de como os fenômenos ocorrem e o modo como eles se apresentam (sintomas).

A partir dessas informações, define-se o tratamento mais adequado, levando-se em conta o tipo de edificação, se possui ou não valor histórico e/ou arquitetônico.

Os tratamentos gerais e os procedimentos adotados devem ser norteados por alguns princípios básicos, os quais foram citados neste artigo. Entretanto, o estabelecimento de ações específicas torna-se difícil, dada à particularidade de cada caso.

LEIA MAIS
Conservación de Bienes Culturales: Teoria, História, Princípios y Normas. I. Gonzalez-Varas. Madrid:   Ed. Cátedra, 1999. 628p.
Incidência de Manifestações Patológicas em Edificações Habitacionais. In: Tecnologia de edificações. Eduardo Ioshimoto. 1988, São Paulo: PINI. p. 545-554.
Patologia das Construções. N.B. Lichtenstein. São Paulo: Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 1986. (Boletim Técnico, 06/86). 35p.
Trincas em Edifícios: Causas, Prevenção e Recuperação. E. Thomaz.  São Paulo: PINI-Epusp-IPT, 1989. 194p.
Tecnologia, Gerenciamento  e Qualidade na Construção.  E. Thomaz,  1ª ed. SP: PINI,  2001, 449p.
Building Pathology: a State- of-the-art Report. CIB, Delft: CIB Report. CIB. W86, june 1993. (Publication 155). 93p.

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

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Jul 16, 2009, 10:59:44 PM7/16/09
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O artigo acima esta na
revista Téchne n. 144 março de 2009.
 
acho que eles entendem muito de patologia....

Sylvio

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Jul 17, 2009, 7:20:50 AM7/17/09
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Muito oportuna a matéria sobre restaurações de prédios.
 
Sugiro, à propósito, que os colegas leiam artigo, de
minha autoria (embora mais sucinto ), em :
 
Artigos de Sylvio
"Casa antigas merecem respeito"
 
Saudações
 
Sylvio Nogueira
Arquiteto
Curitiba/PR
 
-------Mensagem original-------

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

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Jul 17, 2009, 7:43:27 AM7/17/09
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Amigo Roberto,
 
Dei muita risada me vendo fissurado.... bom humor é sempre bem vindo.
No mais essa nossa discussão foi de longe uma manifestação de rancor. Muito pelo contrário, só no faz ainda mais pequisar o assunto, pq não somos os donos do saber. E como disse Lavosier: ...na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. O certo hj pode não ser o mesmo amãnha !!!...
 
Um grande abraço e vamos continuar estreitando laços de conhecimento..
 
 
eng carlos eugenio

Silvio Pilz

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Jul 17, 2009, 10:33:54 AM7/17/09
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Pessoal:

O Roberto tem razão no seguinte sentido e me apoio na medicina para tanto

Nariz escorrendo não é doença (patologia), mas sintoma da doença (resfriado ou gripe)

Fissura é sintoma de uma doença (patologia) que pode ser recalque de fundação (doença), movimentação térmica (doença), retração plástica (doença).

A gente trata a doença e não os sintomas. Os sintomas nós minimizamos, mas após ter tratado da doença.

Silvio Edmundo Piz
Chapecó - SC





2009/7/16 Roberto Massaru Watanabe (Portonline) <wata...@portonline.com.br>

Carlos Eugenio Lemos de Oliveira

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Jul 17, 2009, 5:40:40 PM7/17/09
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Meus amigos,

Patologia não é a doença !! É o estudo da doença... simples.

Na medicina ( fonte Wikipédia ) Patologia (derivado do grego pathos, sofrimento, doença, e logia, ciência, estudo) é o estudo das doenças em geral sob aspectos determinados.

Ela envolve tanto a ciência básica quanto a prática clínica, e é devotada ao estudo das alterações estruturais e funcionais das células, dos tecidos e dos órgãos que estão ou podem estar sujeitos a doenças.

O estudo envolve inclusive os sintomas, pelo uso de técnicas microbiológicas, imunológicas e exames moleculares, a patologia tenta explicar as razões e a localização dos sinais e sintomas manifestos pelos pacientes, enquanto fornece uma base para os cuidados clínicos e a terapia.

Tradicionalmente, o estudo da patologia é dividido em: patologia geral: Está envolvida com as reações básicas das células e tecidos a estímulos anormais provocados pelas doenças. patologia especial: Examina as respostas específicas de órgãos especializados e tecidos a estímulos mais ou menos bem definidos. Etiologia: Estuda as causa das doenças. Patogenia: É o processo de eventos do estímulo inicial até a expressão morfológica da doença. Fisiopatologia :Estuda os distúrbios funcionais e significado clínico. A natureza das alterações morfológicas e sua distribuição nos diferentes tecidos influenciam o funcionamento normal e determinam as características clínicas, o curso e também o prognóstico da doença. O estudo dos sinais e sintomas das doenças é objeto da Patologia Propedêutica ou Semiologia, que têm por finalidade fazer seu diagnóstico, a apartir do qual se estabelecem o prognóstico, a terapêutica e a profilaxia.

Agora Patologia clínica ou medicina laboratorial é uma especialidade médica que tem por objetivo auxiliar os médicos de diversas especialidades no diagnóstico e acompanhamento clínico de estados de saúde e doença, através da análise de sangue, urina, fezes e outros fluidos orgânicos (como líquor, líquido sinovial, líquido ascítico, fluido seminal, etc).[1]

Deve ser diferenciada de patologia cirúrgica ou anatomia patológica, especialidade que tem por objeto de análise os tecidos sólidos do corpo humano, geralmente obtidos por meio de biópsia.

 Concluindo meu amigos:

 

Patologia, de acordo com os dicionários, é a parte da Medicina que estuda as doenças. Com a definição dada pelo portal Wikipédia, a palavra patologia é derivada do grego de pathos, que significa sofrimento, doença, e de logia, que é ciência, estudo. O Portal cita como sendo “o estudo das doenças em geral sob aspectos determinados”. O dicionário Michaelis informa que é a “Ciência que estuda a origem, os sintomas e a natureza das doenças”.

 

A engenharia veio a utilizar o termo “patologia” para estudar nas construções as manifestações, suas origens, seus mecanismos de ocorrência das falhas e seus defeitos que alteram o equilíbrio pré-existente ou idealizado.

 

Conforme CANOVAS (1988), a Patologia das Construções não é uma ciência moderna, mesmo que tenha se ganhado proeminência recentemente. Apresença de problemas nas edificações nas primeiras casas construídas rusticamente pelo homem primitivo já eram relatadas, como se pode constatar pelo próprio Código de Hamurabi.

 

Ter um conhecimento da Patologia das Edificações é indispensável para todos que trabalham na construção, indo desde um operário até o engenheiro e o arquiteto. Segundo VERÇOZA (1991), quando se conhece os problemas ou defeitos que uma construção pode vir a apresentar e suas causas, a chance de se cometer erros reduz muito. O autor citado menciona que esse conhecimento é tão mais importante quanto maior a responsabilidade profissional na construção/obra.

 

Conforme VERÇOZA (1991), as características construtivas modernas favorecem muito o aparecimento de patologias nas edificações. Hoje, sempre se está à procura de construções que sejam realizadas com o máximo de economia, reduzindo assim o excesso de segurança, em função do conhecimento mais aperfeiçoado  e  aprofundado  dos  materiais  e  métodos  construtivos.  Com  o conhecimento preciso de que até que ponto pode se confiar e utilizar um material tem-se a redução do seu consumo. Mas, com isso, o mínimo erro pode gerar diversas patologias. KLEIN (1999) ainda cita a má qualidade da mão-de-obra como favorecimento do surgimento de patologias

O estudo dos sintomas ( Nariz escorrendo ) é patologia , agora quebrar a perna é acidente. Logo fissuras são manifestações ou sintomas patológicos, campo da patologia ou até mesmo Semiologia, mas nós não usamos esse termo. Mas prognóstico, diagnóstico e terapia são bem falados até no nosso meio. E ambos são do campo da Patologia. Não sei pq a confusão com essa palavra. Patologia estuda a doenças e não é uma doença. Gripe é uma doença o estudo dela é patologia, mas a gripe tem como sintoma a fissura dos lábios ( em alguns casos ) e esses são sintomas ou manifestações da doença que fazem parte da Patologia, simples !!!

Eu particulamente devendo essa definição do dicionário Michaelis:

Patologia= “Ciência que estuda a origem, os sintomas e a natureza das doenças”. Ou seja é o conjunto das manisfestações, sintomas e estudo das doenças.

Simples....

O tema tá começando a esquentar é ótimo discutir esse e outros assuntos. Esclarecer não divergir é aprimorar.

Um abraço amigos e vamos continuar a discussão !!!!

eng Carlos Eugenio L. de Oliveira

 

Marcelo Pierre de Lima

unread,
Aug 20, 2014, 9:58:21 PM8/20/14
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Só complementando o Professor Eduardo Thomaz, alguns autores dão tolerância em 10% para as aberturas de fissuras como o Süssekind sugere em seu livro (aquelas fórmulas empíricas do CEB que foram adotadas pela Norma na revisão de 2003. Link: http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/fissuracao/sld000.html


Em terça-feira, 23 de junho de 2009 10h47min32s UTC-3, prelaula escreveu:
Bom Dia ,
 
Queridos(as) companheiros, estou precisando de um produto para tratamento de fissura, estava utilizando o Sicaflex, mas infelizmente as fissuras estão retornando, eu gostaria de saber se alguem de vocês trabalha com produto de fissuras, ou se poderiam me indicar um produto para que eu possa utilizar
 
 
Obrigada
 
 
Ana Paula
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