Rio de Janeiro, 25 de novembro de 2009, quarta-feira- 20:00 horas.
Prezado Mário.
Perfeito, as boas impermeabilizações de 20 anos atrás eram
predominantemente executadas desta forma, asfalto derretido nas obras
dentro de galões 100/200 litros em fogueiras com lenhas das obras, e
eram estruturados com lã de vidro,e ou fetros, e feltros de Bidim.
Eram. Pode ser que ainda sejam praticados desta forma. Mas depois
vieram as mantas asfalticas industrializadas, e ficou quase
impossível derreter asfalto com fogueiras nos dias de hoje em uma
obra, os Engenheiros poderiam ser presos por questões ambientais, pois
isso provoca muita fumaça e muita sujeira nas obras, que a rigor tem
que seguir algumas normas ambientais em vigor.
No entanto nesta época, esta foi uma boa e sempre usada solução, sendo
melhor ainda quando estruturada, com os feltros, que no meu ententer é
o mesmo que o Bidim, aliás Bidim é só uma marca, aliás a Bidim, na
verdade lançou mesmo as geomembranas, os geotextil, ou
geossintéticos, que são os não agulhados de poliéster, muito usados em
obras geológicas, e tambem usadas para estruturação em
impermeabilizações. Existem outras marcas de qualidade para estes
produtos, como A RENNER, que está entrando no mercado, a FELTROS
SANTA FÈ que já é bem mais antiga, dentre outras.
Em nossos trabalhos não usamos jamais mantas asfalticas
industrializadas, e os motivos são bem fáceis de entender, primeiro
porque na verdade o asfalto não tem resistência a ÁGUA, ainda mais
águas paradas ou empoçadas, e muito menos ao intemperismo. Pois bem aí
dirão: mas como pode? As ruas e estradas no Brasil são de alfalto? Sim
são de alsfalto, porque o asfalto se consagrou neste tipo de solução,
veio se tornando barato, nos ultimos 40/50 anos, e
Empresas Americanas como a Chevron introduziram este conceito no
Brasil, e agora, depois que a Petrobrás adiquiriu a Chevron e a
Ypiranga, e a bem da verdade essa tecnologia de pavimentação com
asfalto evolui tambem um pouco nos ultimos anos. Mas para os pisos de
asfalto terem boa durabilidade, são necessários rigorosos controle
técnológicos na elaboração de projeto, controle tecnológico na
execução, e basicamente o asfalto de estrada ainda dura um pouco mais
porque ele tem que ser bem compactado e ter bom caimento para as
lateriais das pistas, caso contrário, é essa tragédia que estamos
asssitindo em nossas rodovias.
Em impermeabilização isso já não é possivel,não há como compactar
mantas asfalticas, os caimentos já são praticados, mas há limitações
para isso tambem, nem sempre se pode executar um bom caimento e nem
sempre isso é possível em obras prediais. Os asfaltos tem baixissímas
resistência a água a liquidos em geral, aos intemperismos, ao calor,
dentre outras. Façam um teste deixe um pedaço de manta industrializada
em cima de uma laje, ou cimentado por um tempo, logo logo veram os
resultados.
A boa impermeabilização dos dias atuais deve ser executadas, de tres
formas, primeiro, melhorando a qualidade dos concretos, tecnologia pra
isso já existe, segundo, quando isso não é possivel, ou a área esta
sujeito as dilatações o melhor é aplicar elastômeros com com
estruturantes ( feltros , lã de vidro, não tecidos de poliéster,
etc..).
Os elastômros estam aí tambem, cada um com sua resistência, e
propriedades. A terceira e mais moderna são as polyuréias, essa já
muito difundida em paises como EUA, Europa, e Ásia, mas necessecita de
equipamentos caros e sofisticados, no Brasil já tem quem faça.
Mantas jamais, asfalto tambem não, estes devem ser banidos deste tipo
de obras, pois são ineficazes, são complexos de fazer, exigem o uso de
diluentes aromáticos, como bezenos, toluenos, que são os (VOCS) muito
tóxicos. Depois ao final dos trabalhos tem que fazer aquelas piscinas
pra testar, e depois de cinco anos se elas passarem nos testes deverão
ser arrancadas, causando custos para os Condominios da ordem de R$
250,00/m², para reconstrução dos trabalhos sem contar o tempo de
execução que são super demorados.
Aí, me perguntaram: Bom mas como pode tudo isso? E eu direi: perguntem
ao MERCADO, aos construtores, a industria, aos acadêmicos, essas
coisas são assim, a evolução se dá desta forma mesmo. Estamos fazendo
a nossa parte, mas não podemos mudar o mundo da noite pro dia, e neste
momento dou minha contribuição, além as que já venho dando aos meus
clientes.
Saudações
JULIANO
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