O discurso político na posse de Graça Foster ficou a cargo da presidenta Dilma, num tom que valorizou a participação popular na construção da empresa e tentou relacionar o compromisso do seu governo e de Lula com a história da companhia.
“A Petrobrás talvez seja uma das partes mais relevantes do esforço desse país para se constituir numa grande nação (...). Nasceu há quase seis décadas, fruto de um movimento cívico que mobilizou o país. Surgiu graças à visão de um estadista, Getúlio Vargas, que deve ser sempre lembrado. Felizmente sobreviveu a todos os ventos privatistas e persistiu como empresa brasileira, sob controle do povo brasileiro (..) e se agigantou (..) Teve seus lucros multiplicados por quatro nos
últimos 10 anos”.
Dilma anunciou que, até 2015, serão investidos mais de 220 bilhões de dólares na exploração e produção de óleo e gás, na petroquímica, no refino, em toda a cadeia produtiva. Insistiu em sua confiança na capacidade técnica do corpo funcional. A presidenta citou alguns números:
“A Petrobrás é hoje a segunda maior petrolífera de capital aberto do mundo e a segunda maior empresa de energia em valor de mercado. Em 2010, efetuou o maior aporte de capital em bolsas de valores já registrado. Entre 2000 e 2011, os investimentos em pesquisa aumentaram em 360% , demonstrando acerto da nossa estratégia de expansão. Conquistamos o pré-sal, graças a esses investimentos”.
Mas não deixou de citar que hoje são mais de 600 mil os acionistas privados, com os quais a empresa também tem compromisso, “deve retribuir em rentabilidade e mostrar resultados”.
Dilma fez menção à autonomia da empresa na exploração do petróleo em águas profundas, sem necessidade de recorrer a parcerias para alcançar esse objetivo. Apontou como acertada a decisão de construir navios e plataformas no Brasil, privilegiando a abertura de empregos no país e o crescimento da indústria nacional e se comprometeu a manter essa política.
Afirmou que o Brasil é e continuará sendo o maior e mais importante mercado: “ A Petrobrás é parceira do povo brasileiro e será parceira do povo na exploração do pré-sal, reserva estratégica de energia e de riqueza que temos competência para explorar. Estamos falando de uma empresa integrada, capaz de executar todo o processo produtivo. Só empresas assim serão perenes no mercado mundial”.
Sua visão de futuro é otimista. Ela acredita que a criação do fundo social evitará a “maldição do petróleo e a doença holandesa”, quando a prospecção no pré-sal atingir larga escala. Dilma repetiu uma frase de sua própria autoria, dita durante a posse de José Eduardo Dutra na presidência da empresa, em 2003: “Se a Petrobrás é possível, então o Brasil também é possível”.
A presidenta afirmou que “a Petrobrás é símbolo dos melhores valores materiais e imateriais” do povo brasileiro, representando a nossa capacidade de aceitar e superar desafios e as melhores perspectivas de prosperidade.
Fonte: Agência Petroleira de Notícias