O significado político das concessões de aeroportos

1 view
Skip to first unread message

Castor Filho

unread,
Feb 10, 2012, 9:22:33 AM2/10/12
to

O significado político das concessões de aeroportos

Coluna Econômica - 10/02/2012

Em toda eleição há bandeiras específicas, imagem de candidatos e partidos que mudam um pouco de evento para evento. Mas em todos os casos, o fio condutor tem sido das grandes ideias que norteiam a economia ocidental.

Há longos períodos de liberalização total da economia, que cria vícios que explodem em uma grande crise, que gera uma reação, um período de maior intervenção do Estado, que gera seus próprios vícios, novas crises, voltando o pêndulo à situação anterior.

***

No Brasil, os anos 70 e 80 foram marcados por uma estatização sem precedentes da economia brasileira, herança das ideias tenentistas dos anos 20, reforçadas pelo keynesianismo pós-Segunda Guerra e pelo fechamento político do regime militar.

O ciclo se encerra com a Constituição de 1988 e com o governo Collor, combatendo toda forma de centralização e definindo diretrizes seguidas, mais adiante, pelo governo FHC.

O governo FHC permitiu que o pêndulo da liberalização fosse longe demais. A ideia de um estado forte, posto que enxuto, acabou sepultada pela realidade de um estado fraco e inoperante por falta de preocupação com a gestão.

***

Lula recuperou esse papel do Estado, contratou, melhorou a condição salarial de muitos setores e, a partir da crise de 2008, acelerou sobremaneira a inserção do Estado na economia.

Ali poderia ter sido criada a dinâmica para a volta do pêndulo, o excesso de estatismo que, mais à frente, abriria espaço para a oposição relançar as bandeiras do combate aos abusos da estatização.

***

A gestão Dilma está se antecipando a esse movimento e praticamente anulando uma das poucas frentes a serem exploradas pela oposição: a denúncia do desperdício e da corrupção pública.

A única maneira de evitar excessos de lado a lado é definir o foco das políticas públicas no cidadão, no atendimento das demandas da população ou, como dizem os adeptos de modelos de gestão, o foco no consumidor.

Para tanto, há que se despir de todo viés ideológico. Para cada caso, busca-se a solução que melhor atenda os objetivos, sem parti-pris ideológico. É aí que se insere a privatização dos aeroportos – sem abrir mão da capacidade de regulação do Estado.

***

A segunda condição é dispor de boas ferramentas de gestão e de sistemas de informação elaborados. O avanço exponencial da Internet, a Lei da Transparência Pública, o avanço dos órgãos fiscalizadores, a disseminação de bancos de dados, sistemas de BI (Business Inteligence), a experiência acumulada com os sistemas de avaliação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o fato de o governo estar permanentemente sob o fogo cerrado da mídia, tudo isso têm permitido acelerar esse processo.
***

Com esse ferramental, o governo Dilma está impedindo o pêndulo de radicalizar. A discussão deixe de ser sobre privatização e não privatização para se fixar na eficiência da gestão pública.

***

O calcanhar de Aquiles de sucessivos governo – incluindo o de Dilma – é a incapacidade de romper com a apropriação das agências reguladoras pelos setores regulados. 

Esta é a frase-chave deste artigo do Nassif. Se continuar esta "incapacidade" do Governo Dilma, TODO o trabalho realizado nos últimos 9 anos ficará IRREMEDIAVELMENTE comprometido. Castor

Inadimplência começa 2012 em queda

A inadimplência do consumidor registrou queda de 0,4% durante o mês de janeiro, segundo a Serasa Experian. Na relação sobre janeiro de 2011, o indicador subiu 16,6%. Em janeiro de 2012, todas as modalidades da inadimplência aumentaram o valor médio das dívidas, enquanto as dívidas com os bancos e cheques sem fundos puxaram o recuo do indicador com queda de 2,3%.  De acordo com os agentes, o consumidor utilizou parte de seu 13º salário para honrar o pagamento de suas dívidas.

Famílias brasileiras mais otimistas com a economia

O Índice de Expectativa das Famílias brasileiras (IEF) aumentou de 67,2 pontos, em dezembro, para 69 pontos em janeiro, alcançando a taxa mais alta já registrada pelo indicador, segundo levantamento divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O índice também avançou ante janeiro de 2011, quando ficou em 67,2 pontos. Segundo a metodologia utilizada na pesquisa, o brasileiro se manteve otimista em todo o período entre janeiro de 2011 e janeiro de 2012.

Safra de grãos deve ser 0,7% menor do que a de 2011

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 158,7 milhões de toneladas em 2012, conforme a estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A projeção é 0,7% menor do que a obtida em 2011 (159,9 milhões de toneladas) e 1% menor do que o prognóstico anterior, que apontava uma produção de 160,3 milhões de toneladas. Tal redução é resultado da estiagem ocorrida de dezembro a janeiro, em especial na Região Sul do país.

Setor de construção menos confiante no trimestre

Embora siga apresentando níveis médios inferiores aos do ano passado, o ICST (Índice de Confiança da Construção) apresentou uma evolução relativamente favorável no mês de janeiro, quando se consideram as comparações anuais: o recuo de 8,7% no trimestre findo em janeiro, em relação ao mesmo período do ano anterior, é inferior à queda de -9,9% registrada em dezembro passado na mesma base de comparação, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

IPC-S desacelera em sete capitais

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) caiu em todas as sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na primeira prévia de fevereiro. A maior queda do período foi apurada em Brasília: 0,66 ponto percentual, ao passar de 0,79% para 0,13% entre uma semana e outra. Na ocasião, os dados nacionais apontaram uma redução de 0,35 ponto percentual, chegando a 0,46% na primeira semana de fevereiro.

Grécia fecha acordo sobre medidas de austeridade

Os partidos que compõem o Governo de união nacional na Grécia anunciaram um acordo a respeito do novo pacote de medidas de austeridade, como forma de garantir novo aporte de ajuda internacional. Inicialmente, os políticos gregos disseram que não tinham entrado em um acordo – acredita-se que o principal motivo do impasse tenha sido uma proposta de cortes nas pensões. Mas, em seguida, autoridades governamentais anunciaram ter obtido um consenso, sem dar detalhes sobre as negociações.


Blog: www.luisnassif.com.br
E-mail: luisn...@advivo.com.br

 


"Todos os direitos reservados, sendo proibida
a reprodução total ou parcial por meio impresso."


Visite o BLOG e confira outras crónicas

Respeitamos seu direito de privacidade na internet, caso não queira continuar recebendo nossas mensagens, basta responder este e-mail com o assunto: REMOVER

 












Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages