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Ana Santanna

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Feb 10, 2012, 11:49:57 AM2/10/12
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From: Beatrice


 

As famílias de baixa renda no Pará que trabalham com processamento de açaí passarão a contar com um auxílio para tornarem-se fornecedores de usinas de biomassa.

A colaboração será viabilizada por um projeto piloto de US$ 2 milhões apoiado pelo Fundo Multilateral de Investimentos, membro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O projeto consiste em instituir uma rede de produtores de polpa de açaí e catadores de resíduos, os quais serão responsáveis pela coleta de caroços da fruta que não forem utilizados para destiná-los à produção energética de biomassa.

Por meio deste, o órgão idealiza uma produção comercialmente viável, sustentável e inclusiva. O caroço será fornecido para a subsidiária da World Wide Recycling, a VBA-Açaí, empresa que irá transformá-los para utilização na produção. 

O projeto irá fornecer assistência técnica e capacitação para cooperativas de catadores de material reciclável, além de desenvolver e implementar um plano logístico que inclui a criação de estações de coleta e transporte de material para a empresa.

A estimativa é que este gere oportunidades de renda para 2,3 mil produtores de polpa e 360 catadores de resíduos, além de criar 65 novos postos de trabalho na VBA-Açaí.

O BID informou que visa inserí-lo em projetos alternativos de certificação de carbono.

O projeto será executado pela VAR do Brasil Ambiental e pela ICCO, organização não-governamental holandesa de cooperação para o desenvolvimento.

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Aneel conclui estudo sobre redes inteligentes no setor elétrico


O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, informou nesta quinta-feira que já foram concluídos os relatórios mais aprofundados sobre o uso de redes inteligentes (smart grid) no setor elétrico. Segundo o diretor, chegou o momento de o assunto ser tratado com outras áreas do governo que também estarão envolvidas na disseminação do novo sistema.

“Tem muita coisa que ultrapassa a área de atuação da Aneel. Isso é muito maior que a gente”, disse Hubner ao sair de reunião com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. O diretor da Aneel ressaltou que as mudanças envolvem um processo de modernização das redes de energia elétrica, que passa pela instalação de medidores eletrônicos integrados a redes de telecomunicações.

Alguns benefícios para o setor elétrico são a precisão no monitoramento das redes de energia, a possibilidade de cobrança de tarifas diferenciadas de acordo com o horário de consumo e o controle de perdas de energia provocadas por ligações clandestinas. 

Outro mecanismo, que já é utilizado em outros países, permite a “venda” da energia produzida pelo próprio consumidor, com sistemas de autoprodução, para a companhia que presta o serviço. Na prática, isso possibilita o abatimento da energia gerada em painéis solares, por exemplo, na conta de luz no fim do mês.

Entre os ganhos para o setor de telecomunicação com o uso de redes integradas estão o compartilhamento de custos de infraestrutura e a oferta de novos serviços de comunicação para as empresas de energia. Segundo Hubner, o Ministério das Comunicações enxerga na adoção do novo sistema uma forma de reduzir o preço dos serviços de banda larga e telefonia para os usuários.

Hubner avalia que, além do Ministério das Comunicações, outros órgãos também serão envolvidos no debate. Segundo ele, está prevista a abertura de diálogo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior envolvendo uma política específica de estímulo à produção nacional de equipamentos destinados às redes inteligentes de energia elétrica.

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Petrobras aprova contratação de 26 sondas para águas profundas



O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta quinta-feira a contratação de 26 sondas para perfuração em águas profundas, com prioridade para a região do pré-sal.

Segundo uma fonte envolvida no assunto, 21 sondas serão encomendadas à Sete Brasil e 5 à Ocean Rig.

A estatal havia aberto a licitação das 21 sondas em junho do ano passado, e apenas a Sete Brasil e a Ocean Rig, do empresário German Efromovich, foram qualificadas. Na reunião do conselho desta quinta-feira, decidiu aumentar a encomenda.

A Sete Brasil é uma empresa formada pelos fundos de pensão Petros, Previ, Funcef e Valia, além dos bancos Santander, Bradesco e Caixa Econômica Federal.


A Petrobras tem 10% doCapital


Confiante na vitória, a empresa já havia firmado a construção de uma unidade no estaleiro Jurong Aracruz que está sendo construído no Espírito Santo.

Em dezembro a Petrobras havia cancelado a licitação, alegando insatisfação com os preços apresentados, e iniciou negociação bilateral com as empresas.

A primeira licitação, para um lote de sete sondas, foi vencida pela Sete Brasil, que está construindo as sondas no Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco. O valor de cada unidade atingiu US$ 662,4 milhões --a previsão é de que entrem em operação em 2015.

O arrendamento terá custo de cerca de US$ 475 mil para a Petrobras por dia.

As sondas terão que ser construídas no Brasil e terão capacidade para perfuração a 3.000 metros de profundidade. 

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Rio Grande do Sul terá fábrica argentina de aerogeradores com investimento de
 
100 milhões



A empresa argentina Impsa investirá R$ 100 milhões na instalação de uma unidade de aerogeradores no Rio Grande do Sul, conforme informou a Agência CanalEnergia, Investimentos e Finanças. A planta terá capacidade para produzir 140 turbinas ao ano e deverá ser finalizada em 2013. A meta é atender, principalmente, aos mercados do Sul, Argentina e Uruguai. A companhia não divulgou o município que receberá o complexo.

O presidente do Grupo CEEE, Sérgio Dias, comemora a vinda do empreendimento para o Rio Grande do Sul. Ele lembra que, em reuniões entre integrantes do Grupo CEEE e das secretarias de Infraestrutura e Logística e de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, a falta de um fabricante de aerogeradores era apontada como um gargalo a ser resolvido para o crescimento do setor eólico no Estado.

A Impsa é um grupo multinacional com mais de cem anos de história em soluções integradas para a geração de energia elétrica a partir de recursos renováveis. Com mais de 25 mil MW instalados, está presente em mais de 40 países, com projetos operando nos cinco continentes. Possui, ainda, mais de 7 mil funcionários espalhados pelo mundo.

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Segunda-feira Foster é aprovada na Presidência

Maria das Graças Silva Foster foi nomeada ontem pelo Conselho da Petrobras para a presidência da empresa. Ela substitui José Sergio Gabrielli, que deixa o cargo após sete anos e sete meses. A posse será na segunda-feira. Ela assume também o cargo de conselheira no lugar de Gabrielli. Engenheira química de formação, Graça - como gosta de ser chamada - tem 58 anos. Ela entrou na Petrobras no dia 30 de março de 1981 e passou por vários cargos até atingir o topo da empresa.

Primeira mulher a chegar à Presidência de uma empresa petrolífera no mundo, foi também a primeira diretora da Petrobras e uma das pioneiras a trabalhar embarcada em uma plataforma de petróleo no País.

Além disso, foi a primeira nas presidências da BR Distribuidora, Petroquisa e Gaspetro, além de ter ocupado cargos de gerência em outras áreas da empresa.

A proximidade com a presidente Dilma Rousseff é apontada como um dos pontos positivos da nomeação de Graça, após anos de conflito entre Gabrielli e Dilma por discordarem da maneira de conduzir a empresa em alguns setores.

Gabrielli seria por exemplo, segundo fontes, contra a entrada da estatal venezuelana PDVSA na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, defendida por Dilma. Por enquanto, Graça deverá manter a atual diretoria. A única substituição prevista é a do diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrella.

Máquina enterrada

De acordo com reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo, ontem, Graça Foster enterrou uma máquina de R$ 58 milhões para evitar atrasos no gasoduto Caraguatatuba-Taubaté, previsto para março de 2011.

O gasoduto, chamado de Gastau, era uma obra do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) para levar o gás natural extraído da bacia de Santos (campos de Mexilhão, Uruguá, Tambaú e no Pré-Sal) até Taubaté, atravessando a Serra do Mar por um túnel de 5 km.

Por ser obcecada pelo cumprimento de metas, a executiva autorizou o abandono do equipamento, um perfurador de rochas para túneis.

Abandono

A máquina, de origem italiana, entrou no país em regime de comodato para atender a Schahin, responsável pela obra. Cálculos iniciais da equipe de Graça Foster previam que a retirada da tuneladora após o término da perfuração poderia atrasar o início do escoamento do gás em seis meses. Ela, então, decidiu autorizar um aditivo contratual permitindo a perfuração de 140 m de túnel, criando uma câmara onde a tuneladora de 130 m de comprimento seria abandonada. Para isso, a Petrobras teve de comprar a máquina.

De acordo com a empresa, o abandono do equipamento evitou prejuízo maior.

Gasoduto

58 milhões de reais é o valor do equipamento perfurador enterrado por Graça Foster. De acordo com a Petrobras, atitude evitou mais prejuízos.


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União renovará concessões de energia com tarifa menor  



O governo está praticamente decidido a prorrogar por um período de 30 anos as concessões de usinas hidrelétricas, distribuidoras de energia e linhas de transmissão que vencem em 2015, faltando apenas o aval da presidente Dilma Rousseff. Haverá a exigência de desconto nas tarifas. A possibilidade de nova licitação dos ativos foi descartada. Dilma pretende resolver o assunto ainda neste semestre.

Diferentemente do esperado, a solução para as concessões não virá por meio de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nem por Medida Provisória (MP), mas por projeto de lei com regime de urgência. Na avaliação do governo, não há entrave constitucional para resolver a questão e nem necessidade de validação imediata da prorrogação, o que justificaria a edição de uma MP.

O projeto de lei em caráter de urgência será enviado ao Congresso, que terá 45 dias para votá-lo em cada uma das casas legislativas - Câmara dos Deputados e Senado - antes de trancar a pauta. Até agora, a decisão é por um projeto de lei conciso, que trate exclusivamente da prorrogação das concessões.

Todas as condições para a prorrogação deverão ficar para o momento em que a lei for regulamentada, por meio de decreto presidencial. Essas condições incluem o ponto mais sensível das discussões: o desconto nas tarifas que as concessionárias terão de oferecer para continuar com os ativos. Por temer que a tramitação do projeto fuja ao controle e sua redação final ganhe contornos indesejados, devido ao lobby do setor elétrico, o governo prefere deixar os detalhes para a fase de regulamentação. Pesa também o fato de que os cálculos para definir quanto as tarifas deverão cair ainda não estão concluídos. "O ganho para a modicidade tarifária está sendo calculado pela Aneel", disse um assessor da presidente.

No total, 20.206 megawatts (MW) de geração, 80.233 km de linhas de transmissão e 37 distribuidoras têm contratos prestes a vencer. Isso representa 18% do parque gerador, 84% da malha de transmissão e 23% da energia comercializada.




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