O Anarco-Primitivismo e a Bíblia

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Eduardo Morari

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Aug 29, 2009, 11:54:21 PM8/29/09
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O Anarco-Primitivismo e a Bíblia

Por Ched Myers

 

O "Anarco-Primitivismo" é uma importante corrente do pensamento ecológico profundo contemporâneo que reage a crise social e ambiental contemporânea com uma revisão radical da historia da civilização. Apesar de ter havido poucos engajamentos vigorosos entre a Teologia Cristã e esta corrente filosófica radical (exceções incluem Jaques Ellul e Vernard Eller), este artigo reflete sobre os possíveis pontos de contato entre as idéias Anarco-Primitivistas e certas trajetórias encontradas na Bíblia.

A vigorosa crítica Anarco-Primitivista da civilização encontra surpreendentes ressonâncias entre as escrituras hebraico-cristãs – se, lidas como  documentos da resistência israelita contra os impérios do antigo oriente médio, do Egito a Roma, ao invés de uma legitimação ideológica da cristandade.

Os seguintes oito "pontos de diálogo", representam aspectos salientes da perspectiva Anarco-Primitivista articulada por exemplo por John Zerzan, e estão aqui correlacionadas com temas bíblicos secundários e principais.

 

1) Para o Anarco-Primitivismo a civilização representa uma regressão patológica, ao invés de uma ingênua progressão da consciência humana.

Apesar de a teologia majoritária ter adquirido amplamente a narrativa dominante do "progresso" , a perspectiva Bíblica sobre as origens históricas é completamente oposta - possivelmente é o motivo pela qual tem sido tão marginalizada desde o iluminismo.  A "história primitiva" de Gênesis 1-11, por exemplo, retrata a civilização como o "fruto" não do gênio humano, mas sim da alienação do estilo de vida simbiotico do "Jardim". A sua narrativa da "Queda" é uma narrativa de trabalho penoso, assassinato, violência e urbanismo predatório, culminando no símbolo da torre de Babel como a zênite da rebelião humana contra Deus e a natureza. Isto pode ser lido não apenas como uma polemica contra os antigos impérios do oriente médio que circundavam Israel , mas também como um diagnóstico arquétipo da civilização-como-patologia. No decorrer do resto da literatura bíblica esta forte linha de ceticismo prevalece, melhor resumida provavelmente pelo tropo de Jesus de que "Salomão em toda sua glória" (uma alusão ao Templo-Estado de David, o auge do poder da civilização israelita) era intrinsecamente de menos valor do que uma simples flor selvagem (Lucas . 12:27).

 

2) A perspectiva Anarco-Primitivista da "pré-história" argumenta que a domesticação neolítica das plantas e animais leva a domesticação dos seres humanos.

A agricultura inexoravelmente deu origem a concentração populacional e a sociedades altamente centralizadas e hierárquicas em ambientes urbanos.  E acabou se desenvolvendo em opressivas cidades-estados, uma agressiva civilização colonizadora que empregou uma poderosa força centrípeta contra as regiões distantes. Desta forma, a agricultura é retratada no Gênesis não como uma dádiva dos deuses - como é retratada em outros mitos do antigo oriente médio - mas como uma maldição, o resultado da rejeição humana do modo de vida simbiotico  do "Jardim" (Gênesis 3:17-19).  Enquanto que o pastoralismo é visto de maneira mais empática na literatura bíblica , devemos manter em mente que durante o período pastores eram habitantes da periferia socialmente marginalizados.

Da historia de Babel adiante, a cidades muradas e sua arquitetura de dominação são denunciadas regularmente, como Jaques Ellul argumenta, incluindo as "cidades armazéns" construídas pelo trabalho escravo hebreu (Êxodo. 1:11-14) e a fortaleza canaanita de Jericó (Josué 6:26). Enquanto que muita literatura da era pós-David romantiza Jerusalém como a "cidade de Deus" a voz profética continua a denunciar aqueles que "impõem impostos e confiam em fortalezas" como agentes do terror - incluindo os lideres israelitas (Isaias 33:18; Ezequiel 26:3-9; Sofonias 1:16; 3:6). Esta antipatia urbana é melhor captada pelo lamento do salmista "Oh! Quem me dera asas como de pomba! Voaria , e estaria em descanso. Eis que fugiria para longe, e pernoitaria no deserto ... pois tenho visto violência e contenda na cidade ... astúcia e engano não se apartam das suas ruas" (Salmos 55:6-11). No Novo Testamento , a visão de João da Nova Jerusalém pressagia um "verdejamento" radical da cidade: portões sempre abertos e um rio que corre ao meio da avenida da qual cresce a arvore da vida (Apocalipse 21-22).

 

3) O Anarco-Primitivismo endossa estudos antropológicos revisionistas que oferecem uma avaliação mais harmônica da organização social e econômica dos coletores-caçadores, enfatizando o que Marshall Sahlins chamou de "abundancia original" das culturas da pré-história.

 Até a ultima metade do século passado, os antropólogos modernos tendiam em compartilhar o preconceito de Thomas Hobbes de que a vida de humanos não civilizados era "solitária, pobre, horrível, bruta e curta". A partir de Sahlins , o consenso tem mudado completamente: as culturas coletorás-caçadoras agora tendem a ser retratadas como saudáveis, plenas em lazer, livres, materialmente mais satisfeitas, menos ansiosas e infinitamente mais ecologicamente sustentáveis do que  as culturas industriais modernas. Em particular, as praticas indígenas de subsistência e dádiva são agora apreciadas como um paradigma econômico viável e radicalmente diferente.

Isto encoraja uma reavaliação da cosmologia econômica da Bíblia. Por exemplo, a história do maná no deserto instruiu Israel (agora libertos da escravidão do Egito) sobre o sustento material como uma dádiva divina (Êxodos 16:4). A narrativa enfatiza princípios de "simplesmente colete": apenas pegue o que é necessário, não acumule, e esteja certo de que todos os membros da comunidade tenham o suficiente - mas não muito! (16:16-25)

A Bíblia enfatiza a abundância natural da providencia, a auto-limitação comunal e o compartilhar.  O planejamento do ano Sabático de perdoar débitos e de redistribuir as riquezas - Mais notavelmente no Jubileu Levítico (Levítico 25)  -  foi uma restrição contra a intensa estratificação que caracteriza a escravidão - e a economia de impostos do Antigo Egito, Assíria e Babilônia. A cosmologia da dádiva é reiterada pelos profetas: "O vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite" (Isaias 55:1). Isto toma um melhor sentido nos textos do Novo Testamento, o que tem sido a maldição para a religião capitalista, tal como o ensinamento de Jesus sobre doar as suas posses (Lucas 12:13-34), a economia do compartilhar na comunidade de Atos (Atos 2:42-47). Isto sugere que os escritores bíblicos estavam tentando reabilitar o caráter econômico das culturas indígenas "pré-civilizadas" como um melhor caminho a se seguir.

 

4) Para o Anarco-Primitivismo a crise ecológica necessita de uma critica radical da tecnologia e de todas as formas de tecnologia industrial, na crença de que quando usamos tecnologias as tecnologias nos usam  de um modo que nos desumaniza e destróis as nossas competências naturais.

A Bíblia, como um texto antigo, tem relativamente pouco a dizer sobre a "tecnologia" propriamente dita, porém dois textos da antiga Torá são pertinentes. Um é a proibição do fogo doméstico no Sábado (Êxodos. 35:3), portanto restringe o que é claramente a ferramenta humana mais antiga. O outro reflete uma suspeita primitiva das ferramentas como instrumentos de dominação em relação a natureza: " Se me levantares um altar de pedra, não o construirás de pedras talhadas, pois levantando o cinzel sobre a pedra, tê-la-ás profanado."(Êxodo 20:25).

As escrituras têm abundantemente o que dizer sobre o perigo dos objetos manufaturados, particularmente na bem conhecida proibição da fabricação de imagens. Porem este tabu é mais anti-fetichista do que anti-ícone, reconhecendo que "fazer objetos" inevitavelmente os torna mistificados e sagrados, assim tomando mais valor do que os seus construtores (uma declaração clássica é encontrada em Isaias 43:9-20). Este insight foi depois ressuscitado na teoria do fetichismo da mercadoria no capitalismo em Marx, como foi demonstrado por Guy Debord.

 

5) O trabalho assalariado e a hierárquica divisão de trabalho, condição indispensável para a civilização, é inerentemente alienante.

Temos visto que o trabalho da agricultura é retratado como antitético ao desejo divino na historia da queda (Gênesis 3:19).  De modo mais generalizado, as leis Sabaticas, fundadas na vontade de Deus de um caráter de uma auto-restrição (Gênesis 2:2-25), procurou refrear o potencial compulsivo-viciante de todo o trabalho através da limitação do mesmo.  Guardar o Sábado é o primeiro (Êxodo 16:23) e o ultimo (Êxodo 35:1-3) mandamento da Aliança Divina, regularmente interrompendo o ritmo do ano agrícola de Israel pelo ritual de "impedimento do trabalho" (Levítico 23). A Lei e os profetas inflexivelmente criticam a exploração do pobre pelo rico (Levítico 19:13; Amós 5:11). Jesus tece historias que minam a santidade do trabalho assalariado (Matheus. 20:1-16), e que opunha camponeses rebelados contra proprietários de terra ricos (Marcos 12:1-10) . Jesus defendeu o direito dos famintos de tomarem o alimento (Marcos 2:23 e seguintes) e invocou a cosmologia da dádiva divina: "Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta." (Mateus 6:26; Lucas 12:24). Apesar da prisão da moderna teologia cristã à ética protestante do trabalho, o caráter bíblico do Sábado (incluindo a teologia da graça de Paulo) privilegia o ser sobre o fazer, a celebração sobre o trabalho, e a dádiva sobre a possessão - novamente ressonante com a sabedoria indígena no que diz respeito a ecologia física, social e pessoal.

 

6) Para alguns teóricos Anarco-Primitivistas, a representação simbólica (incluindo a própria linguagem) esta no coração da "queda" para a civilização, se tornando uma substituição para a experiência sensorial direta da natureza produzindo assim diferenciações sociais.

 Enquanto que uma crítica radical da linguagem não encontra eco na Bíblia (de fato, João especula que " no princípio era o Verbo", João 1:1), a suspeita contra a "representação" encontra referencias. O pacto de Israel é selado não apenas nas palavras da Torá , mas também pela "testemunha" de uma pedra abaixo de um carvalho (Josué 24:27).

É a idolatria (ou seja, o super-representacionalismo) o problema para os escritores bíblicos, não a natureza. De fato, mesmo os profetas reconhecem que os próprios aparatos de culto de Israel podem se tornar um veiculo de opressão (Amos 5:21-24; Jeremias 7:9-14 , um texto que inspirou a ação direta de Jesus , Marcos 11:15-33).

Portanto, a história do principio de Israel é repleta de paisagens selvagens e muitas vezes mágicas que revelam Deus diretamente.  (Salmos 104 e Jó 38-41).

O que inclui desertos remotos (Êxodo 17:1) e rios de águas transbordantes (Josué 3); planícies (Gênesis 26:19-22); e grutas em montanhas altas (Gênesis 19:30, Juizes 6:2; 1 Reis 19:9); florestas e vales (Isaias 44:23; 55:12).

YHWH aparece embaixo de carvalhos (Gênesis 12:6-20; 18:1; Juizes 6:11) e sua divina voz é encontrada em arbustos flamejantes (Êxodo 3) ou no alto de uma montanha encoberta por nuvens (Êxodo 19; ver Marcos 9:7) Heróis da comunidade são "nascidos" em rios (Êxodo 2:3, ver Marcos 1:9-11), enterrados entre arvores (Gênesis 35:8; 1 Samuel 31:13) e andaram sobre o mar (Marcos 4:35-41). A visão extática de Jacó do Axis mundi se deu numa terra selvagem desértica, sonhando com sua cabeça deitada numa pedra: "Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus!" (Gênesis 28:16-17). YHWH é imaginado - mas nunca feito imagem - como um Leão que ruge (Oséias 11:10), uma Águia com ninhada (Deuteronômio 32:11) e uma Mãe Ursa furiosa (Oséias 13:18). Como em toda sociedade tribal, existem historias de perigosas aventuras entre os animais selvagens, desde o grande peixe de Jonas, aos leões de Daniel. E a vida ritual de Israel está em sintonia com a passagem das estações (Levitico 23) e com as fases da lua (Salmos 81:3). Jesus prefere a solidão do deserto (Marcos 1:35), e convida a seus discípulos a aprender com as sementes (Marcos 4), com as arvores (Marcos 13:28), pássaros (Lucas 12:24) e com a chuva (Mateus 5:45). Existe também uma sugestão escatológica de que a comunhão primal e não mediada entre Deus, natureza e humanos será um dia restaurada (Jeremias 24:7 ; 31:33; Ezequiel 36:26), o que é intensificado na metáfora de João da unidade existencial (João 6:35); na noção de Paulo de estar "em Cristo" (Romanos 8:35-39); e na nova Jerusalém sem Templo na qual Deus habitará diretamente (Apocalipse 21:22).

 

7) O Anarco-Primitivismo defende uma variedade de estratégias individuais e de grupo para se "tornar feral", tanto combatendo o sistema dominante quanto "re-habitando" espaços naturais para sua proteção e nossa "desintoxicação".

Dois aspectos distintos da teologia bíblica são notadamente valorizados aqui. Um é a maneira na qual YHWH habita os espaços não domesticados pela civilização, e é encontrado apenas por humanos que viajam para lugares selvagens. Isto se torna a metáfora principal da libertação na historia do Êxodos, e continua na vida dos profetas que se tornam "ferais" tais como Elias (1 Reis 19:3 - e seguintes), João Batista (Lucas 3) e Jesus, que começou seu ministério com uma “busca por visões” num ambiente selvagem (Mateus 4:1-11). O escritor de Hebreus convoca os crentes à solidariedade com Cristo "para fora das portas" da civilização (Hebreus 13:12 e seguintes), e nos recorda dos heróis de fé que resistiram ao império se tornando ferais, "errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra." (Hebreus 11:38). No Apocalipse de João a Igreja é retratada fugindo da Besta imperial indo para o deserto (Apocalipse 12:6).

Outro aspecto é a maneira pela qual a natureza é retratada em "oposição" a civilização imperial. Fortificações egípcias sitiadas por desastres naturais (as "pragas" de Êxodos 7-10). Oráculos proféticos denunciam o desflorestamento da Assíria (Ezequiel 31) e a poluição dos rios pelas criações de gado dos Faraós (Ezequiel 32:13), e é esperado pelo dia em que animais selvagens irão re-habitar os espaços que as cidades-estados têm colonizado (Isaias 13:19-22;34:8-15);"a toda espécie de aves de rapina e aos animais do campo eu te darei, para que te devorem." (Ezequiel 39:4). Existe uma fascinante historia de povos retornando (ainda que incompetentemente) aos antigos modos de coleta de alimento durante a fome (2 Reis 4: 38-44), uma parábola da divina abundancia versus a escassez imperial que Jesus restabelece em sua alimentação no deserto (Marcos 6:35 e seguintes). E o apostolo Paulo - que também se retirou ao deserto (Gálatas 3:17) - clama por um radical não-conformismo contra os códigos culturais dominantes da civilização romana (Romanos 12:1-2).

 

8) O Objetivo do Anarco-Primitivismo não é "voltar ao paleolítico" o que reconhecidamente é impossível, mas sim (re)descobrir a "futura primitividade".

A Bíblia concorda que desde a Queda o mundo natural tem sido continuamente destituído de seu equilíbrio pela violência e ganância da civilização. A Torá é proposta como um código de praticas comunais alternativas tendo relação com a auto-limitação. Nisto encontraremos diversas tentativas interessantes de reprimir tendências ecocidas, como por exemplo o tabu contra o tomar por alimento uma mãe pássaro e sua cria (Deuteronômios 22:6) e a notável proibição de destruir a natureza durante a guerra: “A árvore do campo seria porventura um homem para que a ataques?" (Deuteronômio 20:19-20). Os Evangelhos parecem convocar pelo recomeço dos antigos modos de vida (Marcos 1:2), e Jesus é chamado de arquétipo do "Primeiro Homem" (Marcos 2:28) e de "Adão Escatológico" (1 Coríntios 15:45).  Historias de seu poder de cura sugere uma antiga capacidade renovada não apenas para "xamãns" mas para todos os discípulos (Marcos 6:12; Atos 3:1 e seguintes). Sua postura de oposição levou os representantes da civilização romana na palestina a executarem Jesus como um dissidente/herético. O Novo Testamento portanto fala claramente do "custo do discipulado" e da fé: "A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê; Foi ela que fez a glória dos nossos antepassados." (Hebreus 11:1). Acredita-se que o mesmo poder criador divino que criou o mundo seja capaz de renová-lo, e a escatologia bíblica visualiza e restauração da "paz original" (Isaias 11:6-9), insistindo que uma "nova terra e um novo céu" irá finalmente eclipsar a realidade árida do império. Esta consciência alternativa não é uma fantasia escapista; tal consciência fortalece tanto a regeneração quanto a resistência (2 Corintios 10:4; Efésios 6:10 e seguintes ). Como Paulo colocou, a natureza esta gemendo em sua condição de escravidão, esperando pelos humanos que irão cooperar com o plano divino de libertação de toda criatura vivente (Romanos 8:20 e seguintes).

Admitidamente, algumas das interpretações aqui esboçadas têm sido desenvolvidas pela teologia da cristandade, e não pela contemporânea academia bíblica dominante -  em direção completamente oposta.  E existem, para sermos claros, certos traços da literatura bíblica que celebram Israel como civilização, o que tem sido usado para promover tudo aquilo que o Anarco-Primitivismo deplora. Porem, enquanto que as escrituras Judaico-Cristãs podem não concordar com toda a perspectiva Anarco-Primitivista. O que é surpreendente é descobrir a intensidade de ressonância. Como sempre é o caso, novas questões abrem novas visões hermenêuticas. O acima mencionado sugere que o dialogo entre a teologia bíblica e o anarquismo verde radical não é apenas possível, mas também chave para nossa exploração da intersecção entre religião e natureza.

 

Fonte: Jesusradicals.com

Tradução: Erva Daninha - Iniciativa anti-civilização (http://ervadaninha.sarava.org)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Janos Biro

unread,
Aug 31, 2009, 3:13:18 PM8/31/09
to civil...@googlegroups.com
Olá Eduardo,

Valeu pela tradução. Não li ainda, quero ler e comentar. Dê uma olhada
no índice desse livro:

http://books.google.com.br/books?id=ESTjQYS_8hMC

Parece discutir a relação entre teologia e direito dos animais, e
parece que houve uma longa discussão sobre isso. Interessante, mas é
preciso não se empolgar muito porque as relações podem ser exageradas.

Janos

christopher bandini

unread,
Aug 31, 2009, 8:40:32 PM8/31/09
to Civilização?
caraio, que legal essa tradução!

mas acho que esses pontos em comum do "anarco-primitivismo" com a
biblia vai dar ainda muita confusão e mal entendimento!

On 30 ago, 00:54, Eduardo Morari <edumor...@gmail.com> wrote:
> *O Anarco-Primitivismo e a Bíblia*
>
> Por Ched Myers
>
> O "Anarco-Primitivismo" é uma importante corrente do pensamento ecológico
> profundo contemporâneo que reage a crise social e ambiental contemporânea
> com uma revisão radical da historia da civilização. Apesar de ter havido
> poucos engajamentos vigorosos entre a Teologia Cristã e esta corrente
> filosófica radical (exceções incluem Jaques Ellul e Vernard Eller), este
> artigo reflete sobre os possíveis pontos de contato entre as idéias
> Anarco-Primitivistas e certas trajetórias encontradas na Bíblia.
>
> A vigorosa crítica Anarco-Primitivista da civilização encontra
> surpreendentes ressonâncias entre as escrituras hebraico-cristãs – se, lidas
> como  documentos da resistência israelita contra os impérios do antigo
> oriente médio, do Egito a Roma, ao invés de uma legitimação ideológica da
> cristandade.
>
> Os seguintes oito "pontos de diálogo", representam aspectos salientes da
> perspectiva Anarco-Primitivista articulada por exemplo por John Zerzan, e
> estão aqui correlacionadas com temas bíblicos secundários e principais.
>
> *1) Para o Anarco-Primitivismo a civilização representa uma regressão
> patológica, ao invés de uma ingênua progressão da consciência humana. *
>
> Apesar de a teologia majoritária ter adquirido amplamente a narrativa
> dominante do "progresso" , a perspectiva Bíblica sobre as origens históricas
> é completamente oposta - possivelmente é o motivo pela qual tem sido tão
> marginalizada desde o iluminismo.  A "história primitiva" de Gênesis 1-11,
> por exemplo, retrata a civilização como o "fruto" não do gênio humano, mas
> sim da alienação do estilo de vida simbiotico do "Jardim". A sua narrativa
> da "Queda" é uma narrativa de trabalho penoso, assassinato, violência e
> urbanismo predatório, culminando no símbolo da torre de Babel como a zênite
> da rebelião humana contra Deus e a natureza. Isto pode ser lido não apenas
> como uma polemica contra os antigos impérios do oriente médio que
> circundavam Israel , mas também como um diagnóstico arquétipo da
> civilização-como-patologia. No decorrer do resto da literatura bíblica esta
> forte linha de ceticismo prevalece, melhor resumida provavelmente pelo tropo
> de Jesus de que "Salomão em toda sua glória" (uma alusão ao Templo-Estado de
> David, o auge do poder da civilização israelita) era intrinsecamente de
> menos valor do que uma simples flor selvagem (Lucas . 12:27).
>
> *2) A perspectiva Anarco-Primitivista da "pré-história" argumenta que a
> domesticação neolítica das plantas e animais leva a domesticação dos seres
> humanos.*
> *3) **O Anarco-Primitivismo endossa estudos antropológicos revisionistas que
> oferecem uma avaliação mais harmônica da organização social e econômica dos
> coletores-caçadores, enfatizando o que Marshall Sahlins chamou de "abundancia
> original<http://ervadaninha.sarava.org/Marshall%20Sahlins%20-%20A%20primeira%2...>"
> das culturas da pré-história.*
>
> * *Até a ultima metade do século passado, os antropólogos modernos tendiam
> *4) Para o Anarco-Primitivismo a crise ecológica necessita de uma critica
> radical da tecnologia e de todas as formas de tecnologia industrial, na
> crença de que quando usamos tecnologias as tecnologias nos usam  de um modo
> que nos desumaniza e destróis as nossas competências naturais.*
>
> A Bíblia, como um texto antigo, tem relativamente pouco a dizer sobre a
> "tecnologia"* *propriamente dita, porém dois textos da antiga Torá são
> pertinentes. Um é a proibição do fogo doméstico no Sábado (Êxodos. 35:3),
> portanto restringe o que é claramente a ferramenta humana mais antiga. O
> outro reflete uma suspeita primitiva das ferramentas como instrumentos de
> dominação em relação a natureza: " Se me levantares um altar de pedra, não o
> construirás de pedras talhadas, pois levantando o cinzel sobre a pedra,
> tê-la-ás profanado."(Êxodo 20:25).
>
> As escrituras têm abundantemente o que dizer sobre o perigo dos objetos
> manufaturados, particularmente na bem conhecida proibição da fabricação de
> imagens. Porem este tabu é mais anti-fetichista do que anti-ícone,
> reconhecendo que "fazer objetos" inevitavelmente os torna mistificados e
> sagrados, assim tomando mais valor do que os seus construtores (uma
> declaração clássica é encontrada em Isaias 43:9-20). Este* insight* foi
> depois ressuscitado na teoria do *fetichismo da mercadoria no
> capitalismo*em Marx, como foi demonstrado por Guy Debord.
>
> *5) O trabalho assalariado e a hierárquica divisão de
> trabalho<http://ervadaninha.sarava.org/divisaodetrabalho.html>,
> condição indispensável para a civilização, é inerentemente alienante. *
>
> Temos visto que o trabalho da agricultura é retratado como antitético ao
> desejo divino na historia da queda (Gênesis 3:19).  De modo mais
> generalizado, as leis Sabaticas, fundadas na vontade de Deus de um caráter
> de uma auto-restrição (Gênesis 2:2-25), procurou refrear o potencial
> compulsivo-viciante de todo o trabalho através da limitação do mesmo.  Guardar
> o Sábado é o primeiro (Êxodo 16:23) e o ultimo (Êxodo 35:1-3) mandamento da
> Aliança Divina, regularmente interrompendo o ritmo do ano agrícola de Israel
> pelo ritual de "impedimento do trabalho" (Levítico 23). A Lei e os profetas
> inflexivelmente criticam a exploração do pobre pelo rico (Levítico 19:13;
> Amós 5:11). Jesus tece historias que minam a santidade do trabalho
> assalariado (Matheus. 20:1-16), e que opunha camponeses rebelados contra
> proprietários de terra ricos (Marcos 12:1-10) . Jesus defendeu o direito dos
> famintos de tomarem o alimento (Marcos 2:23 e seguintes) e invocou a
> cosmologia da dádiva divina: "Olhai para as aves do céu, que nem semeiam,
> nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta."
> (Mateus 6:26; Lucas 12:24). Apesar da prisão da moderna teologia cristã à
> ética protestante do trabalho, o caráter bíblico do Sábado (incluindo a
> teologia da graça de Paulo) privilegia o ser sobre o fazer, a celebração
> sobre o trabalho, e a dádiva sobre a possessão - novamente ressonante com a
> sabedoria indígena no que diz respeito a ecologia física, social e pessoal.
>
> *6) **Para alguns teóricos Anarco-Primitivistas, a representação
> simbólica<http://ervadaninha.sarava.org/correndonovazio.html>(incluindo
> a própria
> linguagem<http://ervadaninha.sarava.org/A%20linguagem%20brevemente%20revisada.html>)
> esta no coração da "queda" para a civilização, se tornando uma substituição
> para a experiência sensorial direta da natureza produzindo assim
> diferenciações sociais. *
>
> * *Enquanto que uma crítica radical da linguagem não encontra eco na Bíblia
> (de fato, João especula que " no princípio era o Verbo", João 1:1), a
> suspeita contra a "representação" encontra referencias. O pacto de Israel é
> selado não apenas nas palavras da Torá , mas também pela "testemunha" de uma
> pedra abaixo de um carvalho (Josué 24:27).
>
> É a idolatria (ou seja, o super-representacionalismo) o problema para os
> escritores bíblicos, não a natureza. De fato, mesmo os profetas reconhecem
> que os próprios aparatos de culto de Israel podem se tornar um veiculo de
> opressão (Amos 5:21-24; Jeremias 7:9-14 , um texto que inspirou a ação
> direta de Jesus , Marcos 11:15-33).
>
> Portanto, a história do principio de Israel é repleta de paisagens selvagens
> e muitas vezes mágicas que revelam Deus diretamente.  (Salmos 104 e Jó
> 38-41).
>
> O que inclui desertos remotos (Êxodo 17:1) e rios de águas transbordantes
> (Josué 3); planícies (Gênesis 26:19-22); e grutas em montanhas altas
> (Gênesis 19:30, Juizes 6:2; 1 Reis 19:9); florestas e vales (Isaias 44:23;
> 55:12).
>
> YHWH aparece embaixo de carvalhos (Gênesis 12:6-20; 18:1; Juizes 6:11) e sua
> divina voz é encontrada em arbustos flamejantes (Êxodo 3) ou no alto de uma
> montanha encoberta por nuvens (Êxodo 19; ver Marcos 9:7) Heróis da
> comunidade são "nascidos" em rios (Êxodo 2:3, ver Marcos 1:9-11), enterrados
> entre arvores (Gênesis 35:8; 1 Samuel 31:13) e andaram sobre o mar (Marcos
> 4:35-41). A visão extática de Jacó do *Axis mundi* se deu numa terra
> selvagem desértica, sonhando com sua cabeça deitada numa pedra: "Quão
> terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é
> a porta dos céus!" (Gênesis 28:16-17). YHWH é imaginado - mas nunca feito
> imagem - como um Leão que ruge (Oséias 11:10), uma Águia com ninhada
> (Deuteronômio 32:11) e uma Mãe Ursa furiosa (Oséias 13:18). Como em toda
> sociedade tribal, existem historias de perigosas aventuras entre os animais
> selvagens, desde o grande peixe de Jonas, aos leões de Daniel. E a vida
> ritual de Israel está em sintonia com a passagem das estações (Levitico 23)
> e com as fases da lua (Salmos 81:3). Jesus prefere a solidão do deserto
> (Marcos 1:35), e convida a seus discípulos a aprender com as sementes
> (Marcos 4), com as arvores (Marcos 13:28), pássaros (Lucas 12:24) e com a
> chuva (Mateus 5:45). Existe também uma sugestão escatológica de que a
> comunhão primal e não mediada entre Deus, natureza e humanos será um dia
> restaurada (Jeremias 24:7 ; 31:33; Ezequiel 36:26), o que é intensificado na
> metáfora de João da unidade existencial (João 6:35); na noção de Paulo de
> estar "em Cristo" (Romanos 8:35-39); e na nova Jerusalém sem Templo na qual
> Deus habitará diretamente (Apocalipse 21:22).
>
> *7) O Anarco-Primitivismo defende uma variedade de estratégias individuais e
> de grupo para se "tornar
> feral<http://ervadaninha.sarava.org/John%20Zerzan%20-%20Feral.html>",
> tanto combatendo o sistema dominante quanto "re-habitando" espaços naturais
> para sua proteção e nossa "desintoxicação". *
> *8) O Objetivo do Anarco-Primitivismo não é "voltar ao paleolítico" o que
> reconhecidamente é impossível, mas sim (re)descobrir a "futura
> primitividade<http://ervadaninha.sarava.org/John%20Zerzan%20-%20Futuro%20Primitivo....>
> ".*
> *Fonte: Jesusradicals.com*
>
> *Tradução: Erva Daninha - Iniciativa anti-civilização (http://ervadaninha.sarava.org)*

Eduardo Morari

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Sep 2, 2009, 12:26:17 PM9/2/09
to civil...@googlegroups.com
ei Janos obrigado pelo link, apreciei muito, provavelmente vou  traduzir algo do livro.

olá christopher, fiquei curioso por um exemplo de "confusao e mal entendimento"

abraços!

2009/8/31 christopher bandini <pequen...@gmail.com>

Janos Biro

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Sep 2, 2009, 6:16:49 PM9/2/09
to civil...@googlegroups.com
Eduardo,

Não sei se o Christopher falou neste sentido, mas essa questão
realmente tende a gerar muita confusão e desentendimento, pois muitos
anarquistas são "anti-cristianismo" e muitos cristãos são
"anti-anarquismo". Cada um desses temas em separado é muito delicado e
polêmico. Em conjunto então... Pode misturar a falta de compreensão
sobre teologia cristã com a falta de compreensão sobre a crítica à
civilização, por exemplo. É preciso muito cuidado para lidar com esses
temas, embora eu acho que devemos ficar abertos a essa discussão.

Abraços

Janos

2009/9/2 Eduardo Morari <edum...@gmail.com>:
--
http://antizero.rg3.net

Eduardo Morari

unread,
Sep 2, 2009, 7:13:54 PM9/2/09
to civil...@googlegroups.com
nao sei como foi interpretada a minha indagação,  mas ela foi exatamente neste intuito. de colocarmos em evidencia estas possiveis confusoes e desentendimentos.

abraços



2009/9/2 Janos Biro <janosb...@gmail.com>

Janos Biro

unread,
Sep 2, 2009, 8:33:04 PM9/2/09
to civil...@googlegroups.com
Eduardo,

Certo. Depois posso falar alguma coisa. Agora infelizmente não dá.
--
http://antizero.rg3.net

Eduardo Morari

unread,
Sep 2, 2009, 8:45:00 PM9/2/09
to civil...@googlegroups.com
hehehehe sinceramente acho muito estranho debates via email, acho engraçado pq nao tem tom de voz, entao fica tudo muito refem do humor de quem le.

hehehe abraços

Janos Biro

unread,
Sep 3, 2009, 2:57:03 AM9/3/09
to Civilização?
Eduardo,

Quanto a mim, estou de bom humor. Só preciso de tempo para ler o texto
com calma, e pensar.

Abraços

Janos

Eduardo Morari

unread,
Sep 3, 2009, 7:47:45 AM9/3/09
to civil...@googlegroups.com
que bom Janos hehe ;)

penso que a leitura do livro "Anarquia e Cristinanismo" do Jacques Ellul (um autor que influenciou muito a ciritica anti tecnologia de muitos prmiivista como John Zerzan ) seja uma boa ideia, pois o livro trata de muitas polemicas entre anarquia e cristianismo.
http://disturbiossociais.blogspot.com/2009/08/anarquia-e-cristianismo-por-jacques.html

lendo este livro me fez pensar que reis gloriosos como Salomao podem servir de referencia sobre como o poder estatal tem o poder de corromper até mesmo os sabios tementes a Deus. Talvez esteja ai mais uma lição Biblica contra o Estado e a hierarquia.

agora, tambem tem outro ponto de polemica que talvez seja levantado em breve, que é a questao do monoteismo biblico versus o animismo ou panteismo primitivista. sera?
eu pelo menos como primitivista nao defendo um panteismo ou animismo primitivo, mas considero que montanhas , pedras, a agua, e o sol são seres vivos.

abraços


2009/9/3 Janos Biro <janosb...@gmail.com>

Janos Biro

unread,
Sep 3, 2009, 11:09:31 PM9/3/09
to Civilização?
Eduardo,

Eu finalmente li o texto e gostei, achei algumas coisas interessantes,
outras um tanto quanto teologicamente imprecisas ou vagas demais. E
uma outra questão seria porque usar o termo "anarco" para se remeter a
certas idéias e práticas que são anteriores ao termo, já que o termo
gera uma reação negativa quase automática nas pessoas.

Os pontos positivos que eu citaria são a crítica ao progresso, ao
acúmulo, à tecnocracia, à idolatria, à racionalidade instrumental, ao
trabalho (entendido como atividade de acúmulo), ao humanismo
(entendido como visão de mundo do secularismo). Essas críticas
combinam perfeitamente com o cristianismo primitivo. Mas outras exigem
um pouco de cuidado, para evitar deturpar a palavra, ou usá-la para
justificar algo diferente do que realmente está sendo dito. Também é
preciso enfatizar que a fé cristã vai além da crítica à cultura.

Mas em geral achei interessante e pode dar muito o que se pensar. Um
diálogo possível com os cristãos, apesar de ser algo distinto de um
diálogo com as religiões, pode ser muito bem vindo. Neste sentido a
abertura deveria ser de mão dupla.

Abraços

Janos

Janos Biro

unread,
Sep 3, 2009, 11:11:55 PM9/3/09
to Civilização?
Outra coisa é que eu conversei com o Silas e entrei no grupo de
discussão dele. Já tinha visto o zine "Distúrbios sociais" e achei
muito interessante.

Eduardo Morari

unread,
Sep 4, 2009, 9:20:51 AM9/4/09
to civil...@googlegroups.com
ah Janos, legal , otimas observações. concordo com tudo. tive as mesmas opinioes enquanto traduzia.
deasde quando comecei a defender a anarquia questiono o uso da poalavra anarquia, . mas tambem tenho pensamento semelhante ao cristianismo , o que fez me afastar muitas vezes do termo cristianismo, mas nao dos ensinamentos de jesus.
entendo que é uma aproximação delicada, porem me parece bastante necessaria.


2009/9/4 Janos Biro <janosb...@gmail.com>

christopher bandini

unread,
Sep 7, 2009, 2:19:21 PM9/7/09
to civil...@googlegroups.com
olá, pessoal...
 
aquilo que falei a cima foi sobre "confusao e mal entendimento" entre a biblía e o anarco-primitivismo foi realmente no sentido em que o janos respondeu... porque a principio as pessoas podem achar contraditório esse assunto pois anarquia tende a ir contra todas as formas de dominação e domesticação ao contrário do cristianismo...
 
eu mesmo não tenho muito informação sobre o assunto, portanto não posso falar muito mas fiquei interessado sobre o livro  "Anarquia e Cristinanismo" do Jacques Ellul. este autor, eu só conhecia de nome.
 
hei eduardo dá para conseguir o texto do livro impresso ou xerocado?!
pois ler na intenet, pelo menos, pra mim, é impossivel...
 
abraços...

 
Em 04/09/09, Eduardo Morari <edum...@gmail.com> escreveu:

Eduardo Morari

unread,
Sep 7, 2009, 4:54:04 PM9/7/09
to civil...@googlegroups.com
Ola christopher!

analogias
na queda parece que Deus permitiu muitas coisas ao homem, mas isso devido a sua condição de expulso do paraiso.
Jerusalem nao terá templo, sera que precisaremos de domesticação, governantes e agricultura ??

nao lembro se enviei pra lista o texto do Ellul , mas mando novamente.. nao tenho o texto impresso.
acho que o texto  bem formatado fica em no minimo 20 folhas.

é uma otima leitura

abraços

2009/9/7 christopher bandini <pequen...@gmail.com>
Anarquia e Cristianismo.doc
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