A crítica à civilização de Daniel Quinn

5 views
Skip to first unread message

Janos Biro

unread,
Apr 24, 2019, 11:13:47 AM4/24/19
to Civilização

O romance Ismael (1998), de Daniel Quinn, apresenta um gorila, Ismael, que durante seu cativeiro aprendeu muito sobre a humanidade e que procura um aluno humano para passar seus conhecimentos. Quinn se recusou a resumir sua obra, dizendo que não é “esse tipo de livro”, mas tentarei expor a teoria por trás dela da forma mais direta possível.


Ler o texto completo:


https://contraciv.noblogs.org/a-critica-a-civilizacao-de-daniel-quinn/

Diego Dyan

unread,
Apr 25, 2019, 10:58:10 AM4/25/19
to civil...@googlegroups.com
Bom dia Janos,

Apesar do próprio início ponderando sobre a dificuldade de resumir "esse tipo de livro", pessoalmente acho que o texto funcionou muito bem para explicar alguns pontos fundamentais das ideias de Daniel Quinn.

Sempre fui um grande fã desse autor, porém concordo contigo que às vezes somos levados à ideias equivocadas e/ou confusas, mas, inegavelmente, são ideias intrigantes e interessantes.

Posso estar falando bobagem, mas considero Quinn, definitivamente, um primitivista.Talvez o desejo do gorila de encontrar alguém para salvar o mundo seja uma baita falta de modéstia, mas Ismael e Meus Ismael tem uma narrativa e uma propriedade de escrita ótimas para trazer o leitor para o tema (particularmente acho História de B acho uma obra menor nesses aspectos), então ainda defendo que os livros são recomendações válidas, pois funcionam como uma "porta de entrada". 

Já expus aqui e repito: você é a maior autoridade brasileira em Daniel Quinn! Todo leitor que se interessou por crítica à civilização depois de ler Ismael e foi buscar mais informações na internet, necessariamente, esbarrou no seu nome. Então a resposta mais prática para a pergunta Mais de duas décadas depois, qual é o lugar da obra de Daniel Quinn na vida de quem o leu?  é que a a obra plantou a semente do pensamento crítico e a busca por aprofundamento no tema. Mesmo tendo muitas ressalvas, eu, definitivamente, recomendo a leitura de Ismael para o pessoal de 16 a 21 anos. Para o pessoal mais velho que demonstram curiosidade sobre crítica à civilização, recomendaria mais Jared Diamond.


P.S. Já faz muito tempo que li Antes da Civilização, mas lembro e concordo inteiramente com o distanciamento que o autor teve das ideias originais de Ismael. À época, lembro de ter ficado com uma impressão difícil de definir, o livro parecia meio que auto-ajuda empresarial...


Grande abraço,



Att.
Diego Dyan





--
You received this message because you are subscribed to the Google Groups "Civilização" group.
To unsubscribe from this group and stop receiving emails from it, send an email to civilizacao...@googlegroups.com.
Visit this group at https://groups.google.com/group/civilizacao.

Jefferson Cavalcanti

unread,
Apr 25, 2019, 12:35:24 PM4/25/19
to civil...@googlegroups.com
Mais de duas décadas depois, qual é o lugar da obra de Daniel Quinn na vida de quem o leu?

Essa é a pergunta. 
Lembro das postagens do falecido coletivo Erva-Daninha. Quando eles publicaram o texto do Sahlins 'A primeira sociedade de afluência', meu cérebro explodiu. Mas sim, tudo começou com Quinn e Ismael. 

Atenciosamente: Jefferson Cavalcanti Lima


chanchalam hi manaha krishna pramaathi balavaddrudham  -  tasyaaham nigraham manye vaayoriva sudushkaram



Mailtrack Remetente notificado por
Mailtrack 25/04/19 13:34:13

Janos Biro

unread,
Apr 25, 2019, 4:07:20 PM4/25/19
to civil...@googlegroups.com
Essa é uma polêmica que eu não entro mais. Concordo com você, acho que, depois de muitos anos com raiva do Quinn, eu voltei a recomendar a leitura de Ismael, e estou até mesmo pensando em fazer uma análise e uma divulgação mais aprofundada do História de B. Tem coisas lá que me interessam muito. Agora o Meu Ismael pra mim passou batido, talvez foi até meio decepcionante mesmo. E o Além da civilização, não é só impressão não, ele é pura auto-ajuda empresarial, tanto é que foi e talvez até hoje seja usado pelo pessoal do "eco-coaching" ARGH! Nojo. 

Mas, sim, não dá pra negar que foi com Quinn que eu comecei.
Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages