Dilma P.
unread,Feb 2, 2013, 12:55:42 PM2/2/13Sign in to reply to author
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Parece-me que o erro é acreditar que perceberíamos essa influência claramente, como se o meme fosse uma espécie de lavagem cerebral óbvia, como um comercial estúpido tentando fazê-lo comprar sucrilhos, mas não é.
Para cada assunto que entramos em contato formamos uma opinião que pode virar crença, normalmente vira. Até que nos deparamos com algo que muda essa visão e muitas vezes ficamos pensando, "nossa, como pude ser tão inocente e convicto?". Mas se não entramos em contato com essas outras coisas, e pior, entramos em contato com mais daquela mesma ideia ela se fortalece e vira uma convicção, mesmo não havendo quase base nenhuma para sustentar essa ideia.
O Felipe sabe de um exemplo bem bom, a teoria da savana. Levada como fato, tem refém estudiosos convictos, mesmo que não haja evidências para tamanha convicção. No entanto, o universo da t. da savana é tão sólido, com inúmeras retratações imagéticas em filmes e documentários de tv, em museus e livros escolares que negá-la é negar a própria realidade, só que nesse caso, a realidade é apenas uma programação de uma ideia, uma matrix simulando verdade.
Todos estes documentários são recheados de crenças e é muito preocupante quando adotamos uma postura de concordância com as ideias expostas. Documentários mais livres costumam expor uma realidade observável, sem buscar apresentar um ponto de vista, uma conclusão, enquanto outros, como alguns veganos ou o WAWTG apresentam um ponto de vista sobre o mundo, são exposições de crenças e podem ter um caráter extremamente doutrinário.
Muito cuidado quando após entrar em contato com algo você dizer "concordo plenamente".