Tratamento prematuro salva lábios leporinos

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Dr. Fabricio Yui

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Apr 3, 2006, 10:30:39 PM4/3/06
to Cirurgia Plástica
Tratamento prematuro salva lábios leporinos

Os avanços da medicina e da odontologia possibilitam cada vez mais aos
portadores de lábio leporino ou fissuras do palato levarem uma vida
normal. Para o bom resultado do tratamento dessas anomalias é
fundamental, porém, que desde os primeiros dias do bebê haja
acompanhamento de um cirurgião plástico e de um dentista
especializados. Esse cuidado inicial possibilita ao paciente obter boa
qualidade de vida e integração ao meio social, embora mesmo na fase
adulta seja possível corrigir boa parte das anomalias.

Como único centro médico que atende fissurados na rede pública da
região, a Faculdade de Medicina da Fundação do ABC (FMABC), em Santo
André, adota procedimentos e tecnologias semelhantes aos serviços
especializados da Europa e Estados Unidos. "Temos condições de
acompanhar o paciente desde recém-nascido, o que constitui o ideal.
Entre 15 e 20 dias após o nascimento iniciamos o tratamento com a
colocação de uma placa acrílica, que pode ser obturadora ou de
expansão. A obturadora fecha provisoriamente a fissura do céu da
boca, dando ao pequeno paciente melhor condição de se alimentar. A
placa de expansão tem a finalidade de alinhar a arcada do maxilar
superior para posteriores cirurgias reparadoras", explica o cirurgião
Alpheu Pezzolo, especialista em portadores de fissura palativa e chefe
do Ambulatório de Fissurados da Faculdade de Medicina do ABC.

Uma criança pode nascer com fissura apenas no lábio ou no palato, ou
com as duas deformidades. A maior parte do tratamento é realizada até
os 2 anos, mas o paciente pode necessitar de procedimentos
complementares no lábio e no nariz. Isso é feito a partir dos 15
anos, quando o crescimento da face se estabiliza. A intervenção do
cirurgião plástico especializado em reparação é fundamental,
segundo o especialista Fabrício Yui. Todo o acompanhamento é feito na
FMABC e as operações ocorrem no Hospital de Ensino Padre Anchieta, em
São Bernardo, outro endereço médico mantido pela Fundação do ABC.

O tratamento deve ser feito de modo prematuro para que o portador de
lábio leporino não se sinta excluído do convívio social devido à
fonação deficiente e ao aspecto físico diferente. Por essa razão, o
alinhamento do maxilar superior tem início aos 15 dias de vida com
auxílio de uma placa obturadora ou de expansão que deve ser colocada
até a erupção dos primeiros dentes.

A primeira cirurgia de fechamento do lábio é feita aos 7 meses,
quando os pontos anatômicos já estão bem definidos e os riscos da
anestesia geral são menores. Dos 12 aos 18 meses é programada a
cirurgia do palato, que deve estar fechado até que o paciente complete
2 anos. "Precisamos resgatar essa criança antes que comece a falar",
defende o cirurgião buco-maxilo. "Por volta dos 17 anos, com o palato
fechado e a erupção dos dentes completada, são feitos os últimos
reparos na face", acrescenta Fabrício Yui.

Publicado no grupo ABCD de Jornais.

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