Boa noite!
Essa semana o Cine-mão (projeto de exibição e debate de filmes da UNEB de Conceição do Coité) lhe convida a assistir e discutir Todos os Homens do Presidente (1976), filme que trata sobre o escândalo Watergate, que levou o presidente americano Nixon à renúncia em 1974 (veja sinopse e mais informações abaixo). Dirigido por Alan J. Pakula, o filme teve grande repercussão e foi indicado a 8 Oscar.
Para conversar sobre o filme teremos o privilégio da presença da professora Nísia Rizzo (UNEB), jornalista e mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBA).
A sessão é gratuita e aberta a qualquer pessoa a partir de 16 anos, então pode trazer amigos, vizinhos, colegas e familiares. E se você é professor, pode trazer sua turma! Basta agendar entrando em contato conosco através deste e-mail ou do facebook. Venha aprender sobre cinema e com o cinema! É nessa terça (05.06.12), às 16:00h, no auditório da UNEB.
Abraços,
Carolina Ruiz de Macedo
Coordenadora do Cine-mão
SERVIÇO
O quê: Filme “Todos os Homens do Presidente”
Onde: Auditório da UNEB de Conceição do Coité
Quando: dia 05.06.12 (terça-feira)
Horário: 16:00h
Quem pode participar: qualquer pessoa com idade a partir de 16 anos
Sinopse:
Carl Bernstein (Dustin Hoffman) e Bob Woodward (Robert Redford), jornalistas do Washington Post, investigam a invasão da sede do Partido Democrata, ocorrida durante a campanha presidencial dos EUA, em 1972. O trabalho acabou sendo um dos principais motivos da renúncia do presidente Richard Nixon, do Partido Republicano, em 1974. Foi o famoso escândalo de Watergate.
Título original: All the President's Men
Direção:
Alan J.
Pakula
Roteiro: Carl
Bernstein (livro), Bob Woodward (livro), William Goldman (roteiro)
Gênero:
Drama
Duração: 138 min
Ano de lançamento: 1976 (EUA)
Produção: Walter Coblenz
Música: David Shire
Fotografia: Gordon Willis
Edição: Robert L. Wolfe
Elenco principal: Robert Redford, Dustin Hoffman, Jason Robards, Jack Warden, Hal Holbrook.
Assista o trailer!
http://www.youtube.com/watch?v=uZBcPDePMjY (em inglês)
Leia Mais!
Adriano Messias de Oliveira1
Todos os homens do presidente (Alan
Pakula, EUA, 1976) trata do escândalo de Watergate, ocorrido em Washington, em
1972, que veio a ganhar as primeiras páginas dos principais jornais do mundo.
Tudo, porém, começou em um patamar muito pequeno na esfera política americana:
uma invasão do edifício Watergate por cinco aparentes ladrões não mereceria
mais do que páginas policiais, mas ganhou, com o tempo, uma proporção não
imaginada. O que ocorreu de fato foi um caso amplo de espionagem política que
levou o presidente republicano Richard Nixon, eleito em novembro de 1972 para
seu segundo mandato, a ser forçado a sair do cargo. O filme mostra cenas
históricas, permeadas às demais dirigidas por Pakula, reforçando sua intenção
de bem reproduzir o que foi o caso Watergate.
Podemos ter o caso Watergate como o maior escândalo da política interna na história dos Estados Unidos. Inicialmente, as informações para a trama surgiram graças a um antigo assessor e braço de ferro de Nixon, G. Gordon Liddy, advogado pertencente à comissão para a reeleição, e James McCord Jr. Ambos tinham planejado a operação de espionagem contra os democratas em 1972. Porém, é impressionante, durante todo o caso, a busca dos jornalistas Bob e Carl pelas fontes, os quais investigaram incessantemente, de maneira obsessiva, todos os prováveis suspeitos de estarem ligados ao caso Watergate.
O filme foi baseado no livro homônimo de Woodward e Bernstein (que chegaram a receber um prêmio Pulitzer, em 1973). O editor de cidades (city editor) Barry Suissman, que desempenhou um papel vital ao ajudar os dois jovens repórteres, teve suas memórias publicadas em 1995. Simons, o antigo editor-chefe, nunca realmente externalizou seu ressentimento pelo fato de seu papel no Watergate ter sido fatalmente encurtado no filme Todos os homens do presidente. Já os dois jornalistas sempre foram desafiados por Ben Bradlee (Jason Robards), o editor executivo do jornal.
O jornalismo exemplificado no filme é de uma ordem um tanto rara em nossos dias. Podemos dizer, de maneira jocosa, que as notícias correm atrás dos jornalistas hoje, mas Bob e Carl foram buscar notícias onde ninguém as via e onde nem sabia que poderiam ser encontradas. As redações atuais acabam apenas por remodelar informações que chegam por meio de press-releases e agências de notícias, dando-se ao trabalho da reestruturação textual apenas. Da mesma forma, a articulação do jornalista com as fontes não é arbitrária ou casual, mas pode-se dizer que já se espera algo de quem se entrevista. Assim, é mais confortável o uso de fontes oficiais, institucionais, por exemplo, pois são seguras e têm sempre a dizer aquilo que se espera para se elaborar um bom texto. Bob e Carl sabiam que muitos nomes de sua longa lista teriam coisas a dizer, mas não sabiam o quão frutíferas seriam para o caso. Vale mencionar que, em 1979, ELLIOT (apud Mauro WOLF: 1999, 237), já dizia que “o jornalismo assemelha-se mais à agricultura intensiva do que à caça ou à colheita.''
OSCAR (1977)
Ganhou
Melhor Ator Coadjuvante - Jason Robards
Melhor Direção de Arte
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Som
Indicações
Melhor Filme
Melhor Diretor - Alan J. Pakula
Melhor Atriz Coadjuvante - Jane Alexander
Melhor Edição
GLOBO DE OURO (1977)
Indicações
Melhor Filme - Drama
Melhor Diretor - Alan J. Pakula
Melhor Ator Coadjuvante - Jason Robards
Melhor Roteiro
BAFTA (1977)
Indicações
Melhor Filme (Walter Coblenz),
Melhor Direção (Alan J. Pakula),
Melhor Ator (Dustin Hoffman),
Melhor Fotografia (Gordon Willis),
Melhor Edição (Robert L. Wolfe),
Melhor Direção de Arte (Geroge Jenkins),
Melhor Roteiro (William Goldman),
Melhor Som (Arthur Piantadosi, James E. Webb, Les Fresholtz e Dick Alexander),
Melhor ator coadjuvante (Martin Balsam e Jason Robards).