CINE-MÃO – Sessão de 02.10.12 – Volver

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CINE-MÃO UNEB

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Oct 1, 2012, 6:57:41 AM10/1/12
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Bom dia!

Essa semana o Cine-mão (projeto de exibição e debate de filmes da UNEB de Conceição do Coité) lhe convida a assistir Volver (2006), filme do consagrado diretor espanhol Pedro Almodóvar (confira sinopse, trailer e mais informações abaixo). Após a exibição teremos espaço aberto para um bate-papo sobre o filme.

Participe! A sessão é gratuita e aberta a qualquer pessoa a partir de 12 anos, então pode trazer amigos, vizinhos, colegas e familiares. Venha aprender sobre cinema e com o cinema! É nessa terça (02.10.12), às 16:00h, no auditório da UNEB.

 

Abraços,

 

Carolina Ruiz de Macedo

Coordenadora do Cine-mão

 

 

 

SERVIÇO 


O quê: Filme “Volver”

Onde: Auditório da UNEB de Conceição do Coité

Quando: dia 02.10.12 (terça-feira)

Horário: 16:00h

Quem pode participar: qualquer pessoa com idade a partir de 12 anos

 

  

Sinopse


Raimunda (Penélope Cruz) é uma jovem mãe, trabalhadora e atraente, que tem um marido desempregado e uma filha adolescente. Como a família enfrenta problemas financeiros, Raimunda acumula vários empregos. Sole (Lola Dueñas), sua irmã mais velha, possui um salão de beleza ilegal e vive sozinha desde que o marido a abandonou para fugir com uma de suas clientes. Um dia Sole liga para Raimunda para lhe contar que Paula (Yohana Cobo), tia delas, havia falecido. Raimunda adorava a tia, mas não pode comparecer ao enterro, pois pouco antes do telefonema da irmã encontrou o marido morto na cozinha, com uma faca enterrada no peito. A filha de Raimunda confessa que matou o pai, que estava bêbado e queria abusar dela sexualmente. A partir de então Raimunda busca meios de salvar a filha, enquanto que Sole viaja sozinha até uma aldeia para o funeral da tia.

 

Título original: Volver

Direção: Pedro Almodóvar
Gênero: Comédia dramática

Duração: 121 min.

Ano de lançamento: 2006 (ESP)

Roteiro: Pedro Almodóvar

Elenco: Penélope Cruz, Carmen Maura, Lola Dueñas, Blanca Portillo, etc.

 

 

Assista o trailer!


http://www.youtube.com/watch?v=ABSvppyQGdE

 


Leia Mais!

 

Continuando a demonstrar porquê é um dos melhores cineastas da atualidade, Almodóvar nos entrega mais um ótimo filme.

 

Silvio Pilau

 

 

Em Volver, o cineasta espanhol Pedro Almodóvar foca novamente o universo feminino, abordagem praticamente deixada de lado em Fale com Ela e Má Educação, filmes até então mais recentes do diretor.

Escrito pelo próprio Almodóvar, Volver conta a história de Raimunda, mulher casada e com uma filha de 14 anos, que ainda tenta superar a morte de sua mãe, enquanto cuida da tia. Após um acontecimento em casa e a morte da tia, Raimunda precisa dar continuidade à sua vida, enquanto ouve boatos de que o fantasma de sua mãe aparece para se comunicar.

Escrever a sinopse de um filme de Almodóvar é sempre uma tarefa difícil. A quantidade de surpresas presentes em seus roteiros costuma vir aos montes e, como algumas delas acontecem nos primeiros minutos da obra, é preciso cuidado para resumir a história sem entregar as reviravoltas. Em Volver, estas surpresas estão, mais uma vez, presentes e todas elas, sem exceção, soam naturais à trama. Não há aquela virada no enredo apenas para fazer uma “pegadinha” na plateia. Os caminhos do roteiro de Almodóvar surpreendem, mas todos estão de acordo com a história e os personagens.

Centrando em um grupo de personagens femininas e na relação entre elas, Almodóvar parece tentar transmitir com Volver uma mensagem sobre a importância de se acertar as contas com o passado. Todas as personagens carregam algum segredo consigo que as impede de seguir suas vidas com plenitude e a busca em resolvê-los, ainda que involuntariamente, é a força motriz de Volver.

No entanto, o cineasta ainda acrescenta um detalhe que oferece mais riqueza à trama: a morte. Presença constante na obra, ela surge das mais diversas formas – natural, assassinato, doença e até num espírito. Dessa forma, Almodóvar ressalta a urgência de sua mensagem principal. É como se a sombra da morte mostrasse para aquelas personagens – e por consequência, para o espectador – a necessidade de não deixar ressentimentos guardados, uma vez que não se sabe quando o fim chegará.

Claro que estes temas pesados são tratados com a leveza e a sensibilidade características do cineasta. Como é constante em sua filmografia, Almodóvar circula habilmente por diversos gêneros, inclusive empregando humor na trama, principalmente em relação ao fato como as personagens reagem diante de determinadas situações inusitadas. Assim, Volver aborda questões delicadas e profundas de forma agradável, fazendo o espectador pensar e, tão importante quanto, divertir-se com o que assiste.

Sempre utilizando uma fotografia carregada nas cores fortes, Almodóvar ainda faz de Volver um longa esteticamente belíssimo e bem filmado. Diversas cenas demonstram o apuro técnico do diretor, como a hitchcockiana limpeza do assassinato (com direito à trilha sonora de suspense), a tomada na qual vemos Penélope Cruz lavando louça (que decote!) ou o tocante momento no qual Cruz e Maura se abraçam em um banco de praça, com a câmera filmando de longe (um plano com múltiplos significados).

Redimindo-se completamente de seus fiascos e péssimas atuações em território ianque, Penélope Cruz encabeça o elenco de Volver com desenvoltura e magnetismo impressionantes. Confesso que jamais gostei do trabalho da atriz, mas Cruz surge aqui como uma diva completa, iluminando cada segundo em que aparece com beleza estonteante e dedicada construção de uma personagem complexa e repleta de camadas. Boa parte dos momentos emocionantes de Volver existem graças à atuação de Cruz, como quando a irmã conta que a mãe voltou ou a devastadora interpretação musical (ainda que seja clara a dublagem).

Fazendo o contraponto ideal à deslumbrante presença de Cruz, Carmen Maura encarna a mãe com ar de certo deboche que é fundamental para dar leveza à trama. São dela os momentos mais divertidos de Volver e a atriz demonstra seu talento ao se sair bem tanto nestas cenas quanto naquelas de maior carga dramática.

No entanto, Volver não é só flores. Ao contrário dos filmes anteriores de Almodóvar, aqui a história peca por algumas subtramas desnecessárias que pouco acrescentam ao desenvolvimento da trama ou dos personagens. É o caso, por exemplo, de toda a sequencia do restaurante e da equipe de filmagem. Com isso, a obra acaba perdendo um pouco o ritmo em alguns momentos, o que coloca o longo um ínfimo degrau abaixo dos últimos trabalhos do diretor.

Ainda assim, Volver pode ser considerado facilmente mais um acerto na carreira de Almodóvar. Com uma impressionante sequencia de cinco grandes filmes, não seria exagero considerar o espanhol como o melhor cineasta em atividade no planeta. Uma constatação um tanto precipitada, talvez, mas uma possibilidade muito real. E Volver está aí para provar.

 

Fonte: http://www.cineplayers.com/critica.php?id=848

 

Prêmios

 

Oscar 2007 (EUA)

§  Indicado na categoria de melhor atriz (Penélope Cruz).

Globo de Ouro 2007 (EUA)

§  Indicado nas categorias de melhor atriz - drama (Penélope Cruz) e melhor filme estrangeiro.

BAFTA 2007 (Reino Unido)

§  Indicado nas categorias de melhor atriz (Penélope Cruz) e melhor filme estrangeiro.

European Film Awards 2006

§  Venceu nas categorias de melhor diretor, melhor atriz (Penélope Cruz), melhor roteiro, melhor fotografia e melhor trilha sonora.

§  Indicado na categoria de melhor filme.

Prêmio Goya 2007 (Espanha)

§  Venceu nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor atriz (Penélope Cruz), melhor atriz coadjuvante (Carmen Maura) e melhor trilha sonora.

§  Indicado nas categorias de melhor atriz coadjuvante (Lola Dueñas e Blanca Portillo), melhor fotografia, melhor figurino, melhor maquiagem, melhor direção de produção, melhor direção de arte, melhor roteiro original e melhor som.

Festival de Cannes 2006 (França)

§  Venceu nas categorias de melhor atriz (Penélope Cruz, Carmen Maura, Lola Dueñas, Blanca Portillo, Yohana Cobo e Chus Lampreave) e de melhor roteiro.

Festival de San Sebastián 2006 (Espanha)

§  Recebeu o Prêmio FIPRESCI.

Prêmio David di Donatello 2007 (Itália)

§  Indicado na categoria de melhor filme da União Européia.

Prêmio César 2007 (França)

§  Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

Prêmio Bodil 2007 (Dinamarca)

Indicado na categoria de melhor filme não-americano.

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