CINE-MÃO – Sessão com Cinema Pela Verdade - 04.06.13 – Marighella

2 views
Skip to first unread message

CINE-MÃO UNEB

unread,
May 29, 2013, 8:17:23 PM5/29/13
to

         Boa noite!

 Temos o prazer de convidá-lo para participar da sessão de exibição do filme Marighella (2011), de Isa Grinspum Ferraz, que acontecerá no dia 04 de junho, terça-feira, às 19:00 horas, no auditório da UNEB de Conceição do Coité. A sessão é uma realização do projeto de extensão Cine-mão (UNEB - Campus XIV) em parceria com o projeto Cinema Pela Verdade, da Comissão da Anistia (Governo Federal) e objetiva trazer discussões e reflexão sobre o período da ditadura militar no Brasil. Contaremos com a presença do juiz Dr. Gerivaldo Neiva e da professora Me. Carla Côrte de Araújo para o debate, que acontecerá logo depois da exibição. Confira a sinopse e mais informações abaixo!  

Compareça! A sessão é gratuita e aberta a qualquer pessoa, então pode trazer amigos, vizinhos, colegas, familiares, etc. Venha aprender sobre cinema e com o cinema! É nessa terça (04.06.13), às 19:00h, no auditório da UNEB.

 

Abraços,

Carolina Ruiz de Macedo

Coordenadora do Cine-mão

 

SERVIÇO

 

O quê: Filme “Marighella”

Onde: Auditório da UNEB de Conceição do Coité

Quando: dia 04.06.13 (quarta-feira)

Horário: 19:00h

Quem pode participar: qualquer pessoa interessada

 

 

 

Sinopse

História do líder comunista e parlamentar baiano, que foi vítima de prisões e torturas: Carlos Marighella. Com narração de Lázaro Ramos, o documentário retrata desde sua juventude na Bahia, seus anos de militância no PCB baiano e nacional, suas prisões na Era Vargas, sua atuação como deputado constituinte, até os violentos anos de repressão militar, quando ele se tornou o inimigo público número um da ditadura brasileira.

Título original: Marighella
Direção e Roteiro: Isa Grispum Ferraz
G
ênero: Documentário

Duração: 100 min

Ano de lançamento: 2011 (BRA)

Produção: Isa Grinspum Ferraz, Pablo Torrecillas, Rodrigo Castellar

Trilha Sonora: Mano Brown, Marco Antônio Guimarães

Fotografia: Alziro Barbosa

 

 

Assista o trailer!

http://www.youtube.com/watch?v=6Hc7HeRY264

 

 

Leia Mais!

 

Cinema corre nas veias de Marighella, o documentário de Isa Grinspum Ferraz

 

ADALBERTO MEIRELES

 

O cinema perpassa  que contou com avant-première segunda-feira em Salvador e hoje à noite será exibido em praça pública na abertura do II CachoeiraDoc – Festival de Documentários de Cachoeira, cidade do Recôncavo baiano.

O filme Marighella, documentário de Isa Grinspum Ferraz, que persegue a trajetória do guerrilheiro baiano que nasceu em 5 de dezembro de 1911, foi considerado o inimigo número 1 da ditadura militar brasileira e assassinado em uma emboscada na Alameda Casa Branca, em novembro de 1969, em São Paulo, poderia ser um thriller à maneira de um Costa-Gavras.

Mas Isa Grinspum, sobrinha do personagem, preferiu que fosse um documentário. E diz logo no início, em um momento que impulsiona a narrativa para um estado de revelação da natureza documental e sentido de resgate de suas lembranças de criança, que é uma história que poderia ter sido contada já a partir da morte do tio.

Não há uma imagem em movimento de Carlos Marighella. Poucas fotos também compõem o acervo do guerrilheiro. Grinspum assume isso como uma limitação, mas não se acanha. O resultado: 100 minutos de filme apoiados em grande parte em entrevistas com nomes como o antropólogo baiano Antônio Risério, o filho Carlos Augusto Marighella, o escritor Antonio Candido, ex-companheiros da luta armada e, sobretudo, a viúva de Marighella, Clara Charf.

Na verdade, Marighella é um importante registro documental que percorre a vida e a militância no Brasil, dos anos 30 aos 60 do século passado, com um recuo a mais no tempo para situar a origem do líder revolucionário nascido em Salvador de pai imigrante italiano (Augusto Marighella) e mãe negra (Maria Rita do Nascimento), filha de escravos africanos trazidos do Sudão.

Poderia ser um registro enfadonho, pois se trata de uma trajetória farta em material que favorece um relato denso e pesado. Mas o documentário sobre a vida do baiano poeta, amante do samba, futebol, praia, que sempre desaparecia, por força da militância política, e que às vezes retornava até mesmo travestido, no Carnaval, por vezes é impregnado de humor. Esse é um dos méritos do filme que se apresenta logo de início como um relato de restrições indisfarçáveis.

O outro mérito é a força com que nos faz viver a ideia de um cinema entranhado, arraigado à natureza, de fato, documental. De Terra em Transe (Glauber Rocha) a A Batalha de Argel (Gillo Pontecorvo), passando por Macunaíma (Joaquim Pedro de Andrade), o filme é coalhado de imagens que ajudam a remontar a memória política e afetiva do brasileiro e não apenas da diretora, que assume uma das vozes narrativas do filme. E isso não é pouco.

.

Fonte: http://pontocedecinema.blog.br/blog/o-cinema-corre-nas-veias-de-marighella-o-filme/

Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages