Bom dia!
Essa semana o Cine-mão (projeto de exibição e debate de filmes da UNEB de Conceição do Coité) lhe convida a assistir e discutir Arabian Nights – As Mil e Uma Noites (1974), filme do famoso diretor italiano Pier Paolo Pasolini, inspirado em alguns contos do famoso As Mil e Uma Noites. A sua história principal trata de um inocente jovem que busca a sua amada, una escrava da qual foi separado ao ser vítima de um engano (veja sinopse e mais informações abaixo).
Para conversar sobre o filme teremos o prazer da presença do professor Luis Valverde (UNEB), doutor em literatura.
A sessão é gratuita e aberta a qualquer pessoa, então pode trazer amigos, vizinhos, colegas e familiares. E se você é professor, pode trazer sua turma! Basta agendar entrando em contato conosco através deste e-mail ou do facebook. Venha aprender sobre cinema e com o cinema! É nessa terça (hoje, 03.07.12), excepcionalmente às 15:00h, no auditório da UNEB.
Abraços,
Carolina Ruiz de Macedo
Coordenadora do Cine-mão
SERVIÇO
O quê: Filme “As Mil e Uma Noites”
Onde: Auditório da UNEB de Conceição do Coité
Quando: dia 03.07.12 (hoje, terça-feira)
Horário: 15:00h
Quem pode participar: qualquer pessoa
Sinopse:
Nesta premiada produção inspirada nos contos eróticos e misteriosos do Oriente Médio, a trama principal centra-se no jovem inocente Mur-el-Din, que se apaixona pela escrava Zumurrud, a preferida do seu patrão. Quando ela é raptada, o jovem parte numa longa busca. Quinze histórias giram em torno das desventuras do casal separado pelo destino. Enquanto Mur-el-Din procura sua amada, várias outras histórias fascinantes são incluídas na narrativa.
Título
original: Il Fiore delle Mille e una Notte
Direção:
Pier Paolo Pasolini
Roteiro: Pier
Paolo Pasolini e Dacia Maraini
Gênero:
Fantasia, Aventura, Romance
Duração: 125 min
Ano de lançamento: 1974 (Itália/França)
Música: Ennio Morricone
Direção de Fotografia: Giuseppe Ruzzolini
Figurino: Dante Ferretti
Edição: Nino Baragli e Tatiana Casini Morigi
Assista o trailer!
http://www.youtube.com/watch?v=exf6nnpkTsQ&feature=related
Leia Mais!
A concluir a sua Trilogia da Vida, Pasolini conduz algumas histórias das Mil e Uma Noites, que têm como fio condutor as desventuras de Nured-Din (Merli) em busca da sua escrava Zumurrud (Pellegrini), raptada por um homem de olhos azuis. Na sequência de tão vil acto, incluem-se histórias dentro de histórias e retornos à história central, por diversas vezes. Aziz (Davoli) não casa com a prima, Aziza (Bouche) porque apaixona-se por uma devoradora de homens, que lhe impõe enigmas antes de o deixar aproximar-se do seu leito. Aziza ajuda-o, em sofrimento. O castigo será drástico. Para ajudar um viajante a seduzir uma princesa que recusa todos os homens devido a um sonho, contrata dois mendigos. Um era um príncipe que viajou pelos mares seguindo uma voz, sem saber que iria incarnar uma terrível profecia. O outro encontra uma caverna onde uma mulher é prisioneira de um demónio, que os castigará exemplarmente. Entretanto, a escrava Zumurrud é rei de um país distante e procura atrair Nured-Din, que chorando e sofrendo em busca do seu amor, vai repousando nos braços de metade dos intérpretes femininos do filme.
Apesar de ameaçar tornar-se confuso a certa altura, devido às diversas histórias entrelaçadas, «Il Fiore delle mille e una notte», consegue ser uma obra bem mais satisfatória que o segundo filme da trilogia, «Os Contos de Canterbury». Originalmente teria 155 minutos, e os cerca de 25 minutos removidos poderiam ser importantes para o fluir da narrativa. A estrutura confusa, e as histórias que aparentavam ser meros extractos, é o principal óbice do filme anterior.
Com o conteúdo mais marcadamente erótico (ligeiramente explícito) de entre os três filmes, e com um humor algo abaixo de «Il Decameron», «As Mil e Uma Noites» terminam satisfatoriamente a reposição da trilogia em cópias novas, e só se deseja que a Medeia continue a recuperar clássicos para a exibição comercial cinematográfica.