Essa semana o Cine-mão (projeto de exibição e debate de filmes da UNEB de Conceição do Coité) lhe convida a assistir o filme Yo También (2009), filme de estreia dos diretores e roteiristas Álvaro Pastor e Antonio Naharro (confira sinopse, trailer e mais informações abaixo). Após a exibição, teremos espaço aberto para um bate-papo sobre o filme.
Participe! A sessão é gratuita e aberta a qualquer pessoa a partir de 12 anos, então pode trazer amigos, vizinhos, colegas e familiares. Venha aprender sobre cinema e com o cinema! É nessa terça (amanhã, 16.10.12), às 16:00h, no auditório da UNEB.
Abraços,
Carolina Ruiz de Macedo
Coordenadora do Cine-mão
SERVIÇO
O quê: Filme “Yo, También”
Onde: Auditório da UNEB de Conceição do Coité
Quando: dia 16.10.12 (terça-feira)
Horário: 16:00h
Quem pode participar: qualquer pessoa com idade a partir de 12 anos
Sinopse
Daniel (Pablo Pineda), um jovem sevilhano de 34 anos, é o primeiro europeu com síndrome de Down que obteve título universitário. Começa sua vida profissional na administração pública, onde conhece Laura (Lola Dueñas), uma colega de trabalho sem deficiências aparentes e acaba se apaixonando por ela.
Título original: Yo, También
Direção: Álvaro pastor e Antonio Naharro.
Gênero: Drama
Duração: 103 min.
Ano de lançamento: 2009 (ESP)
Roteiro: Álvaro Pastor e Antonio Naharro
Produção: Alicia Produce,
Promico Imagen
Produtores: Julio Medem, Koldo
Zuazua e ManuelGómez Cardeña
Música: Guille Milyway
Direção de Arte: Inês Aparício
Diretor de Fotografia: Alfonso Postigo
Edição: Nino Martínez Sosa
Elenco: Lola Dueñas, Pablo Pineda, Isabel García Lorca, Antonio Naharro, Ramiro Alonso, Teresa Arbolí.
Locações: Sevilla e Madrid
Assista o trailer!
http://www.youtube.com/watch?v=PcIujxU29dQ
Leia Mais!
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Yo, También
Fred Burle
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Esporadicamente, surge no cinema algum filme protagonizado por um portador de Síndrome de Down. Em 1998, o francês “O Oitavo Dia” comoveu quem o assistiu e fez relativo sucesso no Brasil. Recentemente, o tema foi também tratado em uma novela das oito. Agora é a vez do cinema espanhol abordar o assunto, com “Eu, Também” (Yo También, no título original). O ponto em comum destes trabalhos é a tentativa de mostrar o quanto os portadores desta anomalia cromossômica são capazes, desde que tratados da forma correta desde criança. “Eu, Também” parte do princípio institucional de inserção social e dos direitos dos portadores de Síndrome de Down. Assim, vemos sequências de aulas de dança, cuja função será explicada um pouco depois, com a inserção de uma trama paralela. Como trama principal, o acompanhamento de Daniel, primeiro portador da síndrome a obter o diploma de ensino superior na Europa. Em seu primeiro dia de trabalho em um departamento de assistência social, Daniel apaixona-se por Laura, uma colega de trabalho. Os dois criam fortes laços de amizade, o que causa temor na família dele, pelos desdobramentos que o relacionamento pode tomar. Lola Dueñas (Volver; Mar Adentro; Fale Com Ela) e o estreante Pablo Pineda ganharam por seus papéis neste filme os prêmios de melhor atriz e melhor ator no Festival de San Sebastian de 2009. Merecidamente, diga-se de passagem. Eles se entregam para os personagens, e entre si, numa impressionante química, formando um casal cativante. É do foco na relação dos protagonistas que vem o grande mérito do filme, que também aborda ainda – e também com sutileza – a paixão entre dois jovens (ambos portadores de Down), através da já citada trama paralela, que serve como segundo questionamento: é possível – ou seja “aceitável” a melhor palavra – um Down apaixonar-se e ter um caso com uma pessoa sem a anomalia? E num romance entre dois portadores, ambos têm dissernimento para fazer suas próprias escolhas? À parte a anomalia ser utilizado como um diferencial, todo o resto da construção de roteiro é baseada no mesmo velho arco dramático de centenas de outros filmes: Daniel é o mocinho coitado que se apaixona pela mulher “desvirtuosa”, que acha que não tem mais salvação e que acha que não pode, não deve e talvez não queira assumir nenhum affair com o mocinho. E por aí vai. Pelo menos a trama desenvolve bem, o tema é tratado com respeito, boas sequências garantem as risadas e as lágrimas do espectador e a trilha cumpre o seu papel de encher-nos os ouvidos de músicas-para-nos-fazer-sentir-felizes. De realmente diferente, há o clímax, resolvido com uma elipse pouquíssimo utilizada nestes momentos e que resolve de forma inteligente a sequência. Se não atinge o patamar de obraprima, ao menos (o filme) cumpre com destreza aquilo que se propõe |
Fonte: http://www.fredburlenocinema.com/2010/10/critica-eu-tambem-festival-rio.html
Prêmios
· Festival Internacional de Cinema de San Sebastián
· XXIV Edição do Pêmio Goya
· XIX do Prêmio da União de Atores