O que é Direitos Humanos para você?

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Gestão DF

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Oct 19, 2011, 3:06:28 PM10/19/11
to cineedu
Até pouco tempo atrás, falar em Direitos Humanos era falar das cinzas
dos anos de chumbo, dos horrores das tortuturas e das condições
desumanas dos presídios.
Esse conceito mudou e muito.
Assistindo à 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul,
que inicia em Brasília dia 14 de novembro, dá para ter uma idéia da
amplitude dos direitos e do quanto somos responsáveis por eles a cada
passo que damos.

O que é Direitos Humanos para você?

Norlan Silva

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Oct 19, 2011, 7:28:12 PM10/19/11
to cin...@googlegroups.com
Os direitos humanos vem desenvolvendo cada vez mais. A luta tem se ampliado para novas questøes. Será que a conquista da liberdada de viver de maneira decente está passando por novas interrogaçøes? Hoje em Brasília lutamos por uma escola publica gratuita e de qualidade mas que defenda os direitos humanos como teoria e prática. Como podemos pensar em filmes de direitos humanos que tratem tanto de maneira educativa quanto lúdica?


De: Gestão DF <gest...@cineedu.com.br>
Para: cineedu <cin...@googlegroups.com>
Enviadas: Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011 17:06
Assunto: [cineedu] O que é Direitos Humanos para você?

Yanes Lima

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Oct 19, 2011, 7:50:32 PM10/19/11
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Olá amigos! Direitos Humanos para é ser livre para ser feliz. Yanes.

Mara Lucia

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Oct 20, 2011, 12:10:40 PM10/20/11
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O bem maior de qualquer ser humano é a vida; Além disso, tudo o que for necessário para mante-la e torna-la menos violenta, decepcionante ou degradante pode ser considerado direito individual e coletivo inerente a qualquer ser humano.



Sil Meirelles

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Oct 20, 2011, 1:36:02 PM10/20/11
to cin...@googlegroups.com
Mara, falando assim parece tão simples e quase obvio, não é?
Por

Sil Meirelles

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Oct 20, 2011, 1:37:01 PM10/20/11
to cin...@googlegroups.com
Mara, falando assim parece tão simples e quase obvio, não é?
Porque será tão dificil pra humanidade colocar em prática??
bj
Silvinha

Sil Meirelles

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Oct 20, 2011, 1:41:02 PM10/20/11
to cin...@googlegroups.com
Norlan, 
Sabe que o cine-educação tem um "desdobramento" que tem trabalhado basicamente com filmes que falam de DHs.
Tem sido bem legal e puxado discussões riquíssimas, porque os alunos começam conversando sobre a situação do filme e terminam se questionando sobre os seus próprios valores. 
bj
Silvinha

Mara Lucia

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Oct 20, 2011, 1:50:23 PM10/20/11
to cin...@googlegroups.com
A pergunta foi o Direitos Humanos significa para mim. Não percebi que tambem incluia sua aplicação ou não. Parece simples mas não é. A subjetividade esta implicita nas respostas pessoais . Boa parte deles esta sim sendo aplicada pois conseguimos, ainda, ter alguma segurança e algum projeto para o futuro. A não aplicação teria causas diversas e complexas que envolveriam, inclusive, elementos culturais.
Grande abraço!




Cláudia Fontes

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Oct 20, 2011, 4:23:12 PM10/20/11
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Penso e repenso... da simplicidade que seria se vivêssemos o presente, se exercitássemos o amor de verdade, a noção de respeito para melhor compreender a si mesmo, o outro... acredito que como ainda precisamos de contratos para garantia dos direitos humanos, ainda temos uma boa caminhada para sermos pessoas mais simples, mais presentes, mais amorosas, respeitadoras e compreensivas. 
Que bom que existem os filmes para expandir essas vivências e podermos pensar e repensar o nosso universo particular junto com os demais.
--
Cláudia Fontes


 

Dacia Ibiapina

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Oct 21, 2011, 8:04:05 AM10/21/11
to cin...@googlegroups.com
Bom dia!
Eu penso que os direitos humanos são muitos. Certamente entre eles está o direito de acesso à produção simbólica (música, teatro, cinema, literatura, circo, etc.). Direito de acesso não é só direito de consumir, mas também direito de produzir e de apresentar sua produção simbólica.

Tomo a liberdade de reproduzir abaixo um convite para os participantes desta lista.
Segue:

Meu nome é Denise Vieira. Faço parte de uma produtora audiovisual brasiliense chamada Trotoar, que acaba de produzir um curta-metragem intitulado Estrangeirice, e cujos sócios participaram também da equipe do curta A arte de andar pelas ruas de Brasília. Ambos receberam patrocínio do FAC 2010 e propomos como contrapartida o envio de DVDs dos filmes para escolas públicas e exibição com a presença dos diretores em quatro escolas. 

Por favor, se for do interesse de vocês receber os dvds, promover uma exibição de nossos filmes, ou as duas coisas, favor enviar nome, endereço e telefone para o e-mail
den...@trotoar.com.br

Nós ficaremos muito gratos e entraremos em contato. 
Será uma satisfação compartilhar nossos filmes com vocês e com os seus alunos.

A seguir algumas informações sobre os filmes:

Estrangeirice

Ficção, PB, digital, 16min. 

Brasília, 2011

Joana é uma cabeleireira que trabalha para sustentar o apartamento onde mora no Plano Piloto. Jackson é seu irmão, e precisa ficar hospedado em sua casa durante alguns dias. Ao longo do filme, acompanhamos diversas situações do seu dia-a-dia, em casa, no trabalho e nas ruas da cidade.


Direção: Leonardo Feliciano

Elenco: Dilmar Durães e Aliri

Direção de Fotografia: Leonardo Feliciano

Produção Executiva: Denise Vieira

Assistência de direção: Cássio Pereira dos Santos

Direção de arte: Denise Vieira

Som direto: Francisco Craesmeyer e Camila Machado

Direção de produção: Maurício Neves

Assistentes de câmera: Dani Azul e Kaco Olímpio

Assistente de arte: Beatriz Cintra

Elétrica: Aluizio Alves e Lith Correia

Assistente de produção: Cauê Brandão

Catering: Carolina Baima

Produtora: Trotoar



A arte de andar pelas ruas de Brasília

Ficção, cor, digital, 20min34.
Brasília, 2011
Duas garotas se encontram na cidade.

Direção: Rafaela Camelo
Elenco: Ângela Amorim, Joana Lapa, Luiz Carlos Santos, Gustavo Haeser, João Antônio e Madalena Moura.

Produção executiva: Daniela Marinho e Érico Cazarré

Roteiro: Rafaela Camelo

Fotografia: Leonardo Feliciano

Montagem: Edu Jung

Som: Francisco Craesmeyer e Camila Freitas

Direção de arte: Carol Mariko e Tiago Vaz

Figurino: Carol Mariko e Tiago Vaz

Produtora: Caza Filmes


Atenciosamente,


denise vieira
trotoar | produção audiovisual
61.8117 5772


Em 19 de outubro de 2011 17:06, Gestão DF <gest...@cineedu.com.br> escreveu:

Mara Lucia

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Oct 21, 2011, 1:30:49 PM10/21/11
to cin...@googlegroups.com
Encaminhei para o e-mail de vários professores.
Valeu!



Flávia Felipe

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Oct 22, 2011, 2:05:03 PM10/22/11
to cin...@googlegroups.com
Olá, lendo um texto da Adélia Prado sobre Direitos Humanos encontrei uma definição: uma lei somente acontece quando está escrita no coração. Precisamos sentir que o outro é igual, independente de sua diferença cultural, social, econômica, de cor, de crença etc. E isso tem que acontecer no dia a dia, nas nossas relações familiares e domésticas. E isso não é fácil de exercitar. Vivenciar e exercitar o olhar o outro  como igual em sonhos e desejos é o desafio.

Flávia Felipe





--
Perder-se também é caminho.
Clarice Lispector

Sergio Serapiao -VG

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Oct 22, 2011, 4:03:50 PM10/22/11
to cin...@googlegroups.com, cin...@googlegroups.com
Fantástica definição!!! 

Sergio Serapiao
ViaGutenberg

Enviado via iPhone

Erika Cardoso

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Oct 29, 2011, 11:47:18 AM10/29/11
to cin...@googlegroups.com
Olá à tod@s!

Não acho que falar em Direitos Humanos seja tarefa fácil. Podemos cair em reducionismos, romantismos, materialismos, e em tantos outros "ismos" por aí.

Quando falam em Direitos Humanos, penso na diferença entre sobreviver e viver. Muitos vivem em situações de sobrevivência, lutando para sobreviverem, lutando por comida, por água, por dinheiro, por trabalho, por acolhimento, por saúde física, mental e psicológica. Por isso discordo da expressão "viver na miséria", pois se trata de "sobreviver na miséria".
 
É lamentável que muitos seres humanos vivam para sobreviverem. Para mim, falar em Direitos Humanos é transitar entre esses dois conceitos. Conceitos estes que são transitórios na medida em que se contextualizam cultural e historicamente. No âmbito dessa discussão, considero importante pensar: o que é necessário para se viver nos dias atuais? Uma pergunta nada fácil de se responder, pois inventa-se novas "necessidades" a cada dia, num sistema cruel que não se cansa de fazer elogios constantes ao consumismo, ao individualismo, à competitividade, à violência, ao comodismo, à invisibilidade e à exclusão sociais.
 
Podemos listar aqui o que é necessário pra se viver atualmente: comida, água, luz, trabalho, moradia, trasporte, atendimento médico e psicológico, amor, lazer, informação, conhecimento, participação... Não podemos, porém, dissociar a quantidade de direitos à qualidade desses direitos. Associar quantidade à qualidade é fundamental!
 
Aproveito para compartilhar um pequeno texto de Eduardo Galeano, que muito tem a ver com a nossa discussão, principalmente no que se refere à mudança de entendimento sobre Direitos Humanos:
 
A cultura do terror/4  
 
A extorsão,
o insulto,
a ameaça,
o cascudo,
a bofetada,
a surra,
o açoite,
o quarto escuro,
a ducha gelada,
o jejum obrigatório,
a comida obrigatória,
a proibição de sair,
a proibição de se dizer o que pensa,
a proibição de fazer o que se sente,
e a humilhação pública
são alguns dos métodos de penitência e tortura tradicionais na vida da família. Para castigo à desobediência e exemplo de liberdade, a traadição familiar perpetua uma cultura do terror que humilha a mulher, ensina os filhos a mentir e contagia tudo com a peste do medo.
- Os direitos humanos deveriam começar em casa - comenta comigo, no Chile, Andrés Domínguez.
 
 
 
 

"Seja a mudança que você deseja ver no mundo" (Mahatma Gandhi)

Erika Cardoso

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Oct 29, 2011, 11:52:37 AM10/29/11
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Um pouco mais de Eduardo Galeano:
 
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