Fwd: Quem deu a ordem de censurar sites?

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Antonio Turano

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Dec 18, 2019, 5:29:39 PM12/18/19
to Adalberto Cunha, Adalberto Cunha, Agencia Facilitadora ONG -Africa, Agencia Facilitadora ONG -Africa, Agencia Facilitadora ONG -Africa, Aline Helena Passos F., Andresa, Angela, Angela, Angelica Atalita, Antonio Cesar, Antonio Turano, Antonio Turano, Antonio Turano, Antonio Turano, bibliotec...@sp.gov.br, Cal, Carlos da Silva Alberto, Carlos Fernandes, Celia, Cicero, Claudio Araujo, Clube do Software Clube do Software, Coloral_Manuel Antonio Maria, Cristina Maria da Conceicao Machado, Cristina Negrão, Dantas, Davi Santana, Denise Toledo Costa, Diva Kleber Lima, Driver Support Team Update, Elizane Sousa, Estações Digitais, Estações Digitais, Estações Digitais, Eurivalci, Fabinho do Predio Torres, Fabio Rocha da Silva, Facebook, fdi...@ufpa.br, fix...@fixnet.com.br, Flavio Gomes da Silva Lisboa, Flávia Bitencourtt, Fórum do BABOO, Fórum do Clube do Hardware, Gisele Biléia (Grupo CC), Hugo Mota, in...@elsevier.com.br, Informativo Apostilando.com, Instituto Nova, Ipep, Jaires, joao.jocafer, Joaquim dos Santos Filho, Juarez, Lucas Fernandes Duarte, Macario Curio, Marcos Costa de Sousa, Marli_Esposa do Nilton da Imobiliaria, Mirian Ferreira, Natue, Olhar Digital, ouvi...@taboaodaserra.sp.gov.br, Paulo Bispo(IPEP), Prysmian Group Brasil, Regina Celia, Renato, Roberto (IPEP), RODRIGO TRAJANO, RODRIGO TRAJANO, Rosely, Rosângela Martins Martins, Sandra Pazzotto, Superdicas.com.br, Sup...@fixnet.com.br, sup...@kennex.com.br, Tatoo, Teruo Sakurai, Tribunal do Trabalho, Vitor Liberatori Lopes Niza


---------- Forwarded message ---------
De: The Intercept Brasil <newslett...@emails.theintercept.com>
Date: sáb., 14 de dez. de 2019 às 09:42
Subject: Quem deu a ordem de censurar sites?
To: <attu...@gmail.com>


🚫Telecoms bloqueiam sites e se recusam a explicar o por quê.

Sábado, 14 de dezembro de 2019
Quem deu a ordem de censurar sites?

Você provavelmente ainda não se deu conta disso, mas a gente vai te falar: a sua provedora de internet – aquela para a qual você paga seus boletos todo mês – está controlando que tipo de sites você vai ou não ver. E não estamos falando de sites com conteúdo flagrantemente criminoso ou ilegal. Estamos falando de sites com informações públicas sobre direitos reprodutivos e sobre como fazer um aborto seguro. Ao sonegarem esse tipo de informação, as empresas contribuem para a estatística: em 2016, foi registrada uma morte a cada duas tentativas de aborto.

Tente acessar este site agora: https://www.womenonwaves.org/pt/

Você provavelmente viu esta mensagem:

Nesta semana, mostramos aqui no Intercept que a Vivo e a NET/Claro, as duas maiores provedoras de internet banda larga do país, fazem exatamente isso: elas bloqueiam o acesso de seus clientes ao site Women on Waves, que fornece assistência e informações sobre aborto seguro. Para você ter uma ideia, só outros quatro países fazem o mesmo tipo de bloqueio: Arábia Saudita, Irã, Turquia e Coreia do Sul.

A gente foi, então, perguntar para as empresas por que elas censuram esse conteúdo. Isso porque, apesar de o aborto ser crime no Brasil (exceto nos casos de anencefalia, estupro ou risco) compartilhar informações sobre aborto seguro não é crime. Nós já publicamos, a revista AzMina já publicou (e foi atacada por isso), até a Organização Mundial da Saúde tem o beabá do aborto seguro disponível na internet. Por que o Women on Waves é bloqueado?

As operadoras responderam com uma notinha de duas linhas que diz que o bloqueio aconteceu por causa de uma ordem judicial e que elas não comentam decisões da justiça. Uma notinha vaga que desperta outras perguntas: quem pediu esse bloqueio? Partiu de quem? As operadoras de telefonia recorreram? O processo está em segredo de justiça? Por quê? Não sabemos.

No caso do bloqueio ao Women on Waves, a situação é grave porque o conteúdo não é criminoso. Por causa de uma ordem judicial que não sabemos de onde veio e nem o seu teor – mas podemos imaginar o que a provocou, já que a censura se agravou em 2019 –, milhões de brasileiros vão ficar privados do acesso a informações de interesse público sobre saúde reprodutiva feminina. Trata-se de uma censura a um site que, a rigor, é legal.

Depois da publicação da reportagem – que se concentrou só na banda larga fixa –, recebemos relatos de leitores que relataram que o bloqueio também acontece na Tim. Ou seja, é mais grave do que relatamos.

Nós perguntamos ao Sinditelebrasil, que representa as telecoms, o número do processo que motivou a censura. Ninguém respondeu. Sem transparência, você fica sem saber as razões das operadoras esconderem um site de você. Pior: fica sem saber, também, se há outros sites que estão sendo censurados sem nenhum aviso ou explicação. O que mais a Vivo, NET/Claro e a Tim  estão tentando impedir que seus clientes acessem? E por quê?

Sugerimos que vocês perguntem às telecoms nas redes sociais. Talvez com pressão pública elas tomem coragem de nos contar a verdade. Marquem o TIB: a gente quer saber o que elas respondem.

FACEBOOK:

Vivo: https://www.facebook.com/vivo/

Net: https://www.facebook.com/NEToficial/

Claro: https://www.facebook.com/clarobrasil/

Tim: https://www.facebook.com/timbrasil/

TWITTER:

Vivo: https://twitter.com/vivobr

Net: https://twitter.com/NEToficial

Claro: https://twitter.com/ClaroBrasil

Tim: https://twitter.com/TIMBrasil

Por fim: quem tiver alguma pista ou ideia de que processo seria esse que derrubou o site, por favor, responda a este e-mail. Estamos apurando, mas vocês podem nos ajudar.

Obrigada!

Tatiana Dias
Editora Sênior
 
Nathália Braga
Estagiária de Jornalismo

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