Sem bicicletários, bikes são acorrentadas em postes

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Carlos Teixeira

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May 15, 2011, 4:45:16 AM5/15/11
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Sem bicicletários, bikes são acorrentadas em postes

Sem ter onde deixar a bicicleta, o usuário acaba tendo que usar veículo próprio ou o transporte coletivo para se locomover


14/05/2011 - 16h54 . Atualizada em 14/05/2011 - 21h45
Luciana Felix       Agência Anhangüera de Notícias  

A falta de estacionamentos específicos e seguros para bicicletas é um entrave para o uso do veículo como meio de transporte em Campinas. Apontada por especialistas como uma das saídas para os problemas de mobilidade urbana e saúde pública, o uso da chamada “magrela” ainda encontra barreiras em uma cidade onde existem poucos locais adaptados, conhecidos como bicicletários, para os usuários estacionarem o veículo de duas rodas em segurança. 

É raro encontrar esse tipo de equipamento em locais de grande circulação como bancos, supermercados, prédios públicos e até empresas privadas. Sem ter onde deixar a bicicleta, o usuário acaba tendo que usar veículo próprio ou o transporte coletivo para se locomover. Se fosse de bicicleta, ajudaria a reduzir o volume de carros nas ruas, a lotação do sistema de transporte e o impacto ambiental gerado pela emissão de gases poluentes por esses veículos contribuindo para a sustentabilidade do município, além de obter benefícios à sua própria saúde e à qualidade de vida. 

A reportagem percorreu os principais pontos de aglomeração de pessoas na área central de Campinas e constatou que não existe nenhum estacionamento para as “bikes”. Em menos de duas horas, flagrou três bicicletas acorrentadas em postes em vias importantes da área central como nas ruas Thomaz Alves, Regente Feijó e Ferreira Penteado. 

“Atualmente, qualquer política de mobilidade urbana é voltada para a questão do transporte não motorizado. As saídas possíveis e mais ágeis são o incentivo do uso de bicicletas e até a própria caminhada”, afirmou o especialista em sistemas de transportes e professor do Departamento de Transporte da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Carlos Alberto Bandeira Guimarães.
O especialista defende que a criação de um bicicletário seria o primeiro passo para implementar e incentivar o uso do transporte de duas rodas no município. “É barato e demanda pouco espaço. E deve ser instalado em locais estratégicos, onde existe a presença de serviços como bancos, supermercados e praças, para que pessoas guardem a bicicleta em segurança. Isso é feito há anos na Europa e dá certo. Em São Paulo, existe bicicletários no metrô”, disse. 

Guimarães acredita que implementar o sistema em terminais de ônibus também incentiva a população a utilizar o meio de transporte entre o caminho do trabalho e de casa. 

No terminal Rodoviário Ramos de Azevedo foi implantado um biciletário, onde as pessoas podiam alugar as bicicletas, porém o local foi fechado por não ter demanda. “A nova rodoviária é localizada em um local ruim para ciclistas. E se a pessoa for até o Centro, como vai fazer com a bicicleta? Vai ter que prendê-la em um poste”, afirmou o professor. 

“Campinas já enfrenta problemas sérios nas vias com congestionamentos. E se algo não for feito, vai virar um verdadeiro caos em poucos anos. A saída é o incentivo em transporte público. Fazer as pessoas deixarem os carros nas garagens, usar uma bicicleta até um terminal de ônibus e de lá utilizarem o transporte coletivo até o trabalho.”

Fonte: http://www.rac.com.br/noticias/campinas-e-rmc/83798/2011/05/14/sem-bicicletarios-bikes-sao-acorrentadas-em-postes.html

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