Fwd: Alerta FSB - 09/11 - 9h

1 view
Skip to first unread message

Marcelo Chiminazzo

unread,
Nov 9, 2016, 7:26:54 AM11/9/16
to Contact, Giovanna Prata, Contact


  Marcelo Chiminazzo


Tel.: + 55 11 3165-9689
Website: http://www.fsb.com.br

Conteúdo confidencial e protegido por Lei. Se a mensagem foi recebida por engano, por favor, avise ao remetente e apague-a do computador. As opiniões expressas neste e-mail pertencem ao seu remetente e não necessariamente coincidem com aquelas do Grupo FSB.

Privileged and confidential content. If this message has been received in error, please notify sender and delete immediately. Any opinion or information expressed in this email belong to the sender and not necessarily coincide with those of FSB Group.


---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Mídia & Análise <midiaea...@midiaeanalise.fsb.com.br>
Data: 9 de novembro de 2016 09:01
Assunto: Alerta FSB - 09/11 - 9h
Para: Sócios <soc...@fsb.com.br>


FSB Mídia & Análise | Alerta de Mídia
Quarta-feira, 9 de novembro de 2016
==

Folha On
>> Leia a íntegra do 1º discurso de Trump como presidente eleito dos EUA
O republicano Donald J. Trump, 70, foi eleito o 45º presidente dos Estados Unidos na madrugada desta quarta-feira (9), após a imensa maioria de pesquisas e projeções apontarem sua derrota para a democrata Hillary Clinton. Em seu primeiro discurso como presidente eleito, em um hotel em Nova York, o empresário adotou um tom conciliatório e pediu união aos americanos. Leia abaixo a íntegra do pronunciamento de Trump.

"Obrigado. Muito obrigado, a todos. Desculpem-me por fazê-los esperar. Negócio complicado, complicado. Obrigado, muito obrigado. Acabo de receber um telefonema da secretária Clinton. Ela nos congratulou. Isso é sobre nós. Por nossa vitória, e eu a congratulei, e à sua família, por uma campanha muito, muito disputada.
Porque, pessoal, ela batalhou muito. Hillary trabalhou por muito tempo, com muito afinco, por um longo período, e temos uma dívida de gratidão para com ela por seu serviço ao nosso país.
Eu o digo com sinceridade. Agora é hora de os Estados Unidos curarem as feridas da divisão, de promover a união. A todos os republicanos e democratas e independentes de todo o país, digo que é hora de nos unirmos como um só povo.
É hora. Prometo a cada cidadão de nosso país que serei o presidente de todos os americanos, e isso é muito importante para mim. Para aqueles que optaram por não me apoiar no passado, e existem algumas pessoas nessa categoria, estou solicitando sua orientação e sua ajuda para que possamos trabalhar juntos e unificar nosso grande país.
Como eu disse desde o começo, nós não conduzimos uma campanha, mas um movimento, grande e incrível, composto de milhares de homens e mulheres que trabalham duro, amam seu país e desejam um futuro melhor para eles e suas famílias.
É um movimento formado por americanos de todas as raças, religiões e crenças, que desejam e esperam que o governo sirva ao povo, e é isso que o governo fará.
Trabalhando juntos, iniciaremos a urgente tarefa de reconstruir nossa nação e renovar o sonho americano. Passei minha vida inteira no mundo dos negócios, contemplando o potencial inexplorado de projetos e de pessoas em todo o mundo.
Isso é o que quero fazer agora pelo nosso país. Tremendo potencial. Vim a conhecer o nosso país muito bem. Cada norte-americano terá a oportunidade de realizar plenamente o seu potencial, Os homens e mulheres esquecidos de nosso país deixarão de ser esquecidos.
Vamos restaurar nossas áreas urbanas e reconstruir nossas estradas, pontes, túneis, aeroportos, escolas, hospitais. Vamos reconstruir nossa infraestrutura, que aliás estará à altura de qualquer comparação, e empregaremos milhões de nossos cidadãos para fazê-lo. Também tomaremos, enfim, conta de nossos veteranos, que foram tão leais, e muitos dos quais eu tive a oportunidade de conhecer nessa jornada de 18 meses. O tempo que passei com eles durante a campanha é uma das maiores honras para mim.
Nossos veteranos são pessoas incríveis. Iniciaremos um projeto de crescimento e renovação nacional. Vou aproveitar o talento criativo de nosso povo e convocar os melhores, os mais brilhantes, para empregar seu imenso talento em benefício de todos. Isso vai acontecer. Temos um ótimo plano econômico. Dobraremos o nosso crescimento e teremos a economia mais forte de qualquer lugar do planeta.
Ao mesmo tempo, nos relacionaremos bem com as demais nações dispostas a se relacionarem bem conosco. Teremos grandes relacionamentos. Esperamos ter grandes, grandes relacionamentos. Nenhum sonho é grande demais, nenhum desafio é grande demais. Nada do que desejamos para o nosso futuro está fora de nosso alcance.
Os Estados Unidos deixarão de se acomodar com menos que o melhor. Devemos recuperar o destino do nosso país, e sonhar sonhos grandes, audaciosos, ousados. Temos de fazê-lo. Vamos sonhar coisas para o nosso país, e coisas belas, coisas de sucesso uma vez mais.
Quero dizer à comunidade mundial que sempre colocaremos os interesses dos Estados Unidos acima de todos os demais, mas lidaremos de forma justa com todos, com todo mundo.
Todos os povos e todas as nações. Buscaremos terreno comum, não hostilidade; parceria, não conflito. E eu gostaria de aproveitar o momento para agradecer algumas das pessoas que realmente me ajudaram com essa vitória, a vitória desta noite, que já está sendo definida como uma vitória muito, muito histórica.
Primeiro, quero agradecer aos meus pais, que sei que estão me olhando lá de cima agora. Pessoas ótimas, aprendi tanto com eles. Foram maravilhosos em todos os aspectos. Pais realmente excelentes. Também gostaria de agradecer minhas irmãs, Marianne e Elizabeth, que estão aqui conosco esta noite. Onde estão elas? Estão em algum lugar. Elas são bem tímidas, na verdade.
E meu irmão Robert, meu grande amigo. Onde está Robert? Onde está Robert?
E também meu irmão Fred, que já se foi. Grande sujeito. Cara fantástico. Família fantástica. Tive muita sorte.
Grandes irmãos, irmãs, pais incríveis. Para Melania e Don e Ivanka e Eric e Tiffany e Barron, amo vocês todos e agradeço a vocês todos, especialmente por aguentarem todas aqueles horas difíceis. Sei que foi difícil.
Foi difícil. Essa história de política é bruta, é dura. Por isso, quero agradecer muito à minha família. Realmente fantásticos. Obrigado a vocês todos. Obrigado a todos. Lara, trabalho incrível. Incrível. Vanessa, obrigado. Muito obrigado. Que grupo excelente.
Vocês todos me deram um apoio incrível, e posso dizer que tempos um grupo grande de pessoas. As pessoas sempre me diziam que a nossa equipe de campanha era pequena. Nem tão pequena. Olhem todo esse pessoal que temos aqui. Olhem esse pessoal todo.
E Kellyanne e Chris e Rudy e Steve e David. Temos pessoas incrivelmente talentosas aqui, e quero lhes dizer que foi tudo muito especial.
Quero fazer um agradecimento especial ao nosso ex-prefeito, Rudy Giuliani. Ele é incrível. Incrível. Viajou conosco, participamos de reuniões, e Rudy jamais muda. Onde está Rudy? Onde está ele?
[Gritos de "Rudy"]
O governador Chris Christie, pessoal, foi incrível. Obrigado, Chris. O primeiro cara, primeiro senador, primeiro político muito, muito importante —deixem-me dizer, ele é altamente respeitado em Washington porque é um cara inteligente demais.
Senador Jeff Sessions. Onde está Jeff? Um grande homem. Outro grande homem, um grande rival. Ele não foi fácil. De quem estou falando? É o prefeito que eu estou vendo? É Rudy?
Suba aqui. Um verdadeiro amigo para mim, mas vou lhes dizer que aprendi a conhecê-lo quando éramos rivais, e ele era um dos caras negociando para enfrentar os democratas. Dr. Ben Carson. Onde ele está? Onde está Ben?
Aliás, Mike Huckabee está aqui em algum lugar, e ele é fantástico. Mike e sua família. Tragam Sarah aqui, muito obrigado. General Mike Flynn. Onde está Mike? E o general Kellogg. Mais de 200 generais e almirantes declararam apoio à nossa campanha, e eles são pessoas especiais.
Temos 22 pessoas condecoradas com a Medalha de Honra do Congresso. Uma pessoa muito especial que —podem acreditar, apesar de eu ter lido reportagens de que não estava me dando bem com ele, jamais tive um segundo ruim em sua campanha. Ele é um astro, incrível. Estou falando —é isso mesmo, como vocês adivinharam? Deixem que eu lhes fale sobre Reince. Eu disse Reince. Eu sei. Eu sei. Olhe aquelas pessoas todas ali.
Eu sei. Reince é um superastro. Eu disse que ninguém poderia chamá-lo de superastro se não vencêssemos. Como Secretariat. Reince não teria perdido aquele páreo em Belmont.
Reince é realmente um astro e é o cara que mais trabalha, e fui eu que causei isso, de certa maneira. Reince, suba aqui. Venha cá, Reince.
Rapaz, rapaz, rapaz. É hora de você fazer a coisa certa. Meu Deus. Venha cá, diga alguma coisa.
[Reince Prebius: Senhores e senhoras, o próximo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump! Obrigado. Foi uma honra. Deus o abençoe. Obrigado, Senhor.]
Cara maravilhoso. Nossa parceria com o Comitê Nacional Republicano foi muito importante para o sucesso, para o que fizemos, e tenho de dizer que vim a conhecer algumas pessoas incríveis.
O pessoal do Serviço Secreto. Eles são durões e inteligentes e atentos, e eu não encararia qualquer um deles, posso afirmar. E quando eu quero me aproximar de um grupo grande de pessoas, eles me puxam e me colocam de volta na cadeira; mas são caras fantásticos, e por isso quero agradecer o Serviço Secreto.
E a polícia de Nova York, que está aqui esta noite. São pessoas espetaculares, muitas vezes subestimadas, infelizmente. Nós apreciamos o que eles fazem. Assim, o que tivemos foi um evento histórico, ou assim dizem, mas para que sejamos realmente históricos precisamos fazer um excelente trabalho. Faremos um grande trabalho. Faremos um grande trabalho.
Aguardo ansiosamente o momento em que me tornarei seu presidente e, com sorte, depois de dois, ou três, ou quatro, ou até quem sabe oito anos, vocês dirão —tantos de vocês terão trabalhado duro para nós, conosco - e dirão que fizemos algo de grande, que vocês se orgulham de ter participado, e eu vou agradecê-los.
E só posso dizer que, embora a campanha tenha terminado, nosso trabalho nesse movimento está apenas começando. Vamos começar a trabalhar imediatamente para o povo dos Estados Unidos, e vamos fazer um trabalho que, espero, os leve a se orgulharem de seu presidente. Vocês se orgulharão. Repito: é uma honra para mim.
Que noite maravilhosa. Foram dois anos maravilhosos, e amo este país. Obrigado.
Muito obrigado. E obrigado a Mike Pence."
==

Vera Magalhães (Estadão On)
>> Temer elogia tom ‘equilibrado’ de Trump e governo vê pouca mudança para o Brasil
O presidente Michel Temer irá parabenizar ainda nesta quarta-feira o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Temer ressaltou as fortes relações institucionais entre os dois países e elogiou o tom equilibrado do primeiro discurso do republicano após a confirmação do resultado.
Não se sabe ainda se a manifestação do presidente se dará por meio de nota oficial ou numa declaração na sala de briefing da presidência. Ele falará às 9h à rádio Itatiaia. Pode ser que dê na entrevista sua primeira declaração sobre o assunto.
Os principais auxiliares do presidente evitaram analisar mais profundamente a eleição de Trump para a Presidência dos Estados Unidos nas primeiras horas desta manhã.
A possibilidade de vitória de Trump já foi tema de uma conversa entre o presidente e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Henrique Meirelles (Fazenda), que estavam reunidos no Palácio do Planalto até depois da meia-noite desta quarta-feira tratando dos últimos ajustes no texto da reforma da Previdência.
Ali, segundo relatos, já estava ficando claro que as projeções das pesquisas não se confirmariam em Estados como a Flórida. Temer recebia informes do Itamaraty e da embaixada do Brasil em Washington.
A primeira reação será de cautela: a ordem é deixar a repercussão do assunto para o Itamaraty.
O discurso inicial da equipe de Temer é que, para a relação do Brasil e dos Estados Unidos pouca coisa deve mudar. Auxiliares de Temer diziam agora pela manhã que os EUA são o mais importante parceiro comercial do Brasil e essas relações continuarão sólidas independentemente de quem ocupe a presidência.
Os ministros também não acreditam no recrudescimento da política americana na concessão de vistos de entrada nos EUA a brasileiros, por exemplo. Dizem que isso pode ter sido um arroubo de campanha e que, no comando do país, Trump terá de ser bem mais comedido.
==

Blog do Moreno (Globo On)
>> Bolsonaro comemora eleição de Trump: 'Em 2018, será o Brasil no mesmo caminho'
O deputado federal Jair Bolsonaro parabenizou o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, por sua vitória no pleito americano. "Vence aquele que lutou contra 'tudo e todos'", escreveu no Twitter. Bolsonaro aproveitou para mandar um recado sobre a próxima eleição presidencial aqui: "Em 2018, será o Brasil no mesmo caminho". 
==

Folha On
>> Eleição de Trump representa 'fim do mundo como o conhecemos' (artigo do economista Marcos Troyjo)
Durante a corrida à Casa Branca, escancararam-se grandes diferenças no estilo de política externa dos EUA defendido pelos candidatos Hillary Clinton ou Donald Trump. No limite, tais distinções remetem a dilema que frequenta a visão de mundo e a atuação externa dos EUA há pelo menos cem anos. Em grande parte de sua história, os EUA tiveram de optar por isolamento ou presença global. No primeiro caso, amplamente observado no século 19, os norte-americanos forjaram sua política externa na compreensão de que seus vizinhos eram geopoliticamente fracos e de que a Europa era fonte dos males do mundo.
Cabia portanto fazer do Atlântico um "lago americano", com forte poderio naval. Quanto a intervenções para além das Américas, como foi a Primeira Guerra Mundial, os EUA poderiam atuar para ajudar a restabeler equilíbrios geopolíticos regionais, mas não "ficar no mundo".
Foi justamente essa necessidade de permanecer nos palcos globais —como precondição da ideia de Ocidente depois da Segunda Guerra Mundial— a que Churchill convida os EUA em seu famoso pronunciamento no Westminster College, no Missouri há setenta anos. Esta foi a tônica do famoso discurso da "Cortina de Ferro". Nesta campanha presidencial, Hillary defendeu a permanência do engajamento global dos EUA em termos econômicos e militares. Se vencesse as eleições, ela continuaria a defender o "pivô para a Ásia" da política externa, iniciado na presidência Obama, e que rompeu com uma tradição de 200 anos de priorização dos temas atlânticos.
Como presidente, Hillary traria consigo a experiência de haver chefiado o Departamento de Estado e portanto fluência nas minúcias da diplomacia. A propósito, Hillary teria como companheiros na lista de presidentes que também foram Secretários de Estado nomes como Thomas Jefferson, James Madison, Monroe, John Quincy Adams, Martin Van Buren e James Buchanan (este um dos piores presidentes, segundo muitos analistas, por não haver evitado a Guerra Civil). Os EUA portanto não veem um presidente que anteriormente tenha exercido o cargo de secretário de Estado desde em 1857, quando Buchanan começou seu mandato.
Hillary manteria a estratégia de combate ao Estado Islâmico (EI) e à Al Qaeda sem o comprometimento de tropas americanas. Privilegiaria, assim, a utilização ampliada de tecnologia (com drones de ataque, por exemplo) e apoio logístico e de inteligência a forças locais, como na atual ofensiva das forças iraquianas contra o EI em Mossul. A candidata democrata também se oporia a uma expansão do poderio militar chinês e suas ambições territoriais, sobretudo marítimas, bem como ao regime de Putin na Rússia.
Se vencesse, com Hillary haveria ao menos a possibilidade de reedição de uma nova iniciativa para as Américas. Foi o que ela sinalizou no discurso reservado que pronunciou numa reunião corporativa do Banco Itaú em 2013 —e que vazou pela imprensa via WikiLeaks. Talvez ali estava a verdadeira Hillary— e não a personagem protecionista que ela encenou durante a campanha.
Já Trump representa um fator "desglobalizante" para a política externa dos EUA. Washington provavelmente se afastará de muitos dos pilares que sustentam a visão de mundo dos EUA há décadas. Aumentam os embaraços com OTAN, Banco Mundial, FMI e as demais chamadas "instituições de Washington". Trump, se seguir a linha que indicou durante a campanha, denunciará o Nafta e rasgará o TTP, além de incitar a uma guerra comercial contra atuais parceiros como México ou China.
Outro fator notável será a abertura a uma maior cooperação com a Rússia de Putin, com quem Trump já trocou elogios públicos. Trata-se de uma enorme mudança em relação ao candidato republicano anterior – Mitt Romney – que durante a campanha de 2012 identificou no Kremlin o principal antagonista geopolítico dos interesses de Washington.
Trump se vale de parte da insatisfação econômica interna, como o sentimento de perda de postos de trabalho que a mão de obra industrial menos qualificada experimenta nos EUA, para disseminar soluções simplistas de política externa baseadas em preconceitos ou diagnósticos equivocados. Deste bizarro acervo fazem parte proposições como banir a entrada de muçulmanos nos EUA, construir um muro na fronteira com o México, ou impôr um tarifa unilateral de comércio sobre exportações chinesas aos EUA no patamar de 40%.
Em relação à Ásia, com Trump os EUA tendem a retrair sua presença na região. Tal hipótese é ótima para a China, que gosta de se ver como geopoliticamente preponderante na Ásia, e ainda guarda grandes ressentimentos do Japão e sua belicosidade antes e durante a Segunda Guerra Mundial. Com tal retração, aumenta consideravelmente o peso relativo da capacidade de dissuasão chinesa, e portanto diminui o leque de opções para potências intermediárias como Malásia, Filipinas e Taiwan, embora seja difícil pensar nesta última alinhando-se a Pequim, salvo no caso de incorporação de Taipei ao regime da China continental.
Já no que toca à Europa, Trump se identifica com movimentos nativistas ou isolacionistas. Assim foi com as forças que trabalharam em prol do "brexit" e pode-se dizer o mesmo em relação a esses grupamentos políticos que disputarão eleições na França e na Alemanha em 2017. Os EUA sempre viram a existência da União Europeia e a Otan como algo central para seus interesses de estabilidade e segurança no Velho Continente. Isso continuaria com Hillary, que também buscaria avançar no TTIP —a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimentos. Já com Trump, tanto o Tratado do Atlântico Norte como a burocracia de Bruxelas perdem relevância. Navegamos em águas desconhecidas.
Pouco deve-se esperar da Casa Branca em termos de América Latina. A região não é prioridade para Trump. O México tem maior relevância seja em função do Nafta ou da questão imigratória. Tudo isso, no entanto, dependenderá de quanto da tresloucada retórica da campanha ele carregará consigo para a Casa Branca. O mais correto é dizer que Trump não tem um plano de política externa, apenas um conjunto de posições superficiais.
Numa canção de 1987 da banda de rock R.E.M ouvia-se "It's the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)". A eleição de Trump certamente representa a sensação de "fim do mundo como o conhecemos", mas com ela, ao redor do globo, poucos se sentem bem.
==

Folha On
>> Vitória de Trump pode mudar planos de aumentar juros nos EUA
A vitória de Donald Trump na eleição presidencial nos Estados Unidos joga dúvidas sobre a percepção dos mercados financeiros globais de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, vai elevar a taxa de juros em breve e seguir com mais altas graduais ao longo dos próximos anos. Os mercados financeiros caíam com força após a vitória de Trump, com o dólar e as ações despencando e os bônus soberanos considerados como porto seguros e o ouro avançando, o que reflete temores de uma incerteza global prolongada com as políticas do republicano.
A tendência dos investidores era a favor da democrata Hillary Clinton, que seria considerada mais segura tanto nos assuntos domésticos quanto no palco internacional. Trump tem prometido acabar ou renegociar acordos comerciais internacionais, o que pode desencadear uma onda de protecionismo, ameaçando a recuperação econômica global. Os planos econômicos dele prevêm fortes cortes de tributos que muitos economistas estimam que impulsionem com força o déficit orçamentário dos EUA.
"Aumentam as chances de que o Fed não aja em dezembro", disse o economista-chefe da Moody's Analytics, Marz Zandi, sobre a vitória de Trump. A vitória de Trump também lança dúvidas sobre o futuro da chair do Fed, Janet Yellen. Ele tem acusado o Fed de manter a taxa de juros baixa para ajudar o presidente democrata Barack Obama e indicou que pode substituir Yellen após o final do mantado dela em janeiro de 2018, levando analistas a especular se ela renunciaria mais cedo.
==

Globo On
>> Obama chama Trump para conversa após vitória republicana nos EUA
O presidente eleito Donald Trump recebeu uma ligação do atual chefe da Casa Branca, Barack Obama, após ter saído vitorioso nas eleições de terça-feira, segundo sua assessora de campanha. Obama fez uma intensa campanha pela candidata democrata, Hillary Clinton, ao longo dos últimos meses, sem poupar críticas ao republicano. Segundo Kellyanne Conway, a assessora de Trump, os dois tiveram uma ótima conversa e se encontrarão em breve na capital Washington. A Casa Branca ainda não se pronunciou sobre a vitória de Trump. O governo apenas disse que haveria um espaço na agenda do atual presidente para uma reunião com o seu futuro sucessor, na tentativa de garantir avanços positivos na transição do poder.
Nesta terça-feira, Trump fez História e, contra todas as previsões, alcançou delegados suficientes no Colégio Eleitoral para ser eleito o novo presidente dos EUA, derrotando a ex-secretária de Estado. Ao ser projetado vencedor pela AP em Pensilvânia e Wisconsin, bateu a marca requerida de 270 representantes no sistema distrital para ser eleito. A mera possibilidade de sua vitória derrubara o mercado futuro em Dow Jones, bolsas na Ásia na abertura do pregão pela manhã no continente, e fez o peso mexicano sofrer sua maior baixa histórica.
O discurso de vitória do republicano foi de união, prometendo trabalhar mesmo com quem não o apoiou. Pediu união até com democratas que nunca o apoiaram.
"A secretária Hillary me ligou e ela nos parabenizou, e eu a parabenizei pela nossa duríssima luta. Hillary lutou duramente por muito tempo. Temos uma grande dívida com ela por seu serviço", disse ele nu mevento de vitória, em Nova York. "Agora é hora de nos unirmos como um povo só. É a hora. Prometo que serei o presidente para todos os EUA. Vamos renovar o sonho americano. Nosso país tem um tremendo potencial. Nossos homens e mulheres não serão mais esquecidos."
Ele prometeu que a infraestrutura e o respeito à população serão priorizados, antes de assumir seu típico jeito brincalhão usado em comícios. "Vamos sonhar com coisas boas e bem-sucedidas para o nosso país", disse, antes de brincar: "Essa coisa de briga política é dura, não?", fez piada.
==

Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages