ROSA DA FONSECA

8 views
Skip to first unread message

José Periandro Marques

unread,
Jun 3, 2022, 9:45:16 AM6/3/22
to alcantar...@gmail.com, Ana Maria Falcao, anailop...@hotmail.com, Ana Virgínia Marques Oliveira Farias, Amaury Feitosa, Ana Barroso, jose nilton fernandes <josenfernandes2006@hotmail.com>, JOAO DA SILVA COSTA COSTA <joaoscaa13@yahoo.com.br>, Antonio Pereira <pereirasilva46@gmail.com> projetoshilbert@hotmail.com, LJor Medeiros <luizjorgemedeiros@hotmail.com>, SGAMA@bnb.gov.br <stelia@bnb.gov.br>, Júnior Sousa junior <sjpublicidade@uol.com.br> bancariosce@bancariosce.org.br, eunicem...@hotmail.com, chbtu...@googlegroups.com, Crísley Estrela, Leila Porto, cab...@googlegroups.com, elianaca...@yahoo.com.br, martinho costa, Cibele da Nobrega Santiago, Fernanda Mara, Nicolau Bispo dos Santos Santos, Pedro Ramos Botelho, Telma Arantes, wehman...@yahoo.com.br

ROSA DA FONSECA

 

Partiu Rosa da Fonseca em meio a invernada

E como estava seu coração: opresso ou aliviado?

Sorveu chuvas de bênçãos ou borrascas inarráveis?

Valeu a luta desigual, bruta, tamanha,

Se os adversários sem ética, sem pudor, sem dignidade?

O pequenino que sem arrimo, ao vento, ao frio,

Com estômago encolhido e fome medonha que devasta,  

Sem esperança, com o nada que desespera e causa estragos

Teve ciência que lutavas pela dignidade que a ele fora negada?

Alguém se fez agradecido por ter tido brava companheira,

Que destemida enfrentou barreiras terríficas

E empunhou bandeiras por causas humanísticas?

O mundo reconheceu teu martírio gigantesco

Em prol da democracia, legalidade e fraternidade?

Quando décadas vencidas, as baionetas foram destruídas?

Ressoam altissonantes passos em marcha por solidariedade e amorosidade

Ou ainda os canhões enferrujados calam os cânticos de liberdade?

Como o cheiro putrefato de morte, o estrondoso berro de ódio

Ainda espalhados por delinquentes fardados

Sem compromissos com a honra e a pátria amada?

Consta paz em tua alma, no semblante, aparentas calma?

A luta empreendida foi legítima, vivenciei aquele tempo de desditas,

E tive silenciosa empatia pelos românticos estudantes,

Mártires destinados às feras humanas,

Que sequer te permitiram

Dialogar com veemência ou justificar-te

Perante os tribunais das inquisições malsãs.

Tua dor dilacerante e teus gritos retumbantes foram escutados

Por Anjos que benevolentemente te anestesiaram?

Teus verdugos impiedosos e desumanos te assolaram com infâmias  

E humilharam e envergonharam tua integridade,  

O que jamais deveria suceder com qualquer ser humano!

Sendo Rosa, os espinhos se tornaram escudos protetores

De males ainda maiores dos inimigos atrozes.

Os cretinos fascistas e impiedosos tentaram,

Mas não conseguiram aquebrantar tua essência.

Vale a pena lutar por grandes causas,

Ainda que almas pequenas

Tudo arrasem com furor e insanidades.

Como está teu ânimo considerado o novo estado?

Perdoaste os tiranos que te degradaram?

Mentores te levaram para sítios paradisíacos?

As mentiras, as hipocrisias e as repressões absurdas

Fazem parte de um pretérito arrogante e bruto,

Destituído de previdência, inteligência e honorabilidade.

Verdugos que se consideram justos e honoríficos defensores pátrios,

Nada mais são que boçais, canalhas

E só não merecedores de desprezo total porque,

Em sendo filhos do Altíssimo,

Ainda que momentaneamente a serviço da malignidade,

Têm chances de no porvir se redimirem das atrocidades 

Que praticaram contra o irmão em prova terrestre.

Jamais descansa, Rosa, em berço esplêndido:

Teu espírito aventureiro não combina com ociosidade.

Onde estiveres continua o bom combate por igualdade e liberdade.

O viver não é só busca de prazer e alegrias efêmeras,

Quais os hedonistas e os ditadores supõem ser,

Mas vibração e transfusão de energias benignas

Que trazem esperança, confiança e consciência tranquila,

E estas tiveste em abundância e as ofertaste profusamente.

Mesmo que um dia apenas não tenhas passado  

Sem que lembranças amaras te atormentassem,

Configurou-se desafiadora, valorosa e triunfadora

As lutas empreendidas e teres vivido existência condigna.

Os covardes suportam vivências mornas e sórdidas,

E por temor ou ambição de galgar postos que sua competência não comporta,

Contribuem para que o mal se instale no seio da sociedade.

Serena, pessoa digna, tuas batalhas não foram em vão.

Foste sacrificada porque te empenhaste para que triunfasse a honradez,

E quantos não carregam louros de vitórias inglórias

Obtidas com derramamento de sangue inocente?

Avança, vence, habilita-te a novos conceitos:

A aristocracia, tendente ao absolutismo,

Precisa ser convencida do respeito humano

Ou sua desumanidade, avareza e egoísmo serem vencidas,

Porque inúmeras dores e desgostos têm produzido.

Nem tudo perdido, no entanto:

Os paracletos a postos para a construção de nova realidade

Centrada em justiça social e longanimidade.

Ampara-te neles e serás regiamente recompensada.

 

José Periandro Marques

 

Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages