Informes da Biblioteca Virtual do CETAD Observa - nº 2 |
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Maio - 2012
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A implementação da política de atenção integral a usuários de álcool e outras drogas no Estado da Bahia. |
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Autora: FLACH, Patricia Maia Von |
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Referência: FLACH, P. M. A implementação da política de atenção integral a usuários de álcool e outras drogas no Estado da Bahia. 162f. 2010. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva). Instituição de Saúde Coletiva. Universidade Federal da Bahia - UFBA, Bahia. |
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Resumo: No Brasil, a questão que envolve o consumo de álcool e outras drogas é considerada grave problema de saúde pública, constatação que encontra ressonância nos diversos setores e segmentos da sociedade. Apesar disto, é possível identificar uma lacuna assistencial consequente à omissão do governo em relação às políticas públicas voltadas para as necessidades de saúde dos usuários. A Política do Ministério da Saúde para Atenção Integral a Usuários de Álcool e outras Drogas (2003) pode ser considerada recente no país, o que justifica a escassa produção de estudos sobre sua implementação. Neste sentido, o presente trabalho trata da implementação de políticas de saúde por organizações públicas. Teve como objetivo geral analisar como a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB) tem conduzido o processo de implementação da Política de Atenção Integral a Usuários de Álcool e outras Drogas no Estado da Bahia. A estratégia de pesquisa utilizada foi o estudo de caso único, tendo como referencial teórico o ciclo da política pública, particularmente o momento da implementação, os conceitos de organização, poder e “triângulo de governo”. Foi estruturado um modelo lógico cujos componentes, atividades e resultados foram derivados do documento das diretrizes da Política do Ministério da Saúde para Atenção Integral a Usuários de Álcool e outras Drogas, que serviram como referência de como a política deveria ser implementada. As informações para a análise foram coletadas a partir da revisão de documentos federais e estaduais e realizadas entrevistas com informantes-chave, além da aplicação de grupo focal com o Núcleo de Apoiadores Institucionais da Área Técnica de Saúde Mental da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB). Os principais achados do estudo referem-se a: (1) Fragilidade do Projeto de Governo em relação à questão; (2) Baixa Governabilidade “interna” e escassa “externa”; (3) Reduzida Capacidade de Governo; (4) Insuficiente mobilização/ organização dos movimentos sociais; (5) Ineficiente organização dos processos de trabalho no âmbito central.
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Especificidades de usuários(as) de drogas visando uma assistência baseada na heterogeneidade
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Autora: OLIVEIRA, Jeane Freitas de; NASCIMENTO, Enilda Rosendo do and PAIVA, Mirian Santos |
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Referência: OLIVEIRA, Jeane Freitas de; NASCIMENTO, Enilda Rosendo do and PAIVA, Mirian Santos. Especificidades de usuários(as) de drogas visando uma assistência baseada na heterogeneidade. Esc. Anna Nery [online]. 2007, vol.11, n.4, pp. 694-698. ISSN 1414-8145. |
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Resumo: O artigo enfoca a heterogeneidade de grupos e de pessoas usuárias de drogas, com ênfase nas especificidades de mulheres. Trata-se de revisão da literatura sobre o fenômeno das drogas e saúde, a partir de textos selecionados que utilizam a variável empírica sexo. Foram identificadas diferenças no consumo de drogas entre homens e mulheres e especificidades entre mulheres tanto em relação a aspectos epidemiológicos quanto aos determinantes sócio-culturais do fenômeno. Identificou-se que a taxa de consumo, tipo da droga, idade, mortalidade e comorbidade foram aspectos responsáveis pelas principais diferenças de gênero. Especificamente em grupos de mulheres, foram identificadas diferenças relacionadas ao tipo de droga versus idade e procura por tratamento versus tipo de atividade desenvolvida pela unidade de saúde. Os dados demonstram que a assistência às pessoas usuárias de drogas deve contemplar especificidades individuais e de grupos.
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Estratégias desenvolvidas por usuários de crack para lidar com os riscos decorrentes do consumo da droga
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Autores: RIBEIRO, Luciana Abeid; SANCHEZ, Zila M; NAPPO, Solange Aparecida |
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Referência: RIBEIRO, Luciana Abeid; SANCHEZ, Zila M. and NAPPO, Solange Aparecida. Estratégias desenvolvidas por usuários de crack para lidar com os riscos decorrentes do consumo da droga. J. bras. psiquiatr. [online]. 2010, vol.59, n.3, pp. 210-218. ISSN 0047-2085. |
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Resumo: O objetivo deste estudo foi identificar, sob a ótica de usuários de crack, quais são as estratégias que eles utilizam para minimizar ou evitar os riscos decorrentes do consumo de crack. Utilizou-se método qualitativo de pesquisa, desenvolvido mediante entrevistas semiestruturadas em profundidade. Foi entrevistada uma amostra intencional por critérios, composta por 30 usuários de crack, selecionados por meio de informantes-chave e distribuídos em oito diferentes cadeias. As entrevistas foram transcritas literalmente, inseridas e analisadas no software NVivo 8, com exploração dos dados mediante a técnica de análise de conteúdo. Resultados: Os entrevistados acreditam que os maiores riscos decorrentes da dependência do crack sejam os relacionados aos efeitos psíquicos da droga, como fissura, sintomas paranóides transitórios e sintomas depressivos, assim como os decorrentes da ilegalidade dela, como a polícia e as questões referentes ao tráfico. Entretanto, os riscos de complicações físicas do consumo quase não foram apontados. As estratégias se concentraram no controle dos efeitos psíquicos, principalmente pelo consumo de álcool e maconha. Para lidar com as consequências da ilegalidade da droga, mostraram se preocupar com a postura que adotam perante o traficante e a polícia. Conclusões: As estratégias desenvolvidas pelos usuários focam na tentativa de se autoprotegerem principalmente dos episódios de violência e no alívio de sintomas desagradáveis causados pela droga – principalmente fissura e sintomas paranóides transitórios. Essas estratégias podem parecer efetivas a curto prazo, porém apresentaram riscos de longo prazo, tais como dependência de álcool e maconha.
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Avaliação de ações educativas sobre consumo de drogas e juventude: a práxis no trabalho e na vida
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Autora: SOARES, Cássia Baldini; CAMPOS, Célia Maria Sivalli; BERTO, Juliana Sette; PEREIRA, Érica Gomes |
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Referência: SOARES, Cássia Baldini; CAMPOS, Célia Maria Sivalli; BERTO, Juliana Sette and PEREIRA, Érica Gomes. Avaliação de ações educativas sobre consumo de drogas e juventude: a práxis no trabalho e na vida. Trab. educ. saúde (Online) [online]. 2011, vol.9, n.1, pp. 43-62. ISSN 1981-7746. |
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Resumo: O objetivo deste artigo é analisar como conhecimentos sobre consumo de drogas e juventude foram incorporados às práticas sociais de participantes de oficinas para debate, sensibilização e instrumentalização de trabalhadores de instituições sociais, ocorridas há três anos. Foram realizadas 13 entrevistas, utilizando-se roteiro com questões sobre: temas discutidos e estratégias utilizadas, contribuição para o desenvolvimento pessoal e profissional, análise de situações-problema. Os resultados indicaram que os participantes desenvolvem práticas no trabalho e na vida caracterizadas por compreender a rede de causalidade imbricada no consumo de drogas, que envolve reflexões sobre mercadorização da droga, problemas decorrentes da criminalização e do mercado de trabalho. Foram também discutidos valores contemporâneos e dificuldades da família e da escola na socialização dos jovens. Nessa direção, observam-se cuidados para compor discursos que não culpabilizem os usuários. Preferir-se-ia uma atitude de compreensão e diálogo diante das situações-problema colocadas. Embora haja discursos que oscilem, entre formas hegemônicas e críticas de apreensão do problema, é possível perceber que a compreensão mais geral remete ao complexo sistema de produção, consumo e distribuição de psicoativos e à busca de soluções sociais ampliadas. As práticas sociais desenvolvidas, no entanto, evidenciaram ausência de políticas públicas para o enfrentamento do problema.
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Redução de danos: análise das concepções que orientam as práticas no Brasil
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Autoras: SANTOS, Vilmar Ezequiel dos; SOARES, Cássia Baldini; CAMPOS, Célia Maria Sivalli |
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Referência: SANTOS, Vilmar Ezequiel dos; SOARES, Cássia Baldini and CAMPOS, Célia Maria Sivalli. Redução de danos: análise das concepções que orientam as práticas no Brasil. Physis [online]. 2010, vol.20, n.3, pp. 995-1015. ISSN 0103-7331. |
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Resumo: Este estudo teve como objetivo analisar as concepções que orientam as práticas de Redução de Danos (RD) no Brasil. Selecionaram-se 46 publicações nacionais, de 1994 a 2006, tendo como referência principal a base de dados LILACS. Partindo das categorias centrais objeto (aquilo que se pretende transformar) e sujeito (para quem as ações são direcionadas), a análise mostrou que a RD apresenta-se de maneira bastante heterogênea, com a unidade objeto-sujeito representada por diferentes equações: dependência-dependente; doenças transmissíveis-usuários de droga das populações marginalizadas e excluídas; consumo-usuário de drogas; moradores-modo de vida de uma dada "comunidade"; riscos sociais e população em geral; e produção, comércio e consumo de Substâncias Psicoativas (SPA)-classe social. Pode-se concluir que as diferentes concepções de RD expressam tendências que vão se constituindo no Brasil como respostas aos problemas relacionados ao complexo fenômeno do consumo de drogas, e significam o envolvimento de diversas áreas e a ampliação do debate teórico.
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