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Informes da Biblioteca Virtual do CETAD Observa - nº 3 |
Junho 2012 (01/06) |
A interferência do contexto assistencial na visibilidade do consumo de drogas por mulheres. |
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Autora: OLIVEIRA, Jeane Freitas de; PAIVA, Mirian Santos and VALENTE, Camila Motta Leal. |
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Referência: OLIVEIRA, Jeane Freitas de; PAIVA, Mirian Santos and VALENTE, Camila Motta Leal. The interference of the care context with the visibility of the drug consumption by women. Rev. Latino-Am. Enfermagem [online]. 2007, vol.15, n.2, pp. 247-252. ISSN 0104-1169. |
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Resumo: O objetivo deste artigo é analisar como conhecimentos sobre consumo de drogas e juventude foram incorporados às práticas sociais de participantes de oficinas para debate, sensibilização e instrumentalização de trabalhadores de instituições sociais, ocorridas há três anos. Foram realizadas 13 entrevistas, utilizando-se roteiro com questões sobre: temas discutidos e estratégias utilizadas, contribuição para o desenvolvimento pessoal e profissional, análise de situações-problema. Os resultados indicaram que os participantes desenvolvem práticas no trabalho e na vida caracterizadas por compreender a rede de causalidade imbricada no consumo de drogas, que envolve reflexões sobre mercadorização da droga, problemas decorrentes da criminalização e do mercado de trabalho. Foram também discutidos valores contemporâneos e dificuldades da família e da escola na socialização dos jovens. Nessa direção, observam-se cuidados para compor discursos que não culpabilizem os usuários. Preferir-se-ia uma atitude de compreensão e diálogo diante das situações-problema colocadas. Embora haja discursos que oscilem, entre formas hegemônicas e críticas de apreensão do problema, é possível perceber que a compreensão mais geral remete ao complexo sistema de produção, consumo e distribuição de psicoativos e à busca de soluções sociais ampliadas. As práticas sociais desenvolvidas, no entanto, evidenciaram ausência de políticas públicas para o enfrentamento do problema. |
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Ser fumante em um mundo antitabaco: reflexões sobre riscos e exclusão social. |
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Autora: SPINK, Mary Jane P. |
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Referência: SPINK, Mary Jane P.. Ser fumante em um mundo antitabaco: reflexões sobre riscos e exclusão social. Saude soc. [online]. 2010, vol.19, n.3, pp. 481-496. ISSN 0104-1290. |
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Resumo: Esta pesquisa foi realizada no contexto das atuais medidas para controle do tabagismo e teve por objetivo entender os sentidos do ato de fumar para os fumantes e a maneira como vivenciam as pressões para cessar de fumar. Com base em 50 entrevistas com diferentes segmentos de uma universidade paulista (professores, funcionários de carreira e terceirizados, alunos de graduação e de pós-graduação), a análise focalizou três aspectos: por que as pessoas fumam, a ambivalência entre o prazer de fumar e os malefícios do tabaco, e as experiências de discriminação de fumantes. Concluiu-se que, na perspectiva da Saúde Coletiva, é necessário informar o público sobre os riscos associados ao tabagismo, contrapor os danos aos efeitos sedutores da publicidade da indústria tabagística e oferecer apoio para os que desejam cessar de fumar. Entretanto, para além dessas medidas, é preciso também entender o ponto de vista dos fumantes para os quais o tabaco ainda é uma droga legalizada que produz efeitos positivos, apesar de causar dependência física e psicológica, havendo, portanto, muitos obstáculos a serem enfrentados para dar fim a esse hábito. Tal cenário de múltiplas dificuldades nos leva a indagar se fumar não se enquadraria nos estilos de vida arriscados para os quais são pertinentes as abordagens voltadas à redução de danos. |
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A compreensão dos operadores de Direito do Distrito Federal sobre o usuário de drogas na vigência da nova lei. |
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Autores: SANTOUCY, Luiza Barros; CONCEICAO, Maria Inês Gandolfo and SUDBRACK, Maria Fátima Olivier. |
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Referência: SANTOUCY, Luiza Barros; CONCEICAO, Maria Inês Gandolfo and SUDBRACK, Maria Fátima Olivier. A compreensão dos operadores de direito do Distrito Federal sobre o usuário de drogas na vigência da nova lei. Psicol. Reflex. Crit. [online]. 2010, vol.23, n.1, pp. 176-185. ISSN 0102-7972. |
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Resumo: O usuário de drogas tem recebido tratamentos contraditórios que promovem sua estigmatização e clandestinidade e limitam a compreensão do fenômeno. O objetivo foi investigar como Promotores e Juízes estão entendendo e aplicando a nova lei que legisla sobre a conduta de usar e portar drogas no Brasil. Onze operadores do Direito do Distrito Federal (DF) participaram de entrevistas semi-estruturadas divididas em três eixos: a visão em relação ao usuário de droga; como a lei vem sendo aplicada; e como concebe o trabalho da equipe multidisciplinar. As respostas demonstraram posições muito heterogêneas, denotando não haver ainda unanimidade quanto à compreensão da nova lei: se por um lado há uma crença compartilhada de que o uso de drogas é um problema de saúde pública, por outro, acredita-se que o usuário deve receber uma punição por seu ato ilegal. Um diálogo interdisciplinar efetivo permitiria uma atuação eficaz e reflexiva visando a beneficiar as pessoas que chegam à justiça. |
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Representações sociais de universitários de psicologia acerca da maconha. |
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Autora: FONSECA, Aline Arruda da et al. |
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Referência: FONSECA, Aline Arruda da et al. Representações sociais de universitários de psicologia acerca da maconha. Estud. psicol. (Campinas) [online]. 2007, vol.24, n.4, pp. 441-449. ISSN 0103-166X. |
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Resumo: O uso abusivo de substâncias psicoativas lícitas e ilícitas ganhou proporções tão alarmantes que, na atualidade, é um desafio da saúde pública. Salienta-se que a maconha é a droga ilícita mais utilizada no Brasil. Esta pesquisa objetivou investigar as representações sociais de estudantes de Psicologia acerca da maconha. Participaram 200 universitários de ambos os sexos (76,2% feminino), com idades entre 18 e 26 anos. Foi utilizado o Teste de Associação Livre de Palavras, tendo como estímulo indutor a palavra maconha. Os dados foram processados pelo software tri-deux-mots (versão 6.1) por meio da análise fatorial de correspondência. Os resultados apontaram diferenças de gênero nas formas de representarem a maconha. Os universitários objetivaram a maconha nas questões voltadas para a busca do prazer/hedonismo e as universitárias nos aspectos psicossociais. Os estudantes mais jovens apresentaram uma visão negativa da erva e os mais velhos deram ênfase ao preconceito sofrido pelos usuários. |
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Atitudes dos pneumologistas brasileiros em face da dependência de nicotina: inquérito nacional. |
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Autora: VIEGAS, Carlos Alberto de Assis; VALENTIM, Antonio Gabriel Teles; AMORAS, Jaene Andrade Pacheco and NASCIMENTO, Euler Junior Moreira. |
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Referência: VIEGAS, Carlos Alberto de Assis; VALENTIM, Antonio Gabriel Teles; AMORAS, Jaene Andrade Pacheco and NASCIMENTO, Euler Junior Moreira. Atitudes dos pneumologistas brasileiros em face da dependência de nicotina: inquérito nacional. J. bras. pneumol. [online]. 2010, vol.36, n.2, pp. 239-242. ISSN 1806-3713. |
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Resumo: O tabagismo é uma condição médica por haver dependência de droga, devendo ser abordado por todos os profissionais de saúde como uma doença crônica. Objetivando conhecer a conduta dos pneumologistas brasileiros perante fumantes, realizamos um inquérito nacional, por meio da aplicação de um questionário via internet, enviado para 2.800 desses profissionais, com um retorno de 587 questionários (21%). Observamos que 3,2% dos respondedores não entendem o tabagismo como uma condição médica. Somente 14,7% responderam tratar o tabagismo, e 32,4% disseram encaminhar o fumante para outro colega tratá-lo. Os resultados sugerem que os pneumologistas brasileiros não têm conhecimento suficiente sobre as terapias de cessação do tabagismo. |
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Para maiores informações acesse: www.cetadobserva.ufba.br