O Médico E O Monstro

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Imelda Matchett

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Aug 3, 2024, 4:45:18 PM8/3/24
to ceaufobekto

Nessa crtica consciente e avessa a qualquer forma de conciliao extorquida, o livro lembra no apenas como o neoliberalismo autoritrio que vemos com fora no Brasil fruto de um colapso do sistema de expectativas mobilizadas pelo progressismo local; antes, trata-se principalmente de recordar que no se trata em absoluto de deixar a crtica para depois. Melhor seria compreender que as respostas aos problemas efetivos pelos quais passa o continente e nosso pas ainda no foram encontradas. E s se encontra respostas adequadas quando no se ilude mais com respostas falsas ou com mdicos que acabam virando monstros.

Publicada em 1883, esta obra-prima de Robert Louis Stevenson uma das mais empolgantes aventuras martimas j escrita, e deu origem a grande parte do imaginrio de piratas que at hoje habita nossas mentes e a cultura pop. A nossa edio traz traduo indita, notas e posfcio de Samir Machado de Machado e ilustraes de Ivo Puiupo, alm de textos complementares do escritor Jim Anotsu e da pesquisadora Marina Bedran, especialista na obra de Stevenson.

Nova traduo de um dos mais importantes clssicos da literatura traz interpretao grfica de Ado Iturrusgarai. Publicado pela primeira vez em 1886, esta instigante novela um clssico do autor escocs Robert Louis Stevenson que inspirou desde Vladimir Nabokov e Jorge Luis Borges at Stan Lee.

Um dos maiores clssicos da literatura mundial, agora em nova traduo do alemo e com mais de 90 ilustraes do artista Loureno Mutarelli. Essa pequena novela, lanada em 1915, revolucionou a literatura e as artes. De forma agressiva, acessvel e inovadora, tornou-se um dos mais importantes e difundidos textos da histria.

Um monstro ancestral est chegando a Londres. Quando publicou este clássico pela primeira vez, em 1897, Bram Stoker firmou na imaginação popular a mais célebre imagem da lenda do vampiro, que se tornaria uma referência insuperável para o cinema e outras mídias.

A obra conhecida por sua representao vvida do fenmeno de mltiplas personalidades, quando em uma mesma pessoa existem tanto uma personalidade boa quanto m, ambas muito distintas uma da outra. O impacto do romance foi tal que se tornou parte do jargo ingls, com a expresso "Jekyll e Hyde" usada para indicar uma pessoa que age de forma moralmente diferente dependendo da situao.[1]

Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde foi um sucesso imediato e uma das obras mais vendidas de Stevenson. Adaptaes teatrais comearam a ser encenadas em Londres um ano aps seu lanamento, e a partir de ento o livro inspirou a realizao de diversos filmes e peas. O aclamado autor de literatura de terror Stephen King considerou a obra como um dos trs grandes clssicos do gnero, sendo os outros dois Frankenstein e Drcula.[2] A obra est em domnio pblico e est disponvel gratuitamente na Internet em lngua inglesa.[3][4]

Em Londres, durante um passeio, Richard Enfield narra a seu parente, o advogado Gabriel John Utterson, um estranho encontro com uma figura sinistra chamada Mr. Hyde. Utterson se preocupa, pois recentemente seu cliente, o respeitvel mdico Dr. Henry Jekyll, tornou Hyde o beneficirio de seu testamento. Alguns dias depois, o advogado consegue se encontrar com Hyde e fica impressionado com sua feiura. Aps um jantar em casa de Jekyll, Utterson discute o assunto com o mdico, mas este garante que est tudo sob controle e no precisa se preocupar.

Um ano depois Hyde espanca um homem at a morte com uma bengala que Utterson presenteara a Jekyll. Acontecimentos estranhos se sucedem, culminando com a recluso de Jekyll em seu laboratrio. O mordomo pede socorro a Utterson, e os dois arrombam a porta do laboratrio. L encontram o corpo de Hyde usando as roupas de Jekyll e uma carta deste explicando todo o mistrio.

Na carta, Jekyll explica que, na tentativa de separar seu lado bom dos impulsos mais sombrios, descobriu uma poo que o transforma periodicamente numa criatura sem quaisquer escrpulos, Mr. Hyde. No incio, Jekyll se deleitava com a liberdade moral que tal ser possua, mas, com o tempo, ele perdeu o controle sobre as transformaes. O estoque da poo se esgotou, ele no estava conseguindo obter o ingrediente certo para recri-la, e o mdico sabia que da prxima vez em que se transformasse no monstro no haveria mais volta.

Em 2006, O mdico e o monstro (The strange case of dr. Jekyll and mr. Hyde), do escritor escocs Robert Louis Stevenson, completa 120 anos, sendo seguramente um dos livros mais adaptados para o teatro, cinema e televiso em todo o mundo. Segundo o prprio Stevenson, em entrevista publicada no The New York Herald de 8/09/1887, teria vindo-lhe em sonho o argumento para a histria do mdico que descobre, por meio da qumica, uma maneira de dividir suas pores boa e m, ou civilizada e selvagem.

O tema do duplo estar presente, tambm, em outros escritos de Stevenson, como o excelente conto "Markhein". Vale a pena notar que, no pequeno prdio do Writers Museum, em Edimburgo, o acervo sobre Stevenson tambm sugere algo da dualidade (ou multiplicidade) do prprio escritor. Nele so retratados o Stevenson da fria e escura capital escocesa, a "cidade dos mortos", o das viagens pela Frana, o da vida em famlia e o do convvio com a cultura samoana do pacfico sul. Enfim, fragmentos da vida de um artista do mundo.

NO CINEMA Acredita-se que a primeira verso cinematogrfica de O mdico e o monstro seja americana, de 1908, dirigida por Otis Turner e produzida por William Selig. Nesse filme j so introduzidas as personagens da noiva e do sogro do dr. Jekyll, inexistentes na novela de Stevenson, mas absorvidas da adaptao teatral da histria, em 1897, por Luella Forepaugh e George Fish.

Um retrospecto da influncia de Jekyll e Hyde no cinema ilustra bem o poder de seduo de alguns personagens literrios, cuja existncia parece preceder e ir alm da prpria obra que lhes deu origem. Com base em sua experincia clnica, o mdico Theodore Dalrymple comenta, em seu artigo "Mr. Hyde and the epidemiology of evil" (em The New Art Criterion, v. 23, n 1, setembro de 2004, p. 24-8), que "mesmo pessoas iletradas, que nunca leram um livro em suas vidas, fazem uso de Jekyll e Hyde enquanto metfora."

Stevenson j foi considerado autor de literatura juvenil e acusado de ser um escritor afetado. Contudo, a fora de seus personagens e a atualidade de suas histrias tem contrariado opinies negativas e garantido a sobrevivncia de sua obra no decorrer dos sculos. Graham Greene, talo Calvino e Jorge Luiz Borges esto entre os que consideraram Stevenson um mestre. No incio deste ano, foi lanada uma nova biografia do autor escocs, escrita por Claire Harman (Robert Louis Stevenson – a biography, Harper Collins, 528 pgs), marcando, talvez, o incio de uma reviso crtica desse que foi um dos mais influentes contadores de histrias da literatura universal.

Uma leitura psicanaltica da novela tende a exonerar Jekyll: Hyde seria uma manifestao desenfreada do inconsciente freudiano, um ego ligado diretamente ao fio desencapado do id; e um homem no pode ser culpado pelo que existe, sem que ele saiba, nos calabouos de sua mente.

No h nada inconsciente a. Jekyll sabe o que quer, mas tem vergonha de querer, e durante algum tempo at perseguiu esses desejos, hipocritamente, em segredo. Hyde permite-lhe pr a vergonha e (ele acredita) a hipocrisia de lado.

Diferentemente do que se v em muitas das apropriaes da histria pela cultura popular contempornea, a forma de Hyde no era a de um monstro descomunal, dotado de uma fora sobre-humana, uma espcie de Incrvel Hulk vitoriano; fisicamente, Edward Hyde era menor e mais fraco do que Henry Jekyll. Stevenson justifica isso apontando que a forma fsica de Hyde expressava um lado pouco exercitado da personalidade de Henry Jekyll. Da seu desenvolvimento fsico atrofiado, inferior.

A ComCincia (ISSN 1519-7654) uma revista digital mensal de jornalismo cientfico publicada desde 1999 pelo Laboratrio de Estudos Avanados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Cincia (SBPC). Editores executivos e jornalistas responsveis: Marina Gomes e Ricardo Muniz.

Poucos clssicos da literatura so to conhecidos e adorados como O mdico e o monstro. Escrito quando o autor tinha trinta e cinco anos de idade, em 1885, o romance foi um sucesso imediato de pblico e inseriu Robert Louis Stevenson no grupo seleto dos grandes escritores da literatura universal. Ao narrar as experincias de um mdico que, numa "noite maldita", tomou uma poo fumegante de colorao avermelhada e descobriu "a dualidade absoluta e primordial do homem", o autor escocs criou uma histria de suspense e horror, em que o perigo iminente no est do lado de fora, mas do lado de dentro, na parte obscura da alma. Esta edio, alm de uma introduo de Robert Mighall, Ph.D. em fico gtica e cincia mdico-legal vitoriana na Universidade de Wales, conta com um prefcio do escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza, que define o romance como "um dos mais perfeitos e provavelmente o mais famoso romance de mistrio da literatura de lngua inglesa".

Este artigo tem como tema a violncia cometida por mdicos no atendimento pacientes mulheres. Seu objetivo debater a respeito do tema luz do Direito, relacionando-o com a dignidade humana de Kant. A metodologia utilizada foi a qualitativa, tendo como fonte de dados a pesquisa bibliogrfica e jurisprudencial. Discute-se sobre a violncia contra mulher e suas implicaes na prtica mdica. Apresenta-se a questo tica e a tica mdica, verificando-se que o cometimento da violncia uma grave violao dos princpios que regem a medicina. So apresentados casos de violncia mdica, conforme jurisprudncia, relacionando a ocorrncia destes casos violao da dignidade humana. Conclui-se que a violncia sexual cometida por mdicos a pacientes viola princpios ticos e a dignidade humana, devendo sua preveno ocorrer na formao mdica, por meio da informao s pacientes e pela punio aos que cometem esse tipo de violncia.

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