Em mais um golpe à biodiversidade brasileira, algodão da Bayer é aprovado

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Katia

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Aug 27, 2008, 6:07:27 PM8/27/08
to CDMA-Comissão de defesa do meio ambiente
Em mais um golpe à biodiversidade brasileira, algodão da Bayer é
aprovado

CTNBio aprova segunda variedade de algodão geneticamente modificado no
país. Em 2005 foi o Bt da Monsanto. Agora, o Liberty Link da Bayer.
Bom as para empresas, ruim para a biodiversidade brasileira.

Variedade resistente ao glufosinato é liberada apesar das evidências
científicas de que é uma ameaça à saúde e ao meio ambiente.

Más notícias para a biodiversidade brasileira. A Comissão Técnica
Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou nesta quinta-feira, em
Brasília, mais uma variedade transgênica de algodão no Brasil. Depois
liberar em 2005 o algodão Bt da Monsanto , agora a Comissão deu a
permissão para o plantio e comercialização do algodão Liberty Link, da
Bayer CropScience. Trata-se de uma variedade que é resistente ao
glufosinato, herbicida que tem um histórico polêmico de contaminação
do solo e com potenciais riscos à saúde humana.

A aprovação do algodão transgênico da Bayer contou com 18 votos de
integrantes da CTNBio - três votaram contra e houve duas abstenções.

Ao explicar seu voto contrário à liberação, Paulo Kageyama, professor
da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), de
Piracicaba (SP) e representante do Ministério do Meio Ambiente na
CTNBio, afirmou que o algodão transgênico da Bayer é uma grande ameaça
a espécies e variedades silvestres em todos os seis biomas
brasileiros.

"Ou seja, estamos colocando em risco toda a agrobiodiversidade do
país, especialmente no semi-árido, área rica em variedades silvestres
de algodão", afirma Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de
Engenharia Genética do Greenpeace Brasil.

Paulo Barroso, especialista do Embrapa na área vegetal e representante
do Ministério da Ciência e Tecnologia, votou a favor do algodão
transgênico alegando ter levado em conta "estudos independentes além
dos apresentados pela empresa". Curiosamente, ignorou em sua pesquisa
um dos mais significativos, o da European Food Safety Authority
(EFSA), que aponta inúmeras evidências científicas dos riscos à saúde
humana e ao meio ambiente relacionados ao uso de herbicidas à base de
glufosinato - leia aqui o relatório da EFSA.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão
ligado ao Ministério da Saúde, já alertou para os riscos do
glufosinato para a saúde humana quando a CTNBio aprovou o milho
transgênico da Bayer (maio de 2007) que usa o mesmo princípio ativo do
algodão agora liberado. Segundo a Agência, o herbicida não é seguro
para gestantes, lactantes e bebês recém-nascidos. Como tanto o milho
como o algodão da Bayer são resistentes ao glufosinato, há o risco de
grande aumento no uso desse herbicida e, com isso, aparecimento de
erva daninhas resistentes, além do aumento de resíduo do veneno na
comida - o óleo de algodão é usado em diversos produtos
industrializados.

Fuente: Greenpeace Brasil

fonte: http://www.biodiversidadla.org/content/view/full/43393
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