Abram o coração
Juventude é lutar contra as próprias dificuldades. Quanto maior a sinceridade do jovem que vive pela missão, maior será sua dificuldade. Em 1961, a Divisão Masculina de Jovens lutou determinadamente pela expansão, com o objetivo de reunir a grande força de 100 mil pessoas, como havia prometido ao mestre presidente Toda ainda em vida. Em cada localidade foram edificando “pirâmides” para transmitir à sociedade local, na medida de suas forças, a validade do maravilhoso Budismo e a justiça da Soka Gakkai. Realizar o Chakubuku é a maior das dificuldades, e, no entanto, ali havia companheiros que sofriam também com a dificuldade de fazer seu próprio Chakubuku.
No início daquele ano, eu fiz uma viagem pela Ásia e, ao retornar, imediatamente me dirigi à minha amada Tyubu (região central do país), e posteriormente fui a Tohoku (nordeste do Japão) para participar da inauguração dos Distritos Senboku e Ishinomaki e ainda, na sequência, do Distrito Hatiko. Foi numa sala de espera do auditório público do município de Sendai que um companheiro, uma pessoa sincera, abriu para mim seu coração cheio de sofrimento. Disse-me que, observando o ambiente, eram perceptíveis bons resultados na propagação budista, porém, ele estava perdendo a confiança em si mesmo, por precipitação e insegurança, porque, por mais que dialogasse com as pessoas, não conseguia resultados pessoais satisfatórios.
Que pessoa mais admirável! Eu louvei e elogiei seu dedicado esforço e solicitei às pessoas ao nosso lado para abrirem as janelas da sala.
Eu lhe disse com forte convicção: “Veja só! Com uma simples atitude de abrir uma janela, percebe-se lá fora um ambiente completamente diferente do que existe aqui dentro. Basta que o senhor abra seu coração o quanto conseguir sem se incomodar com pequenos detalhes.
O fundamental é falar sobre o sublime Budismo com coragem. Venha a pessoa ou não realizar a prática da fé, a semente de buda terá sido plantada no coração dela. Certamente chegará o dia em que ela germinará. Este é o significado do “budismo da semeadura”.
Espírito de Chakubuku
A simples atitude de sofrer por não conseguir realizar o Chakubuku já é sentimento próprio de um coração de buda, o sofrimento de um buda. Com base no princípio de “desejos mundanos são a própria iluminação”, a condição de vida de uma pessoa se abrirá conforme a intensidade do sofrimento e da oração pela felicidade das pessoas.
Somos todos “filhos do leão!” Vamos avançar alegremente com tranquilidade e de cabeça erguida. Nitiren Daishonin nos diz: “Os discípulos de Nitiren são como leões quando urram” (Gosho Zenshu, p. 1.190).
Jovem, não seja derrotado! Fale com toda coragem! Jovens leões, conquistem todas as vitórias!