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nº 49 - Março de 2017 - Tempo da Quaresma- Ano
Mariano
Magistério
Papa Francisco: não se deixar
abater
pelo desânimo
0“Se
prestarmos atenção, tudo a nosso redor
geme: geme a própria criação, gememos nós seres
humanos e geme o Espírito dentro de nós, no nosso
coração”: palavras do Papa na Audiência Geral desta
quarta-feira (22/02), que volta a ser realizada na
Praça S.
Pedro.
A catequese do Pontífice aos cerca de 10 mil fiéis foi
sobre a esperança cristã e a criação. Francisco
recordou que Deus confiou a nós a proteção da natureza
para que pudéssemos entrar em relação com Ele,
reconhecendo nela o seu vestígio. Porém, quando se
deixa levar pelo egoísmo, o ser humano acaba por
arruinar inclusive as coisas
mais belas.
“E, infelizmente, a consequência de tudo isso está
dramaticamente sob os nossos olhos, todos os dias.”
Como exemplo, o Papa
falou na água, “que nos dá a vida, mas para explorar
os minerais, a água é contaminada e se destrói
a criação”. Onde tudo remetia ao Pai Criador e ao seu
amor infinito, agora traz o sinal triste e desolador
do orgulho e da
voracidade humanas.
O Senhor, porém, não nos deixa sós e também este
quadro desolador nos oferece uma perspectiva nova de
libertação, de salvação universal.
“Se prestarmos atenção, tudo a nosso redor geme: geme
a própria criação, gememos nós seres humanos e
geme o Espírito dentro de nós, no nosso coração”,
prosseguiu o Papa. Esses gemidos não são uma
lamentação estéril, desconsolada, mas – como destaca o
Apóstolo – são os gemidos de uma mulher
prestes a dar à luz; são gemidos de quem sofre, mas
sabe que está para chegar uma nova vida. “E no nosso
caso é
realmente assim.”
O cristão não vive fora do mundo, sabe reconhecer na
própria vida e naquilo que o rodeia os sinais do mal,
do egoísmo e do
pecado. É solidário com quem sofre, com quem chora,
com quem está marginalizado, com quem se sente
desesperado. Ao mesmo tempo,
porém, o cristão aprendeu a ler tudo isso à luz da
Páscoa, com os olhos de Cristo Ressuscitado, e sabe
que o presente
é tempo de expectativa, tempo animado por um anseio
que vai para além do presente.
Na esperança, sabemos que o Senhor quer curar
definitivamente, com a sua misericórdia, os corações
feridos e humilhados e
aquilo que o homem deturpou com a sua impiedade, tudo
regenerando num mundo novo e numa humanidade nova
reconciliados finalmente no seu amor.
A mensagem final do Papa foi de esperança: “Quando
somos tentados pelo desânimo, pelo pessimismo, caindo
em inúteis
lamentações ou ficando sem saber que pedir ou esperar,
vem em nosso auxílio o Espírito Santo, que mantém
vivos os
gemidos e anseios do nosso coração. O Espírito vê, por
nós, para além das aparências negativas do
presente e revela-nos já agora os novos céus e a nova
terra que o Senhor está preparando para a humanidade”.
Ao final da catequese, o Papa assistiu a uma
apresentação circense. Ao saudar os grupos presentes
na Praça, Francisco fez um
apelo especial em prol do Sudão do Sul:
“Provocam particular apreensão as dolorosas notícias
que chegam do martirizado Sudão do Sul, onde a um
conflito fratricida
se une uma grave crise alimentar, que condena à morte
por fome milhões de pessoas, entre as quais muitas
crianças. Neste momento,
é mais necessário do que nunca o empenho de todos a
não ficar somente nas declarações, mas a tornar
concretas as
ajudas alimentares e a permitir que possam chegar às
populações sofredoras. Que o Senhor ampare esses
nossos irmãos e os
que atuam para ajudá-los.”
Testemunhos
Médico, ateu, Prêmio Nobel de Medicina: ele
testemunhou um milagre em Lourdes e se converteu a
Cristo!
Alexis
Carrel, Prêmio Nobel de Medicina em 1912,
chegou a se converter ao catolicismo graças aos
milagres que presenciou na cidade mariana de Lourdes,
na França, a partir de 1903,
quando ainda era um jovem médico ateu.
Na época,
um colega que acompanharia um grupo de
peregrinos a Lourdes lhe pediu, por força maior, que o
substituísse. Carrel aceitou pensando em comprovar
pessoalmente a falsidade dos
supostos milagres – mas o que lhe coube foi justamente
assistir a um deles.
O médico
visitou, observou e analisou todos os sintomas
de uma mulher tuberculosa em leito de morte. Não havia
dúvida alguma de que ela morreria em breve. No
entanto, quando aquela mulher,
diante dos seus olhos incrédulos, saiu das piscinas de
Lourdes, tudo tinha desaparecido. O depoimento de
Carrel ao revelar a sua
conversão foi recebido com escândalo nos âmbitos
naturalistas céticos que dominavam a França.
A
propósito: é recomendável que os
incrédulos, em vez de promulgarem os seus próprios
dogmas de “intelectualidade superior” diante daquilo
que não
entendem, procurem conhecer o assunto com mais rigor
científico e menos conclusões precipitadas (e
anticientíficas). É o
que propõe outro médico premiado com o Nobel de
Medicina: o dr. Luc Montagnier, que, entre outras
relevantes
contribuições à ciência, ficou famoso pela descoberta
do vírus HIV. Ele afirma:
“Muitos
cientistas cometem o erro de rejeitar o que
não entendem. Não gosto dessa atitude. Frequentemente
cito a frase do astrofísico Carl Sagan: ‘A ausência de
prova
não é prova de ausência’ (…) Quanto aos milagres de
Lourdes que eu estudei, creio que realmente se trata
de
algo inexplicável (…) Não consigo entender esses
milagres, mas reconheço que há curas que não estão
previstas no estado atual da ciência”.
De
fato, são milhares os registros de “curas
inexplicáveis” que acontecem todos os anos no
santuário mariano de Lourdes, mas são pouquíssimas as
curas
consideradas efetivamente milagrosas por parte da
Igreja, que adota critérios rigorosos em sua minuciosa
avaliação
científica de cada caso.
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Congregação Mariana Nsa.
Sra. das Dores e s. João Evangelista para funcionários
do Instituto Nacional do Câncer
informações:
Marcos Lima (presidente) - 81370601 ou 32075532 (t) -
marco...@inca.gov.br
Assistente-eclesiástico: pe. Célio Calixto
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