Na
2ª Periférica - Mostra de Cinema de Camaragibe teremos duas oficinas de 26 a 30 de agosto. São oportunidades de refletir sobre a produção audiovisual e ainda praticar, produzindo filmes coletivamente. Confere abaixo as informações detalhadas sobre cada oficina e faz a sua inscrição GRATUITAMENTE. 😉
OFICINA “DESCOLONIZANDO O OLHAR” com Natália Lopes
De 26 a 30 de agosto, das 9h às 12h
Local: Escola Técnica de Camaragibe
Público: Até 30 pessoas, com faixa etária a partir dos 15 anos. Pessoas negras e mulheres (cis e trans) terão prioridade.
Carga horária: 15h
Inscrição gratuita até 14/08: http://bit.ly/DescolonizandoSobre a oficina:
Através de uma abordagem geopolítica sobre o campo audiovisual e as narrativas que marcam os mais famosos movimentos cinematográficos, iremos "colocar em xeque" a perspectiva eurocêntrica e colonizante. O público da oficina será sensibilizado acerca de movimentos estéticos/políticos no cinema que atuam na busca por representação de minorias nas telas e que estão em crescimento no país hoje: o Cinema de Mulheres e o Cinema Negro. A partir dos filmes e textos que demarcaram o surgimento desses movimentos no mundo e posteriormente no Brasil, abordaremos a história e teoria do cinema sob a crítica das cineastas feministas e dos e das cineastas negros. Além disso, haverá um momento de prática cinematográfica, durante a oficina, em que os participantes produzirão narrativas curtíssimas com temáticas representativas dessas duas perspectivas a serem exibidas e comentadas no último dia da oficina.
Sobre a oficineira:
Natália Lopes atua na área do audiovisual na perspectiva do direito humano à comunicação desde 2004. É comunicadora social, especialista em cultura pernambucana e mestre em Comunicação pela UFPE. Trabalhou junto a coletivos juvenis como o Centro de Comunicação e Juventudes (CCJ, 2008), Plataforma de Comunicação Amaro Branco (2011) e Ficcionalizar (2016); tvs pública e comunitárias (TV Viva, TV Amaro Branco e TV Universitária de PE), além de participar de alguns outros projetos em cinema e educação. Iniciou atividade cineclubista em 2008, com o Cine da Casa, no CCJ. É co-fundadora do Cineclube da Laia, em Camaragibe e já participou também da coordenação do Cineclube Coliseu, do Sesc Casa Amarela. Além disso, é compositora e cantora da banda Casas Populares da BR-232 (2005), integrante do Coletivo Cabelaço de Mulheres Negras (2012) e do Fazendo Milagres Cineclube (2012), todos estes, grupos políticos-culturais com atuação a partir de Olinda, Pernambuco, sua cidade-residência. Em 2017, desenvolveu junto a suas parceiras do Fazendo Milagres Cineclube e Ficine - Fórum Itinerante de Cinema Negro (RJ) a formação audiovisual para quilombos de Pernambuco: "A África que eu imagino", parte do projeto Cines Africanos Fazendo Milagres, apoiado pelo Baobá - Fundo para a Equidade Racial.
OFICINA “DA POESIA AO VÍDEO” com Eva Jofilsan
De 26 a 30 de agosto, das 13h30 às 17h30
Local: Escola de Referência em Ensino Médio Tito Pereira de Oliveira
Endereço: Estrada de Aldeia, SN - Araca, Camaragibe.
Público: Até 20 pessoas, com faixa etária a partir dos 12 anos, alunas/os de escolas, poetas, escritores e demais pessoas interessadas na experiência audiovisual com ou sem formação prévia.
Carga horária: 20h
Inscrição gratuita até 14/08:
http://bit.ly/DapoesiaaovideoSobre a oficina:
A oficina “Da Poesia ao Vídeo: a construção do videopoema” pretende sensibilizar os olhares das/os alunas/os para construção de um conteúdo imagético a partir da poesia. Através da exposição de diversos formatos de videopoemas proporciona-se a abertura para um novo olhar sobre cinema, literatura e suas confluências. Serão abordadas as mudanças estéticas do videopoema ao longo de sua existência, do momento inicial até os dias atuais. Após o trabalho teórico, haverá a parte prática da oficina, na qual as/os alunas/os serão estimuladas/os a roteirizar e produzir suas próprias peças audiovisuais a partir da interpretação de poesias. As etapas de realização serão pontuadas passo a passo: da pré-produção a pós-produção e exibição dos vídeos realizados.
Sobre a oficineira:
Eva Jofilsan é produtora e realizadora audiovisual. Idealizou e desenvolveu a atividade de formação “Da Poesia ao Vídeo: a construção do videopoema” (2015), realizou os videopoemas “Vertical” (2008) e “Wilma” (2011), adaptação das poesias homônimas de Biagio Pecorelli e Cida Pedrosa, respectivamente. Atualmente se dedica à finalização do documentário ensaio “Híbridos”, sobre a relação da palavra com as outras linguagens. Atuou na coordenação de produção do longa-metragem “A Morte Habita à Noite”, de Eduardo Morotó; na produção de locação e set da minissérie “Os Ovos da Raposa”, de Valdir Oliveira e como diretora de produção dos curtas-metragens “Frequências”, de Adalberto Oliveira e “Olhos de Botão”, de Marlom Meirelles. Como assistente de direção atuou nos curtas-metragens “Painho e o trem”, de Mery Lemos; “Os Suspiros Primários”, de Jucélio Matos; “Épico Culinário”, de Paulo Meira e no “Urânio Picuí”, dirigido por Antônio Carrilho e Tiago Melo. Cursou especialização em Estudos Cinematográficos na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), voltando suas pesquisas para documentário animado. Possui graduação em cinema pela FMN, além de cursos extras nas áreas de fotografia, roteiro e desenvolvimento de projetos.
Em caso de dúvidas entre em contato através dos telefones (81) 99873-3576 (whatsapp) / (81) 98341-5279 ou pelo e-mail formacaop...@gmail.com .