Fruto de 25 anos de trabalho, este livro esboça como trabalhar de perto com as pessoas, torná-las discípulos, ajudá-las a crescer e a florescer no ministério do evangelho e ficar ao lado delas em longo prazo.
"A treliça e a videira, de Colin Marshall e Tony Payne, é um dos livros mais incríveis que já li sobre a relação entre a estrutura da membresia (treliça) e a membresia (videira). A treliça é importante, sem dúvida. Mas o que é mais importante? A treliça ou a videira? Que haja treliça, mas que ela desapareça por conta da videira carregada de bons frutos. Afinal, a treliça é necessária, mas a vida você somente a encontrará na videira. Este é mais um daqueles livros que você não pode passar dessa vida para outra sem ler!" - Jonas Madureira, pastor, Igreja Batista Nações Unidas, São Paulo, SP; editor Edições Vida Nova; professor, Seminário Martin Bucer.
A obra que Deus está fazendo no mundo agora, nestes últimos dias entre a primeira e a segunda vinda de Cristo, é reunir um povo em seu reino por meio da proclamação dedicada do evangelho. Deus está fazendo sua videira crescer por meio de sua Palavra e de seu Espírito.
Uma está presa à parede de trás da garagem; é uma treliça muito bem feita. Gostaria de reivindicá-la como minha própria criação, mas não posso. Ela é forte, confiável e projetada com habilidade; a pintura verde-oliva tem sido mantida nova. Falta apenas uma coisa: uma videira.
Imagino que antes existia uma videira, a menos que a construção da treliça tenha sido uma daquelas obras de um faz-tudo que demorou tanto, que, ao final, ninguém apareceu para plantar algo que crescesse na treliça. Alguém certamente dedicou muito tempo e cuidado à sua construção. Ela é quase uma obra de arte. Mas, se já houve uma videira que se estendeu em volta desta linda treliça, hoje não há qualquer traço disso.
É difícil afirmar qual é a condição da treliça por baixo do jasmim, mas, em alguns pontos, onde ela é visível, posso ver que não tem sido pintada há muito tempo. Em uma extremidade, a treliça foi desprendida pelos ramos insistentes do jasmim; e embora eu a tenha prendido de novo, algumas vezes, isso foi inútil. O jasmim tem prevalecido. Sei que terei de fazer algo a respeito disso, a longo prazo, porque, no final, o peso do jasmim separará a treliça totalmente da cerca, e tudo ruirá.
No entanto, as coisas pioram ainda mais quando paramos para considerar a comissão que Deus entregou a todos nós como seu povo. A parábola da treliça e da videira não é apenas um quadro das lutas de minha própria igreja local; é também um quadro do progresso do evangelho em minha rua, bairro, cidade e mundo.
Em 1792, um jovem chamado William Carey publicou um pequeno livro intitulado An Enquiry into the Obligations of Christians to use Means for the Conversion of the Heathen (Uma Inquirição sobre as Obrigações de Cristãos Usarem Meios para a Conversão dos Pagãos). No livro, Carey argumentou contra a opinião prevalecente de que a Grande Comissão, dada em Mateus 28, fora cumprida pelos primeiros apóstolos e não se aplicava à igreja em gerações posteriores. Carey via essa ideia como uma abdicação de nossa responsabilidade. Ele entendia a Grande Comissão como um dever e privilégio para todas as gerações, e assim começou o movimento de missões moderno.