Muito interessante esse coletivo. E a escolha do nome também foi muito feliz, bela homenagem e inseação na melhor tradição da Faculdade, a de pensar o Direito ao Avesso. =)
1ª Reunião do Coletivo Avesso
O Coletivo Avesso convida para 1ª Reunião do Avesso ondeserá discutido um pouco quem são, de onde veem e pra onde vão. Coisa rápida!Participe! Aconchegue-se!
Quando? Segunda-feira, 19/03, às 11:00.
Onde? Nos Jardins da FA
Segue seu manifesto:
"Todo coração é uma célula revolucionária"
Queremos nos embriagar. Seja com bebida, poesia ou amor. Quecada um/a escolha suas armas, mas não tenha medo de suas escolhas. Queremos ummundo novo, de uma história que não acabou. Um mundo que vá além do mito, queouse sonhar, sem se limitar pelas reservas do que é possível (ou do que nosdizem que é possível). Queremos uma sociedade de corpos livres, sem identidadespré-fabricadas, livre das amarras que ninguém criou, mas de que todxs somosresponsáveis. Que a liberdade não seja só uma palavra à venda no mercado. Nãoqueremos só falar e ouvir de liberdade. Que ela seja uma experiência do agora,que seja nossa vida. Que todo dia seja um maio de 68.
Estamos cansados do formalismo, do contato distante,higienizado e bem-ajustado. Das relações alienadas que tolhem subjetividades ecalam as/os não-conformes. Reivindicamos os espaços roubados, para que ainclusão não sirva para encaixar as pessoas nos limites do que é aceitável, maspara descontruir essas barreiras. Que o incluir represente uma construçãocoletiva de sociedade, baseada no afeto. Reivindicamos o direito ao avesso, àdiferença que nos torna únicas/os - e, assim, humanos. É Anarcoerotismo quequeremos. E isso tem muito a ver com ação, com a escolha de viver de quem sedesentoca, grita e faz zoada.
Sim, somos de esquerda, somos sonhadoras/es enostálgicas/os, acreditamos que há sempre uma razão a mais pra seranti-capitalista. Acreditamos em uma esquerda que não se resume a disputarespaços institucionalizados, os espaços dos discursos "aceitáveis".Queremos ouvir o grito que vem de fora - esse fora que é quase tudo, e hojeparece quase nada - que vem das ruas. Sonhamos com um mundo que desnaturalize osexo, o machismo, a segregação racial, a exploração de classes sociais e todaforma de opressão. Tudo deve ser criticado. Tudo pode ser repensado. Que sesuspenda a realidade; em um momento em que só as/os loucas/os vislumbram (evivem) outras possibilidades, sejamos surrealistas! Sejamos utópicos, exijamosum futuro diferente do que nos deram.
Somos tudo isso, acreditamos em tudo isso. Mas temos fome emnos tornar tudo que não somos ainda. Porque nossos corações estão à esquerda.