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Tadeu Cotta

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Dec 10, 2016, 12:25:08 PM12/10/16
to Lista de discussão dos Professores da UFLA

O número dois de Goldman Sachs na administração  Trump

O  presidente eleito americano nomeará Gary Cohn à direção do  Conselho  nacional econômico

LE MONDE | 10.12.2016

Stéphane Lauer (New York, correspondente) em tradução de Tadeu Cotta

 

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                               Gary Cohn à la Trump Tower à New York, le 29 novembre.

Gary Cohn  na Trump Tower em  Nova York, em  29 novembro. DREW ANGERER / AFP

 

É um..é dois...é três  ! Goldman Sachs  é mesmo um viveiro inesgotável para  Donald Trump. Após ter criticado acerbamente a influência nefasta do banco de negócios na condução do país,  o presidente eleito está a ponto de chamar um terceiro dirigente que exerceu seus talentos no seio desse  estabelecimento .

Após  Steven Mnuchin, nomeado secretário do Tesouro; e após Stephen Bannon, designado  « estrategista chefe »  e adjunto à Casa Branca, o Sr. Trump escolheu , segundo a imprensa americana de  9 dezembro, Gary Cohn,  o atual número dois do banco, para dirigir o Conselho nacional econômico (NEC).

Trata-se de um posto chave da nova administração que caberá a um influente banco  . O diretor do  NEC  é de fato encarregado de coordenar a política econômica do governo. É igualmente um posto que terá um peso considerável nas próximas direções  orçamentárias ou na Reserva federal, o banco central americano.

 

 

Donald Trump por muito tempo criticou as ligações com Goldman Sachs

 

Uma vez mais  o Sr.  Trump faz exatamente o contrário do que disse nos seus discursos que duraram dezoito meses de campanha eleitoral . Suas invectivas  anti-establishment  o tinham conduzido a se aproximar de Ted Cruz, seu  principal rival ao longo da primária republicana, cuja   mulher trabalha para  Goldman Sachs. « Ele vai fazer tudo o que se lhe pedir. Não é um reformador de verdade», escrevia ele num  tweet em janeiro, subentendendo que o Sr.  Cruz  estaria sob a influência do banco, devido ao posto ocupado nele pela sua esposa .

 

Mais tarde, às vésperas da eleição presidencial, ele criticava  Lloyd Blankfein,  o  PDG  do banco. Num vídeo de dois minutos, o candidato republicano desencadeava uma violenta carga contra a  « estrutura do poder mundial », ilustrada com  imagens  do Goldman Sachs e de seu dono . Uma finança das sombras que  « encheu os bolsos de um punhado de multinacionais  ».

Essa retórica lhe permitiu, dois dias depois, ganhar a maioria dos Estados operários do  Midwest, que deslocaram os resultados das eleições em seu benefício.

 

Enfim, ao longo de toda a campanha, ele fustigou a proximidade de sua adversária democrata , Hillary Clinton,  com o banco de negócios. Ele usou sobretudo, e em várias ocasiões, que a Sra. Clinton havia participado em conferências organizadas por  Goldman Sachs e  remuneradas, segundo ele, de forma indecente .

 

Inscrito como democrata nas listas eleitorais

 

O Sr. Cohn é uma engrenagem essencial do muito influente banco,  cujo papel durante a crise financeira de 2008,  e depois durante a crise da dívida soberana na Europa,  foi vivamente criticado. Num artigo de 2009 que ficou célebre,  a revista Rolling Stone descrevia  Goldman Sachs como « o mais poderoso banco de investimento do mundo, um sanguessuga-vampiro colado na cara da humanidade, que mergulha suas garras sugadoras  de sangue em tudo o que tenha cheiro de dinheiro ».

 

Aos 56 anos, Gary Cohn estava presente até esse momento como diretor geral adjunto, o favorito para suceder ao Sr. Blankfein. Essa etapa teria sido amparada  por uma carreira quase inteiramente passada a serviço de Goldman Sachs. Ele tinha se juntado ao grupo em  1990, antes de ser nomeado associado quatro anos mais tarde, no mesmo ano que Steven Mnuchin.

O Sr. Trump poderá sempre contar que junto com o Sr.. Cohn, tudo parece como se o  Midwest industrial entrasse na Casa Branca . Originário do Ohio, ele de fato cresceu numa família operária, que o levou a começar sua carreira numa metalúrgica de Cleveland antes de ir rapidamente para  Nova  York para se lançar nas finanças.

 

Essas origens explicam sem dúvida que ele esteja inscrito hoje como democrata nas listas eleitorais . Mas o que querem dizer as orientações políticas a  tais postos ? Gary Cohn  sempre foi um generoso doador dos dois lados do tabuleiro de xadrez político americano, e na última campanha, contrariamente ao seu patrão, ele tinha se guardado de expressar apoio a Hillary Clinton.

 

Donald Trump  não é o primeiro presidente a chamar dirigentes do  Goldman Sachs para participar em sua administração . Henry Paulson  e  Robert Rubin, dois ex do banco de negócios, tinham também sido nomeados secretários do Tesouro , respectivamente por George W. Bush  e   Bill Clinton. É esse último quem criou o NEC em 1993,  do qual ele aliás confiou a direção ao Sr.  Rubin.  O Sr.  Cohn será assim o terceiro dirigente  de Goldman Sachs ( em dez )  a ocupar esse posto. Contrariamente ao secretariado do Tesouro, essa nomeação não necessita do  aval do  Senado.






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