Conforme a vontade do « Comandante », nenhum lugar da ilha e nenhum monumento terá inscrito nele o seu nome, anunciou Raul Castro, no sábado .
Le Monde.fr avec AFP et AP | 04.12.2016
Ele sempre insistiu para que após a sua morte « seu nome e sua imagem jamais viessem a ser usados para batizar instituições, praças, parques, avenidas, ruas ou outros lugares públicos ; e que jamais fossem erguidos em sua memória monumentos, bustos, estátuas e coisas semelhantes », relembrou o cadete dos Castro, que sucedeu ao seu irmão em 2006.
« Conforme a decisão do camarada, nós apresentaremos à Assembléia nacional (…) as proposições legislativas necessárias para o respeito de sua vontade », assinalou Raul Castro.
Cortando a exaltação que tomou conta da ilha em torno da imagem do « Comandante », o presidente vai protocolar uma lei prevendo que nenhum culto venha a ser mantido em torno do ex chefe de Estado.
Quando das homenagens póstumas em Santiago de Cuba, onde as cinzas do pai da revolução foram enterradas, o presidente também jurou « defender a pátria e o socialismo ». Fidel « demonstrou que isso é possível, que se pode derrubar qualquer obstáculo, ameaça, sobressalto...na nossa determinação de construir o socialismo em Cuba », insistiu ele, o fôlego um pouco entrecortado .
Frente a ele, a multidão gritava « Raul, meu amigo, o povo está com você ! », sob os olhares de vários chefes de Estado estrangeiros, tais como o da Venezuela Nicolas Maduro, da Bolívia Evo Morales, o do Congo Denis Sassou Nguesso; os ex-chefes de Estado do Brasil Luiz Inacio « Lula » da Silva e Dilma Rousseff.
Estavam igualmente presentes o futebolista argentino Diego Maradona e a ministra francesa da ecologia Ségolène Royal.
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