Em defesa do socialismo

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Tadeu Cotta

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Dec 7, 2016, 4:53:21 AM12/7/16
to Lista de discussão dos Professores da UFLA

Em Cuba, a memória de Fidel Castro não será petrificada

Conforme a vontade do « Comandante », nenhum lugar da ilha e nenhum monumento terá inscrito nele o seu nome, anunciou  Raul Castro, no sábado .

Le Monde.fr avec AFP et AP | 04.12.2016

O  presidente cubano Raul Castro assegurou que nenhum lugar ou monumento terá inscrito o nome de Fidel Castro na ilha caribenha.

Por ocasião do último discurso em homenagem ao « Comandante »,  pronunciado na praça da revolução  Antonio Maceo de Santiago de Cuba,  o  chefe de Estado explicou que essa decisão respondia ao desejo do pai da revolução.

Ele sempre insistiu para que após a sua morte « seu  nome  e  sua  imagem jamais viessem a ser usados para batizar instituições, praças, parques, avenidas, ruas ou outros lugares públicos ; e que jamais fossem erguidos em sua memória monumentos, bustos, estátuas e coisas semelhantes », relembrou o cadete dos Castro, que sucedeu ao seu irmão em  2006.

 

« Conforme a decisão do camarada, nós apresentaremos  à Assembléia  nacional (…)  as proposições legislativas necessárias para o respeito de sua vontade  », assinalou Raul Castro.

Cortando a exaltação que tomou conta da ilha em torno da imagem do « Comandante »,  o  presidente  vai protocolar uma lei prevendo que nenhum culto venha a ser mantido em torno do ex chefe de Estado.

 

« Defender a pátria e o socialismo »

 

Quando das homenagens póstumas em Santiago de Cuba, onde as cinzas do pai da revolução foram enterradas, o presidente também jurou « defender  a pátria e o  socialismo ». Fidel « demonstrou que isso é possível, que se pode derrubar qualquer obstáculo, ameaça, sobressalto...na nossa determinação de construir o socialismo em Cuba », insistiu ele, o fôlego um pouco entrecortado .

 

Frente a ele, a multidão gritava  « Raul, meu  amigo, o povo está com você  ! », sob os olhares de vários chefes de Estado estrangeiros, tais como o da Venezuela  Nicolas Maduro,  da Bolívia Evo Morales, o do Congo  Denis Sassou Nguesso;   os  ex-chefes de Estado do Brasil Luiz Inacio « Lula » da Silva  e  Dilma Rousseff.

Estavam igualmente presentes o futebolista  argentino Diego Maradona  e  a ministra  francesa da ecologia  Ségolène Royal.






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