O programa abaixo descrito parece ser uma boa solução para nossa
cidade. Não que tenhamos um trânsito caótico ou que faltam
alternativas para o transporte público.
Mas este último poderia prestar um serviço de melhor qualidade para a
população. Desde que comecei a pegar a linha Parada 14 / Metro 7 da
Central, vejo que ela poderia ser dividida em, no mínimo, duas linhas,
pois é uma viagem muito incômoda. Pra quem não sabe, o fim desta linha
é no bairro Boa Vista, que faz divisa com Portão. De carro, é possível
chegar lá em 5 minutos. De bicicleta, eu levo pouco menos de meia
hora. O ônibus leva, no mínimo, 40 minutos.
Talvez com este programa seja possível planejar reformas que não visem
apenas a utilização do automóvel, como aconteceu na João Correa.
Carros não são o único meio de transporte utilizado pela população.
Grande parte desta utiliza a bicicleta para se deslocar. Nesses tempos
em que a preservação do meio ambiente anda em alta, fatores como este
deveriam ser considerados.
Abraço e segue o texto:
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Texto publicado no Inovação Tecnologica (http://
www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=programa-gratuito-planejar-transito-plano-diretor&id=010170090130%0A)
Em parceria com pesquisadores de Universidade de São Paulo (USP), a
docente Renata Cardoso Magagnin, da Faculdade de Arquitetura, Artes e
Comunicação (Faac) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em
Bauru, desenvolveu um sistema on-line para subsidiar planos diretores
de transportes e mobilidade em cidades de médio porte.
Participação dos cidadãos
Batizado de Planuts (Sistema de Suporte à Decisão Espacial para o
Planejamento Urbano e de Transporte Integrado e Sustentável), o
recurso online permite a participação do cidadão nos trabalhos de
monitoramento e diagnóstico de um plano diretor, contribuindo para que
o trânsito das cidades médias não se torne tão problemático como o das
grandes metrópoles.
A professora partiu do princípio de que a mobilidade urbana resulta da
interação dos deslocamentos de pessoas e bens, indo muito além do
movimento de veículos ou do conjunto de serviços implantados para
esses deslocamentos.
Para isso, a ordem de avaliação do sistema Planuts é composta por três
fases e quatro módulos. A primeira avalia os módulos 1 e 2, a segunda
o módulo 3 e a terceira o módulo 4.
Gestão de transportes
O módulo 1 define o grau de importância dos temas relacionados ao meio
ambiente e transportes, gestão dos transportes, infraestrutura,
planejamento, e aspectos socioeconômicos. O segundo módulo avalia
outros dois temas importantes escolhidos pelos gestores públicos.
O terceiro módulo avaliará os problemas e soluções associados aos
indicadores, definindo as prioridades da cidade, apresentando
problemas e soluções, definindo ações e traçando um diagnóstico mais
elaborado. O módulo 4, por sua vez, é aquele em que os avaliadores
terão sugestões para o desenvolvimento do plano diretor.
Além dos quatro módulos apresentados, existe ainda um módulo
administrativo que disponibiliza relatórios destinados aos
administradores do sistema.
Problemas da mobilidade urbana
O Planuts permitirá, entre outras coisas, identificar e avaliar
problemas associados à mobilidade urbana, explorar informações
espaciais da cidade, contribuir em processos de tomada de decisão e
definir indicadores para utilizar no processo de avaliação e
monitoramento, de modo a reduzir os congestionamentos nas cidades,
diminuir o número de acidentes de trânsito e fazer com que a população
utilize mais o transporte coletivo.
A participação da população ocorre individualmente no site do sistema,
que foi desenvolvido com recursos de multimídia como textos, imagens e
vídeos didáticos, permitindo a realização, de forma bastante dinâmica,
de todo o processo de avaliação das categorias, temas e indicadores.
Os gestores municipais interessados em utilizar o dispositivo devem
solicitar à docente um DVD com o programa e um material explicativo
para implantação do sistema no município.