gato velox

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Gustavo Cherubine

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Feb 23, 2008, 6:22:02 AM2/23/08
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São Paulo, sábado, 23 de fevereiro de 2008



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Ilegal, "gato velox" espalha internet de banda larga no Rio

Conexão sem fio clandestina sai por até R$ 30; centrais fornecem até ficha de inscrição e carteirinha aos clientes

Com velocidade baixa, o serviço, que desafia polícia e provedores, só dá acesso a sites simples; downloads são praticamente inviáveis

ITALO NOGUEIRA
DA SUCURSAL DO RIO

Parte do sinal que conecta moradores da região metropolitana do Rio à internet é clandestino. O chamado "gato velox" se espalhou pelo subúrbio da capital e municípios vizinhos e desafia polícia e provedores que oferecem o serviço.
Por até R$ 30, moradores de bairros de classe média baixa ou mesmo em favelas conseguem uma conexão de internet banda larga de velocidade de dados limitada, mas que, pela via criminosa, permite fugir do acesso discado e da "exclusão digital". Os "gatos" costumam ser oferecidos onde as concessionárias não oferecem seus serviços de acesso à internet.
"A infra-estrutura para conectar essas pessoas e a falta de interesse das empresas deixa muito a desejar. Isso mostra uma demanda não atendida", afirmou Rodrigo Baggio, presidente do Comitê para a Democratização da Informática.
Há cerca de um ano na praça, os fraudadores têm sofisticado a transmissão de sinais de ponto a ponto. Abandonam aos poucos os metros de cabo que ligam o distribuidor ao cliente e passam a usar antenas, dificultando o trabalho da polícia. Algumas centrais clandestinas fornecem até ficha de inscrição e carteirinha para controlar o número e o perfil dos clientes.
"Qualquer jovem pode fazer isso. Os equipamentos se encontram facilmente na esquina e na internet. Eles acham que não estão cometendo crime, mas estão", diz o delegado Rodolfo Waldeck, da Defesa dos Serviços Delegados.
Geralmente, o "gato" oferece uma conexão com velocidade baixa (em média, 50 kBps, quantidade de dados enviados ou recebidos por segundo), que permite apenas o acesso simples a páginas na internet pouco "pesadas" -sem muita informação digital. Downloads são praticamente inviáveis. Na maioria dos casos, o uso da internet limita-se à visita a sites de relacionamento, bate-papo, mensagens eletrônicas, pesquisa e para o uso de programas de mensagens instantâneas.
A polícia já realizou prisões por distribuição irregular de sinal. Em São Gonçalo, a 25 km do Rio, Bruno Rafael Paulino de Assumpção, 25, foi preso há um mês por montar e usar uma rede clandestina de distribuição de sinal de internet. Ele responde ao processo em liberdade. A estrutura da rede impressionou os agentes da Draco (Delegacia de Repressão às Ações de Crimes Organizados) e de funcionários da Velox, serviço oferecido pela Oi no Rio.
Bruno comprou um plano de 300 kBps da provedora no nome da mãe, Maria das Graças Paulino de Assumpção, 50, e o instalou na casa de uma amiga.
De lá, uma antena enviava o sinal para a residência da família, a cerca de 3 km de distância (onde a Velox não oferecia acesso), segundo a polícia. Na casa da família, o sinal era dividido por dez computadores, em uma lan house -outras duas casas também captavam a conexão por antena.
O uso de antenas dificulta a identificação do local onde há o ponto "legal" da rede clandestina. Em São Gonçalo, a Draco investiga se redes clandestinas fornecem conexão à internet para comerciantes e até para um shopping da região.
"A velocidade é um pouco melhor que a conexão discada, mas não tenho que ocupar uma linha telefônica e disputar o acesso", afirmou o usuário de uma rede ilegal em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, que não quis se identificar.
Algumas centrais, porém, oferecem serviço mais amplo e "personalizado". Em Bangu (zona oeste), um dos "gatos" oferece três planos de R$ 30 (150 kBps), R$ 60 (300 kBps) e R$ 110 (600 kBps). A atividade, em alguns casos, é feita por milícias, como ocorre com o "gatonet" (TV a cabo clandestina).


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Gustavo Belic Cherubine

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(11)9394-3223

Rogério

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Feb 23, 2008, 5:59:24 PM2/23/08
to Campus Verde
Onde vamos parar?
Mas hoje em dia quem é que não faz esse tipo de coisa? Já fiz ese tipo
de instalação algumas vezes... "um colega chega em mim e fala que
comprou um roteador wireless e quer passar para um vizinho e os dois
dividem a mensalidade, com isso me pede para configurar."
Isso como mostra na matéria é uma coisa que qualqer adolescente pode
fazer, só que até então são apenas duas pessoas fazendo sem vizar
lucros, já essa de montarem digamos uma "micro-empresa" é demais né...
Só vejo essa situação ser amenizada por estar dando acesso a quem não
pode pagar um banda larga, mas ainda sim eu voto pela pessoa utilizar
de uma discada de final de semana, já fiz isso por muito tempo por que
o povo não poderia?


Gustavo Cherubine escreveu:

> S�o Paulo, s�bado, 23 de fevereiro de 2008
>
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> Texto Anterior
> <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2302200832.htm>| Pr�ximo
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> �ndice<http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/inde23022008.htm>
>
> *Ilegal, "gato velox" espalha internet de banda larga no Rio*
>
> *Conex�o sem fio clandestina sai por at� R$ 30; centrais fornecem at� ficha
> de inscri��o e carteirinha aos clientes*
>
> * Com velocidade baixa, o servi�o, que desafia pol�cia e provedores, s� d�
> acesso a sites simples; downloads s�o praticamente invi�veis*
>
> *ITALO NOGUEIRA*
> DA SUCURSAL DO RIO
>
> Parte do sinal que conecta moradores da regi�o metropolitana do Rio �
> internet � clandestino. O chamado "gato velox" se espalhou pelo sub�rbio da
> capital e munic�pios vizinhos e desafia pol�cia e provedores que oferecem o
> servi�o.
> Por at� R$ 30, moradores de bairros de classe m�dia baixa ou mesmo em
> favelas conseguem uma conex�o de internet banda larga de velocidade de dados
> limitada, mas que, pela via criminosa, permite fugir do acesso discado e da
> "exclus�o digital". Os "gatos" costumam ser oferecidos onde as
> concession�rias n�o oferecem seus servi�os de acesso � internet.
> "A infra-estrutura para conectar essas pessoas e a falta de interesse das
> empresas deixa muito a desejar. Isso mostra uma demanda n�o atendida",
> afirmou Rodrigo Baggio, presidente do Comit� para a Democratiza��o da
> Inform�tica.
> H� cerca de um ano na pra�a, os fraudadores t�m sofisticado a transmiss�o de
> sinais de ponto a ponto. Abandonam aos poucos os metros de cabo que ligam o
> distribuidor ao cliente e passam a usar antenas, dificultando o trabalho da
> pol�cia. Algumas centrais clandestinas fornecem at� ficha de inscri��o e
> carteirinha para controlar o n�mero e o perfil dos clientes.
> "Qualquer jovem pode fazer isso. Os equipamentos se encontram facilmente na
> esquina e na internet. Eles acham que n�o est�o cometendo crime, mas est�o",
> diz o delegado Rodolfo Waldeck, da Defesa dos Servi�os Delegados.
> Geralmente, o "gato" oferece uma conex�o com velocidade baixa (em m�dia, 50
> kBps, quantidade de dados enviados ou recebidos por segundo), que permite
> apenas o acesso simples a p�ginas na internet pouco "pesadas" -sem muita
> informa��o digital. Downloads s�o praticamente invi�veis. Na maioria dos
> casos, o uso da internet limita-se � visita a sites de relacionamento,
> bate-papo, mensagens eletr�nicas, pesquisa e para o uso de programas de
> mensagens instant�neas.
> A pol�cia j� realizou pris�es por distribui��o irregular de sinal. Em S�o
> Gon�alo, a 25 km do Rio, Bruno Rafael Paulino de Assump��o, 25, foi preso h�
> um m�s por montar e usar uma rede clandestina de distribui��o de sinal de
> internet. Ele responde ao processo em liberdade. A estrutura da rede
> impressionou os agentes da Draco (Delegacia de Repress�o �s A��es de Crimes
> Organizados) e de funcion�rios da Velox, servi�o oferecido pela Oi no Rio.
> Bruno comprou um plano de 300 kBps da provedora no nome da m�e, Maria das
> Gra�as Paulino de Assump��o, 50, e o instalou na casa de uma amiga.
> De l�, uma antena enviava o sinal para a resid�ncia da fam�lia, a cerca de 3
> km de dist�ncia (onde a Velox n�o oferecia acesso), segundo a pol�cia. Na
> casa da fam�lia, o sinal era dividido por dez computadores, em uma lan house
> -outras duas casas tamb�m captavam a conex�o por antena.
> O uso de antenas dificulta a identifica��o do local onde h� o ponto "legal"
> da rede clandestina. Em S�o Gon�alo, a Draco investiga se redes clandestinas
> fornecem conex�o � internet para comerciantes e at� para um shopping da
> regi�o.
> "A velocidade � um pouco melhor que a conex�o discada, mas n�o tenho que
> ocupar uma linha telef�nica e disputar o acesso", afirmou o usu�rio de uma
> rede ilegal em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, que n�o quis se
> identificar.
> Algumas centrais, por�m, oferecem servi�o mais amplo e "personalizado". Em
> Bangu (zona oeste), um dos "gatos" oferece tr�s planos de R$ 30 (150 kBps),
> R$ 60 (300 kBps) e R$ 110 (600 kBps). A atividade, em alguns casos, � feita
> por mil�cias, como ocorre com o "gatonet" (TV a cabo clandestina).
>
>
> Texto Anterior: Outro lado: N�o h� cabo do sexo feminino, diz
> Aeron�utica<http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2302200832.htm>
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> �ndice <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/inde23022008.htm>

Gustavo Cherubine

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Feb 24, 2008, 8:48:16 AM2/24/08
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Pois é, uma forma de inclusão digital...

Em 23/02/08, Rogério <rogerio-ca...@bol.com.br> escreveu:

Thiago Alexandre Moraes

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Feb 24, 2008, 10:21:09 AM2/24/08
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IRADO..... tem mais é que fazer gato mesmo.
Essa "legalidade" só favorece o enriquecimento de alguns....
Pena que a galera não tem acesso a uma velocidade melhor, reflexo do sucateamento de equipamentos. Que nos vendem como ouro!

Imagino um dia, onde as relações econômicas serão mais justas e os gatos deixaram de se pendurar nas nossas conexões!

Salve a difusão de informação....

Em 24/02/08, Gustavo Cherubine <gcher...@gmail.com> escreveu:
> (11)9394-3223
(11)9394-3223


bruno nepomuceno

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Feb 24, 2008, 6:05:49 PM2/24/08
to campus...@googlegroups.com

Adoro o underground tecnológico Brasileiro!!!

Somos o pais com mais interatividade em sites de relacionamentos, graça a sociabilidade do povo, e a facilidade de se montar "lan-house" e fazer "gatos" em internet (principalmente wireless , adoro), pela falta de fiscalização,subsidio do governo(ler-se interesse do governo) e a ultima e não menos importante: o baixo poder aquisitivo Brasileiro e a insana vontade de comunicar-se!!!

Viva aos gatos na internet, e a nova anarquia digital!!!!!

Em 24/02/08, Thiago Alexandre Moraes <thiag...@gmail.com> escreveu:



--
blog: psysapiens.blogspot.com
        oche.wordpress.com
tel.: 3392-1969
cel.: 8172-1426

Thiago Alexandre Moraes

unread,
Feb 24, 2008, 7:28:54 PM2/24/08
to campus...@googlegroups.com
VIVA!

Em 24/02/08, bruno nepomuceno <psysa...@gmail.com> escreveu:
> (11)9394-3223
(11)9394-3223




Thiago Moskito

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Feb 25, 2008, 8:12:25 AM2/25/08
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Desculpa, mas pra quem vive na miséria como uma grande parte aqui da cidade, não rola nem linha telefônica pra usar 'discada'.
Diga sim a Gatonet!
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Thiago Moskito
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