Sua carreira de cantor iniciou-se em 1969 e o sucesso veio em 1973
Compôs para outros medalhões da MPB, como Jair Rodrigues, que no ano de 1974
gravou “O Importante é Ser Fevereiro”. “A Menina e o Poeta” foi gravada por
Roberto Carlos em seu álbum de 1976. "Moça" (1975), "Chora Coração" (1985), que
fez parte da trilha sonora da telenovela Roque Santeiro, e, principalmente,
"Fogo e Paixão", lançado no álbum O Mundo Romântico de Wando, de 1988, foram seu
maiores sucessos.
Colecionou ao longo de seus mais de 40 anos de carreira, além de milhares
de calcinhas, muitos sucessos. No início dos anos 70, "Nega de Obaluaê" se
tornou sua primeira canção conhecida (foi regravada por Pedro Luis e a Parede
nos anos 2000).
Seu primeiro grande sucesso foi "Moça", lançada na trilha sonora da novela
"Pecado Capital", em 1975. O compacto de mesmo nome vendeu a impressionante
marca de 1,2 milhões de cópias, e Wando se tornou então conhecido
nacionalmente.
No ano de 1979 Wando lança seu primeiro LP, "Glória Deus no Céu e o Samba
na Terra", um álbum basicamente de samba, mas é nos anos 80 que o cantor começa
a construir - através de suas composições e dos nomes de seus discos - a imagem
de "o cantor mais erótico do Brasil".
“Ui-Wando de Paixão”, “Vulgar”, “Comum É Não Morrer de Amor”, “Obsceno”,
“Depois da Cama”, “Tenda dos Prazeres” e “Mulheres” são alguns dos nomes de seus
trabalhos. Ao todo, Wando gravou 30 álbuns e compôs mais de 400 canções.
Esses números lhe garantiram 19 Discos de Ouro, 7 Discos de Platina e 3
Discos de Diamante, com vendas estimadas em 10 milhões de cópias. "Fogo e
Paixão", lançada no disco "O mundo Romântico de Wando" (1988), e "Obsceno", show
também de 1988, foi seu maior sucesso de público, lotando casas noturnas em
todos os estados brasileiros.
Veja sua Discografia
Gloria a Deus e Samba na Terra (1973)
Wando
(1975)
Porta do Sol (1976)
Ilusão (1977)
Gosto de Maçã (1978)
Gazela (1979)
Bem-vindo (1980)
Pelas Noites do Brasil (1981)
Fantasia Noturna (1982)
Coisa Cristalina (1983)
Vulgar é Comum é Não
Morrer de Amor (1985)
Ui-Wando Paixão (1986)
Coração Aceso (1987)
O
Mundo Romântico de Wando (1988)
Obsceno (1988)
Tenda dos Prazeres (1990)
Depois da Cama (1992)
Mulheres (1993)
Dança Romântica (1995)
O
Ponto G da História (1996)
Chacundum (1997)
Palavras Inocentes (1998)
S.O.S. de Amor (1999) - ao vivo
Picada de Amor (2000)
Fêmeas (2012)
Mais do que a perda do artista, a morte do cantor Wando, significa também a
ausência de um dos ícones da música romântica no Brasil. O gênero, chamado
também de brega, ainda conta com as vozes de Amado Batista, Nelson Ned, Agnaldo
Timóteo e Reginaldo Rossi. Mas é fato que, através de sua música, Wando
personificou como ninguém os amores e amarguras do homem médio brasileiro.
Mas mais do que as músicas, o que realmente levou o cantor para o estrelato
foi uma jogada de marketing com calcinhas. A atitude de distribuir as peças
íntimas surgiu em 1987 e acabou virando marca registrada de Wando, que sempre
recebia de volta das fãs várias calcinhas durante seus shows. Ao longo dos anos,
ele garantia ter juntado mais de 17 mil peças e pensava em fazer um museu
Wando era casado desde 2005 com a belo-horizontina Renata. Ele dividia seu
tempo entre o Rio de Janeiro, onde mantinha uma base de negócios, e a capital
mineira, onde mora com a mulher e a filha Maria Sabrina, de cinco anos. Ele
tinha outros três filhos e oito netos. Seu último disco de inéditas foi Fêmeas,
de 2001.
Frases ditas pelo artista
"O relacionamento masculino é uma coisa válida. Não por ter aderido, mas
porque eu tenho amigos que vivem esse tipo de coisa." – em entrevista ao Estado
de S.Paulo em 2007
"Uma calcinha de cabeça para baixo vira uma tenda, não é? Coloquei uma
calcinha na capa do disco e essa coisa fez tanto sucesso que até hoje eu não
consigo tirar do show. Eu distribuo calcinhas e recebo, tenho uma coleção muito
grande, de todas as formas, jeito, cores e tamanhos." – sobre o disco "Tenda dos
Prazeres" (1990), em depoimento no seu site.
"Teve uma época em que eu botava uma banheira no palco, eu botava uma
mulher nua no palco. Eu sempre gostei desses negócios.” – em depoimento no seu
site.
"Sou como um ator, Até porque eu estaria morto se fosse mesmo assim. É um
personagem. É normal que as pessoas pensem que eu sou desse jeito, mas não deixo
que as pessoas alimentem muito essa imagem.” – em entrevista ao Estado de
S.Paulo em 2007
“Quando as pessoas falam de brega, sempre se referem a uma coisa ruim.
Então eu brigo por isso. Agora, eles até quiseram colocar o brega como uma coisa
bacana, mas eu acho que é uma forma de pedir desculpa, e isso é mau. Se for ver,
você tem que chamar o Chico Buarque de brega, a Maria Bethânia, o Caetano
Veloso, o Gilberto Gil. Eles gravaram as músicas que a gente grava. Eles gravam
melhor? Não. Isso foi uma coisa cruel que eles fizeram.” – em entrevista ao
Estado de S.Paulo em 2007.
Jair Rodrigues sobre Wando
Quando Jair Rodrigues conheceu o então novato Wanderley Alves dos Reis viu
que estava diante de um "compositor dos bons".
"Nós fomos apresentados pelo Nilo Amaro, de um grupo chamado Os Cantores de
Ébano. O Carnaval estava chegando e eu disse a ele que procurava um samba bem
alegre. Foi aí que ele cantou O Importante é Ser Fevereiro. E eu gostei tanto
que gravei",
afirma Jair.
O músico conta que era um admirador do talento de Wando.
"Ele tinha um feeling muito especial para mexer com as mulheres. Ele
frequentava a mesma turma que eu, fazia parte da nossa laia",
brinca Jair, que além de gravar O Importante..., composta por Nilo Amaro e
Wando, compôs o samba Se Deus Quiser ao lado de Wando.
"Eu tive a grande felicidade de ser o primeiro a gravar uma composição do
Wando e ele sempre me agradeceu por isso. Cada vez que encontrava comigo, dizia:
'Jajá -- era assim que ele me chamava --, eu agradeço muito o que o senhor fez
por mim. Meu começo de carreira foi difícil e você sempre me deu força. Nunca
vou esquecer'",
lembra Jair.
"Ele me tratava por senhor, e eu falava para ele: 'Que besteira, Wanderley
-- que era como eu o chamava, porque o conheci assim --, pode me chamar de
você'."
Jair conta que a última vez que viu Wando foi há cerca de um ano.
"Eu o encontrei, acho que foi no bar Brahma, em São Paulo, e até levei um
susto. Ele estava se aproximando de mim e a barriga dele já encostava na minha.
Eu falei para ele: 'Cuida da saúde, homem. Quem não cuida da saúde, o homem
leva'. É uma pena..."
Em 27 de janeiro de 2012, Wando foi internado na CTI de um hospital em Belo
Horizonte com problemas cardíacos graves. Ele passou por uma angioplastia de
emergência para desobstrução das artérias e estava em tratamento no Centro de
Terapia Intensiva e passou a respirar por aparelhos. Sua morte, por parada
cardiorrespiratória, foi anunciada às 8 horas da manhã de 8 de fevereiro de 2012
no Biocor Instituto em Nova Lima, Minas Gerais.
Na terça-feira (07), um boletim médico dizia que o quadro do cantor era
estável e apresentava melhora. Wando chegou a divulgar um bilhete, apresentado
no programa "Fantástico", da TV Globo, no domingo, em que dizia:
"Estou na oficina de Deus arrumando a turbina. Me aguardem".
Mesmo sem lançar um trabalho novo há mais de 10 anos, Wando mantinha uma
agenda agitada de shows e apresentações. Ainda neste primeiro semestre, o cantor
poderá ser visto nos cinemas no documentário "Vou Rifar Meu Coração", que
investiga a música brega no Brasil. Wando é um dos principais entrevistados do
filme.
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Marta Cristina Silva
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"Os sonhos são como uma bússola que nos indica os caminhos a seguir e as
metas a alcançar. Desistir dos sonhos
é abdicar da felicidade, pois quem nem
sequer tenta alcançar os seus objetivos está condenado a uma taxa de insucesso
de cem por cento"
Augusto Cury
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