FW: Doença de Parkinson está a aumentar. Cinco conselhos de especialistas para reduzir o risco de a desenvolver - CNN Portugal

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Dec 16, 2025, 9:31:58 AM12/16/25
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De: Anabela Mota <anabela...@gmail.com>
Enviada: 15 de dezembro de 2025 14:36
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Assunto: Doença de Parkinson está a aumentar. Cinco conselhos de especialistas para reduzir o risco de a desenvolver - CNN Portugal

 

 

Parkinson

A “Paralisia de Tremor”.

São estas as palavras que James Parkinson usou num ensaio há mais de 200 anos para agrupar sintomas e descrever uma misteriosa enfermidade que afetava seis indivíduos em Londres. O médico britânico foi o primeiro a identificar e documentar a condição agora conhecida como doença de Parkinson, um distúrbio progressivo do movimento. A sua marca distintiva é o dano aos neurónios produtores de dopamina no cérebro, que pode levar a rigidez muscular, lentidão, problemas de equilíbrio e uma série de outros problemas.

A dopamina é um neurotransmissor crucial envolvido no sistema de recompensa do cérebro. A substância desempenha um papel central na motivação, bem como na função executiva (que inclui atenção, tomada de decisões, multitarefas e planeamento), movimento e regulação emocional.

Em 2021, investigadores de saúde pública reportaram que havia quase 12 milhões de casos em todo o mundo. E o número de pessoas que vivem com Parkinson deverá ultrapassar os 25 milhões até 2050. A doença não só representa um fardo substancial para o indivíduo, mas também para a sua família, comunidade e sociedade como um todo.

“Estamos agora a crescer como doença neurodegenerativa mais rápido do que a doença de Alzheimer — isso deveria captar a atenção de toda a gente”, afirmou o neurologista Michael Okun ao correspondente médico-chefe da CNN, Sanjay Gupta, recentemente no podcast Chasing Life.

A doença de Parkinson é muito mais do que apenas uma paralisia de tremores, como os cientistas aprenderam desde 1817, mas ainda há um longo caminho a percorrer para identificar as suas causas profundas, compreender mais plenamente a progressão da doença e até desenvolver um teste de diagnóstico infalível.

“Fica óbvio, absolutamente óbvio, quando vemos as pessoas com a doença, que isto não é apenas uma doença da dopamina; não é apenas uma doença do cérebro. Vemo-la no intestino. Vemo-la na pele. Vemo-la em múltiplos órgãos”, explicou Okun, que cofundou e codirige o Norman Fixel Institute for Neurological Diseases na Universidade da Florida, em Gainesville, e é diretor médico e conselheiro médico da Parkinson’s Foundation. “Por isso, é super importante que façamos a pergunta porquê: Porque começa? Porque progride? Porque se espalha?”

A genética desempenha um papel fundamental entre 10% e 15% dos casos. Para muitos outros, disse Okun, a causa subjacente da doença pode ser mais mundana e insidiosa: toxinas ambientais - através do ar que respiramos, da água que bebemos, dos alimentos que comemos e dos químicos com os quais contactamos regularmente.

“Temos agora uma oportunidade incrível para perceber que não temos de viver num mundo onde pensamos que é inevitável ter Parkinson”, afirmou Okun. O seu livro mais recente sobre a doença, “The Parkinson’s Plan: A New Path to Prevention and Treatment”, escrito em conjunto com o Ray Dorsey, explora, em parte, as associações entre a doença e uma série de substâncias químicas que silenciosamente atacam o nosso corpo.

Pode ouvir o episódio completo aqui.

O que pode fazer para reduzir as suas hipóteses de ter Parkinson? Okun tem uma lista de 25 conselhos no seu livro, e estes são os seus cinco preferidos.

Beba água limpa

Invista num filtro de carvão para a torneira da cozinha, disse Okun por email.

“Um simples filtro de carvão pode reduzir as toxinas invisíveis que se infiltram na água potável e podem sobrecarregar sistemas cerebrais vulneráveis,” disse ele. “Água limpa diminui a carga química diária que o seu intestino e cérebro têm de gerir.”

Estes filtros podem reduzir a exposição a pesticidas e químicos como o tricloroetileno, ou TCE, uma substância comum usada na limpeza a seco de roupas, na descafeinação do café e na desengorduragem de metais, bem como a outras impurezas. (Em dezembro de 2024, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA anunciou uma proibição quase total do TCE, mas processos judiciais mantiveram, por enquanto, a data de entrada em vigor da regra em certas circunstâncias.)

Respire ar limpo

Use purificadores de ar tanto em casa como no trabalho.

“Remover partículas finas do ar interior protege a via nariz-cérebro que pode semear Parkinson,” explicou Okun. “Ar mais limpo significa menos desencadeadores a entrar pela porta da frente do cérebro.”

Certifique-se de usar um purificador de ar com filtro de carvão projetado para remover químicos orgânicos voláteis, ou VOCs, como o TCE. Compostos orgânicos voláteis são gases que podem ser emitidos de produtos sólidos ou líquidos, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental. Estes químicos podem causar problemas como irritação nos olhos, nariz e garganta, bem como danos ao fígado, rins e sistema nervoso central, disse a agência federal.

Coma alimentos limpos

Dedique tempo a lavar frutas e legumes, mesmo que sejam biológicos.

“Enxaguar e esfregar os seus produtos … ajuda a remover resíduos de pesticidas que podem danificar silenciosamente as mitocôndrias ao longo do tempo,” observou Okun. “Este simples hábito diário reduz a carga de exposição que o seu cérebro e sistema nervoso têm de gerir.”

E tal como faria ao lavar as mãos, deve enxaguar durante mais de 20 segundos, acrescentou Okun.

Mantenha o corpo em movimento

Exercite-se todos os dias. O movimento regular é considerado preventivo ou retardador do aparecimento da doença de Parkinson- e é também crucial para quem já vive com a condição.

“Exercite-se todos os dias, fazendo quatro caminhadas de 20 minutos (~7000 passos), ou uma rotina equivalente que o mantenha ativo ao longo do dia,” referiu Okun por email. “O movimento desperta circuitos naturais de dopamina, melhora a mobilidade e pode, possivelmente, retardar a progressão dos sintomas.”

Para quem se sente instável, Okun apontou que uma bicicleta recumbente estática é uma alternativa segura e eficaz.

Durma o suficiente

Priorize um sono consistente e de qualidade para dar ao cérebro a oportunidade de se recuperar todas as noites.

“O sono profundo ativa o sistema de limpeza incorporado do cérebro, eliminando toxinas e ajudando a melhorar os sintomas no dia seguinte,” afirmou Okun. “Proteger o sono é proteger a saúde do cérebro, especialmente ao viver com ou tentar prevenir a doença de Parkinson.”

Depois, quando se levantar de manhã, desfrute de uma chávena de café ou chá com cafeína. Pesquisas associam consistentemente o consumo de cafeína a um menor risco de doença de Parkinson; acredita-se que protege as células nervosas produtoras de dopamina dos danos causados por toxinas ambientais.

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