De: bonsa...@googlegroups.com <bonsa...@googlegroups.com> Em Nome De Luís Alves
Enviada: 18 de março de 2026 12:51
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Assunto: {bonsamigos]{Bons Amigos} DOENÇA DE PARKINSON
DOENÇA DE PARKINSON
A “Paralisia de Tremor” – estas são as palavras que James Parkinson usou num ensaio há mais de 200 anos para agrupar sintomas e descrever uma misteriosa enfermidade que afetava 6 indivíduos em Londres.
O médico britânico foi o primeiro a identificar e a documentar a condição agora conhecida como Doença de Parkinson, um distúrbio progressivo do movimento.
A sua marca distintiva é o dano aos neurónios produtores de dopamina no cérebro que pode levar a rigidez muscular, lentidão, problemas de equilíbrio e uma série de outros problemas.
A dopamina é um neurotransmissor crucial envolvido no sistema de recompensa do cérebro. A substância desempenha um papel central na motivação, bem como na função executiva que inclui atenção, tomada de decisões, multitarefas e planeamento, movimento e regulação emocional.
Em 2021, investigadores de Saúde Pública reportaram que havia quase 12 milhões de casos em todo o mundo. E o número de pessoas que vivem com Parkinson deverá ultrapassar os 25 milhões até 2050.
A Doença não só representa um fardo substancial para o indivíduo mas também para a sua família, comunidade e sociedade como um todo.
“Estamos agora a crescer como doença neurodegenerativa mais rápido do que a Doença de Alzheimer e isso deveria captar a atenção de toda a gente” – afirmou o Neurologista Michael Okun ao correspondente médico chefe da CNN, Sanjay Gupta, recentemente no podcast Chasing Life.
A Doença de Parkinson é muito mais do que apenas uma paralisia de tremores como os cientistas aprenderam desde 1817 mas ainda há um longo caminho a percorrer para identificar as suas causas profundas, compreender mais plenamente a progressão da doença e até desenvolver um teste de diagnóstico infalível.
“Fica óbvio, absolutamente óbvio, quando vemos as pessoas com a doença, que isto não é apenas uma doença da dopamina; não é apenas uma doença do cérebro. Vemo-la no intestino, vemo-la na pele, vemo-la em múltiplos órgãos” – explicou Okun, que cofundou e codirige o Norman Fixel Institute for Neurological Diseases na Universidade da Florida, em Gainesville e é diretor médico e conselheiro médico da Parkinson’s Foundation. “Por isso é super importante que façamos a pergunta porquê: Porque começa? Porque progride? Porque se espalha?”
A Genética desempenha um papel fundamental entre 10% e 15% dos casos. Para muitos outros, disse Okun, a causa subjacente da doença pode ser mais mundana e insidiosa: toxinas ambientais através do ar que respiramos, da água que bebemos, dos alimentos que comemos e dos químicos com os quais contactamos regularmente.
“Temos agora uma oportunidade incrível para perceber que não temos de viver num mundo onde pensamos que é inevitável ter Parkinson” – afirmou Okun.
O seu livro mais recente sobre a Doença, “The Parkinson’s Plan: A New Path to Prevention and Treatment” escrito em conjunto com o Ray Dorsey explora, em parte, as associações entre a Doença e uma série de substâncias químicas que silenciosamente atacam o nosso corpo.
O que pode fazer para reduzir as suas hipóteses de ter Parkinson?
Okun tem uma lista de 25 conselhos no seu livro e estes são os seus 5 preferidos:
Beba água limpa
Invista num filtro de carvão para a torneira da cozinha – disse Okun por email
“Um simples filtro de carvão pode reduzir as toxinas invisíveis que se infiltram na água potável e podem sobrecarregar sistemas cerebrais vulneráveis” – disse ele. “Água limpa diminui a carga química diária que o seu intestino e cérebro têm que gerir.”
Estes filtros podem reduzir a exposição a pesticidas e químicos como o tricloroetileno, ou TCE, uma substância comum usada na limpeza a seco de roupas, na descafeinação do café e na desengorduragem de metais, bem como a outras impurezas. (Em dezembro de 2024, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA anunciou uma proibição quase total do TCE, mas processos judiciais mantiveram, por enquanto, a data de entrada em vigor da regra em certas circunstâncias.)
Respire ar limpo
Use purificadores de ar tanto em casa como no trabalho.
“Remover partículas finas do ar interior protege a via nariz-cérebro que pode semear Parkinson” – explicou Okun. “Ar mais limpo significa menos desencadeadores a entrar pela porta da frente do cérebro.”
Certifique-se de usar um purificador de ar com filtro de carvão projetado para remover químicos orgânicos voláteis, ou VOCs, como o TCE. Compostos orgânicos voláteis são gases que podem ser emitidos de produtos sólidos ou líquidos, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental. Estes químicos podem causar problemas como irritação nos olhos, nariz e garganta, bem como danos ao fígado, rins e sistema nervoso central – disse a agência federal.
Coma alimentos limpos
Dedique tempo a lavar frutas e legumes, mesmo que sejam biológicos.
“Enxaguar e esfregar os seus produtos… ajuda a remover resíduos de pesticidas que podem danificar silenciosamente as mitocôndrias ao longo do tempo” – observou Okun.
“Este simples hábito diário reduz a carga de exposição que o seu cérebro e sistema nervoso têm de gerir.”
E tal como faria ao lavar as mãos, deve enxaguar durante mais de 20 segundos – acrescentou Okun.
Mantenha o corpo em movimento
Exercite-se todos os dias. O movimento regular é considerado preventivo ou retardador do aparecimento da Doença de Parkinson e é também crucial para quem já vive com a condição.
“Exercite-se todos os dias fazendo quatro caminhadas de 20 minutos (7000 passos) ou uma rotina equivalente que o mantenha ativo ao longo do dia” – referiu Okun por email. “O movimento desperta circuitos naturais de dopamina, melhora a mobilidade e pode possivelmente retardar a progressão dos sintomas.”
Para quem se sente instável, Okun apontou que uma bicicleta recumbente estática é uma alternativa segura e eficaz.
Durma o suficiente
Priorize um sono consistente e de qualidade para dar ao cérebro a oportunidade de se recuperar todas as noites.
“O sono profundo ativa o sistema de limpeza incorporado do cérebro, eliminando toxinas e ajudando a melhorar os sintomas no dia seguinte” – afirmou Okun. “Proteger o sono é proteger a saúde do cérebro, especialmente ao viver com ou tentar prevenir a Doença de Parkinson.”
Depois, quando se levantar de manhã, desfrute de uma chávena de café ou chá com cafeína.
Pesquisas associam consistentemente o consumo de cafeína a um menor risco de Doença de Parkinson; acredita-se que protege as células nervosas produtoras de dopamina dos danos causados por toxinas ambientais.
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